Trapped in Nightmares

7 Lábios se encontram.


Notas iniciais
Oeeeeeeeee. Galera, hoje estou postando mais outro capítulo. E aproveitando para agradecer por terem acompanhado e comentado. Obrigada Leitores e leitoras maravilhosos que eu tenho

07

Acordo na minha cama. E aquele pesadelo realmente aconteceu. Não era apenas um sonho ou coisa e tal. Eu estou muito assustada. Minha cama e eu estamos cheias de areia. Meu par de joelhos ralado. Uma gota de água salgada cai dentro da minha boca. Isso aconteceu. Não sei bem qual é o objetivo do Larry. Mas a única coisa que eu sei é que o medo que sinto nesse momento, não se compara a nada nesse mundo. Não vou contar nada para a mamãe. Mas ainda não sei o que está acontecendo. No banho, choro. Tudo o que eu vi foi um choque.

— Bom dia minha querida! — Mamãe diz entusiasmada. Mas essa energia e euforia dela não me contagia. Apenas respondo seu bom dia, sento á mesa que já está posta. Mamãe já colocou o cereal para mim. Eu não quero comer nada. Brinco com a colher no cereal com uma mão e com a outra, apoio minha cabeça. Estou exausta. Não dormi. Eu estava presa naquele sonho. Presa. Mas como? O que é isso? Eu acho que eu to ficando louca. Mas mesmo que eu estivesse ficando louca, afinal, quem é esse Larry? Larry, Larry, Larryzinho. Bom, mas se minha mãe traiu-o com o meu pai seria o meu pai o Phillip ou Larry? O resultado de algumas das minhas deduções é que até ontem eu sempre tivera a certeza de que o meu pai era o Phillip, mas, e agora? Larry foi casado com a minha mãe. E eles, com certeza, tinham as suas ‘‘intimidades’’. Ele é um suicida, um louco, Larry não é ninguém para mim, é um idiota. Bom, na verdade, não. Não, ele não é nem louco ou idiota. Apenas algum que não aguentou todo esse mundo. Tenho dó dele. É um pobre coitado sem o seu amor verdadeiro. Na verdade, seu amor verdadeiro lhe apunhalou pelas costas. Mamãe.

— Jen, você vai perder a hora.

— Tchau.

Ela se inclinou para me dar um beijo, mas eu desviei, deixando-a beijar o ar.

Livraria. Livros. Pó. Dor de cabeça. Sono. Cansaço. Pensamentos.

— Jeanie Lohmann, a menina mais linda do mundo está tão triste hoje. O que houve? — Klaus sorri e se aproxima do balcão.

— Oi Klaus. — Ele me beija. Mas mesmo eu triste sorrio. Ele me faz sorrir. Eu o amo. Ele me ama.

— Jen, tudo bem?

— Não.

Ele cala a boca. Não pergunta o ‘‘porquê’’ nem nada. Por isso é que amo Klaus, ele não pergunta para não me fazer lembrar do que aconteceu.

— Quer sair comigo hoje?

— Sim. — Eu ia falar não. Mas no último segundo, meu coração fez a língua se enrolar e dizer que sim.

Ele fica lá por alguns minutos apenas olhando para mim, nos meus olhos. Não diz nada. Só me observa. Eu não me atrevo a falar. Ele pega em minha mãe e a toca.

— Como a sua mão é pequena. — Ele a aperta carinhosamente.

— Não é nada! A sua que é muito grande. — Nunca tinha percebido de quão engraçada é a minha mãozinha. Ele tem razão.

— Eu tenho que ir, você fica bem, tá?

— Tá. — Ele me beija e vai embora.

A tarde continua. Sem mais nenhuma coisa boa além de Klaus e do sorriso que ele consegui tirar de mim. Tudo corre muito bem, até as cinco da tarde.

Cinco horas. Falta uma hora para eu sair daqui! Uma hora ou outra aparece algum cliente. Tomo um cafezinho. Meu celular vibra. Leio um livro. Assist... Calma ai! Meu celular vibra? Não é o Klaus, nem Kat e Oliver. Um número desconhecido:

‘‘Oi Jen, tudo bem?’’

Respondo ágil e rapidamente:

‘‘Quem é você?’’

‘‘Você não sabe? Adivinha!’’

‘‘Eu não sei, diz logo!’’

‘‘Vou dar uma dica: Acampamento de 2007.’’

‘‘Dylan?’’

‘‘Bom, é, você acertou. Sabe? Sinto falta daquele ano’’.

Acampamento de 2007, eu me lembro muito bem daquele acampamento. Ah, como foi bom. Foi quando a gente namorou. E eu viajei para a Filadélfia um ano depois, abandonando tudo e todos ao meu redor. Sete anos depois, eu voltei.

