Trials
6 Prioridades
Notas iniciais
Sasuke ficou na vila até o fim do mês, ele e Sakura não falaram mais no assunto, mas ele sabia que ela ia se mudar logo depois da prova para gennin da filha. O que Sasuke achava devidamente precipitado, ela tinha apenas oito anos. Quando ela era um bebê, ele achava difícil ir, mas conforme crescia só piorou, porque via nos olhos dela que sentia o abandono.
E daquela vez nos portões da vila não foi diferente. Notou quando ela abraçou a mãe escondendo o rosto, e viu Sakura tentar confortá-la com um carinho no meio das costas. Talvez Naruto estivesse certo e fosse hora de parar, ele tinha pago um preço alto pelos pecados cometidos e merecia ter uma boa vida.
O problema era que internamente ainda não se sentia assim.
Só que as beiras de perder tudo e ficar sozinho novamente o Uchiha estava num dilema novamente. Os olhos verdes de Sakura não mentiam, ela não dava mais conta de esperar e saber que ela estava doente... sempre esteve... acabava com ele. Estava decidido a terminar logo com suas viagens, antes parecia que sempre teria todo tempo do mundo, mas agora ele sabia que não.
Sem dizer que Sarada estava crescendo e queria estar ali para guiá-la e ajudá-la com o Sharingan. Tinha perdido partes que jamais recuperaria com ela, mas enquanto ela ainda precisasse dele podia fazer toda a diferença.
Fechou os olhos um momento olhando para trás, elas já tinham ido embora.
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Foi um ano corrido com toda a história da mudança.
Sarada por si mesma não queria deixar Konoha e toda a vida que tinha ali, os amigos e os 'tios', mas não era uma questão de querer, a mãe precisava ir para Suna para se curar. E não cabeça da menina nunca surgiu um pensamento que não fosse esse, ela ia ficar curada!
Shikadai contou mais ou menos como eram as coisas por lá e a Uchiha não tinha certeza se seria uma adaptação fácil. Ia entrar numa equipe com gente que nunca conheceu e um sensei também desconhecido. Suspirou colocando seus livros em uma caixa. Um barulho na janela a fez se virar.
Bolt entrou sem perguntar se podia e desceu a irmã no chão. Viu a pequena Himawari correr em sua direção, ela gostava muito da pequena.
– Sarada-chan!! Mama disse que vai embora!
– Olá, Himawari... — levantou a cabeça — Bolt. Sim, eu vou morar um tempo em Suna com a minha mãe.
Viu a pequena fazer beicinho.
– Não fique assim, vamos vir para visitar e a Okaa-chan disse que não vai ser para sempre, tem um trabalho importante para ela lá.
– Mesmo assim, vou sentir saudades... E da titia também! Não gosto de outros médicos!!
Sarada riu e se levantou indo até uma estante pegando um livro, com uma caneta fez a dedicatória e entregou a ela.
– Esse era o meu livro favorito quando tinha o seu tamanho, a minha okaa-chan lia toda noite um pedaço para eu dormir, toda vez que sentir saudaudades de mim pode pegar ele.
– Mas eu não sei ler, Sarada-nee!! — ela pegou e abraçou o livro -
– A Tia Hinata pode ajudar e eu sei que logo vai estar lendo sozinha!! — disse piscando um olho para ela.
– Tsk... não tem nada para comer não? Eu ia comer quando ela começou choramingar querendo vir aqui!
Sarada rolou os olhos escuros atrás dos óculos.
– Venham, tem lanche na cozinha.
Himawari ia saltitante atrás de Sarada com seu livro bem abraçada a ele. Na cozinha pegou suco e alguns quitutes que a mãe tinha comprado de manhã e foram sentar na varanda.
– Vocês vão embora mesmo? — Bolt disse mordendo um bolinho.
– Sim, minha mãe vai trabalhar num centro de pesquisa em Suna.
– Mas ela não pode trabalhar aqui? Vai tirar você de casa se pode fazer aqui?
– Se ela pudesse, não estaríamos indo, Bolt.
– E não vai falar nada? Não importa de ir embora assim? Todo mundo que conhece é daqui!!
– Eu entendo a minha mãe, ela conversou comigo. Não vou criar caso.
– Você é uma molenga, Sarada! Eu não ia nem se me amarrassem!
– Essa é a diferença entre a gente, eu tento entender os motivos e não crio caso por coisas que não vão mudar.
Eles ficaram em silêncio algum tempo terminando de comer.
– Seu pai sabe disso? — perguntou depois de um tempo
– Sabe, mas não podia fazer nada a respeito, afinal, ele nunca está aqui mesmo.
Deu os ombros e voltou sua atenção a pequena. Gostava muito dela. Ia sentir falta de passar o dia nos Hyuugas ou na casa da tia Ino... Conversar com Chouchou e até das idiotices do Bolt.
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Sakura estava sentada na sala olhando os álbuns de fotos que achou arrumando as coisas e sorriu. Ela tinha mesmo uma filha muito linda, Sarada foi um bebê todo fofo que sempre fazia cara de emburrada. Notou a filha chegando e a convidou para se sentar junto, mostrando as fotos.
– Você era uma ciumentinha, nem a Ino podia chegar perto de mim direito... — disse pontando para uma foto dela agarrada como um bichinho em seu colo.
– Eu lembro desse dia no campo, a tia Ino me mostrou a flor cosmos e me contou uma história de vocês. — falou apontando outra foto.
– E na semana seguinte você já tinha lido tudo a respeito de flores e arranjos florais... — riu e beijou o topo da cabeça dela — Minha espertinha.
– Gosto de saber das coisas...
Ficaram uma boa parte da tarde vendo fotos e relembrando, quando a Haruno fechou a última caixa sorriu a filha.
– Otou-san não gosta de fotos?
Perguntou mexendo nos óculos.
– Hum... Ele geralmente não estava aqui e quando estava ele acaba tirando, querida.
– Você sempre defende ele. — a garota falou num tom meio acusatório.
– Não Sarada, apenas mostro a melhor face da verdade. Seu pai passa pouco tempo com você e eu não quero que não o aproveite.
– Eu só ouço histórias sobre como ele valorizava o clã, mas nunca está aqui cuidando de mim ou você, então não parece que ele se importa tanto assim.
Viu a filha sair e ofegou cansada se sentando no sofá. Quanto mais Sarada crescia mais difícil era defender a ausência do pai, principalmente porque ela tinha um grande senso crítico pra alguém tão jovem. Esperava que ela não virasse uma adolescente revoltada.
– Como sempre Sasuke... — disse jogando uma foto dentro de uma caixa — Arrumando problemas para eu dar jeito.
Continua...
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