Trapaças do Coração
4 Loki, o sétimo Vingador?
Notas iniciais
Juro juradinho que não esperava que Loki fosse cair na gargalhada quando eu revelasse a minha misteriosa missão designada pela S.H.I.E.L.D. Não é como se eu tivesse lhe contado a piada do gafanhoto, é? Então por que essa criatura viu tanta graça no que eu falei? Por que não para de rir de um jeito, irritantemente, superior e frio? Sério, isso está começando a me tirar do sério.
Tudo bem, eu confesso que também achei engraçado quando Phil Fofo Coulson revelou a missão do século. Loki, o sétimo Vingador soa mesmo como uma piada a princípio. Mas agora chega, já deu, é bom que o gafanhoto entenda logo que eu estou falando muito sério e que não vou desistir de cumprir o meu objetivo. Eu, Olivia Mills da Silva Sauro, vou conseguir a proeza de dobrar esse trapaceiro e irei transformá-lo no herói mais desejado dos Nove Reinos.
Não... Espera. Esqueçam a parte do desejado. O gafanhoto é meu, somente meu e eu não divido com nenhuma fangirl ensandecida. Portanto, não se animem tanto, piriguetes de plantão.
— Qual é a graça? — resolvo indagar e quem sabe assim chamar essa criatura de volta à realidade.
Loki para de rir aos poucos e responde com uma incredulidade tangível:
— Eu te peço a verdade e você me vem com essa? Francamente, Olivia. Eu sei que você gosta de dizer umas gracinhas a cada dois minutos, mas isso é demais até para você.
Rio sem humor e apresso-me em esclarecer:
— Eu não estou brincando, gafanhoto. Acredite, isso não é um programa de piadas.
Diante disso, a expressão do Deus da Trapaça muda drasticamente. Não há mais qualquer sinal de que ele vai voltar a rir. Muito pelo contrário, seu semblante agora está fechado, sério, insatisfeito. E sua voz soa fria quando ele torna a se pronunciar:
— Bem, eu espero que seja.
Perco um pouco a paciência e insisto:
— Qual parte de eu estou falando a verdade você não entendeu, chuchu? Quer que eu desenhe ou o quê?
Loki me encara em silêncio por alguns instantes. Ainda mais insatisfeito, eu diria. E quando a ficha finalmente parece cair, ele se desvencilha de mim rapidamente e se levanta da cama.
Me recomponho e o sigo apenas com o olhar apreensivo, enquanto o dito cujo anda feito barata tonta para lá e para cá, até que finalmente se volta em minha direção e esbraveja:
— Você perdeu o juízo?!
Meu sangue ferve e eu o fuzilo com o olhar por um instante. No seguinte, me ponho de pé, coloco as mãos na cintura e retruco:
— Eu te abriguei no meu humilde cafofo. Convenhamos, eu nunca tive muito juízo.
— Não fuja do assunto. De quem partiu essa ideia brilhante? — o trapaceiro questiona ácido, mas antes que eu responda, solta um riso incrédulo e gesticula transbordando sarcasmo: — Oh, claro! Dos Vingadores, certamente. Muito me surpreende que eles me queiram em sua patética equipe agora.
Comprimo os lábios enquanto avalio se devo revelar o resto da história ou não. Quando dou por mim, as palavras simplesmente saem:
— Na verdade, eles não querem. Ou melhor, os Vingadores ainda não sabem de nada. Eu tenho que convencê-los de que isso é uma boa ideia aos poucos. O que será bem difícil, considerando o fato de que você mesmo não está colaborando muito.
Como se eu não tivesse dito absolutamente nada, o Deus da Trapaça se aproxima, para diante de mim e indaga com o olhar semicerrado em minha direção:
— Se essa ideia absurda não partiu deles, então partiu de quem?
— Da S.H.I.E.L.D., é claro — respondo no ato. E sem me intimidar, ergo o queixo e argumento: — E não é uma ideia absurda. Só um pouco talvez. Enfim, não importa. O que importa é que o meu chefe, um sujeito muito fofo chamado Phil Coulson, me designou essa missão e eu aceitei porque acredito no sucesso dela. — Vejo uma oscilação no olhar esmeralda do meu gafanhoto magia e sibilo intrigada: — O que foi?
