Notas iniciais
Oi, gente! Estou com medo de postar este capítulo por dois motivos. Um, ele ficou enooooooooorme. Dois, por ele ter ficado enooooooorme, eu acho que pode ter passado algum errinho pela revisão. Revisei duas vezes, mas se por acaso vocês acharem alguma coisa negoçada, me avisem que eu corrijo, okay? Este, com certeza, é o meu capítulo favorito até agora eheheheh Nele veremos até onde a farsa do namoro Lokivia pode chegar... Respirem fundo e boa leitura!

Isso não está bom. Isso não está nada bom...

Eu e o estrupício do Loki chegamos à festa, na casa da Vicky, há quase uma hora e, definitivamente, não estamos convencendo como casal. Pior, o Deus da Trapaça fez questão de ser antissocial com todo mundo que tentou puxar conversa com ele ou simplesmente se aproximar de nós. Parece que Loki precisa deixar claro que não quer estar aqui e que não faz questão de agradar ninguém, mesmo que seja em nome da farsa. Ou seja, um asno.

Tive que lhe dar vários cutucões nas costelas para que ele simplesmente apertasse a mão das pessoas que lhe apresentei e, mesmo assim, Loki os cumprimentou com um desprezo tão grande que nunca desejei tanto que um buraco se abrisse embaixo dos meus pés. Nunca passei tanta vergonha na minha vida.

Tudo bem, quando eu ataquei Steve Sarado Rogers e Bruce Ex- Fofo Banner, eu acho que foi mais vergonhoso. Mas isso não vem ao caso no momento.

O caso é que os meus amigos devem estar pensando que o meu “namorado” é um monstro insensível, ou que mal começamos nosso “namoro” e já estamos em crise por algum motivo.

Bem, não seria a primeira vez que eles veriam um relacionamento meu naufragando sem mal ter zarpado do cais...

Respiro fundo, procurando não pensar na minha lista de relacionamentos furados e repito mentalmente que eu não sou uma frigideira.

Em algum lugar deste mundo cruel, existe alguém perfeito para mim. O meu par. O meu boy magia. E algum dia, eu vou encontrá-lo. Mas, até lá, tenho que me concentrar em resolver a situação do... Traste ao meu lado. Sim, porque enquanto todos bebem, comem, conversam, se divertem e alguns até dançam discretamente ao som de Let her go, Passenger, Loki e eu estamos sentados em um pequeno sofá, no canto da enorme sala da Vicky, emburrados feito duas crianças.

Em dado momento, não aguento mais o clima pesado entre nós e digo sem olhar em sua direção:

— Você não precisava ser tão antipático com os meus amigos.

A resposta do mequetrefe asgardiano vem rápida, afiada, cínica e cheia de petulância:

— Eu não posso fazer nada se essas mentes limitadas me irritam profundamente. Mais até do que a sua. É impossível manter uma simples conversa com seres tão desprezíveis, ignorantes e inferiores. Eu me sinto ultrajado.

Contorço meu pâncreas para não esboçar nenhuma reação, respiro fundo e conto mentalmente até dez, até que ouço o sotaque do Deus da Trapaça novamente:

— Por que é tão importante para você ter a aprovação dessas pessoas? Você precisa delas para alguma coisa?

Sinto uma ponta de irritação queimar em um cantinho da minha mente, olho na direção de Loki e faço questão de esclarecer entredentes:

— Eu gosto dessas pessoas. Elas gostam de mim. E eu só não quero passar vergonha na frente delas. É pedir muito?

No entanto, não se trata apenas disso. Na verdade é muito importante para mim que essas pessoas acreditem que eu estou bem e feliz agora. É isso. Não se trata apenas de ensinar boas maneiras para Loki ou continuar enganando Josh, eu quero que todos aqui acreditem que eu tirei a sorte grande, e que parem de me olhar com piedade e estranheza por conta dos meus namoros relâmpagos, que terminaram sem nem terem começado direito.

Estou pensando nisso, quando o gafanhoto asgardiano arqueia uma sobrancelha, como se não tivesse dado a mínima para o que falei ou como se soubesse que o buraco é mais embaixo e que, portanto, não estou sendo totalmente sincera.

Sem querer aprofundar este assunto, decido que o melhor é mudar o foco:

— Esquece, eu não espero que você entenda mesmo. E eu sei que foi um erro insistir para que você viesse comigo, mas já que está aqui, será que você pode fazer um esforço para me ajudar a manter a farsa?

— Você não disse as palavras mágicas. — Loki insinua com um sorriso... Charmoso.

Digo! Irritante! Com um sorriso irritante!

— Aqui vão as minhas palavras mágicas, chuchu. — anuncio, o encarando de um jeito ácido. — Ou você se comporta direitinho, como manda o figurino e para de ser tão... Tão você, ou pode procurar uma ponte por aí, porque algo me diz que você vai precisar de um lugar para morar a partir de hoje.

