Trevas, A Guerra
1 Capítulo 1-Um Futuro
Capítulo 1 – Um Futuro
Viver é dar a vida pelas pessoas que amamos. Meu nome é John Screengear. Tenho 19 anos. Vivo em uma ilha escondida do mundo chamada Rosariana. Meu pai é o comandante da ilha e minha mãe cuida da casa. Meu pai se chama Harry e minha mãe se chama Kristen. Papai diz que um dia ganharei o lugar dele. No dia cinco de agosto de 1948 ele me levou na prefeitura pra que eu conhecesse o trabalho duro dele.
Ele dirigia o carro comigo no banco do carona e eu observava o palácio se aproximando. Ao chegar déssemos do carro e vi o grande sorriso e o olhar feliz do meu pai.
— Hoje você vera como é bom viver para proteger aos outros. — disse meu pai.
— É. Você sempre com essa filosófica frase. Profundo! — brinquei.
— Tá garotão, vamos.
Lindo saguão aquele. Enorme. Meu pai me levou ate o balcão e me apresentou a recepcionista.
— John, essa é a Gwen. — disse meu pai.
— Oi! — Cumprimentei.
— Oi. Você se parece muito com seu pai. — ela respondeu.
— Sim, sei que sou de mais. — estufei o pulmão.
— Vamos tem muita gente pra conhecer.
O dia passou devagar. Cada pessoa, cada figura. E por fim, o gabinete do meu pai. Era bonito e bem organizado. A cadeira era confortável. Adoraria esquenta-la.
— Bem, filho esse é seu futuro. Um futuro. Não se esqueça das regras. — ele se sentou. — Não deixe a existência da nossa ilha se espalhar. Rosariana tem a maior reserva de petróleo e minerais. Pode ser perigoso. Além disso, trabalhe pelos outros e com amor.
— Pode ter certeza, pai, vou dar meu sangue por Rosariana. Trabalharei incansavelmente pelo povo.
— É assim que se fala. Compaixão, amor, John. Agora vá, já pode ir. Diana está lhe esperando.
— Ela que me espere, pois terá uma romântica surpresa.
— Hum. — sua cara era maliciosa.
— Tchau — sai da sala e fui embora.
Peguei um taxi e fui pra casa lembrando-se de Diana. O rosto limpo, os cabelos loiros, os lábios. Linda. Nós nos conhecemos na escola quando fazíamos a 8ª serie. Eu nunca tive coragem de chegar nela então fui devagar, falando aos poucos. Ainda me lembro dos meninos brincando com a cara dela.
Cheguei a minha casa, paguei o taxi e sai correndo pra me arrumar. Minha mãe nem precisou perguntar quando eu saí atropelando tudo. Não deu 15 minutos e eu estava pronto.
— Tchau mãe. — me despedi todo apreçado.
— Tchau querido. — ela respondeu.
Fechei a porta de casa correndo e peguei meu carro. Fui dirigindo ate chegar à casa da Diana. Uma casa bonita que eu esqueci quando o brilho da loirinha surgiu na porta. Ela veio correndo e me beijou. Gosto explosivo.
— Oi, gata. — eu disse.
— Oi, amor. — ela respondeu.
Ela deu a volta em torno do carro e entrou.
— Pra onde vamos hoje? — ela perguntou.
— Cinema. — ela que me aguarde.
— Hum, que bom, meu galã.
Eu ri. Saí dirigindo o carro, indo em direção ao cinema. Diana me abraçava com a cabeça repousada em meu peito. Não demorou muito e chegamos ao cinema. Saímos do carro e fomos ate a bilheteria. Paguei dois ingressos e entramos. Ao chegar às cadeiras Diana percebeu que aquelas eram diferentes das outras. Maiores e mais confortáveis.
— Me espere aqui. — eu disse deixando-a lá aminha espera e fui ate lá na frente.
Peguei um microfone e comecei a falar.
— Bem hoje é um dia especial pra mim. E antes de rodar o filme, vou mostrar um vídeo pra vocês, que foi feito especialmente para minha namorada, Diana.
O vídeo começou a rodar e eu fiquei ali parado só observando as lagrimas de Diana caindo. O vídeo mostrou cada momento que passamos juntos. Eu comecei a derramar lagrimas também. Cada lembrança feliz ali reproduzida.
O vídeo terminou, peguei o microfone e um buquê de flores e fui ate minha loirinha. Dei o buquê a ela, me ajoelhei e tirei o anel do bolso.
— Casa comigo? — pedi.
Ela demorou um pouco e respondeu:
— Sim!
Eu a beijei e todos ali aplaudiram. Era meu futuro. Minha Vida.
Fale com o autor