Notas iniciais
"The first Knights" ou "Os primeiros cavaleiros"

Heey! Fiz uma fic surpresa, é uma ideia diferente, e eu espero que gostem. Bom, o primeiro capítulo não é tão agitado, é só o começo, por isso pode ser meio parado. Comentem o que acharam da ideia, espero que gostem.

Las Vegas..... O grande sonho de um mágico, um erro, essa história não é sobre mágicos, e sim sobre ilusionistas...

As luzes se acenderam e isso levou o público à loucura, todos ali tinham um propósito: Se surpreender. Quatro figuras surgiram no centro do palco, e por mais que apenas desse para enxergar suas sombras, suas silhuetas os “denunciaram”: Três homens e uma mulher.

-Eu sou Violetta.

-Leon.

-Maxi.

-Marco. –Cada um disse em sua vez.

-E nós somos “Os Quatro Cavaleiros”.

Um ano antes....

Nova Iorque 12 de janeiro.

Pov’s Violetta

Sucesso! Essa é uma palavra que ainda não se concretizou em minha vida, creio que sou uma frustração para os meus pais, eles queriam que eu fizesse um doutorado e fosse alguém na vida (Na verdade é o sonho de todos os pais), e infelizmente para eles isso não se concretizou. Eu me apaixonei, me apaixonei pelos truques, baralhos, pelas adivinhações, me apaixonei pelo mundo dos ilusionistas, e hoje sou profissional nisso, o problema é que nesse ramo você só irá enriquecer se conseguir fazer grandes apresentações em lugares badalados como por exemplo: Las Vegas.

Infelizmente eu estou muito longe de Vegas, nesse momento me encontro na agitada Nova Iorque, a procura de um bom emprego, passei o dia inteiro andando de salto alto a procura de uma casa de noturna interessada em meus serviços de ilusionista, já era noite e como eu não havia encontrado nada eu decidi parar.....somente por hoje.

Estava voltando para casa quando percebo uma certa movimentação em um pequeno estabelecimento, chego mais perto, mesmo sabendo que poderia ser perigoso, mas por alguma razão eu sentia que deveria me aproximar, havia um letreiro que dizia:

Casa de talentos do Benny.

Esse nome não me era estranho, olhei em volta e me pareceu um lugar seguro, não havia vestígios de bêbados, e as pessoas que cercava o local pareciam estar lucidas, elas riam e pareciam se divertir, respirei fundo e entrei no local. Como eu previa era um lugar digamos que decente, era arrumado e eu me senti confortável.

-O show irá começar, apresento-lhes: Marco o quarto ilusionista – Me empolguei ao ouvir a palavra ilusionista, me sentei em uma das bancadas que tinham ampla vista para o show e decidi acompanhar o espetáculo. As cortinas se abriram, um homem mais ou menos da minha idade entrou timidamente.

-Novato. –Disse uma voz que estava ao meu lado, eu nem tinha notado a presença da pessoa, me virei e vi um homem também mais ou menos da minha idade, admito que ele era extremamente atraente, principalmente o tom de seus olhos, eram castanhos esverdeados e seu cabelo em tom chocolate era meio arrepiado e estava bagunçado, como se ele não tivesse dado a mínima para o penteado.

-Como disse? –Eu indaguei curiosa, o rapaz se virou para mim e deu um leve sorriso.

-Novato. –Ele disse novamente, agora apontando descaradamente para o centro do palco.

-Com tem tanta certeza? –Eu perguntei novamente.

-Primeiramente os instrumentos que ele tem no palco não são próprios para ilusionistas, segundo e não menos importante: Um ilusionista conhece outro ilusionista. –Ele disse.

-É ilusionista? –Eu perguntei.

-Não me imaginaria fazendo outra coisa na vida. –Ele disse. Interessante talvez ele pudesse me ajudar a arrumar um emprego, já que éramos do mesmo ramo. Voltamos nossos olhares para o palco, onde o tal do Marco tentava executar seus truques.

