Treja City

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo, eu ainda não escrevi os outros e vou escrever dependendo do que vocês acharem. É isso, lembrem que: Em TREJA CITY tudo é possivel!! (:Ps.: Leiam a fic de meu amigo http://fanfiction.com.br/historia/465177/Acampawalker/

Cena 1.

– EU QUERO O MEU DINHEIRO!

Vick gritava na porta do AHEU Distribuidora de Agua e Puteiro.

– EU DEI PRA CINCO ONTEM, EU.QUERO.O.MEU.DINHEIRO!!

Nina que não aguentava mais a gritaria na porta de seu estabelecimento desceu as escadas ainda de camisola pra ver o que a doida queria dessa vez.

– O que é Vick?! Minhas meninas estão trabalhando lá dentro, elas precisam de concentração.

Vick parecia estar sobre o efeito de alguma droga, não que isso fosse novidade, mas Nina estava morrendo de dor de cabeça e não aguentava mais a gritaria.

– CONCENTRAÇÃO DE CU É ROLA, NINA. EU QUERO O MEU DINHEIRO!

– VOCÊ NÃO TEM DINHEIRO NENHUM AQUI, PELO CONTRARIO, ESTÁ ME DEVENDO! PENSA QUE ESSES CINCO QUE TE COMERAM ONTEM PAGARAM SUA DIVIDA? EU DEVERIA TE PROIBIR DE PISAR AQUI, ROUBA BEBIDA E BASEADO E ACHA QUE EU NÃO SEI? SÓ NÃO MANDO A GIULIA TE PRENDER PORQUE VOCÊ TEM OITO REMELENTOS PRA CRIAR!

– DO QUE VOCÊ CHAMOU MEUS FILHOS? OLHA AQUI

Vitu já estava chateado com a gritaria ao lado de sua padaria, parecia que Vick estava mais uma vez dando seus showzinhos. Ele saiu do balcão e deixou um funcionário tomando conta, foi ver o que estava acontecendo.

– Mas que porra é essa aqui? São 6h da manhã e acabei de abrir minha padaria, se vocês continuarem gritando desse jeito vão espantar a freguesia!

– Então fale pra essa doida voltar pra baixo da ponte e ir cuidar de seus remelentos, digo, filhos. Fica dando vexame em minha porta uma hora dessas.

– EU QUERO MEU DINHEIRO!! EU DEI PRA CINCO ONTEM, SEU VITU, EU PRECISO ALIMENTAR MINHAS CRIANÇAS!

– AH, ENTÃO PARE DE PARIR, SINHÁ VADIA!! – Nina estava com a cabeça agora pulsando de dor.

– COMO VOCÊ TEM A CARA DE PAU DE ME CHAMAR DE VADIA?

– CHEGA!! – Vitu não aguentava mais, em breve os madeireiros começariam a chegar pra tomar café da manhã antes de ir trabalhar e ele precisava de silencio. – Vick, entre e coma alguma coisa, eu vou preparar uma cesta pra você levar pros seus filhos.

Nina nem esperou Vick responder ao Vitu, entrou no AHEU e trancou a porta antes que a louca começasse com outro drama em sua porta.

Vitu e Vick entraram na padaria e ele foi logo sussurrando em seu ouvido “Não pense que esse café da manhã vai ser de graça, mais tarde vou passar em seu barraco pra cobrar o pagamento”.

Cena 2.

Frávia acordou deitada por cima da Luiza, que por sinal estava com um puta cheiro de álcool, ela levantou toda desajeitada e percebeu que estava mijada. O lugar onde elas dormiam estava todo bagunçado e tinha cheiro de sexo selvagem, mais algumas pessoas mais ou menos na mesma faixa etária estavam deitadas pelo quarto. Ela não lembrava o que aconteceu mas sabia que estava em alguma festa.

– Luiza – Frávia repetia perto da amiga pra somente ela acordar enquanto a balançava – Luiza, acorda, a gente tem que dar o fora daqui.

Luiza sussurrou alguma coisa enquanto dormia mas Frávia não entendeu e deu um tapa na cara da amiga.

– Acorda vacachorra, a gente tem que sair daqui – Luiza acordou assustada e levantou de vez batendo a testa da de Frávia. As duas levaram a mão à testa e levantaram.

– Aff, Frávia. Você se mijou

– E você acha que eu não vi? Vamos no banheiro que eu quero lavar essas roupas antes de ir pra escola.

