Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeey gente *-------* Bem, eu demorei um tempinho para postar *tapa na minha cara*. Mas enfim, aqui mais um capítulo. Eu amei esse capítulo, tô in love com ele. Muito fofo e.e Eu ameeeeeeeeeeeeeeei escrevê-lo. Espero que gostem. Nos vemos lá embaixo

13

Três dias depois, recebo alta do hospital, voltei a trabalhar, nunca mais sai com meus amigos, Oliver me ligou e disse que vamos até o farol, hoje a noite, ele vai pedir Katie em namoro, Klaus também vai, fico pensando na possibilidade de Oliver receber um fora.

Tecnicamente, existem 90% de chance de um fora, 4% de chance de Katie dizer que vai pensar, 3% de chande de ela estar com outro, 2% de não haver resposta e ela sair correndo, e 1% de chance de ela aceitar. São só algumas estatísticas, mas a probabilidade de elas estarem certas é de 100%. Não sou muito boa com números, mas ás vezes me supero.

Não queria ser cruel ao ponto de dizer isso á Oliver, mas ficar quieta é bem pior, o pior de tudo isso é que ele tem esperança.

Esperança.

Oliver não tem a consciência de que ela pode dizer um não, ele está totalmente sedado. Ouvi dizer que mais de 80% de homens que recebem foras são sujeitos á suicídio. Oliver faria isso? Talvez não, mas ele é bem capaz.

Abano as mãos como se estivesse expulsando aquele pensamento ruim de mim. Talvez não seria ruim, seria realista. Mas isso não importa.

Em alguns minutos, meia dúzia de clientes entram na livraria, cada um deles precisando de um livro, fico meio transtornada, mas vou levando-os até os livros, um a um. Não consigo ficar perto de muitas pessoas.

Falatório. Começo a tremer, mas fecho as palmas das minhas mãos e aperto com toda a minha força, até parece que eu vou bater em alguém. Aplico tanta força nos punhos que, ao soltar, fico um pouco tonta. Uma abelha que acaba de inalar um inseticida.

Dylan aparece na livraria. Uma pontinha de desespero parece pular em minha mente. Minha respiração está ofegante, estou suando um pouco, mas assim que percebo o detalhe do suor, esfrego a manga de minha blusa em minha testa.

Ele compra um livro e entrega junto com o dinheiro um pequeno envelope amarelo. Espero as pessoas saírem. Quando todos saem, ainda espero cinco minutos para me certificar de que ninguém vai chegar. Imediatamente, abro o envelopinho delicado e retiro um papel fino azul-bebê de dentro do envelope. Dylan não se esqueceu que azul é minha cor favorita. Fizera ele de propósito?

Jen (ou Jeanie),

Nem sei como me referir á você, até parecemos dois desconhecidos, eu ainda amo você...

Então o nosso amor não é correspondido, Dylan...

Também namoro a filha do prefeito, mas você... Você é diferente. Queria me desculpar pelo beijo daquela noite, eu não queria ter beijado-a sem você querer. Aceite minhas desculpas, vamos ser amigos.

Dylan.

Nem sei o que devo fazer, o que responder? Mas será que eu devo responder. Acho melhor ignorá-lo. Não! Preciso responder, coitado.

Deixo o bilhete no livro em que estou lendo, um da capa roxa, Solidão. Me interessei pelo título e agora estou lendo, é um tanto quanto interessante.

Depois de sair da livraria, vou até minha casa e tomo meu banho, lavo meu cabelo que estava um pouco comprido alguns dias atrás, mas dei uma aparada. Meus olhos pretos encaram o espelho e penso em quem sou eu. Sou Jeanie Lohmann, tenho vinte anos, atualmente sou recepcionista em uma livraria, namoro com um cara chamado Klaus, um loiro dos olhos verdes, tenho uma mãe, e... Não tenho pai.

Saio do banho quando escuto meu celular tocar, atendo a ligação de Katie e ela diz ansiosa:

— Oi Jen!

— Oi Kat. Como você está?

— Estou ótima, você vai no farol hoje, não é?

— Sim, eu vou.

— Temos uma surpresa para você.

