“E só por um momento estávamos correndo como o vento (…) voltar ao lugar que nossos corações e almas pertencem, mil sonhos de distância da estrada que reserva, em seguida, seu espírito subiu para o céu, além do lugar onde a águia voa.”

Isabella Swan

Nunca pensei muito em como iria morrer, mas morrer no lugar de alguém que eu amo, me parece ser uma boa maneira de partir — e por ele sempre valeria a pena. Eu costumava ser Vazia. Fria. Arrogante. Ignorante. Solitária. Até ele chegar ao mundo e a minha vida. Uma noite, em que eu estava matando minha necessidade carnal com um qualquer, o que deveria ser o maior pecado que cometi, também foi a melhor coisa que já fiz. Disso, nasceu Justin, a pessoa que mais amo e respeito no mundo. Não me imagino sem ele hoje em dia, seu sorriso é essencial para mim, ele me tornou o que eu sou hoje, e tenho orgulho disso. Sou uma pessoa melhor. Meu filho é o que mais importa para mim, sem ele eu não vivo, não sou realmente nada. Sofreria muito se o perdesse, e sei que isso não vai acontecer, a vida não seria dura comigo a tal ponto de me dar a melhor chance e depois tira-la de mim sem mais nem menos. Não sou rodeada de pessoas, afinal, sempre fui reservada assim mesmo. Tenho meu melhor amigo, Jacob Black, meu filho e meu emprego — assistente de marketing — o que já é de bom tamanho para mim. Costumava ter minha família, meus irmãos, meus pais, mas isso se foi a muito tempo e odeio lembrar disso e como aconteceu. Sou mãe solteira e jovem, nunca procurei o pai do meu filho e nem quero — aliás nem sei mesmo seu nome ou sua idade — foi um erro e não deixaria meu filho, minha vida viver com um estranho que pode ser criminoso ou algo do tipo. Não me chame de paranoica, apenas sou uma mãe que dá tudo pelo seu filho, até mesmo sua própria vida. Você deve entender como isso é...ou não. É impressionante como uma pequena pessoa com apenas sete anos de existência e sem nenhuma experiência significativa me faz tão feliz, me faz tão eu mesma.

Edward Cullen

Sou um jovem empresário de 25 anos e pai solteiro. Muitas pessoas se assustam ao ouvir isso. Minha filha tem apenas 6 anos, aliás, completará 7 semana que vem. Katherine é meu paraíso, ela é a minha fonte de inspiração para continuar. Quando eu tinha 18 anos eu namorava a menina mais vadia da minha escola, estava em meu último ano do colegial. Tínhamos uma relação nada séria, nosso assunto era apenas sexo e era isso que fazíamos todos os dias, estávamos juntos pelo mero motivo de que na cama um agradava o outro, e nada mais. Não existia amor, não existia nada, apenas desejo. Sinto nojo e me envergonho disso — do que eu era — hoje em dia, mas Katherine me ajudou a superar isso e a me tornar uma pessoa completamente diferente, a pessoa que eu realmente sou e sempre fui, só estava me escondendo atrás de máscaras. Mas deixe-me continuar, nós dois éramos muito bobos, só dois adolescentes em busca de diversão; perigo. Então nunca nos cuidávamos. Alicia — a tal menina — acabou engravidando. No início não acreditei que seria de mim e rejeitei a criança, até mesmo a induzindo a fazer um aborto, mas ela disse que iria deixar a criança nascer só para fazer DNA. Bom, não foi preciso, tínhamos tantas relações ao longo do dia, da noite, todos os minutos estávamos juntos — eu e Alicia — fazendo algo de alguma maneira. Comecei a pegar gosto pela criança, a aceitando e a amando aos poucos. Alicia não pensava mais em abortar, mas eu sabia que ela não ficaria com a criança, porém eu tentava não acreditar nisso, por mais que fosse o óbvio. Os nove meses, cuidei de Alicia como se fosse minha vida, mal imaginando que minha vida abrigava dentro dela. Minha irmã, Alice, me ajudou muito nessa fase, ela sabia que era difícil para mim. No dia do parto, Alicia me entregou a criança, disse que não viveu para isso, se referiu a criança como "demônio melequento", disse que se arrependera de tudo e que queria eu e nossa filha longe dela. Ela fugiu, nunca nem seus pais tiveram mais notícias da garota. Não podia abandonar a menina, eu sabia como era isso. Eu vivi algo parecido, meus pais morreram em um acidente de carro numa viagem a trabalho, eu e Alice fomos levados para o orfanato e vivemos lá por longos cinco anos. Era horrível se sentir sozinho no mundo, não queria o mesmo para minha filha. Com a ajuda de Alice — que mora comigo até os tempos de hoje — criei a menina a tomando por Katherine, e fiz uma boa faculdade, dando a ela hoje tudo do bom e do melhor, e o mais importante, uma crença em Deus e a saúde. Graças a Deus , apesar da idade, minha filha é uma boa pessoa que tem suas crenças e é muito grata;valoriza tudo que tem. Ela me faz feliz, ela me faz vivo. Não sou nada sem ela.

Notas finais
Foto de Justin: http://24.media.tumblr.com/92fe90a6f1e4a7858ebdda1d118d5dae/tumblr_mhkfe8RD1z1s4ifkzo1_500.jpg
Foto de Katherine: http://24.media.tumblr.com/eb9f0e8ef4f2135615af9aa9a9cdbe35/tumblr_mh6uo1jr7D1raqd0co1_1280.jpg