Elas foram juntas andar pela casa procurando um banheiro, Luiza sabe que não tem como contestar, quando a Frávia se mija em uma festa ela só consegue ir embora depois de lavar a roupa. A casa era grande e o quarto onde elas estavam era no andar de cima, as duas desceram as escadas e foram pro andar de baixo. Pelos cantos nas paredes tinham muitas garrafas de bebida vazias e isso explicava porque estavam com tanta dor de cabeça. Foram abrindo todas as portas que encontravam e em cada uma encontravam coisas diferentes, uma delas tinha um homem e duas mulheres em uma espécie de ménage, quando finalmente encontraram um banheiro as duas entraram e a Frávia já foi tirando a calça e calcinha e jogando na pia. Luiza abriu a tampa da privada e sentou sem se importar em encostar a bunda, estava muito apertada pra ligar pra essas coisas naquele momento.

– Frávia, adianta com isso. Já são 6:30 e você sabe que 9:00 temos que está na escola. – Ela olhou Luiza como se estivesse se lembrando que era terça-feira. Terminou de lavar a calcinha e a calça e sacudiu as duas como se isso fosse ajudar a secar mais rápido. Mas todos essas vezes que lavou as roupas em festinhas tinham feito ela ficar mais experiente e agora quando ela torcia as roupas elas já ficavam quase completamente secas, era só sacudir e vestir que com alguns minutos de caminhada já estaria completamente seca.

Luiza subiu o short e meia calça, lavou o rosto e secou na blusa. Ela e a Frávia saíram o banheiro e seguiram procurando a porta na rua, o que demorou um pouco já que a casa era grande. Por sorte o carro de Luiza estava estacionado logo na porta, e a chave estava em seu sutiã meio violado. Elas entraram no carro e foram direto pra escola, não daria tempo de passar em casa e por sorte ninguém perceberia que elas foram direto de uma festinha em um casarão no meio do nada.

Cena 3.

Nina estava terminando de contar os lucros da noite anterior no AHEU Distribuidora de Agua e Puteiro. E parece que a venda de agua tinha aumentado bastante no último mês, e isso era bom pra os negócios. O verão estava chegando e isso significa que as vendas só fariam subir.

Na outra parte do negócio, o puteiro, a noite foi bastante lucrativa também. Hoje Nina faria algumas entrevistas de emprego.

– VENHAM RECEBER A SUA PARTE NOS LUCROS DO MÊS! – Nina gritou e no mesmo instante apareceram quase todas as mulheres que trabalham na AHEU. Elas só ganhavam pelo programa, o dinheiro da agua uma parte era separada pro reabastecimento, outra pra melhorias no estabelecimento e a outra era dividida entre Nina e Giulia, as donas do negócio. As gorjetas as meninas não tinham que devolver. Depois de receber o salário elas voltaram as tarefas que estavam fazendo antes, no caso a limpeza do puteiro.

Quando a primeira garota chegou pra entrevista de emprego Nina a levou até a sala onde ela realizava a entrevista. Lá tinha tudo que a entrevistada precisava pra provar que era capaz de trabalhar em um lugar de tanto nível como AHEU.

– Bom, pra começar eu tenho que te deixar a parte de como funciona o Puteiro. Nós abrimos cinco vezes por semana, Domingo, Terça, Quinta, Sexta e Sábado. Temos alojamento para as meninas que trabalham aqui mas vocês tem que pagar o aluguel se quiserem ficar. Não recolhemos a gorjeta, ou seja, você pode fazer o que quiser com ela. Se você quiser ficar no alojamento vamos retirar o aluguel de seu salário mensal. Ah, em falar nisso, o salário não é fixo, você ganha de acordo com o que trabalha. – Nina olhou pra Yany esperando a resposta, muitas já desistiram de trabalhar no estabelecimento por não concordar com os termos do contrato, mas parece que não viu problema nenhum.

– Tudo bem, eu aceito os termos. Onde eu assino? – Nina levantou o olhar que antes estava conferindo os documentos e olhou para moça que estava sentada em sua frente. –Eu só disse uma parte, querida. Bom, você tem que me entregar o seu histórico médico e me falar se tem problema com alguma coisa na hora do ato. – Yanny entregou um envelope grande, Nina abriu e começou a olhar o histórico médico, parece que estava tudo ok.