‘‘Eu também.’’

‘‘Quer sair comigo hoje? Relembrar os velhos tempos...’’

O que eu respondo agora? Eu já tinha combinado de sair com o Klaus, mas não seria uma má idéia sair com o Dylan... O que eu faço? Saio ou não saio? Dylan ou Klaus? Klaus ou Dylan? Ah, eu acho que o Klaus pode esperar até amanhã.

‘‘Sim, eu quero.’’

‘‘Aonde você quer ir?’’

‘‘Não sei, em um lugar legal.’’

‘‘Então tá, eu te pego ai na sua casa hoje ás sete.’’

‘‘Minha mãe não pode me ver. Aonde iremos?’’

‘‘Tudo bem. É surpresa!’’

‘‘Ok.’’

Ele não respondeu mais. Meu Deus, o que é que eu estou fazendo? Se Klaus descobrir ele vai ficar louco. Bom, mas farei de tudo para ele não ficar sabendo. Não vai ficar sabendo. Chego em casa ás seis e meia, tomo um banho demorado, Coloco uma calça jeans, uma camisa branca e uma bota, hoje está um pouco (muito) frio. Meu celular está vibrando, é o Dylan. Atendo ou não atendo?

— Oi — Eu digo.

— Oi, eu já estou aqui, na esquina da sua rua.

— Ok, já estou indo.

— Beijo. — Eu não respondo o ‘‘beijo’’ dele.

Mamãe não está em casa, apenas deixo um bilhete dizendo que sai e abro a porta. O carro de Dylan está realmente na esquina, caminho até lá. Nervosa. Até parece que esse é o meu primeiro encontro. Até parece que tenho treze anos e que estou indo até aquele banco perto do lago do acampamento. Onde foi o meu primeiro beijo.

Entro no carro e Dylan me da um beijo no rosto e volta a dirigir.

— Quanto tempo hein?

— Sim Dylan.

— Você mudou demais.

— Você também. Afinal, se passaram sete anos.

Ficamos em silêncio, Dylan continua dirigindo e percebo que nós estamos saindo da cidade, onde estamos indo?

— Onde estamos indo, Dylan?

— Surpresa, já tá quase chegando.

Depois de cinco minutos chegamos, e agora me lembro de tudo. Sempre que queríamos fugir de tudo e de todos, nós íamos até a cidade vizinha e ficávamos sentados em uma banco perto de um lago. Nós nos sentamos lá e ficamos alguns tempo em silêncio apenas apreciando o ambiente.

— Nossa! Faz tanto tempo que eu não venho aqui!

— Eu também. Estava com muita saudade de você. — Eu não quero responder que estava com saudade dele. Em sua mão já não tem mais uma aliança. Ele pega em minha mão e acaricia meu braço. Sobe para o meu pescoço, e dessa vez, chega sua cabeça mais perto do mesmo e sente o meu cheiro.

— Sempre adorei seu cheio. — Sussurra baixinho em meu ouvido. Agora é a vez do meu cabelo ser acariciado, mas foi bem rápido por que o pequeno comprimento impede. Minha bochecha está vermelha e queimando. Sua mão aveludada toca a maçã do meu rosto. Ele pega em meu queixo e depois começa a dar beijinhos em meu pescoço. Sinto seu cheiro amadeirado que me provoca a hipnose. Beijos subindo para o queixo. Sobem para a bochecha. Chegam perto da boca. Lábios se encontram. Um beijo bom. Um beijo de saudade.

Confusões em minha mente. Uma lembrança. Jeena traiu Larry. Jeanie está traindo Klaus. Meus Deus! Eu estou traindo o Klaus! Estou me transformando em Jeena. Eu amo Klaus. Por que estou fazendo isso com ele? Ele não merece!

— Eu... Eu... Eu não...

— Você não o que Jeanie?

— Eu não posso fazer isso.

— Mas você aceitou.

— Eu não posso Dylan.

— Jeanie, eu ainda amo você.

— Dylan, não sentimos a mesma coisa um pelo outro.

— Mas, você me beijou com tanto amor. Como nos velhos tempos.

— Águas passadas só irão afogar você.

Dylan calou a boca. Colocou-me dentro do carro e voltamos para Lindywood sem dizer nenhuma palavra. Estou em casa. Mamãe ainda não voltou. Procuro por entre o armário e acho uma garrafa de vinho. Não pego taça nem copo. Tomo do gargalo.

Se vai um gole, dois, três. A garrafa inteira. Abro outra e bebo-a inteira. Já tonta, deito no sofá. E durmo. Consequentemente sonho.

Notas finais
Bom, aqui está se gostarem blá, blá, blá... DEIXEM REVIEWS! ueheuh Beijinhos de luz >