Após um momento estranho de hesitação e com o cenho ligeiramente franzido, ele pergunta:
— Você disse Coulson? — Assim que eu confirmo com um meneio de cabeça, Loki revela duramente: — Eu não sei com quem você andou conversando, Olivia, mas o Coulson que eu infelizmente conheci está morto. Pelas minhas mãos, para ser mais exato.
— O quê…? — sibilo confusa, sentindo algo além da dureza desta revelação. Me chamem de maluca, mas percebo certa vergonha no semblante do deus trapaceiro quando ele engole em seco e desvia do meu olhar. — Não, Phil Coulson está vivo. Vivinho da Silva. Eu mesma vi com esses olhinhos de noite serena. E aqui entre nós, ele não se parecia com um zumbi de The Walking Dead.
Loki torna a me encarar. Com incredulidade e confusão a princípio, mas logo ele parece se convencer de que eu estou falando a verdade e volta a ser duro consigo mesmo:
— Que sorte a dele então. Sobreviver a um ferimento mortal desferido por mim não é para qualquer um.
Meu olhar oscila ao ouvir isso, pois só então compreendo o significado de tais palavras. Estou assimilando o fato de que Loki tentou matar meu atual chefe, quando ele se aproxima mais um pouco e articula de um jeito frio, mas que por algum motivo, não me convence:
— Viu só? Não importa o que aconteça, eu ainda sou o vilão da história. Eu sempre serei. Quanto mais cedo você aceitar que eu não tenho salvação, melhor. Acredite, Olivia, você vai se desapontar menos, se aceitar isso de uma vez.
Não sei o que o gafanhoto planeja ao dizer essas coisas, mas não estou gostando nem um pouco.
Espera... Talvez seja isso. Ele está usando o passado para desacreditar a si mesmo, para mexer comigo de uma forma negativa e me fazer desistir da missão, ao mesmo tempo em que tenta camuflar o seu arrependimento com essa postura orgulhosa e fria.
Sim, podem me chamar de maluca, mas eu sei que Loki se arrepende de muitas coisas. Percebi o seu alívio quando eu assegurei que Phil Coulson está vivo. É menos um peso que ele tem que carregar. Menos uma morte em suas costas. Menos um erro.
Minha melhor aposta é que o Deus da Trapaça não acredita em si mesmo, nem que possa se redimir pelo passado. E cabe a mim mostrar que ele está errado. Porque ele está.
Convencida disso, questiono pausadamente:
— Se você é mesmo o vilão da história como diz ser, então por que trouxe o meu irmão para mim? O que você ganhou com isso além da minha gratidão, gafanhoto? E por que você não matou o Mestre dos Magos, digo... Odin, quando teve a oportunidade? Por que preferiu apenas mandá-lo para longe? — Deixo-o refletir um pouco sobre isso e emendo uma nova pergunta: — E por que você se empenhou tanto em vingar a morte de sua mãe? Não adianta dizer que você fez o que fez apenas porque estava de olho no trono de Asgard, Loki. Eu sei que você usa isso para justificar a sua motivação inicial: sua mãe e a dor que você sentiu ao perdê-la.
O trapaceiro desvia do meu olhar, parecendo estar com raiva de si mesmo por não conseguir contra argumentar o que eu disse. É isso, ele sabe que eu estou certa.
— Não importa o que você diga, existe algo bom dentro deste coração de gelo sim. — Toco o seu peito na altura do órgão vital, fazendo Loki voltar a me fitar nos olhos e arremato: — Algo que merece ser salvo. E é por isso que eu não vou desistir de você.
Após um emblemático momento de silêncio me encarando, o Deus da Trapaça aconselha sem muita convicção:
— Você deveria.