– Eu não tenho problema nenhum na hora do ato. Sei o Kama sutra todo de cor e salteado. Faço anal e boquete, até fio terra se o cliente for chegado.

Nina gostou, parecia estar bem de saúde e não ter nenhum tipo de presepada.

– Gostei de você, Yany. – Ela colocou os documentos sobre a mesa e Yany assinou. – Você deve sempre tomar anticoncepcional, se engravidar é demitida e isso está no seu contrato. Pode começar a trabalhar na próxima semana.

Nina se levantou e Yany fez o mesmo, apertaram a mão. Nina guardou os documentos em uma gaveta de chave e depois acompanhou a moça até a porta de saída então chamou a segunda que estava esperando na sala de espera. Depois dela tinham mais cinco então tinha que adiantar.

Cena 4.

Thai estava chorando em um canto no pátio da escola, coisa que ela fazia com frequência. Vivis e Malu estavam passando e pararam em frente a menina.

– O que foi dessa vez, Thaistranha?, o namoradinho terminou com você? Ah, não fica triste. – Falou Vivis debochando da menina. – Você já deveria estar acostumada a ser rejeitada, só usa essas roupas esquisitas e tem esse cabelo ridículo. – Completou Malu. Thai colocou o capuz e abaixou a cabeça, aumentou o volume da música em seu ipod e tentou ignorar as meninas que estavam falando merda, afinal, ela não precisava de mais ninguém pra lembrar que ela e o Mansur tinham terminado.

Malu e Vivis continuaram andando, decidiram deixar Thai sofrer sozinha.

– Essa Thai é uma idiota, nem é tão ridícula assim, talvez até tenha jeito, mas essas roupas que ela usa, nossa, me dá náuseas!

– Eu entendo seu ponto de vista, Vivis, mas eu não perderia meu tempo tentando mudar essa doente, é capaz dela nem te agradecer depois. E se ela mudar vai ser pior, não sei como o Mansur aguentou tanto tempo com ela. – Vivis olhou pra amiga com uma certa curiosidade nos olhos – O que você quer dizer? Vai investir no ex da louca? MALU! DANADA!

Malu sorriu maliciosa enquanto ria com a amiga. Mas não durou muito tempo.

– Quem é aquela garota ali? – Ela apontou pra uma menina que estava sentada no pátio usando o celular. Nenhuma das duas sabia responder, ela era nova na escola. – Ela parece ser interessante, suas roupas não são ruins, gostei da bolsa. – Vivis que até então não tinha visto desviou o olhar da tela do celular e encarou a garota nova de baixo pra cima. – E suas sapatinhas também estão lindas! Vamos falar com ela.

Vivis e Malu foram em direção ao pátio e sentaram cada uma de um lado da menina nova.

– Olá, eu sou Vivian, mas pode me chamar de Vivis, todos me chamam assim – Vivis deu seu melhor sorriso – Qual o seu nome? – A garota olhou Malu e depois ela. – Me chamo Joana. – ela pareceu assustada com a forma que elas a abordaram mas depois ficou mais relaxada. – Eu sou Malu. Então, você é nova aqui, de onde você veio? – Malu estava se mordendo de curiosidade sobre a menina nova, Joana.

– Eu morava na Inglaterra mas meus pais estão morando aqui agora.

Vivis e Malu se entreolharam. – Inglaterra! Eu gosto muito de lá. – Tomou a frente Vivis, com medo de perderem o assunto. – Então, o que os seus pais fazem? – Continuou Malu. – Minha mãe é estilista e meu pai é empresário – Mais uma vez Malu e Vivis se entreolharam. As duas viram na menina uma oportunidade de serem mais desejadas ainda – Você pode andar com a gente, é nova na escola, nós podemos te ajudar nisso. – Vivis falou rapidamente, como se alguém fosse falar antes dela

– Ah, obrigada, eu fico muito agradecida. Qual o ano de vocês?

– 1º, e você? – Malu falou dessa vez, torcendo internamente para ela ser também.

– Eu sou 1º também, eu ainda não escolhi as matérias que quero fazer, então posso aproveitar e escolher as que vocês fazem. – Malu sorriu e Vivis a olhou com um ar de vitória. – Isso vai ser perfeito!

Cena 5.

