Trapped in Nightmares

9 09 - Ele enxuga minhas lágrimas.


Notas iniciais
Oeeeeeeeeeee gente! bom, portei aqui o 9 *--* tô super ansiosa para o próximo uehueheuh aproveitem

09

Klaus dormiu comigo, mas não consegui dormir tranquila, a probabilide de um novo pesadelo era de 100%. E, como era de se esperar, sonhei.

Sol batia em meu rosto, estava suada. Uma tarde perfeita. Estou sentada no banco de uma praça, comendo pipoca. Em, um intervalo de dois segundos, as nuvens vão avermelhando-se, no começo, parecia ser o início de um belo pôr-do-sol, mas elas vão se avermelhando até ficar da cor do sangue. Homens de preto correm por todos os lados, pegando as crianças, as pessoas. A gritaria começa, nenhum deles olha para mim. Uma mulher ruiva, muito linda grita:

— Por que vocês estão fazendo isso?

— Porque ela escolheu isso. — Um dos homens aponta para mim e depois puxa-a bruscamente. Ela chora. Vejo uma menininha ao lado dela, uma ruivinha de aproximadamente oito anos chorando baixinho e apertando a mão da mãe. Ela corre até mim, desviando das mãos dos homens e diz:

—Moça, me desculpa, deixa minha mamãe ir embora. Eu não quis beliscar a Sindy. A professora me deixou de castigo, mas eu já pedi desculpa. —Os riscos de lágrimas estão desenhados em suas bochechas vermelhas. Antes que eu fale qualquer coisa, um homem puxa ela e, dá uma chibatada com seu chicote nas suas costas. Impeço-me a ver isso, antes que ela seja ferida eu tampo meus olhos. Choro como uma criança.

Houve um progresso, ao acordar não gritei dessa vez. Apenas dei um pulo na cama assustando Klaus.

— Está tudo bem? — Ele pergunta.

— Sim. Eu... apenas... —‘‘Não conte á ninguém desses pesadelos ou você perderá quem você ama.’’

— Você o que?

— Eu...

—Bom Dia! — Minha mãe diz entrando no quarto e interrompendo a conversa com Klaus. Por um lado sinto que foi ótimo ela ter entrado, não estava mesmo a fim de contar dos pesadelos para Klaus. Ela se surpreende com Klaus aninhando-me. — Me... Me desculpa. Não sabia que vocês estavam em um momento tão íntimo.

— Mãe! — Eu disse repreendendo-a. Fiquei um tanto quanto envergonhada com o que ela disse.

— Jeena... Me desculpa. — Klaus corou.

— Eu que peço desculpas. Estou interrompendo! — Ela sorri maliciosamente.

Finalmente minha mãe sai do quarto. Klaus sorri e me encara e para de sorrir meio que instantâneamente.

— Que foi? — Pergunto.

— Você está linda.

Não consigo respondê-lo. Apenas sorrio. Não sou boa em receber elogios e nem agradecer por eles. Klaus acaricia minhas bochechas coradas e olha em meus olhos. Como não amar Klaus? Na minha mente, as lembranças do beijo com Dylan flutuam. Meus olhos marejaram. Ele enxuga minhas lágrimas.

— O que foi? — Ele pergunta dessa vez. Deve não entender o porquê do meu choro.

— Eu te amo. — Pensei em contar de Dylan para ele. Mas não consegui emitir qualquer outra frase sem ser ''eu te amo''. Não tive coragem de contar a ele. Não queria magoá-lo.

— Eu te amo. — Seus olhos brilham. Não consigo me conter. Choro tanto que ele se assusta.

— Shhh. Sua mãe vai achar que eu estou te fazendo alguma coisa de mal. — Tentei não sorrir, mas foi inevitável. Ele continuava sério. Enxugou minhas lágrimas e aproximou seu rosto do meu. Ele não desvia o olhar de mim, chegou tão perto a ponto de encostar seu nariz no meu. Respirei fundo. Me senti calma e segura. Então, como era de se esperar, ele colocou seu par de mãos delicadamente em minhas bochechas. Me puxou para perto dele. Levantei meu queixo e toquei seus lábios. Senti que ele sorriu quando nos beijamos. Eu sou uma idiota! Um completa idiota. Como pude pensar e trocar tudo isso, minha felicidade com Klaus pela brutalidade de Dylan. Como pude? Uma completa idiota. Otária.