Seu sorriso se desmancha aos poucos, até que Loki diz meio incerto:

— Você não está falando sério.

Não, eu não estou falando sério. Por mais que eu queira — eu quero? — chutar o traseiro do Deus da Trapaça para fora do meu cafofo e da minha vida, não posso fazer isso, pois significaria abrir mão da missão e entregar os pontos. E apesar de não ser brasileira, eu não desisto nunca!

Mas, Loki não precisa saber disso, precisa? Não, não precisa.

Sendo assim, visto a minha máscara mais ameaçadora e desafio friamente:

— Você quer apostar? — e quando a sua expressão se fecha ainda mais, me levando a concluir que ele entendeu o meu recado, encerro a questão dizendo: — Como eu pensei. — em seguida, olho as pessoas em volta discretamente e oriento: — Agora seja o meu... Namorado... De mentirinha, é claro, e chegue mais perto de mim.

— O quê? — o gafanhoto rebate, um tanto atordoado, como se eu tivesse lhe pedido um beijo de cinema.

Eca! Eca! Eca!

Balanço a cabeça levemente, afastando tal pensamento, reviro os olhos e resmungo:

— Mas será o Benedito! Eu tenho que explicar tudo? E depois eu que tenho uma mente limitada...

Aproveitando que um drink que tomei há pouco me deixou mais relaxada, procuro não pensar em como isso é embaraçoso e desconfortável, e eu mesma tomo a iniciativa, me aproximando de Loki no sofá, até que ficamos lado a lado, a poucos milímetros um do outro, ou talvez a nenhum milímetro de distância. Não sei ao certo. Acho que perdi a noção espacial.

Percebo que minha proximidade deixa o Deus da Trapaça tenso. Ignoro que também fiquei e prossigo com o plano:

— Agora passe o seu braço em volta dos meus ombros.

Loki me encara como se eu tivesse falado grego ou um absurdo. Ou um absurdo em grego. Mas, talvez se lembrando da minha ameaça anterior, ele não discute. Ao invés disso, hesita por um instante, mas acaba passando o seu braço em volta de mim, repousando a mão no meu ombro desnudo com uma delicadeza que não combina com o sujeitinho desalmado que quase destruiu Nova York, há três anos.

Sinto um arrepio diante do seu toque suave, uma coisa se agita dentro de mim e percebo que não é só o meu coração — de repente, acelerado. É uma espécie de corrente elétrica que percorre o meu corpo, fazendo eu me sentir estranhamente... Viva. Não sei explicar. Tudo o que sei é que engulo em seco, encaro aqueles olhinhos verdes e traiçoeiros por alguns instantes e oriento hesitante:

— E... A sua mão... Coloque-a sobre a minha perna.

Meu rosto ruboriza diante do que eu pedi e também ao perceber certa confusão e surpresa no semblante de Loki. Mas, sabendo que é tudo pela farsa — é tudo pela farsa? —, eu me encho de coragem, seguro a sua mão livre, que até então estava repousada no braço do sofá, e a trago para perto de mim, aninhando-a no meu joelho que o vestido quase cobre.

Outra corrente elétrica percorre o meu corpo. Mais desconcertante do que a primeira. Procuro ignorá-la. Não consigo e olho em volta, só para não pensar na sensação que o toque de Loki provoca em mim.

Entre as pessoas que estão na festa, reconheço Josh servindo uma bebida para um rapaz, provavelmente, alguém com quem ele está flertando esta noite. Por um momento, meu amigo olha para mim e eu sorrio discretamente.

Em seguida, me lembrando da farsa, volto a olhar para Loki, respiro fundo e peço:

— Muito bem, agora, sussurre alguma coisa no meu ouvido.

Ele me encara por tempo demais, antes de dizer com aquele maldito sotaque charmoso:

— Por quê?

Droga! Eu só quero fazer uma ceninha para que meus amigos e conhecidos se convençam de que, apesar de antipático, o meu “namorado” e eu estamos muito bem, obrigada!

Por que Loki faz tantas perguntas? É tudo pela farsa! Só pela farsa!

É isso o que penso, mas o que respondo, impacientemente, é:

Sussurre. Apenas faça isso, gafanhoto. E depois sorria para mim.

Loki me encara novamente e noto que sua mão começa a suar ligeiramente sobre o meu joelho. Será que ele está nervoso? Desconfortável com este teatrinho? Tanto quanto eu?

É só um teatrinho. É só um teatrinho. É só um teatrinho.

Repito isso mentalmente, como se fosse um mantra, tentando me convencer de que não estou gostando nem um pouco desta proximidade entre nós. Mas, a verdade é que, apesar de desconfortável e constrangedor, isso também é muito... Bom.

Não! Não! E não! Não é bom! Nem um pouco bom! Nada bom! É horrível, desconfortável e constrangedor! E eu só quero que isso acabe logo!