— Mas eu não vou, chuchu — sussurro em resposta, esboçando um leve sorriso e com certeza encarando Loki com um olhar bobo e apaixonado. — O máximo que eu vou fazer é te dar um tempo para pensar. Não só no que eu te contei esta noite, mas em você mesmo. Então, quando estiver pronto, você sabe aonde me encontrar. Até lá, está decretada a primeira greve oficial de acasalamento híbrido mid-jotun.
Bem, essa deveria ser a hora em que eu ignoro a expressão insatisfeita de Loki, saio pela tangente e o deixo sozinho para pensar em tudo. Mas não é o que eu faço. Ainda não. Falta uma coisa. Uma coisa que eu venho desejando desde antes de colocar os pés na Bifröst esta noite.
Okay, a verdade é que eu queria bem mais do que um beijo, mas paciência, é o que temos para hoje. Um beijo deve bastar. Por enquanto ao menos.
Almejando por isso mais do que tudo, fico na ponta dos pés, entrelaço o pescoço do meu gafanhoto magia, lhe lanço um olhar sugestivo e anuncio:
— Que isso sirva de incentivo e te ajude a pensar com carinho em tudo o que nós conversamos.
E antes que Loki deduza o que estou prestes a fazer, eu faço. Uno minha boca à sua. Com uma impetuosidade cálida. Com um beijo delicado, mas cheio de promessas silenciosas e subentendidas. Um beijo despretensioso, mas que logo evolui para algo mais intenso e profundo, quando o trapaceiro irresistível envolve minha cintura e meu corpo junto ao seu, me dando o aval para prosseguir. E eu prossigo, é claro. Não sou boba. Rá!
Sem pensar duas vezes, movida por sentimentos e instintos que só esse traste sabe despertar em mim, envolvo os seus lábios sabor algodão doce e sua língua travessa com malícia. Lá vem as borboletas e os sinos!
Oh, céus! Eu ainda morro disso...
E não importa o quanto Loki esteja insatisfeito com o meu emprego, com a missão e o quanto tente desacreditar a si mesmo, neste momento, eu sinto que ele está completamente entregue. Sinto que ele é meu. Só meu. E que também ansiava pelo meu beijo. Danadinho...
Suas mãos alcançam minha nuca e quando Loki aprofunda ainda mais o beijo, sinto minhas pernas vacilarem e um calor libertino surge em meu corpo, se espalhando por cada pedacinho do meu ser.
Acho que é hora de parar, antes que eu não consiga deixar esse quarto nunca mais. Não seria uma má ideia, porém o gafanhoto precisa de tempo e espaço para confabular com seus botões. E claro, não deixar que o Loki Jr. entre em ação agora também é uma forma de incentivo. Uma manipulação básica, melhor dizendo.
Por isso, com muito custo, afasto o rosto aos poucos e encaro o trapaceiro irresistível diante de mim, enquanto retomo o fôlego e observo o seu olhar intenso e libertino em minha direção.
Com o rosto ligeiramente ruborizado e o coração disparado, vejo a chama do desejo em seu olhar e o ouço questionar intrigado:
— Eu conto que quase matei o seu querido chefe e você me beija?
Não me entendam mal. Eu sei que o que Loki fez foi muito muito errado. Mas quem sou eu para julgá-lo?
Além disso, passado é passado e ninguém pode mudá-lo. O importante é o que fazemos no presente e o que podemos fazer com o futuro. E eu tenho certeza que o Deus da Trapaça pode fazer algo positivo com o seu.
Sendo assim, dou de ombros e encerro a conversa por ora:
— Essa sou eu. Me julgue.
Sem conseguir resistir, lhe dou mais um beijinho para me despedir. Demorado demais para um beijo de despedida, mas quem liga, não é mesmo?
Em seguida, me desvencilho dos braços do trapaceiro e saio do recinto quase na velocidade da luz e sem olhar para trás. Tudo para não cair em tentação.
Sigo para o quarto de hóspedes, visto uma túnica asgardiana por cima da camisola, pego o meu uniforme de agente sexy e deixo o palácio minutos depois. Tudo para não cair em tentação, como eu disse.
Bifröst. Heimdall. Nova York. Cafofo. Cama.