—Mas achei que a surpresa era para vo... — Interrompi-me quando lembrei da voz de Oliver me dizendo: Não conte para ela. — Mas achei que...

— Achou o quê?

— Nada, achei que só iríamos sair.

— Não conta para o Klaus que eu te contei isso, por favor!

— Tudo bem! Não conto.

— Te vejo lá. Beijinhos.

— Beijo, Kat. — Ela desliga o telefone, fico pensativa, o que será que é a surpresa. Se Klaus não pode saber que eu sei, certamente é ele quem está preparando a surpresa para mim. Visto uma calça jeans preta, uma blusa verde e um casaco preto básico. Klaus disse que viria me buscar ás sete e meia. Olho no relógio e ainda são sete e dez.

Aproveito os minutos livres e coloco um par de brincos de pérolas lindos, achei um pouco formal para a situação, mas nunca mais tinha colocado, ganhei de uma amiga da Filadélfia.

Depois de pôr os brincos, leio umas três páginas do livro e depois escuto uma buzina muito bizarra de um carro na frente, olho pelas cortinas da janela e, como esperado é Klaus, levo o livro e uma carteira verde.

Entro no carro e beijo Klaus.

— Você está linda.

— Eu sei. — Ele olha para mim e percebe o meu rosto sério. Seguro a risada, mas não consigo evitar, ele ri comigo.

— Você é linda e humilde.

— Obrigada. Algum palpite para a resposta da Kat?

— Talvez um sim.

— Talvez? Você não acha um pouco impossível?

— Nada é impossível quando se ama.

— Você acha mesmo?

— Claro que sim. Um exemplo disso sou eu, que amei você, essa magrela sem sal que come um hambúrguer feito para duas pessoas e não engorda. — Ele ri.

— Você se acha lindo, só porque tem olhos verdes acha que as garotas babam por você? — Ele ri mais ainda.

— E babam, não se conformam com o fato de eu estar namorando você e não aquelas lindas mulheres. — Rimos mais um pouco até ficarmos em silêncio. Ele liga o som do carro e deixa em um volume mais baixo que o normal para dois velhos.

Aumento um pouco o volume e escuto aquela música suave.

— Quem canta essa música?

— Você nunca ouviu? — Ele pergunta indignado.

— Já, mas não sei quem canta, ok?

— Isso é um absurdo.

— Quem canta?

— Coldplay.

— Sério? Adoro eles. — Digo entusiasmada. A música ainda está quase chegando no refrão.

— Eu também gosto e agora não estou acreditanto que minha namorada não sabe quem canta.

— Sei sim.

— Quem então.

— Coldplay. — Faltam 3 segundos para o refrão. 3, me arrepio. 2, ele olha em meus olhos. 1, aumento o volume e cantamos:

— We'll glowing in the daark— Nós rimos e continuamos a cantar.

— Aoooooh, aoooh.

Chegamos até o farol, lá estava Oliver e Katie, ele tremia e estava vermelho, ela falava com ele, mas parecia não prestar atenção, estava ansioso demais.

— Ainda bem que vocês chegaram, temos umas coisinhas para resolver! — Oliver diz. Kat e eu entreolhamo-nos. Ela ri disfarçadamente.

— Pode começar. — Diz Klaus. Katie fica séria.

Oliver então se ajoelha e Klaus o entrega as flores amarelas e uma caixinha amarela também.

— Katie, até esse último minuto, você achava que a minha opção era diferente, na verdade, era sim, mas nunca tive nenhum contato com homens daquele jeito diferente. — Ele engole seco e continua — Mas então, parei para refletir que seria melhor para mim e para todos que se eu fosse uma pessoa normal, eu viveria feliz.

'' Sim, eu estou apaixonado por você, achei que isso nunca fosse possível, mas aconteceu. Não quero ficar com você por aparências e coisas do tipo, quero ficar com você porque amo você. Você quer namorar comigo?''

Katie fecha os olhos, algumas lágrimas escorrem dos seus olhos e rapidamente ela corre para abraçar Oliver, ele a solta, ajoelha-se novamente e abre a caixinha amarela e tira de lá um anel com uma pedrinha amarela também, Katie ama amarelo. Ela ainda está chorando, quando beija Oliver.