— Qualquer coisa? — o Deus da Trapaça pergunta, me despertando de tais pensamentos. Eu assinto, estranhamente nervosa, e ele diz: — Tudo bem.

Fico tensa quando a sua mão, aquela que estava no meu ombro, passa suavemente pelas minhas costas, até alcançar o meu pescoço do outro lado, afasta uma mecha de cabelo do meu rosto, colocando-a atrás da minha orelha, e depois se fixa em minha nuca.

Estou tentando entender o que exatamente sinto neste momento, quando o gafanhoto asgardiano finalmente se aproxima mais um pouco de mim, quase encosta a sua boca no pé do meu ouvido e sussurra com... Aquele maldito sotaque:

— Você é a midgardiana mais... — ele hesita e eu fecho os olhos, respirando com dificuldade. — Insuportável deste Reino. — conclui, me deixando completamente arrepiada. Não pelo conteúdo do que disse, mas pela forma como disse, pela nossa proximidade e pelo seu toque no meu joelho e na minha nuca.

Tenho que fazer um baita esforço para abrir os olhos e despertar desta espécie de transe. E sinto o meu rosto ficando vermelho e quente de novo, enquanto encaro o deus trapaceiro.

Eu já tinha até me esquecido do teatrinho — do meu número de identidade e de todas as minhas senhas do banco, email e redes sociais também —, mas Loki, pelo visto não, já que ele afasta a mão da minha nuca, apoia o braço no encosto do sofá atrás dele, sorri, conforme eu tinha pedido antes, e pergunta:

— E então? Você acha que nós precisamos ser mais convincentes para a plateia, Olivia?

Foi uma pergunta retórica. O gafanhoto não está falando sério. Ele não pode estar falando sério. Ele jamais sugeriria que nós dois... Que nós dois nos... Vocês sabem. Apesar disso, uma parte de mim, uma parte ensandecida e desconhecida de mim, se alegra com a possibilidade de beijá-lo. Devo estar bêbada... Eu hein...

Pisco algumas vezes, tentando subjugar esta parte de mim que gostou da ideia maluca de beijar Loki, e procuro disfarçar o quanto ouví-lo dizendo o meu nome com aquele sotaque irresistível me deixou desconcertada.

Em seguida, decidida a manter o teatrinho até o fim, eu levo minha mão ao seu rosto com uma segurança que me assusta um pouco e que o deixa visivelmente tenso. Então, desvio dos seus olhos, me aproximo do seu pescoço e sussurro em seu ouvido:

— Eu acho que é o suficiente, gafanhoto.

Por ora. Diz a parte ensandecida e desconhecida de mim.

Tento silenciá-la. Não sei se consigo.

Me afasto lentamente e nossas bochechas se tocam por um breve instante. Meus lábios passam, perigosamente, perto da boca do Deus da Trapaça e eu me obrigo a me afastar mais um pouco, o suficiente para fitá-lo nos olhos.

Loki está tenso e extremamente sério, enquanto me encara de volta. Mas, definitivamente, não parece bravo por eu ter o tocado. Nem por minha mão continuar no seu rosto. Nem de longe lembra aquele cosplay de gafanhoto metido que despencou na minha frente e que me mediu com um desprezo absoluto, quando eu o toquei pela primeira vez.

Talvez Loki esteja se acostumando com o meu toque, afinal. Talvez esteja gostando disso. Talvez ele estivesse falando sério, quando sugeriu que... Que nós...

Olho na direção dos seus lábios e engulo em seco.

Epa! Epa! Epa! O que diabos eu estou fazendo e pensando?

Me pergunto isso, quando me afasto abruptamente, lembrando dos Vingadores e das inúmeras vezes em que eles me alertaram para que eu tomasse cuidado com Loki, para que não me envolvesse com ele sob hipótese alguma.

E, embora eu tenha rompido relações com a maioria deles, os Vingadores estão certos. Loki é perigoso, é mau, eu não posso me apaixonar por ele. Eu não posso!

Sendo assim, penso em uma boa desculpa para sair daqui o mais rápido possível, e acabo dizendo a primeira coisa que me vem à cabeça:

— Eu preciso fazer xixi.

Loki franze o cenho confuso e eu tenho vontade de dar um tapa na minha cara por ter dito algo tão chulo!

Então, me levanto e corrijo com o coração a mil:

— Eu já volto!

Antes de lhe dar as costas, tenho a impressão de que há mais do que confusão no olhar do gafanhoto. Tenho a impressão de que há certa decepção também. Mas deve ser apenas impressão minha, afinal, Loki de Asgard, nunca beijaria uma midgardiana desprezível como eu. E é melhor assim, afinal eu também nunca beijaria aquela coisa medonha.

Nunca diga nunca. Quase ouço a voz da minha avó em minha mente dizendo isso. Mas, ignoro-a enquanto caminho apressada entre as pessoas na festa, esbarrando em braços, ombros, abrindo caminho na direção do corredor que me levará ao toalete.

