Hey Madison, que bom que veio. — disse Ashton assim que eu cheguei. Ele estava extremamente lindo. Estava de regata de alguma banda de rock, bandana vermelha na cabeça, óculos escuros e bermuda. — E oi Calum.

– Oi! — dissemos juntos.

– Bom, eu vou ali jogar, até mais. — ele disse e saiu.

Depois de um tempo vendo o jogo, vejo Megan vindo na minha direção.

– Olá lata velha. — disse ela parando na minha frente.

– Megan, dá um tempo... — falou Calum.

– Eu vi você como você olha para o meu Ash, fique sabendo que ele nunca vai olhar para uma idiota como você. — estava no intervalo do jogo então todo mundo prestou atenção em nós.

– Megan eu... — comecei a falar.

– Isso é o que você merece, por existir. — disse ela e virou toda a sua água na minha cabeça. Todo mundo começou a rir e ela saiu rebolando.

– Maddie... — Calum ia falar.

– Vamos embora. — falei e me virei com Calum.

– Ei Madison espera. — Ashton vinha atrás da gente.

– Me deixa em paz. — falei. Estava toda molhada e irritada.

– Olha, eu não... — ele falou segurando a minha mão.

– Foi para isso que você me chamou não é? Para deixar a sua namoradinha me humilhar na frente de quase toda a escola. — falei.

– Não, eu nunca faria isso. — ele falou.

– Me deixa ir. — me soltei e entrei no carro — Vamos Calum. — falei e Calum ia entrar no banco do dianteiro mas Ashton se atravessou na frente dele e se sentou lá, enquanto Calum foi para o banco de trás — Saia já do meu carro. — falei.

– Não, até você me desculpar. — ele disse.

– Eu não vou te desculpar, eu só quero ir embora daqui o mais rápido possível. — falei e nesse momento o carro ligou sozinho.

– O carro ta mesmo possuído senhor! — falou Calum — Desliga, desliga! — então eu girei a chave mas o carro não desligou, ao invés disso acelerou e saiu pelas ruas — VAMOS MORRER! — gritou Calum enquanto eu tentava controlar a direção.

– O QUE TÁ ACONTECENDO? — gritou Ashton.

– SE EU SOUBESSE NÃO ESTARIA APAVORADA! — gritei tentando segurar a direção.

– Oh droga... ELE TÁ INDO CONTRAMÃO. — gritou Calum assim que o carrou entro numa via de mão única, porém no sentido oposto.

A medida que vinham carros, o meu carro desvia dos mesmos com brutalidade nos fazendo balançar ali dentro.

– AH MEU DEUS! — gritou Ashton — PARA ONDE ESSE CARRO ESTÁ NOS LEVANDO?

– EU NÃO FAÇO IDEIA, SÓ ESPERO QUE NÃO SEJA PARA A MINHA MORTE! — gritou Calum

– SOCORRO! — gritei. Estávamos entrando em uma área de prédios abandonados.

– EU AVISEI QUE ESSA LATA VELHA ESTAVA POSSUÍDA! — quando Calum gritou isso, o carro virou bruscamente abrindo as portas nos fazendo cair para fora do mesmo.

Então ele andou devagar até parar na nossa frente.

– VAMOS MORRER! — Calum gritou e se levantou. Então Ashton se levantou e me ajudou a levantar.

– CORRAM! — gritou Ashton e nós viramos e começamos a correr como loucos. O carro veio atrás de nós então nos separamos e cada um correu para um lado dos prédios abandonados. E como eu sou sempre a sortuda, o carro veio atrás de mim.

Eu corria feito uma louca. Mas além de azarada, eu sou desastrada, então eu tropecei em algum destroço e cai no chão. Agora é o meu fim.

Fiquei ali parada esperando minha morte, mas não aconteceu nada, o carro simplesmente parou na minha frente. Então eu me levantei devagar, achando estar salva, mas achei errado.

O carro começou a se transformar em algo totalmente estranho, e quando dei por mim o meu carro tinha se transformado em um robô gigante.