Sentindo minhas esperanças renovadas e feliz por não estar mentindo para Loki sobre a missão, abraço o meu querido Caco, fecho os olhos, sentindo o cheirinho do gafanhoto impregnado na pelúcia, e me obrigo a dormir um pouco.
Amanhã será um novo dia.
No dia seguinte
Estou sonhando com algodão doce. Um paraíso feito de algodão doce de todas as cores, formas e tamanhos. Deito-me no chão também feito da guloseima e olho para o céu. E adivinhem só do que são feitas as nuvens? Pois é.
De repente, me sinto no filme Beleza Americana, já que uma quantidade considerável de algodão doce em formato de pétalas começa a se desprender delas e vêm lentamente em minha direção. Caindo pouco a pouco.
Fecho os olhos e abro a boca, esperando pela guloseima. Mas sou acordada por um irritante e inconveniente ruído exterior. Não importa quem está me ligando, essa criatura abusada acabou de ganhar uma inimiga mortal.
Tentando não pensar na frustração de ter sido acordada subitamente de um sonho maravilhoso como aquele, estico minha mão, tateio o criado-mudo, pego o celular que está vibrando sem parar sobre ele e atendo com a voz sonolenta e antipática:
— Quem incomoda?
Após um instante de silêncio, o interlocutor responde:
— Olá, Olivia. É Phil Coulson.
Ao reconhecer sua voz, arregalo os olhos, sento-me na cama de sopetão, rio artificialmente e replico sem graça:
— Ah! Oi, chefe. Tudo bem?
— Desculpe te acordar, mas eu soube que você foi a Asgard ontem. Alguma atualização? — a criatura abusada, digo... Meu chefinho querido indaga sem rodeios, o que me deixa meio zonza em virtude da forma direta e profissional como ele conversa com alguém que acabou de acordar.
Ainda muito sonolenta, passo a mão pelo rosto, bocejo um pouco e decido revelar:
— Sim... Eu contei sobre a missão para o gafanhoto.
— Ótimo, e como ele reagiu? — mais uma vez Coulson é direto.
— Como o esperado — sibilo simplesmente. Contudo, percebendo que minha resposta soou evasiva, solto um suspiro cansado e explico melhor: — Ele precisa de um tempo para pensar, mas de uma forma geral, eu acho que comecei bem — antes que o Diretor da S.H.I.E.L.D. se manifeste, eu me ouço perguntando com uma curiosidade tangível: — É verdade que ele tentou te matar?
Arrependo-me de ter feito tal pergunta assim que o silêncio na linha começa a se tornar incômodo e constrangedor. Oh, céus... Por que eu não penso antes de falar as coisas?
— Loki disse que tentou me matar? — Coulson me traz de volta à realidade, fazendo com que eu me sinta menos indiscreta.
— Na verdade, ele ficou surpreso em saber que você está vivo — admito pensativa e ainda mais curiosa para entender tim tim por tim tim desse babado.
— Todo mundo fica — é o que meu chefe diz. Mas talvez percebendo pelo meu silêncio inquiridor que eu quero detalhes, ele acrescenta: — Digamos que Loki me matou sim, mas a S.H.I.E.L.D. não me deixou morrer, então eu voltei. É uma longa, complicada e confusa história. E eu estou surpreso que Loki tenha te contado isso. Não deve ser fácil compartilhar os pecados dele com você.
Ainda assimilando o que ouvi e o fato de que o gafanhoto matou mesmo o meu atual chefe, que ainda está vivo mesmo depois de morto, replico um tanto distraída:
— E não é. — mas tomada por uma nova onda de curiosidade, endireito a postura e questiono: — Então, ele te mata e você o quer na equipe?
Coulson demora um pouco para responder, como se estivesse questionando a si mesmo, até que articula com sua característica firmeza:
— Digamos que eu já passei da fase do ressentimento. Além disso, com Loki nos Vingadores, algo assim não irá acontecer de novo. Nem comigo nem com ninguém, eu espero. Ele estará do nosso lado, do lado dos mocinhos. Como eu te disse naquela noite na Torre, será algo bom para todos.