Nos assustamos quando a porta se abre novamente. Minha mãe sorri e finge estar surpresa colocando a mão direita na boca, sua unha vermelha chama minha atenção.

— Eu só estava brincando quando disse das intimidades. Vejo que vocês levaram a sério.

— Jeena, não é nada disso. — Klaus levanta com vergonha. E diz que precisa ir ao banheiro. Quando a porta se fecha, minha mãe dá pulinhos de alegria.

— Como foi? — Ela sussurra.

— Foi o que? — Continuo sussurrando.

— Ué... Você sabe. A noite de vocês.

— Mãe! Você está insinuando que a gente...?

— Qualquer um que entrasse no quarto ia achar isso.

— Não mãe. Não foi nada disso! Eu tive um pesa... — A porta se abriu. Minha mãe se calou e eu também. Klaus ainda estava corado e se despediu de nós. Foi embora. Não quis nem tomar café.

Tomei o café e, novamente insisti:

— Quem é Larry, Mãe?

— Meu deixe em paz, Jeanie. Pare com isso. — Ela chora.

Olho para o relógio: Quase na hora de ir trabalhar. Mesmo que eu ainda esteja machucada com as picadas das vespas, eu consigo trabalhar.

— Como você quer que eu te deixe em paz se essa dúvida não me deixa em paz? Pelo amor de Deus, mãe. — Eu saio e bato a porta. Preciso saber de Larry. Agora, eu posso morrer facilmente, mas se morrer, morrerei não sabendo quem é meu pai.

Espero no ponto até o ônibus chegar. Pago a passagem e sento em um dos bancos do meio. Minha cabeça balança quando o ônibus entra em movimento. Dois pontos depois, uma menininha de uns nove anos senta ao meu lado e me encara. Ela se parece muito comigo. As feições do rosto, o cabelo esvoaçado. Parece uma versão minha de quando eu era criança.

Minutos vão e ela não desvia seu olhar. Abre a boca, e puxa todo o ar que consegue. Emite uma nota e depois disso, começa a falar:

— Oi Jeanie.

— Como sabe meu nome?

— Sabendo, ué?

— E então, quem é você?

— Sou a Jeanie. — Fico um pouco confusa com a sua resposta. Mas existem milhares de Jeanies por ai. Mas como ela sabe meu nome? Bom, deve ser coincidência.

Continuamos em silêncio, o resto da viagem, ela desceu dois pontos antes do meu. Observo sua imagem desaparecer pela janela, a garota parecida comigo sai saltitando.

Chego na livraria e vou até as estantes de livros. Percorro por toda a livraria, tateando, tocando os livros. Percorrendo os dedos pelos títulos de baixo e alto relevo. Sinto as texturas dos livros e leio os títulos, um chama bastante a minha atenção: Pesadelos. Talvez tenha aqui as respostas para todas as minhas perguntas.

Retiro o livro da prateleira fazendo com que os outros livros caem para o canto direito. A capa de couro é azul, letras prateadas, o nome de quem escreveu está escrito embaixo do título: M. Hermann.

Um livro aparenterente de uns vinte anos, as páginas estão amareladas, algumas palavras escritas de uma forma mais culta e antiga. Folheio página por página, algumas gravuras me assustam, aranhas rodeando um garoto, corvos bicando uma mulher, coisas, literalmente COISAS. Coisas assustadoras.

Página 285, Controle de Sonhos. Meus olhos lêem o título e percorrem o primeiro parágrafo verozmente, á procura das minhas respostas. '' Assumir o controle dos sonhos ou pesadelos exige muita concentração, podemos mudar o destino do nosso sonhos, mudar o nosso ambiente, mudar as pessoas. Para conseguirmos assumir o controle é preciso que...'' A porta interrompe minha leitura. Escondo rapidamente o livro dentro do balcão e entra um garoto. Não responde meu ''Boa tarde'' e vai por entre as estantes certamente á procura de um livro. Sem que ele veja, abro novamente o livro e continuo lendo.