Não que eu queira realmente fazer xixi, mas acho que será bom ficar um pouco sozinha. Quem sabe jogar um pouco de água no rosto e ver se acordo para a realidade?

XXX

Sinto-me um pouco melhor, quando saio do toalete. Então, caminho mais calma e relaxada entre os convidados, dando-me conta de que a maioria não são meus amigos de fato. São apenas pessoas da faculdade e amigos da Vicky, de Amy e alguns de Josh. Meus amigos mesmo podem ser resumidos aos três, sendo que sou mais próxima de Josh e Amy, embora goste muito de Vicky também. O resto dessas pessoas são apenas... Conhecidos. Eu não devia estar tão preocupada com o que eles pensam de mim ou do meu "namorado."

Sendo assim, procuro relaxar mais um pouco, respiro fundo e endireito a postura, caminhando com segurança pela enorme sala.

De repente, alguém segura o meu braço e me puxa para um canto do recinto, onde há uma enorme mesa com petiscos e bebidas. Este alguém é Amy. E ela não está sozinha. Vicky está ao seu lado, saboreando um drink alaranjado.

— Aí está você! Finalmente eu te encontrei! — exclama Amy de um jeito exagerado.

Noto que tanto ela quanto Vicky estão alegres demais, radiantes demais, com os olhares um tanto vidrados. Ou seja, bêbadas como dois cachorros. Sem ofensa aos bichinhos.

— Você estava me procurando? — pergunto, arqueando as sobrancelhas.

— Nós duas estávamos esperando você se afastar um pouco do Tom. — Vicky responde, antes de passar a mão pelos seus longos e negros cabelos, jogando charme para um rapaz razoavelmente bonito que passa por nós e sorri para ela.

— E quando você finalmente saiu de perto dele, eu te perdi de vista. — Amy explica. — Mas agora, aqui está você! — comemora com certo exagero de novo. Culpa do álcool, com certeza.

Tenho um mau pressentimento, mas resolvo perguntar:

— E o que vocês queriam falar comigo?

Amy começar a preparar duas tequilas, enquanto diz:

— Em primeiro lugar, eu quero saber se está tudo bem entre você e o Tom? Porque ele não se mostrou muito feliz no começo da festa, mas depois, eu vi vocês no sofá e... Sei lá, ele parecia tão fofo com você.

O Loki? Fofo? Fofo comigo? Essa é boa! Mas, pelo menos é um claro sinal de que o teatrinho deu certo. Nós fomos convincentes, afinal.

Paro de pensar nisso e respondo:

— Ele só está meio aborrecido com umas coisas do trabalho, mas vai passar.

— E com o que ele trabalha mesmo? — questiona Vicky.

Penso um pouco e minto:

— É meio confidencial, mas é para o Governo. Algo relacionado à segurança nacional, sabem?

Sinto vontade de rir, quando percebo que ela e Amy ficaram impressionadas. Mas o que mais me diverte nesta mentira é dizer que o gafanhoto é do bem, e não o deus prepotente que atacou Nova York com um exército alienígena. Tem ofensa maior para um vilão do que ser pintado de mocinho?

Estou me divertindo internamente com isso, quando Amy me dá um pequeno sachê de sal e pega outro para ela. Abro o meu e, enquanto despejo o conteúdo sobre a pele um pouco abaixo do polegar, ela retoma:

— Então... Como é?

— Como é o quê? — rebato um tanto distraída, antes de virar o sal em minha boca e pegar o shot de tequila.

De soslaio, vejo Vicky sorrir maliciosamente. E quase me engasgo com a tequila, quando Amy dá um tapa violento no meu braço e diz:

— Ah! Não se faça de desentendida, Liv! Você sabe muito bem. Como o Tom é... Na cama?

Engasgo com a tequila, totalmente desconcertada com o questionamento infame da minha amiga. Começo a tossir compulsivamente, enquanto procuro algo pela mesa que não seja limão ou mais bebidas alcoólicas.

Socorro! Preciso de água! Urgente! Para ontem! Mas tudo o que faço é aceitar o drink de Vicky, que ela me oferece aos risos. Bebo. Minha garganta queima e meus olhos ardem. Volto a tossir, mas aos poucos consigo me recompor.

Em seguida, questiono indignada e um tanto incrédula:

— Mas que raio de pergunta é essa?!

— Qual é o problema? — Amy estranha, e depois de tomar a sua tequila e pegar um quarto de limão sobre a mesa, acrescenta: — Nunca foi um problema para você conversar sobre isso com as suas amigas aqui.

Enquanto ela chupa o limão, Vicky corrige maliciosamente:

— Ou melhor, sobre aquilo.

Ela ri e Amy vai no seu embalo, enquanto sinto o meu rosto queimar pela milésima vez esta noite, desta vez por imaginar aquilo entre mim e o gafanhoto asgardiano.

