Trash & Luxury
1 Prólogo
Notas iniciais
Curtinho, mas vai ajudar vocês a entender um pouco da nossa Mônica, mas já lhes avisaremos que ela não tem nada a ver com a das revistas!
Boa leitura.
Dezembro.
Época de festas e bebidas por todo o mundo, onde até mesmo os magnatas trocavam suas agendas atribuladas por jantares em família.
Malibu poderia ser considerada uma das cidades um tanto quanto mesquinhas em relação a tantas outras espalhadas pelo país, onde o dinheiro muitas vezes conseguia destruir pequenos momentos cruciais para o bom relacionamento parental.
Na casa mais luxuosa e elegante da cidade ficava beira mar, pertencente à família Gouther — considerada a mais influente em termos de riqueza e cobiça — comemoravam todos os anos o Natal em família com risadas, brincadeiras e presentes; a mesa repleta de iguarias das quais nem mesmo são comuns nessa época.
Entretanto, naquele ano, tudo o que podíamos ver eram luzes apagadas e o silêncio quebrado pelo carro que chegara à garagem; tarde da noite, com somente o mar sendo ouvido, uma mulher esguia saiu do carro em direção a porta de entrada.
(...)
Em um dos quartos da imensa mansão, uma garotinha dormia tranquilamente em sua cama agarrada à um coelhinho azul de pelúcia; alguns montes de caixas de presentes estavam empilhadas em seu quarto junto a vários brinquedos já estreados ao decorrer do ano.
A porta se abriu vagarosamente passando por ela uma menina mais nova que subia na pequena cama, baixa e estreita.
— Mônica... — chamou a pequenina com a voz chorosa. Relutante, Mônica abriu os olhos se remexendo na cama. Indagou o que ocorria, mas a mais nova somente a puxou para fora da cama levando-a ao corredor da casa.
— Keyth? — resmungou Mônica arrastando o pequeno coelho pelo trajeto. Pararam no topo da escada vendo na sala a única luz acessa iluminando o rosto de dois adultos em uma discussão.
Fazendo movimentos bruscos e irritados, o homem gritava alterado contra a mulher sentada no sofá. Com lágrimas em seus olhos, ela rebatia todas e quaisquer palavras com ofensas chulas e de mal caráter.
Mônica assistia assustada aquela briga. Talvez fosse a primeira vez que ouvia seu pai elevar a voz com alguém, principalmente para com sua mãe.
A mulher se levantou apontando-lhe o dedo ao rosto na tentativa de ameaçá-lo com palavras vazias; contudo aquele dia não era o ideal para suas tentativas inúteis de controle.
Num movimento brusco e inesperado, soltou um tapa ao rosto da mulher que afundou no sofá atrás de si. O barulho ecoou na sala, junto ao grito de sua esposa aos prantos.
Por instinto, ele colocou as mãos sobre a cabeça sentando-se no outro sofá, transtornado.
— Julie, não dá mais. — disse Maurício também com lágrimas aos olhos: — Eu quero o divórcio!
Mônica abraçou Keytleen com força, que chorava assustada, arrastando para o quarto deixando na escada o coelhinho azul, o qual nunca mais fora usado pela garotinha chorona.
Notas finais
Por favor deixem um comentário de incentivo, é sempre bom para sabermos o que estão achando. Até daqui a 15 dias amores ;)
Beijos e mordidas.
Evellin e Barbara.
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