Transformação - Mansão SKZ
8 Cap 05. Em todo e em cada lugar.
Notas iniciais
Na manhã seguinte eu acordo e percebo que o Seungmin não está mais no quarto, me levanto de vagar pois ainda estou me adaptando à luz do dia que entra pela janela e percebo que o café da manhã já estava ali para mim então, me aproximo da bancada e vejo um bilhete.
“Coma bem, vista-se e vá explorar, o dia está lindo então aproveite! Me desculpe sair antes de você acordar, mas o Channie chamou algum de nós para ir com ele e eu fui um deles então tive que sair, mas desejo que você tenha um lindo dia! – Com amor, Seungmin.”
Ao ler o bilhete deixo escapar um sorriso de lado com o pensamento de que ele é mesmo um fofo e então sigo suas instruções e assim que termino meu café saio do quarto sem saber para onde ir e desta vez ao invés de descer as escadas eu vou para o lado oposto do corredor e me surpreendo ao ver escadas para um andar acima dali e com o pensamento de o que será que tem lá eu sem hesitar subo me deparando com uma bela sala estilo cinema.
— Uau isso é realmente uma mansão tem de tudo aqui! — Falo para mim mesma impressionada com o luxo daquela sala.
Um telão gigantesco, poltronas quase camas, cobertores, almofadas um local como se fosse um cinema mesmo com aparelhagem para escolher filmes e um lugar lindo com guloseimas de todos os tipos o que me faz lembrar da sala de jogos onde o I.N estava que também tinham essas coisas de comer...
— Mas se vampiros não comem o que estas coisas estão fazendo aí? — Falo em voz alta mas ainda pensando novamente comigo mesma.
—Nós colocamos depois que você chegou, são para você meu bem! — Eu levo um mega susto e quando olho para a direção da voz que já havia reconhecido como a do Han eu o vejo acenando para mim no meio da sala me convidando a me aproximar dele e eu o faço — Então finalmente chegou minha vez! — Ele estava nitidamente empolgado por eu tê-lo encontrado — Mesmo sabendo que há menos vampiros na casa sei que isso não muda o fato de você ter vindo a mim hoje e não aos outros que também estão por aí.
Ele estava sorrindo mostrando estar satisfeito em me ver.
— Bom dia Han! Vejo que aqui é seu canto favorito da mansão e por motivos óbvios eu concordo com você —falo sorrindo para ele que sorri de volta.
— Aqui e o estúdio de gravação com certeza são meus lugares favoritos da casa, depois te levo lá para você ver que legal que é lá também.
— Claro que vocês também têm um estúdio aqui! — Falo me divertindo com a ideia de eles terem tudo mesmo nesta mansão.
— Ah nós adoramos música, você adora música então sim, tínhamos que ter! Você vai gostar de lá também.
Pensando nas palavras do Han eu realmente amo música, mas como ele sabe disso? E essa pergunta me faz entrar no assunto do passado com ele então sentando na poltrona/cama ao lado da dele eu pergunto:
— Quando você diz que eu adoro musica você se refere a Alice não é mesmo?
— Ah sim, também, a Alice, a Rebeca, a Íris e agora você Naty ou vai me dizer que você não ama música? — Paro meu pensamento por um momento, então foram essas minhas outras vidas? Como Rebeca e íris? Mas não falo nada a ele.
Ele estava certo sobre isso na verdade, não havia nada nessa vida que não melhorasse com música, eu simplesmente fazia tudo ouvindo música, até meu trabalho de instrumentista era sempre acompanhado das minhas músicas favoritas e preciso dizer aqui a quem interessar que se ainda não tiveram esta experiencia; tentem tomar banho com as luzes apagadas enquanto ouvem sua playlist favorita eu garanto que é divino de tão bom!
— Ta você está certo, eu simplesmente não vivo sem música — falo tendo que concordar com ele após os pensamentos acima o que o faz rir revelando suas bochechas adoráveis e então eu sorrio de volta.
— Viu só eu te conheço minha querida — e falando isso ele acaricia meu rosto — Vamos ver um filme? Ou você prefere apenas conversar e me fazer perguntas? — Ele está empolgado é notório e isso o deixa ainda mais lindo — Na verdade, podemos fazer os dois, mas caso queira me conhecer melhor estou aqui todo para você.
— Bom, já que falou nisso vice poderia me dizer como erámos? Como era nossa relação? — Eu realmente quero saber isso de cada um deles então precisava perguntar a ele também.
Ele me encara por um breve momento e tranquilamente se senta virado totalmente de frente para mim com brilho no olhar.
— Éramos livres! Nosso amor foi desde o início marcado por nossa vontade de sair por aí e conhecer o mundo e de todos com certeza éramos os mais aventureiros, queríamos nos provar sabe? Fazer o máximo de coisas que pudéssemos; provar coisas, ser tudo que quiséssemos, visitar o máximo de lugares possíveis e até chegamos a fazer umas curtas viagens juntos. Você sempre tão linda e eu sempre querendo mais de nós por aí. — Enquanto vai falando ele segura minhas mãos e as acaricia o que me enche de alegria como se o sentisse por inteiro apenas com aquele ato simples. — Compartilhávamos desses desejos, mas acima de tudo compartilhávamos nosso amor um com o outro, sem medos apesar de nossas escolhas para aquela época serem muito contraditórias eu nunca senti como se de fato a dividisse com mais ninguém, você sempre minha, eu sempre seu e o mundo é nosso.