– O. Que. É. ISSO? — gritei a última parte enquanto andava de costas. O robô veio se aproximando e logo me pegou com a sua mão gigante. — ME SOLTA! — eu gritava esperneando.

– MADISON! — vi Calum e Ashton ali perto gritando. Então o robô se virou para eles e com a outra mão os pegou também. Nós começamos a gritar desesperados.

Então ouvimos um barulho, outro carro chegando. Quando o carro finalmente chegou, percebi que era o carro da polícia.

– GRAÇAS A DEUS! POLÍCIA, SOCORRO! — gritei.

O robô se virou para o carro de polícia que foi se transformando em um robô também.

Ótimo, dois robôs gigantes assassinos e um deles é o meu carro.

O robô que era o meu carro nos largou pois o outro havia partido para cima dele.

– CORRAM! — gritei. Então nós corremos deixando os dois robôs lá brigando.

– Onde é a saída desse lugar? — perguntou Ashton olhando para os prédios a nossa volta.

– Não sei, mas precisamos descobrir. — depois de um tempo, finalmente achamos. Mas quando eu achei que estávamos livres, o robô que era meu carro veio em nossa direção correndo. De novo ele me pegou com uma mão e Calum e Ashton com outra. Eu olhei para trás e vi que aquele outro robô estava atrás de nós. Então quando eu me dei conta o robô meu carro se transformou no meu carro novamente, e eu estava sentada no volante, Ashton ao meu lado e Calum atrás.

– VAI, DIRIGE! — Calum gritou, mas eu nem precisei fazer nada pois o carro mesmo acelerou e saiu cantando pneus.

– Um robô desenvolvido, e ele se transforma em um Chevrolet Camaro 1976.- disse Ashton.

O carro foi fez uma curva desconhecida por mim, e entrou na avenida, porém no sentido certo. Ele corria tanto que eu nem via direito os carros ultrapassados por nós.

Então ele nos levou a um caminho desconhecido para fora da cidade. Olhei para trás e aquele outro carro já não estava mais atrás da gente.

Chegamos a algum tipo de local com prédios abandonados, como o que fomos antes. O carro deu uma volta e abriu as portas novamente nos fazendo rolar no chão. E logo ele se transformou em um robô novamente.

– Ele vai nos matar desse jeito! — disse Calum.

Nós ficamos parados ali, e depois um caminhão moderno, azul e vermelho, com chamas pintadas do lado chegou, e logo se transformou em um robô gigante.

– Eu sou Optimus Prime! — disse o caminhão. — Peço desculpas pelo Bumblebee. — ele apontou para o meu carro — Seu processador vocal foi danificado durante a viagem a Terra, mas já estamos concertando.

– Wow! — falei — Pera aí, o que são vocês? Porque estão aqui? E porque eu estou aqui? — perguntei.

– Nós somos organismos autônomos robóticos. Nós viemos do planeta Cybertron em busca das cinco peças e você... — ele apontou para mim — é a única que pode nos ajudar!

– E-eu? — gaguejei.

– Sim, você é Madison Woodley, não é? — o robô-caminhão disse.

– Eu mesma... mas porque eu? — perguntei.

– Porque seu avô, Jonh Woodley tem uma das cinco peças, e o caminho para acharmos as outras quatro.

– Meu avô?

– Sim, o seu avô era um importante aventureiro. E na sua visita ao Egito, ele encontrou a entrada para a tumba de um Decepticon que caiu na Terra em busca das cinco peças. Seu avô conseguiu desvendar o código de localização para acharmos as outras quatro.

– Mas meu avô morreu a muito tempo!

– Nós sabemos, por isso precisamos da sua ajuda.

– E porque não minha mãe, ou meu pai?

– Porque eles não tem as informações que precisamos, e também, você está com a peça do seu avô. — disse Optimus — A Terra corre perigo, precisamos achar as cinco peças!

Ficamos um tempo ali parados. E eu fiquei pensando se deveria ou não confiar em robôs gigantes vindos de outro planeta. Se bem que se eles quisessem me machucar, já teriam o feito.

