Trapped in Nightmares

15 Meu coração se partiu.


Notas iniciais
OEEEEEEEEEEEE GENTE! BEM, TÔ ESCREVENDO ASSIM PORQUE HOJE TÔ QUERENDO FAZER UMAS ZOEIRAS COM O CAPSLOCK. ESSE CAPÍTULO TÁ LEGALZINHO. EMFIM, NO VEMOS LÁ EMBAIXO.

15

Acordo no hospital, meus amigos estão lá, Kat está chorando, Oliver a abraça, fico feliz por eles dois ainda estarem juntos, Klaus também está lá, ele também chora é incrível vê-lo chorar, nunca imaginei que ele choraria por causa disso.

Quando eles percebem que eu acordei Kat é a primeira a falar:

— Jen! Meu Deus! Eu sinto muito.

— Obrigada Kat... — Minha garganta arrranha.

— Agora posso saber por quanto tempo e o porquê de eu estar aqui. — Digo com a voz rouca quase que um ruído. Minha garganta arranha todas as vezes que engulo minha saliva e que falo alguma coisa.

— Faz quatro dias que você está aqui, Oliver e eu viemos em todos os horários de visita, para te visitar, Klaus ficou aqui. Brigou até com o médico que está com um olho roxo.

— Klaus! — Digo, com a voz muito fraca — Você é tão...tão perfeito que até socou a cara daquele médico nojento.

— Jeanie, que bom que você lembra o meu nome.

— Eu quero um espelho.

— Você tem certeza? — Pergunta Oliver. Apenas balanço a cabeça, dizendo que sim. A dor é tão grande que não quero falar para senti-la novamente.

Katie vai até o banheiro e de lá traz um espelhinho, ela o coloca em minha frente, e ao ver meu reflexo fico pasma com o meu rosto.

Minha face estava da mesma cor que a parede do hospital, os dois olhos fundo e roxos, a boca também roxa, dois cortes horizontais na minha bochecha esquerda, e na parte direita do meu rosto minha bochecha branca, um corte diagonal que vai da minha sombrancelha até o final de minha bochecha. Meu pescoço com marcas de algo que me enforcou, que eles imaginam ser qualquer coisa, menos aquela aberração do meu pesadelo. As marcas são assustadoras, esse pesadelo me levou para longe de mais, Larry exagerou nessa última dose, meus olhos se enchem de lágrimas.

— Hey! Não faça isso, você continua linda. — Klaus disse tentando conter meu choro, mas eu continuei chorando amargamente.

— Klaus, Acho que você precisa comer alguma coisa, não acha? Faz dois dias que você não come. —Kat diz.

— Também acho, Kat. Vai Klaus. — Dessa vez é Oliver quem diz.

Interrompo meu choro para olhar para Klaus e dizer com o olhar para ele ir comer, não tinha mais condições de vê-lo sofrer por causa de mim. Ele se levanta da cadeira, e antes de sair olha mais uma vez para mim, com lágrimas nos olhos.

Assim que ele fecha a porta, desabo, não aguento mais, não aguento. Estávamos tão felizes, tudo maravilhoso, e ai o problema aqui sou eu, meu Deus, quanto tempo faz que Klaus está assim?

Oliver e Katie saem da sala depois disso, eles perceberam que eu realmente queria ficar sozinha. Quando a porta é fechada mais uma vez, me quebro em pedaços.

Dor. É tudo que eu sinto, a dor. Mesmo estando ferida em todo o perímetro da minha pele, a dor que eu sinto vem mais de dentro, das profundezas do meu coração. Meu coração se partiu ao ver aquelas lágrimas de dor nos olhos deles, de quem realmente me ama.

Depois de todo esse meu chororô, fiquei exausta, e cochilei um pouco, quando acordei uma mulher branca, mais branca que eu entra no quarto. Para deixar sua cor ainda mais sobrenatural, ela usa um avental branco.

Senta-se na poltrona amarela ao lado da minha cama. A poltrona é o único objeto com cor no quarto, o resto é tudo tão apagado, um branco sem vida. Há quem diga que o branco é a junção de todas as cores, mas as cores são tão belas, não seriam tão sem graça assim.

— Olá. — Ela diz — Você é a Jeanie não é?

— Sim, e você? Quem é?

— Sou Klara Farrow, mas pode me chamar só de Klara. Posso te chamar de Jeanie, não é?

— Pode.

— Mas enfim, acho que você está se perguntando o porquê de eu estar aqui, não é?