-Ele pode ser um novato, mas é bastante ágil. –Eu disse.

-Ele não é ágil, eu sou ágil. –Ele disse se gabando.

-Além de ágil é curioso também. –Eu disse e ele me olhou confuso. –Considerando o fato que você olhou duas vezes para as minhas mãos certificando-se que eu não uso aliança, e concluindo que provavelmente eu sou solteira, eu tenho direito de chama-lo de curioso. –Eu disse com uma pequena risada, a intenção era fazê-lo ficar envergonhado.

-Você é observadora. –Ele disse pasmo, e com um pouco de vergonha.

-Alguns de meus talentos. –Eu disse em tom de brincadeira o rapaz acompanhou minhas risadas.

-Já que você reparou em mim, o que acha de deixar eu te desvendar? –Ele perguntou, era tudo completamente estranho, éramos dois desconhecidos conversando como se fossemos amigos de longa data. Eu assenti com um pouco de receio. Ele se virou para mim, e agora nós ignorávamos completamente o show que ocorria no estabelecimento, ele me encarou por alguns segundos e logo começou.

-A dor é visível em seus olhos, não precisa ser ilusionista para saber disso, você está tentando tomar um rumo na vida e está à procura de um....um...emprego? –Ele perguntou e eu assenti. –Uma letra: A.B,C,D,E,F,G,H,I,J,K,L,M,N,O,P,Q,E,R,S,T,U, T a letra é T. TA, TE, TI, TO. TOR, TOS, TOM. TOMA. TOMÁS, quem é Tomás? –Ele perguntou, e infelizmente o cara era bom mesmo.

-Descubra. –Eu o desafiei.

-Pela sua cara só pode ser ex-namorado. –Ele disse rindo e eu assenti, lembrar-me de Tomás não me fazia mal, pelo contrário, era ótimo saber que eu não estava mais com aquele encosto.

-Você é bom. –Eu disse, ele merecia um elogio.

-E você é boa? –Ele perguntou.

-Como sabe que eu sou ilu...-Ele me interrompeu.

-Eu te disse: Um ilusionista conhece outro ilusionista. –Ele disse, meus olhos se focaram em um relógio de parede que marcavam 23:30, eu sei que para qualquer outra mulher de 21 anos esse horário era extremamente cedo, mas para mim não, eu acordava em média seis da manhã para sair e procurar emprego.

-Me desculpa, mas eu tenho que ir. –Eu disse me levantando da cadeira apressadamente.

-Espera! Quando podemos nos ver novamente? –Ele perguntou.

-Torça pelo destino, peça para nos reencontrarmos. –Eu disse e logo saí.

Pov’s Leon

Era mais um dia comum na minha vida, eu moro em um apartamento de classe média aqui em Nova Iorque, nasci na Califórnia, mas ao completar a maior idade eu me mudei para cá, eu tenho uma vida meio parada, podemos chamar assim, como ilusionista eu não estou me dando muito bem, quase não existem vagas no mercado para essa profissão, eu faço alguns truques improvisados no meio da rua, ou fico no shopping executando meus talentos, até eu ser expulso e voltar para o meio da rua.

Eu estava andando pelas ruas de Nova Iorque quando me deparei com um pequeno estabelecimento, havia algumas pessoas em volta, por algum motivo eu sentia que deveria entrar naquele lugar.

Casa de talentos do Benny.

Era o que estava escrito no letreiro do local, eu decidi entrar, logo iria anoitecer. Um jovem comum da minha idade 22 anos, normalmente estaria saindo com os amigos há essa hora, porém quem disse que eu sou comum? Adentrei o local, e para a minha surpresa o local era até interessante, me sentei em uma bancada e fiquei aguardando que algo de bom acontecesse.

Uma meia hora depois foi anunciado que haveria um truque de ilusionista. Uma garota se sentou ao meu lado, a olhei pelo canto dos olhos e percebi que ela parecia interessada no que acontecia, seu nome era Violetta, como eu sei? Isso você descobriram depois, eu não costumo contar os segredos de meus truques.