'' mantenha-se a calma. Concentre-se no que você quer, pense, tome o controle: EU QUERO! EU POSSO!. Mantenha a concentração, não deixe que nada tire-a, pense na frase, grite-a. Não se...''

Minha leitura é interrompida novamente quando o garoto bate o livro no balcão, parece estar impaciente. Recito o preço e ele tira do bolso uma nota e depois finalmente vai embora. Continuo lendo: ''intimide com nada que estiver ao seu redor, apenas pense no que você quer.''

Não entendo muito bem o que M. Hermann quis dizer com isso, não está totalmente declarado, mas sei que consigo controlar.

Continuo folheando o livro. Página 318: '' Presos nos Pesadelos.'' solto um suspiro e lembro-me da noite de natal em que Larry chorou até não haver mais lágrimas, quando me tornei o motivo de seu suicídio, do mergulho no mar, da voz da própria morte no quarto escuro dizendo que vai levar a minha mãe, que ela morrerá, da nuvem de vespas fazendo minha pele queimar, meus braços se rasgando nas unhas do palhaço, as nuvens de sangue e a menininha ruiva desesperada, ajoelhada implorando pela minha piedade, tentando proteger a mãe e chorando silenciosamente após a forte chibatada em sua costinha.

''Prisioneiros de pesadelos são as pessoas, que, de alguma forma ficam presas em seus próprios pesadelos. Só há dois motivos para isso. O primeiro é uma herança hereditária, um terror passado de pais para seus filhos. O segundo motivo é alguém que já morreu e está preso na Terra das Sombras querendo infernizar a vida dessa pessoa por algo que aconteceu quando esse alguém era vivo ''.

Rapidamente volto ao Sumário. Lembro-me de ter lido Terra das Sombras em algum lugar. E realmente li:

Terra das Sombras Página 49

Folheio até a página 49. O título diz: Terra das sombras. Não espero por nada, leio o que está escrito:

''Terra das Sombras é o recanto de almas perdidas, almas que não conseguiram partir para o outro mundo, terra das almas que ainda estão ligadas ao mundo real, as almas são aprisionadas na Terra das Sombras quando precisam de algo para partir, e não conseguiram conquistar este algo quando estavam vivos. As almas podem percorrer por todo o mundo e os sonhos das pessoas''. É claro! Larry é uma dessas almas. Mas... Do que ele precisa para partir?

Meu celular vibra. Mensagem de Oliver.

Jen, me encontre hoje no farol, quando puder me manda uma mensagem dizendo se você vai. Beijos do Oliv.

No mesmo minuto respondo:

Oliv, vou sim. Tá tudo bem? Beijos da Jen.

Ele não responde, tento descobrir o que pode ser. Será um novo namorado? Bom, Oliver é gay, ele me contou isso no dia em que fomos para o acampamento onde eu conheci o Dylan. A mãe dele aceitou numa boa. O problema foi o seu pai, que deve ter morrido de desgosto.

O relógio bate anunciando seis horas. Fecho a livraria e pego o ônibus até minha casa, mesmo sendo desnecessário, da livraria até a minha casa são só vinte minutos de caminhada e de ônibus são só dez minutos, mas hoje eu estou tão ansiosa para saber o que Oliv queria me dizer. Já em casa, tomo um banho rápido, coloco uma calça jeans preta meu All Star preto e uma blusa azul. E vou até a praia.

Do lugar que eu estou que deve ser uns duzentos metros do farol dá para ver o vulto de Oliver. O farol está apagado, e hoje não vamos acender.

— Oi — Eu digo.

— Oi. Jen, eu preciso falar com você...

Notas finais
Bom, esse foi o nono, Beijinhos de luuz. Deixem reviews. Beijinhooos >