Rebeca não foi a escola hoje, tinha que trabalhar o dia todo organizando a festa do Show Amador que acontece nessa noite no mercado onde trabalha, todo o dinheiro arrecadado será doado pra igreja como ajuda na reforma. Sua amiga Annie é uma das pessoas que vão se apresentar, ela vai tocar com a girl band de punck rock. Rebeca tinha muito trabalho e pouca ajuda, sua tia Giulia chegaria mais tarde para ajudar, mas até lá ela faria tudo sozinha. Além de organizar o lugar do show ainda tinha que tomar conta do caixa.

Essa tarde por sorte não estava muito movimentado. Ela estava pendurando umas luzes quando Marcelo chegou com as caixas de som maiores. Mirella estava patrocinando tudo, apesar de ser chefe do tráfico era muito católica e sempre doava generosas quantias pra festas da igreja.

– Aqui, Rebeca, estão as caixas de som que Mirella mandou entregar – Ele falou apontando para onde os homens que estavam carregando deveriam colocar.

– Sei que é pedir muito, mas você poderia ficar e me ajudar com a decoração? Eu estou sozinha aqui e tem muita coisa pra fazer. – Marcelo olhou rindo pra Rebeca – Você acha mesmo que... – Ela não deixou ele terminar de falar e foi se adiantando – Eu tenho certeza que quando Mirella souber que você ajudou com mais do que o que foi pedido ficará muito grata, se é que me entende... – Marcelo viu que Rebeca estava certa e resolveu ficar pra ajudar.

Eles passaram a manhã toda arrumando, realmente tinha muita coisa a se fazer, nesse tempo as únicas pessoas que apareceram lá foram Ticinha, entregando uma encomenda de agua que pediram na AHEU Distribuidora de Agua e Puteiro e Maria, que foi testar se o notebook que seria usado no Show de mais tarde aceitaria o seu pendrive.

Pela tarde Giulia chegou para ajudar a sobrinha e Marcelo foi embora. Elas terminaram de arrumar tudo e depois voltaram pra casa. Tinham que se arrumar pro show de mais tarde. Giulia deixou Maria fazendo o teste de som para o mercado não ficar sozinho, mas logo depois que ela e Rebeca saíram Mirella chegou pra ver se tudo estava bem arrumado, afinal, ela que estava patrocinando.

Finalmente tinha chegado a hora da festa, todos estavam lá. O primeiro a se apresentar seria MCJhones, com sua pegada funk ostentação. As meninas estavam gritando loucamente enquanto ele tocava.

Alguns podem até achar estranho que a festa da igreja seja patrocinada pela chefe do tráfico, que toque funk, punk rock e tudo mais, mas estamos falando de Treja City, e aqui tudo é possível.

Depois da apresentação de MCJhones a girl band TREJAHEU de punk rock subiu no palco e fez tudo tremer, era impossível não se empolgar ouvindo o som das meninas.

Marcelo estava nervoso, hoje ele ia tentar transar a Tata ele gosta dela e estava com muito tesão a um bom tempo, mas ela é do tipo difícil e não queria liberar pra ele.

Quando Maria começou a cantar umas músicas de dançar agarradinho parece que toda a euforia provocada por TREJAHEU e MCJhones se acalmou e as pessoas começaram a tomar coragem de pedir a mão das pessoas em uma dança, então Marcelo aproveitou pra pedir a Tata uma dança.

– Ei, Tata, então... Eu tava pensando se você não quer, sei lá, quem sabe né, dançar essa música comigo – Ele tentou parecer nervoso pra quem sabe ela não dá por pena – Ok Marcelo, mas nada de gracinhas. – Ela levantou e eles começaram a dançar.

Depois que os shows acabaram eles colocaram Clara POPStarpra tocar enquanto todos dançavam e se divertiam muito. Eles adoram a musa pois além de cantar muito é natural da cidade de Treja City!

Todos pareciam se divertir muito essa noite. O que ninguém sabia era que naquele evento beneficente da igreja aconteceria algo como isso. No banheiro feminino Joana estava fazendo um boquete em Mansur.

Notas finais
Será que Tata vai "dar" pro Marcelo? Será que Malu vai descobrir o que sua "amiga" Joana fez? Será que Thai vai deixar de ser uma estranha depressiva? Será que Yany vai fazer um bom trabalho na AHEU? Será que Mirella gostou da festa? Será que a igreja vai ser reformada? Será que Vitu vai cobrar o café da manhã a Vick? Isso e muito mais no proximo capítulo de Treja City, não percam!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.