-Me desculpa, mas eu tenho que ir. –Ela disse se levantando da cadeira apressadamente.

-Espera! Quando podemos nos ver novamente? –

-Torça pelo destino, peça para nos reencontrarmos. –Ela disse e se direcionou para a porta.

-Pelo menos me dá o seu tele....fone. –Não deu tempo de perguntar Violetta saiu do local apressadamente. Confesso que me senti atraído por ela, mas é só uma simples atração. Voltei ao tédio completo, me direcionei ao meu sanduiche e dei uma mordida, ele não estava muito apetitoso, mas eu estava com fome então nem liguei.

Senti algo estranho dentro do meu lanche, algo que não deveria estar ali, abri o lanche cuidadosamente e pude ver que continha um papel branco com um pedaço rasgado na ponto, ou seja eu engoli um pedaço de papel, li o que estava escrito e sorri pasmo com o que li:

-Telefone: 0000-0000, de uma ilusionista para outro ilusionista. –Como? Ela nem sequer havia tocado no meu lanche, como ela colocou aquele papel lá? E quem disse que eu queria o telefone dela? Tudo bem eu assumo, eu queria o telefone, mas como ela sabia?

Um ilusionista conhece outro ilusionista.

Fui para o meu pequeno apartamento, que aproposito estava uma bagunça, me sentei na poltrona velha e rasgada e apoiei os pés na mesa de centro, reparei algo em cima da mesa, era brilhoso e dourado, era uma espécie de carta.

Prepotência X Humildade

Estava escrito na carta, eu não entendi absolutamente nada, porém aquelas duas palavras ficaram rondando em minha cabeça.

-Eu sou uma pessoa prepotente? –Eu perguntei para mim mesmo, se fosse eu não queria ser. E como aquela carta foi parar em cima da minha mesa, deveria ser uma brincadeira de muito mal gosto de alguém. Olhei a carta com mais atenção e percebi que tinha mais algumas coisas escritas.

Aposto que está confuso, não fique! Você descobrirá o sentido de tudo isso quando for a hora certa. Você é o primeiro cavaleiro, quer entender melhor? Vá ao endereço abaixo no dia 15 de janeiro, acredite você não tem nada a perder.

Pov’s Violetta

Cheguei ao edifico onde morava, cumprimentei o porteiro Tom, ele era um senhor de uns 70 anos de idade, barbudo e trabalhava no prédio desde jovem, ele morava com o neto, era simpático e aparentava estar feliz com a vida, diferente de mim, não que eu não esteja satisfeita, o problema é que parece que nada da certo em minha vida.

O caminho até o apartamento fui pensando que provavelmente o garoto já teria achado meu numero de celular, ou ele engoliu o sanduiche sem ao menos perceber. Não sabia o nome dele, nunca fui muito boa em adivinhação, digamos que eu era melhor quando se tratava de truques um pouco mais perigosos.

Bati a porta com força, e o barulho ecoou por todo meu apertamento, sim apertamento de tão pequeno que era, eu estava tão cansada que decidi ir me deitar sem ao menos tomar um banho. Assim que adentrei o quarto pude perceber algo brilhoso e prateado em cima da cama, era uma carta.

Solidão X Amor

-O que isso queria dizer? Eu não sou uma pessoa solitária, eu tenho vários amigos, tem a...... e também tem o.....Definitivamente minha vida social estava pior do que eu pensava. Pude perceber que no canto inferior da carta havia um pequeno texto.

Aposto que está preocupada, não fique! Você descobrirá o sentido de tudo isso quando for a hora certa. Você é o segundo cavaleiro (Se me permite dizer, por mais que seja uma dama). Quer entender melhor? Vá até o endereço abaixo no dia 15 de janeiro, creio que você não tem nada a perder...

Notas finais
Então gostaram? Mereço reviews? Querem que eu continue? Por favor digam o que acharam, sei que está meio parado, mas é só o começo. Beijos :D