– É... vamos para minha casa. — falei e Bumblebee se transformou no meu carro novamente e Optimus Prime no caminhão que agora identifiquei como o modelo Peterbilt. Então eu entrei no assento do motorista do Bumblebee.

– Eu que não entro aí. — Calum bateu o pé.

– Vamos Calum, daqui a cinquenta anos, você não vai querer contar a todos que teve coragem de entrar no carro? — falei e ele revirou os olhos e foi para o banco traseiro. Olhei para Ashton que permanecia parado.

– Você pode se transformar em um carro mais novo? — Ashton perguntou.

– Ele sempre vai ser essa lata velha. — disse Calum baixinho. Então o carro abriu as portas e virou nos fazendo cair para fora. E depois acelerou sumindo entre os prédios.

– Tá vendo? Magoou os sentimentos dele! — falei e nós olhamos para ver se ele não viria — Não podia ter dito isso. — falei e Calum revirou os olhos.

– Vamos no caminhão entã... — Calum não terminou de falar e um Camaro Concept 2014 amarelo dobrou entre os prédios e virou na nossa frente abrindo as portas.

– Agora sim! — disse Ashton entrando no carro no banco ao lado do motorista, então Calum entrou também e se sentou no banco de trás e por fim eu entrei no banco do motorista enquanto sorria.

– Vamos Bumblebee! — falei ligando o carro e acelerando.

*

– Eu sinceramente não faço ideia do que estou me metendo. — disse Ashton enquanto nós descíamos do carro em frente a minha casa.

– Muito menos eu. — falei — O que é essa peça que eu tenho e que era do meu avô? — perguntei aos carros mas eles não responderam.

Logo a minha vizinha Clary passou de bicicleta e quase caiu da mesma quando viu meu carro e o caminhão que estavam ali parados.

– É uma das peças que compõem o Teferax. — falou Optimus pelo rádio.

– Eu não tenho isso... — falei — A única coisa que o meu avô me deu, foi um livro, onde tinha uma linguagem estranha que eu nunca entendi, e um pedaço de metal com desenhos estranh... Ah, é isso que vocês querem! — me liguei. — Calum e Ashton, fiquei aqui vigiando eles, que eu já volto.

Sai correndo para dentro de casa e comecei a procurar o livro que o meu avô havia me dado um pouco antes de morrer. Eu não via o livro a um bom tempo, pois eu havia guardado porque não tinha entendido a linguagem, ou símbolos, totalmente desconhecida.

Comecei a revirar as minhas prateleiras, meu baú. Foi aí que eu me lembrei do meu compartimento secreto para guardar doces, pois minha mãe os confiscava quando eu comia demais. Empurrei a cama, e tirei a tábua despregada, e lá estava ele, o livro que meu avô havia me dado. Peguei ele e sai correndo porta a fora.

– Achei! — falei chegando na rua , abrindo o livro, tirando a peça de metal, e encontrando os meninos admirando os veículos.

– Ótimo, agora podemos começar a busca pelas outras quatro peças. — disse Optimus.

– Mas antes, será que a gente tem direito a um banho assim, sei la? — perguntou Calum.

*

Já estava escurecendo e eu já estava de banho tomado, esperando Calum sair do banheiro a casa do Ashton. Eu tomei banho na minha, mas como eu não tenho roupas masculinas lá em casa, fomos para casa do Ashton que era mais perto e Calum tomou banho lá e pegou emprestadas as roupas do Ashton que caíram perfeitamente bem nele. Iríamos dormir na casa de Ashton mesmo, pois assim seria mais fácil se saírem todos juntos pela manhã.

– Cadê seus pais? — perguntei a Ashton.

– Viajando. E os seus? — engoli em seco. Preferi não tocar muito no assunto minha família.

– Também. E Calum vai dizer para mãe dele que vai passar um tempo na minha casa.

– Pronto! — disse Calum saindo do banheiro.

– Olha gente, eu não quero que corram risco por isso. — falei — Eles estão aqui por minha causa, se vocês não quiserem se envolver...

– Nós queremos ajudar! — disse Calum.

– E tem mais... já estamos envolvidos! — disse Ashton.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!