Notas iniciais
Oi gente, um capítulo antes do feriado para agradecer ao carinho de vocês e todos os comentários adoráveis!!Muito obrigada!!!

Sakura e Sarada estavam tomando café na cama do hospital e ela parecia realmente bem, um pouco abatida, mas ele não podia ter certeza com todas essas coisas escondidas. Quando a filha desceu para ir escovar os dentes os deixando sozinhos ela o encarou e depois foi se levantar.


– Devia tê-la levado para casa, Sasuke.


– E você me deve explicações, por que diabos ninguém nessa droga quer me falar nada? — deu um passo a frente esperando para ampará-la se ela precisasse.


– Porque não é da sua conta. — suspirou e o olhou — Eu vou resolver logo, queria conversar com você, mas a oportunidade realmente não surgiu na última semana.
Sentiu o sangue ferver quando ela disse que não era de sua conta.


– Oh claro, a história de não sermos oficialmente casados... Tem certeza que pode levantar?


– Claro que posso... Vou tomar um banho, Sarada vai para casa, se trocar e assistir aula, nós conversaremos em casa.


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Ela estava sentada com uma xícara de chá na mesa da cozinha em silêncio, estava escorado na parede nervoso já com aquela demora. Ela olhou pela janela e dela para ele algumas vezes.


– Eu não queria que fosse assim.


– Inferno, Sakura, estou realmente tentando ser paciente, mas você está testando o meu limite! Que história é essa de ir embora e doença?


Notou o susto dela quase pulando da cadeira.


– Quem te falou isso?


– Sarada. A menina é esperta e leu alguma coisa que tem escondido aqui!


Viu que ela amaldiçoou baixinho e fechou os olhos tentando se controlar.


– Então vamos do começo, eu quero o divórcio. — disse o encarando e viu Sasuke perder boa parte da coloração do rosto — Não oficialmente porque a gente nunca se casou realmente, mas... você entendeu.


– Não, eu não entendi droga nenhuma, Sakura!! Droga nenhuma!!


– Eu realmente nunca me recuperei depois da guerra, achei que fosse só coisa de momento ou que eu apenas não ia mais fazer missões. Só que por causa da Sarada tudo saiu de controle... — suspirou levemente — Eu preciso realmente fazer algo e recentemente trocando informações com uma pesquisadora de Suna da área ela fez avanços no campo e pode ser a minha chance.


– Você não está dizendo absolutamente nada!


– Os pormenores não lhe interessam, eu quero fazer isso do jeito menos traumático possível. Você sabe... Eu não vou falar mal de você para nossa filha e nem impedir de alguma maneira que vocês tenham contato, mas para gente como casal, para mim deu.


– Eu decido o que me interessa ou não! Não faz o menor sentido, Sakura! Não faz sentido!


– Faz todo sentido, Sasuke-kun... — a rosada levantou e caminhou até ele colocando a mão em seu rosto — Eu esperei doze anos, oito dos quais eu tenho cuidado da nossa filha enquanto você segue com essa missão de redenção. E do primeiro dia até hoje não mudou nada.


Segurou o pulso dela e a encarou, Sakura estava sendo sincera.


– Como não? A gente tem uma filha... uma casa... uma história...


– Uma casa e uma filha sim, mas uma história? Eu sinto que não. Nosso relacionamento não evoluiu nada porque você simplesmente não estava aqui para gente realmente ter um... — tocou os lábios dele quando ia começar a falar — Eu sei que você precisa fazer isso para ter paz, entretanto justificar sua ausencia, não a muda. Para mim não dá mais, eu juro que tentei e você não pode nunca me dizer que não, só que doze anos é tempo demais.


– Eu vou parar, mais um tempo... Só um pouco... Inferno Sakura, você disse que entendia!


– E continuo entendendo... Não faça desse momento ainda pior, mas tente ver o meu lado. A vida toda você teve objetivos longe da gente, longe de mim... E a vida toda eu esperei que você terminasse eles e voltasse. Só que os anos passam, muito rápido! Olha Sarada, céus... ela é quase gennin já!! E você me pendindo tempo... só que o tempo não para!


– Não faz isso você... eu sei que você fez de tudo por mim, pela gente, reconheço seu esforço aqui cuidando da nossa filha, me fazendo presente mesmo longe. Acha que eu não vejo que ela está crescendo e que eu não estou aqui para ver? Ou que não me partiu o coração todas as datas especiais que eu não pude estar ao lado de vocês? Só que eu não posso parar agora!!


– E eu não posso mais esperar!! Me desculpe se eu quero mais de um relacionamento do que um par de dias num ano, se eu quero fotos, lembranças, não ter que educar um filho sozinha, não chegar em casa exausta e achar só uma cama vazia. E a progressão do meu problema... Bem, eu preciso cuidar disso de imediato, mas me fez ver que eu não tenho todo tempo do mundo.


– Não pode jogar essa bomba no meu colo agora e tirar o corpo fora!! Por que não me falou antes? Essa não é uma decisão de uma noite! Por que deixou passar doze anos como não se cansa de repetir? Por que escondeu de mim essa doença que tem?


– Porque não estava aqui para eu poder, e toda vez que você chegava eu me forçava a acreditar um pouco mais, a te dar mais um tempo. Só que a questão é, eu não tenho mais tempo.


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Assim que fechou a porta do quarto, Sakura se escorou nela e escorregou até sentar no chão e abraçar os joelhos para chorar. Foi infinitamente mais difícil do que imaginou ser. Não era falta de amor, amor era o que mais tinha. Todavia, amor sozinho não dá em nada. É como uma árvore sem água e cuidado, vai murchando.
Doía ver a filha deles sem um pai presente para ela ter uma vida normal. E viver em Konoha vendo todos seguirem suas vidas, formarem suas famílias e ela sempre ali com sarada apenas pacientemente esperando. Chegando ao ponto da filha fazer perguntas e ela simplesmente não saber responder. Sasuke era um vulto não só na vida delas, mas como em suas lembranças.


Não tinha a droga de uma foto com ele para por no porta retrato. Uma droga de foto!! E tinha que todo dia lembrar a filha que ela era sim muito amada e viver com a missão de fazê-la gostar de alguém que não conhecia. Em pouco tempo ela não seria mais uma criança e sasuke ia ter perdido tudo. Mesmo uma relação feita depois, não seria jamais igual a que se constrói no dia-a-dia com uma criança.


Ficou chorando ali até a hora de fazer o jantar. Sarada precisava de tranquilidade e um clima familiar. Ficou quase dez minutos olhando porta até abrí-la, não queria mesmo discutir com Sasuke agora. E por sorte ele estava em casa, mas trancado na biblioteca.


Continua...

Notas finais
É gente, essa foi a primeira DR... Apesar de 'separados' acho que haverão outras.