Constrangida, confusa e ao mesmo tempo... Curiosa e com calor, afasto tal pensamento descabido e engulo o restante do drink. Sinto o mundo girar à minha volta por alguns instantes, mas consigo encontrar a mesa diante de mim e coloco o copo vazio sobre ela.

Em seguida, me recomponho, começo a me virar e anuncio:

— É melhor eu ir embora.

— Ah... Mas já? Por quê? — protesta Amy com tristeza na voz, enquanto meus olhos percorrem a sala em busca do sofá. — Desculpe... Eu não sabia que você ia ficar assim com uma simples pergunta.

— Está tudo bem, é só... Meio difícil de descrever. — digo, querendo encerrar aquele assunto constrangedor.

Ao ver que o sofá está vazio, sinto uma onda de pânico surgir dentro de mim. Será que Loki foi embora sem mim? Me deixou para trás?

Desgraçado...

Como se tivesse lido os meus pensamentos, Vicky relata:

— Eu o vi subindo para o terraço.

Para o terraço? Mas o que aquele gafanhoto problemático foi fazer no terraço?

— Obrigada. — agradeço, antes de deixar as duas para trás e caminhar em direção ao fundo da sala.

Chegando lá, viro um pequeno corredor e começo a subir uma escada. Um casal passa por mim às pressas, e a garota reclama baixinho:

— Que cara grosso. Credo...

— Pois é. — assente o rapaz indignado. — Não sei quem foi que convidou esse babaca. A Vicky, com certeza, não faria isso.

Tenho a nítida impressão de que talvez eles estejam se referindo ao meu "namorado", mas mantenho a esperança até alcançar o topo da escada e empurrar uma porta. E então, minha esperança se esvai, já que Loki está sozinho aqui em cima.

— Legal. — murmuro com ironia, enquanto o ar noturno me envolve e uma brisa suave balança os meus cabelos.

Fecho a porta atrás de mim com cuidado e dou alguns passos à frente. Paro no meio do caminho e observo o Deus da Trapaça em pé, de costas para mim, com as mãos apoiadas na grade que cerca todo o terraço, como se fosse uma varanda.

Loki parece pensativo e distante, enquanto a vista deslumbrante de Nova York se estende diante dele. De nós.

Sinto uma coisa estranha. Uma necessidade urgente de saber o que ele está pensando. Mas, incapaz de ler os seus pensamentos ou de perguntar se por acaso ele está pensando em mim e no nosso teatrinho de momentos antes, pigarreio para chamar a sua atenção e, embora imagine bem a resposta, rompo o silêncio dizendo:

— Por favor, não me diga que você foi grosso com aquele casal que acabou de sair daqui.

O Deus da Trapaça não se move um centímetro e eu me pergunto se ele já sabia que eu estava aqui ou se simplesmente não se importa que eu esteja.

— Eu só mandei eles saírem. — responde seco e ainda imóvel.

Não consigo conter um sorriso diante da sua total falta de tato com as pessoas deste Reino, enquanto dou mais alguns passos à frente e suponho:

— Por acaso você não disse as palavras mágicas, disse? — paro ao seu lado e me apoio na grade, antes de soltar um suspiro e refletir com desânimo: — Você é mesmo um caso perdido, Loki de Asgard.

Parece que chamei a sua atenção, já que ele finalmente olha para mim e questiona:

— Então por que você não desiste de mim, Olivia?

Sua pergunta me pega de surpresa, por não soar agressiva ou irônica, e algo em seu olhar me deixa confusa. É como se Loki, de repente, precisasse muito desta resposta. Uma resposta que eu não sei dar.

Será que era nisso que ele estava pensando antes de eu chegar? Em por que eu não desisto dele?

E por que eu não desisto dele? Porque quero cumprir a minha palavra e ajudar o Thor? Porque não quero decepcionar os Vingadores, apesar deles terem me decepcionado? Porque ajudá-lo é o certo a se fazer? Não. É por outra coisa. Mas que coisa é essa?

— Não sei. — admito, por fim. — Talvez eu seja um caso perdido também.

Há um clima estranho no ar. Diferente. Incomodada, desvio do seu olhar e deixo Nova York dominar minhas retinas. No entanto, tudo o que consigo enxergar realmente é Loki de soslaio. E, por algum motivo, ele continua olhando para mim.

Acho isso estranho. E mais estranho ainda é que estou aqui há cerca de um minuto e nós ainda não brigamos feito cão e gato, nem trocamos farpas, nem nos provocamos, nem nos agredimos verbalmente como costumamos fazer, nem nada do tipo. Ao invés disso, eu e o gafanhoto estamos... Conversando? Cuma?

Franzo o cenho, achando tudo isso muito esquisito, e corto o silêncio incômodo que se instalou:

— Por que você veio para cá?

O Deus da Trapaça finalmente volta a olhar para a cidade e responde:

— Não é óbvio? Eu queria ficar sozinho.