Klaus olha para mim e sussura em meus ouvidos:

— Você estava errada. — Odeio admitir mas, sim, eu estava errada.

— Eu sei.

—Pode saber isso mas não sabe de tudo que acontecerá hoje.

— O que acontecerá?

— Surpresa. — Lembro-me do sorriso de Katie.

Ele me abraça. Katie e Oliver também estão abraçados. Alguns minutos depois e nós nos separamos do abraço, assim como o outro casal. Então Klaus se ajoelha diante de mim e diz:

— Você achou mesmo que a surpresa só seria essa? — Não digo nada, estou tão ansiosa com o que ele vai fazer que não acho as palavras certas.

Oliver entrega algumas flores azuis — que não sei o nome — e abre uma caixinha azul.

— Não tinha te entregado antes, nem sei se é a hora certa, mas eu amo você e você também me ama, eu espero... — Todos nós rimos. —então não quis esperar.

Ele abre a caixinha e tira de lá duas alianças prateadas com uma pedrinha azul. Em Lindywood, nós só ganhamos alianças depois de anos de namoro, quando os dois se sentem unidos, que sentem que realmente amam um ao outro. Klaus me ama. Ele me ama de verdade.

Beijo com tanto amor que acho que caímos no chão. Deitados no chão frio, ele coloca a aliança em meu dedo e depois me beija novamente.

— Como você sabia que eu amo azul?

— Não é tão difícil. A maioria das suas roupas é azul.

— Eu te amo. — Nós nos beijamos mais uma vez, Agora tinha a total certeza de que eu realmente amava Klaus, amava o seu jeito idiota, amava seus olhos verdes, amava seu jeito de respirar, eu amava o jeito sexy que ele mordia os seus lábios inferiores toda vez que sentia que sua boca estava seca, amava suas ironias, amava seu corpo incrivelmente magro e forte. Eu amava Klaus e tudo relacionado a ele.

Onze da noite fomos embora, Klaus foi me levou para seu apartamento, queria ficar mais tempo comigo hoje, nós ficamos sentados no sofá. Sem dizer nenhuma palavra um ao outro, eu só queria olhá-lo nos olhos, só queria a presença dele. Ele me abraça e sinto sua respiração no meu ouvido, não sei o que deu em sua cabeça para ele começar á me fazer cócegas. Cai no chão com isso, ele caiu também.

— Pare seu idiota! — Nós ríamos, consegui conter-lo e subi em sua barriga, começo cócegas pelo seu abdômen. — Eu vou mijar aqui mesmo se você não parar. — Ele grita. Imediatamente, paro de fazer cócegas, ele me encara e pergunta:

— Cansou?

— Na verdade, não, só não queria estar mijada e nem escutar os vizinhos reclamarem das gritarias. — Meu celular toca, minha mãe.

Klaus olha para mim, e faz uma careta de tédio.

— Oi.

— Jen, vem para a casa, eu estou um pouco mal. — Klaus torce o nariz e começa a me beijar.

— Já estou indo. — Desligo na cara de minha mãe, beijo mais algumas vezes Klaus e ele me leva até minha casa.

Chegando em casa, minha mãe está caída no chão, com alguns cortes.

— O que houve? — Pergunto.

— Não posso dizer. Ou perderei você. — Ela diz chorando.

— Como assim? — Lembro-me de Larry pedindo para não contar dos meus pesadelos á ninguém, será que...

— Filha! Me leve para o hospital mais próximo. — Mesmo com raiva da minha mãe, começo a chorar com a situação dela.

Será que Larry está fazendo o mesmo que faz comigo com a minha mãe?

Ela recebe alta no dia seguinte. Uma semana se passa rapidamente, estou exausta com o emprego na livraria, terça-feira, e já estou morta de cansaço. Chego ás seis e meia em casa, tomo banho e continuo lendo o livro, durmo com ele em minha barriga.

Notas finais
Oeeeeeeeeeeeeeeeeeeee novamente! Bem, eai? o que acharam? Reviews PLEAAAAASE *----* Beijinhos açúcarados