— Não me diga. — Não quis ser grossa ou irônica, mas Klara fez uma cara de quem não gosta de grosseirias.

— Eu vim aqui falar com você, eu acho que você precisa de uma amiga.

— Eu já tenho uma amiga. — Minha garganta dói mais uma das infinitas vezes. Dessa vez eu fui grosseira propositalmente, deve ser mais alguns desses psiquiatras que vão me chamar de louca, vestir uma camisa de força, me dar sedativos e me internar em um manicômio, Klara fez uma careta e disse docemente:

— Jeanie, sei do que você está passando, só queria te ajudar.

— Ajudar como? Vestir uma camisa de força e me internar em um hospício? Isso é uma ajuda?

— Em algumas situações é sim, uma ótima ajuda.

— Como é ganhar dinheiro fazendo isso com as pessoas? Prendendo-as em lugares assim só por terem nascido ou adquirido alguma deficiência? — Espalho meu veneno com essa frase

— Mas quem disse que você vai para um clínica?

— Ninguém. É fácil deduzir.

Nem sei como consigo falar tudo isso com as cordas vocais arranhando, estou com dor e um pouco tensa, mas Klara continua calma, respira lentamente e devolve:

— Em nenhum momento eu disse que você iria para esse lugar, mas se você acha isso então você precisa ir mesmo.

— Olha aqui! Se você acha mesmo que vai... — Não consigo terminar a frase, sinto meu corpo queimar, respirei muito rápido, as pontadas voltam, solto uns gemidos, sinto gosto de sangue e agulhas perfurando minha garganta, Klara se arrepende do que diz e tenta me ajudar a ficar melhor. Mas, assim como a minha mãe, ela piora a situação.

— Me desculpe, eu não quis ser grossa. — Ela pede o meu perdão, mas eu apenas ignoro-a, se fossem desculpas sinceras eu até aceitaria, mas sei que só está fazendo isso porque não quer ser afastada ou até perder seu cargo.

— Você é a primeira pessoa que eu atendo.

— E como está sendo a sua primeira consulta?

— Um tanto quanto imprevisível, não achei que fosse assim.

— Hum. — Minha resposta é um tanto quanto tosca, mas não tenho mais cordas vocais para falar qualquer coisa.

— Você quer me dizer o que está acontecendo na sua vida?

— Não.

— Tudo bem, eu volto mais tarde, quando você decidir falar.

Não digo mais nada, ela sai da sala, e escuto ela e minha mãe falar com ela.

— E então? Como foi?

— Ela não disse quase nada, e o que ela disse foi para acabar comigo.

— Jeanie sempre foi um pouco grossa demais.

— Talvez tenha herdado isso da mãe. — Rio do que ela disse, queria muito ser uma mosca agora só para ver a cara dela, até que essa Klara não é tão maldosa, mas ainda desconfio dela.

— Devem haver mais hipóteses, Gavril observou-a enquanto dormia, ele disse que há possibilidades de ser sim. — Ser o quê? Qual é o meu problema? Quem é Gavril?

— Gavril não sabe de nada, ela quer internar qualquer um que aparece aqui.

— Mas e as possibilidades?

— Eu não acredito que ela possa ser.

— Pelas circunstâncias ela pode ser sim. — Fico indignada com o que a minha mãe disse agora. O que eu sou? Uma louca?

— Jeena não seja ridícula, falar isso da própria filha, você não acredita que ela seja uma boa garota? — Klara me defende, um minuto depois das minhas respostas venenosas que mais pareciam facas atiradas em sua direção.

— Eu não vou perder meu tempo com esse tipo de pessoa ignorante que acha isso da filha, talvez você seja o motivo de seja lá o que aconteceu com ela. Você não é nenhuma inocente. — Não é mesmo, ela traiu o meu (possível) pai.

— Olhe aqui você não pode... — Klara interrompe-a:

— Sim, eu posso, abaixe essa mão da minha frente, ou eu posso te colocar no banco dos réus e na frente de um juiz, e ninguém quer isso não é? Então vê se pede desculpa para a sua filha, mesmo ela não sabendo de nada. — Ouço seus passos, ela está pisando duro. Klara é uma ótima psiquiatra, psicóloga, terapeuta ou seja lá o que ela é.

Notas finais
BEM, AQUI ESTÁ ESSE CAPÍTULO COM ESSAS MERDAS DE CAPSLOCK. Parei .-. Beijinhos