Engulo em seco ao sentir que isso talvez tenha sido uma indireta para mim, e resolvo sondar:

— Você ainda quer?

Sua resposta demora tanto que penso que talvez seja uma resposta implícita. Mas então, o deus trapaceiro diz:

— Você pode ficar... Se quiser.

Se eu quiser? Eu quero? Simplesmente fico.

O silêncio nos envolve de novo, sendo cortado apenas pela música que toca na festa lá embaixo e pelas buzinas dos carros que percorrem a cidade. Apesar disso, o silêncio parece absoluto. E, obviamente, isso me incomoda.

Penso em dizer que é melhor nós irmos embora, afinal, está bem claro que nem eu nem o gafanhoto estamos nos divertindo aqui. Também não consegui ensinar nenhuma lição para ele e, portanto, não evolui na missão de ajudá-lo a se livrar do bracelete. Talvez seja melhor encerrar a noite de uma vez.

Estou decidindo isso, quando uma música começa a tocar lá embaixo e eu a reconheço automaticamente. É All I need, Within Temptation, e tenho certeza que neste exato momento, os casais da festa estão se preparando para dançarem juntinhos.

Olho para Loki de soslaio e mordo o interior da minha bochecha, enquanto uma ideia maluca surge em minha cabeça.

Como se tal ideia tivesse vida própria, me ouço perguntando:

— Por acaso você quer dançar, gafanhoto?

Vejo Loki franzir o cenho, antes de olhar para mim e indagar surpreso:

— O quê?

Pois é, eu também não entendo por que sugeri algo assim, mas... Sei lá. A noite já está estranha mesmo, que mal uma simples dança pode fazer? Além disso, é só uma dança ao som de uma das minhas músicas favoritas. Um pouco de diversão, antes de nós dois irmos embora daqui.

Apesar de pensar tudo isso, não consigo articular as palavras. Fico estranhamente nervosa e sinto minhas bochechas ficarem quentes. Eu hein...

Por sorte, Loki me salva de mais um silêncio constrangedor:

— Eu não acho que seja uma boa ideia. Além disso, eu não sei dançar como vocês, midgardianos. Se é que pode-se chamar o que vocês fazem de dança.

Relaxo imediatamente e tento controlar a vontade de rir. É engraçado como o Deus da Trapaça despreza tudo em Midgard. E é engraçado como o meu constrangimento por ter o convidado para dançar passa rapidamente, dando lugar a um desejo irresistível de prosseguir com tal ideia.

Eu poderia culpar o álcool na minha corrente sanguínea, mas me sinto completamente lúcida e segura do que quero. E o que quero neste momento é dançar com esta gentalha prepotente. É isso, eu quero dançar com Loki. Me julguem.

Determinada, me encho de coragem e proponho:

— Então me mostre como se dança em Asgard.

O Deus da Trapaça se move um pouco para o lado, tira uma das mãos da grade, apoia o peso do corpo em uma perna e me encara intrigado, talvez por não entender por que estou insistindo nisso.

Somos dois. Eu também não entendo. Apenas insisto. Apenas quero.

Percebendo que eu estou falando sério, Loki me mede rapidamente e tenta escapar mais uma vez:

— Você não está vestida adequadamente.

Reviro os olhos diante desta desculpa esfarrapada e, sem pensar duas vezes, o seguro pela mão e praticamente o arrasto até o centro do terraço, dizendo:

— Para de frescura, gafanhoto! Cruzes! É só uma dancinha inocente e não um pedido de casamento. O que que custa me ensinar?

Paramos no centro do lugar e eu solto a sua mão. Surpreendentemente, Loki parece não ter se incomodado com o meu toque, assim como não se incomodou quando eu toquei o seu rosto, durante o nosso teatrinho, e assim como permitiu um abraço entre nós, na noite em que eu descobri que fui enganada pelos Vingadores. Pelo visto, nós estamos evoluindo. Para o que exatamente... Isso eu não sei.

Estou pensando nisso, quando Loki me encara. Me analisa. Pensa. E por fim, assente:

— Tudo bem, midgardiana desprezível. Mas não ouse pisar no meu pé ou nós teremos um problema.

Ignoro o "desprezível", convencida de que é só uma forma do deus trapaceiro não perder o costume. Em seguida, faço um X com os dedos indicadores, os beijo rapidamente e me comprometo sorrindo:

— Combinado, chuchu.

Loki me analisa novamente. Desta vez, não parece intrigado ou confuso, mas satisfeito. É isso. Talvez ele esteja satisfeito em poder me ensinar alguma coisa. Ou apenas gostou de me ouvir lhe pedindo algo. Ou talvez esteja... Feliz com isso.

Estou tentando decifrá-lo, quando ele orienta:

— Primeiro, a dama deve fazer uma reverência.

Não gosto desta ideia. Nem um pouco. Embora eu já tenha feito reverências a Loki algumas vezes, foram de forma sarcástica e quando eu quis, e não durante uma dança e por que ele está dizendo que eu devo fazer.