— Entendo... — limito-me a dizer, enquanto me convenço mais uma vez de que entrar para os Vingadores é uma chance e tanto de redenção para o Deus da Trapaça. Será bom para ele e para todos. Coulson está certo. Não deve ter sido nada fácil relevar o passado desta forma, mas ele está certo.
— Olivia, desculpe mais uma vez por ter te acordado, mas nós precisamos conversar sobre outra coisa — anuncia, chamando a minha atenção novamente.
Esvazio a minha mente do assunto anterior e o incentivo a desembuchar:
— Claro, o que é?
O Diretor da S.H.I.E.L.D. é direto mais uma vez:
— Você ainda tem aquele pen drive que o Dr. Banner te deu? Aquele com informações sobre o seu DNA?
Tão direto que me assusta um pouco, fazendo um alerta se acender dentro de mim e me levando a replicar desconfiada, a fim de sondar o terreno:
— Não é algo que eu possa descartar, é?
Ao invés de me explicar por que está interessado no pen drive, Phil comunica:
— Eu preciso dele.
Ainda mais intrigada com esse papo repentino sobre algo tão pessoal, franzo o cenho e insisto:
— Por quê?
Ao contrário do que eu imaginava, Coulson não hesita um segundo sequer. Num sinal de que está sendo sincero e de que talvez tenha boas intenções, ele responde imediatamente:
— Para te adicionar ao Index.
Sem entender o que patavinas significa isso, pergunto:
— Index? O que é isso? Uma nova rede social?
Prontamente, ele reza a missa:
— Um banco de dados da S.H.I.E.L.D. com informações sobre pessoas que possuem dons especiais ou que têm potencial para desenvolvê-los algum dia. Depois dos últimos incidentes envolvendo aliens, deuses nórdicos e inumanos de uma forma geral, nós precisamos manter essa lista atualizada por medidas de segurança nacional. — Talvez lendo os meus pensamentos neste momento, Coulson tenta me tranquilizar: — Não que você seja uma ameaça à segurança nacional, Olivia, espero que não leve para esse lado. Eu só estou fazendo o meu trabalho. Eu tenho que fazê-lo. Se te deixa mais tranquila, aquela agente que você conheceu ontem, Daisy Johnson, está no Index também. E o seu irmão não viu qualquer problema em nos ceder algumas informações sobre si próprio quando retornou à Terra. Não se preocupe, isso é apenas um protocolo, uma burocracia.
Peter está no Index? Daisy também? Então não pode ser algo ruim, algo que eu deva temer. É claro que a S.H.I.E.L.D. precisa de informações sobre pessoas como eu e eles. Nem todos são bonzinhos e o seguro morreu de velho, já dizia a minha avó.
Pensando assim, respiro fundo, deixo a paranoia de lado e me comprometo de um jeito seguro:
— Eu levo o pen drive na próxima vez que for à base.
— Combinado — Coulson assente com sua voz tranquila e firme. — Boa tarde, agente Mills — deseja simpaticamente, antes de encerrar a ligação.
Ainda com o celular junto ao rosto, eu repito confusa:
— Boa tarde?
Assim que dou uma olhada no horário exibido na tela do aparelho, entendo o que o Diretor da S.H.I.E.L.D. quis dizer.
Em outras palavras, digamos que já passa de uma hora da tarde e eu tenho uma sessão com o Dr. Christian Gato Patel daqui a vinte minutos.
Tudo bem que o consultório é relativamente perto, mas isso não me impede de arregalar os olhos, levantar em um salto e correr para o banheiro a fim de tomar um banho bem rápido.
Faltando cinco minutos para a minha consulta, dou uma rápida olhada na mesinha da sala, onde meu notebook se encontra repousado, porém não vejo o pen drive que Bruce Fofo Banner me deu.
Nem sei por que encasquetei de procurar isso agora, mas acho estranho porque eu tenho certeza que o deixei aqui da última vez que acessei os arquivos sobre o meu DNA alienígena.
Intrigada e antes de deixar o meu cafofo para trás, passo os olhos pelo chão à procura do objeto, mas não o encontro.
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