Sendo assim, fecho a cara, cruzo os braços contra o peito e protesto indignada:

— O quê? Por quê? Ah... Isso não é justo!

Depois de revirar os olhos impacientemente, Loki revela numa tentativa de me persuadir:

— O cavalheiro fará uma reverência em seguida.

Não resisto ao impulso de insultá-lo, olhando tudo em volta e perguntando:

— Que cavalheiro? — mas, ao perceber que Loki não gostou da piadinha, conserto rapidamente: — Okay, okay! Não precisa ficar com essa cara de limão azedo, eu só estava brincando. Credo! O senso de humor passou longe, hein?

Loki respira fundo e, com medo de que ele desista da dança, seguro as laterais do meu vestido, fingindo que o seu comprimento é maior do que realmente é, e faço a bendita reverência enquanto o encaro com um sorriso forçado.

Prontamente, Loki retribuiu o gesto, mas a reverência masculina é um pouco diferente da feminina. Ele se curva um pouco, flexionando uma das pernas, e abaixa a cabeça por um breve instante, com um dos braços atrás do corpo.

Mesmo assim, é uma reverência e sinto que vou guardar este momento para sempre. A noite em que Loki de Asgard reverenciou uma midgardiana que ele julga desprezível. Eu, Olivia Mills. Rá!

Estou sorrindo levemente enquanto penso nisso, quando o deus trapaceiro endireita a postura, me encara e diz:

— Em alguns momentos, será impossível, mas, via de regra, o contato visual deverá ser mantido até o final da dança.

Sinto uma palpitação em meu peito e minha garganta fica seca.

— Ótimo. — deixo escapar. Mas, percebendo como isso soou estranho e impróprio, me corrijo rapidamente: — Digo... Está bem.

Está bem. Ultimamente, tem sido cada vez mais difícil desviar do seu olhar mesmo. O que são cinco minutos mergulhada nos seus olhinhos de noite serena, gafanhoto?

É o que estou pensando, até que Loki me desperta com mais uma orientação:

— E, a princípio, nós não podemos nos tocar.

Uma parte de mim se entristece com esta regra e me ouço perguntando involuntariamente:

— E quando nós poderemos fazer isso?

Não me entendam mal, não é como se eu quisesse dançar o arroxa com o gafanhoto, mas a ideia de não poder tocá-lo, durante uma dança ainda por cima, me frustra um pouco. Muito, na verdade. Não sei por que.

— Você saberá quando. — ele responde, e intimamente, eu me pergunto se nós ainda estamos falando sobre a dança. — Mesmo com a sua mente limitada, acredite. — me provoca com um sorriso cretino.

Relaxo um pouco, reviro os olhos e reclamo:

— Que dança mais esquisita, hein, chuchu? — porém, disposta a ir até o fim, relaxo o corpo e digo: — Tudo bem, vamos lá. Quem está na chuva é para se molhar, não é mesmo?

Quando termino de dizer isso, Loki dá um passo à frente, parando a certa distância de mim, e levanta a sua mão direita quase na altura do rosto, deixando-a imóvel no ar, no espaço entre nós. Em seguida, ele pede:

— Erga a sua mão direita, Olivia. Na frente da minha, mas sem tocá-la.

Obedeço. Simplesmente obedeço. E em seguida, observo a minha mão a cerca de um centímetro da dele. As duas suspensas no ar. Próximas, mas sem se tocarem.

Percebo que a sua outra mão está atrás do corpo e o imito, ocultando a minha também.

— A partir de agora... — Loki diz, me fazendo encará-lo instintivamente. — Acompanhe os meus movimentos e não desvie dos meus olhos.

Parece fácil, mas estou tão inexplicavelmente nervosa que não sei se vou conseguir. Então respiro fundo, tentando relaxar, e me concentro nos seus olhos, apenas nos seus olhos. Verdes, traiçoeiros, intensos... Lindos.

Loki começa a girar em torno de mim e eu o sigo, girando em torno dele, nossas mãos direitas erguidas, nossos olhares um no outro, nossos corpos lado a lado.

Damos algumas voltas assim e, de repente, o Deus da Trapaça para, me fazendo parar também, abaixa a mão direita e a oculta atrás de si, me fazendo abaixar a minha da mesma forma, e ergue a mão esquerda, me fazendo imitar o seu gesto. Então, as voltas se repetem, mas para o lado oposto. E nossos olhares continuam fixos.

A palpitação que senti, há alguns instantes, evoluiu rapidamente e o meu coração passa a bater tão depressa que tenho medo de que ele vá sair pela minha boca a qualquer momento e dançar Gangnam Style por aí. Também tenho medo de me perguntar por que ele está batendo tão depressa e tão forte.

Por que será que está?

Loki para novamente e ergue as duas mãos no ar, na frente do corpo, na altura do peito. Novamente, eu imito o seu gesto. Então, com nossas mãos de frente uma para a outra, damos mais algumas voltas para um lado e depois para o outro.

Em seguida, o Deus da Trapaça para novamente e eu o imito, surpresa comigo mesma por estar conseguindo acompanhá-lo, mesmo tão nervosa. Então, ele dá um passo à frente e um dos seus braços envolve a minha cintura, me causando um arrepio.

Eu já posso tocá-lo...

Encontro a sua outra mão no ar e a entrelaço com os meus dedos. Repouso a outra no seu ombro. E então a dança asgardiana vira uma espécie de valsa midgardiana medieval.

O nervosismo se dissipa e dá lugar a outra coisa. A uma felicidade plena e engraçada que me faz sorrir sem perceber e me sentir leve como o vento.

E, me chamem de maluca, mas tenho certeza que Loki está sorrindo também. Do jeito dele, é claro, discreto, torto, displicente, insuportável, cheio de si.

Não posso ver a linha do sorriso em seus lábios, mas sei que ele está sorrindo porque isso está estampado nos seus olhos. Nos olhos que eu fito o tempo todo. Nos olhos onde estou presa.

Me liberto dos seus olhos, quando Loki me induz a dar uma volta em torno de mim mesma. E outra volta. E mais uma. Me prendo aos seus olhos de novo, quando ele me conduz para perto de si e envolve a minha cintura mais uma vez. Sorrio inevitavelmente.

Meu coração está mais acelerado do que nunca e respiro com certa dificuldade, quando o deus trapaceiro inclina o seu corpo para frente, me inclinando automaticamente para trás.

Tenho medo de despencar no chão como uma fruta madura, mas, de alguma forma, sei que isso não vai acontecer. Sei que Loki não deixaria. Confio nele. Sinto... Sinto... Algo por ele.

Algo que me faz levar a mão à sua nuca, quando o gafanhoto me inclina mais um pouco.

E quando o seu rosto se aproxima um pouco mais do meu, uma ideia irresistível surge em minha mente.

Droga... Acho que vou beijá-lo. Vou beijá-lo! É isso!

Ao longe, a música termina e diante de mim vejo uma oscilação vacilante no olhar do Deus da Trapaça. Uma oscilação que toma conta de mim também, mas que, aos poucos, me traz de volta à realidade.

Não posso beijá-lo. Não vou beijá-lo. Não vou beijar o Loki!

De repente, alguém perto de nós diz com empolgação na voz:

— Isso foi lindo, pessoal! Agora só está faltando o grande beijo para fechar com chave de ouro!

Automaticamente, Loki e eu nos endireitamos, nos afastamos um pouco e olhamos na direção da porta do terraço. Perto dela, Josh está sorrindo, com um celular nas mãos, enquanto nos grava com a câmera do aparelho.

Impaciente e sorrindo largamente, ele exige:

— Vamos lá, pombinhos! O beijo! Eu quero o beijo!

Eu e Loki nos entreolhamos. O clima fica estranho, tenso e embaraçoso. Engulo em seco e só uma coisa passa pela minha cabeça neste momento: para o mundo que eu quero descer.

Notas finais
Não me odeiem, não rolou beijo neste capítulo, mas quem sabe Josh consiga convencer estes dois a darem um beijão, hein? Afinal, se Olivia e "Tom" são namorados, nada mais natural que eles acatem o pedido do moçoilo sem qualquer resistência, né? kkkkkkkkkkkkkkkkkk Por falar em Josh, ele representou legal os shippers de Lokivia neste finalzinho, né? E vai nos representar ainda mais no próximo capítulo eheheheh Ah! Sobre esta dancinha de Lokivia, foi totalmente inspirada na dança Delena de TVD: https://www.youtube.com/watch?v=VA9o-T3ME-I Detalhe que no vídeo, a Candice aparece ao fundo com um vestido verde kkkkkkkkkkk Tudo bem que a Olivia não está com um vestido longo neste capítulo, mas achei engraçado rever este vídeo e "ver minha personagem" no meio dele e nessas condições. Sobre o capítulo, vocês acharam cansativo? Porque acho que em breve teremos um capítulo grandinho de novo... E eu até tentei dividir este, mas só daria para ser na parte que a Olivia diz que quer fazer xixi kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk E achei que ficaria estranho. Humm... Lokivia quase beijou, né? Olivia sentiu alguma coisa... Lokito não ficou atrás não... Aí tem... Gente, eu amei escrever cada vírgula deste capítulo e adoraria comentar cada passagem aqui, mas minha internet está muito negoçada hoje, então não vou me estender. Só vou dizer mais umas coisinhas: o próximo capítulo será pela visão do Lokito, será mais curto do que este, mas tão instigante quanto, teremos um pouquinho de ciúme e... Quem sabe o beijo... Pronto, falei! Beijos de luz, não se esqueçam das minhas reviews e inté o próximo!