O relato do Han me surpreendeu, ele era tão empolgante falando que me fez querer sentir ao seu lado tudo aquilo que ele relatava, e estranhamente ao mesmo tempo era como se eu soubesse exatamente do que ele estava falando.
— Puxa isso é realmente excitante Han, eu realmente vejo isso fluindo de você como se tudo que você acabou de me dizer fosse realmente parte de mim.
— Mas é meu amor, se você parar pra pensar você viveu isso comigo em três épocas diferentes, mas acredite em mim, as épocas até podiam diferir, seus nomes podiam ser outros, mas em todas as vezes vivemos esse mesmo amor, nesta mesma frequência.
Em três épocas diferentes, então eu só estive com eles por três vezes antes dessa o que me leva a próxima pergunta:
— Han, me desculpe perguntar isso, mas quantos anos você tem?
Ele me encara sorrindo gentilmente
— Não tem que se desculpar, não há nada de errado em sua pergunta meu bem — Ele era muito gentil comigo e eu adoro isso nele — Bom temos todos setecentos anos desde a transmutação o que nos difere em idade foi o tempo que vivemos como humanos comuns, eu por exemplo fui transmutado com vinte e três anos então falamos que tenho setecentos e vinte e três aninhos. — Enquanto ele fala sinto vontade de apertar as bochechas dele, mas não o faço pois certamente ele vai achar que sou louca.
— Nossa tão jovem, e bom dá para notar que o tempo só te fez bem pois é nítido que você está tão lindo como quando tinha vinte e três — Nós caímos na risada com este meu comentário bobo.
— Ah Naty que saudade que eu estava de você! — ele fala se aproximando mais de mim e levando uma de suas mãos a um carinho leve em meu rosto sem deixar de segurar minhas mãos com a dele que ainda ficou nelas — Vem comigo vamos fazer barulho juntos!
E de repente sem que eu movesse um só musculo do meu corpo nós estávamos no que me pareceu ser o estúdio de gravação que ele havia comentado mais cedo.
— Mas o que foi isso? — Falo completamente tonteada com o que aconteceu — Você é um tele transportador ou seja lá como se chama isso?
— Sim, uma de minhas habilidades é o teletransporte, acho que nosso desejo de estar em todo e em cada lugar se realizou.
—Uau Hannie! — Me permito chama-lo intimamente como vi o Chan fazer — UAU! Isso é loucura, tá tudo isso é loucura, a coisa toda sabe? Mas assim você acaba de me tirar de um lugar e me levar para outro UAU! — Ele está se divertindo muito comigo e eu estou rindo muito, mas mais de nervoso do que qualquer outra coisa — O que mais você pode fazer? — pergunto com receio da resposta e antes que eu me dê conta ele está na porta do estúdio que fica do lado oposto de onde estávamos e novamente antes que eu piscasse bem próximo a mim demonstrando ali também sua habilidade de velocista.
— Como vê sou bem rápido também, o que me ajuda muito nas tarefas.
— Teletransporte e velocidade além do normal para um vampiro você pode realmente estar onde quiser!
— É isso até parece ser redundante, mas com o tempo percebi que não é não, até dominar o teletransporte eu corria muito por aí, mas agora posso ir a qualquer lugar do mundo me teletransportando, o que é bem melhor do que chegar correndo nos lugares mais distantes entende?
— Sim tem diferença, e os dois são tão poderosos quanto. — Falo realmente empolgada.
— Ah e também tem isso — parado ali na minha frente ele faz um punhado de chocolates que tinha na mesa do lado de fora do estúdio chegar a mim — Tudo em mim meio que se comunica sabe? Posso dar um pulo ali e pegar, posso correr até lá e trazer de forma rápida e eficiente ou posso apenas fazer vir até nós o que queremos.
Eu estava impressionada! Ver o futuro e ser/controlar a aura de felicidade era incrível, ter mega audição e seja lá mais o que o Seungmin possa fazer é incrível também, ler mentes igual ao Bang Chan nem se fala agora posso dizer que o Han é muito impressionante também e ele é muito bom em tudo que faz com toda certeza.
— Você é incrível Han, de verdade eu adorei tudo isso! E obrigada pelos chocolates! — Falo levando um a boca.
— Saiba que tudo isso sem você é um tédio, e em minha era sombria essas habilidades não foram muito bem usadas, ter esses poderes todos pode causar grandes males acredite.
E novamente me deparo com o ar de arrependimento e aprendizagem igual foi com o I.N.
— Acho que eu posso entender isso, mas pelo que vejo você está na linha agora hum?
— Todos estamos, o Channie fez isso por nós nos quando nos uniu novamente trazendo de volta o que éramos e nos dando um novo propósito: o de te reencontrar — e ao falar isso ele me abraça — eu sei que já disse isso mas eu senti sua falta Naty, senti mesmo sua falta — ele para por um instante com um certo receio e se afasta de mim me deixando um tanto confusa — Olha vem aqui, ele me pega pela mão e me leva a mesa de som me mostrando um papel que tem lá escrito “VOLCANO” — É algo que fiz logo depois de te ver novamente naquela sua primeira noite conosco, vou cantar essa música para você então ouça com atenção.
Ele vai até a ante sala, coloca os fones e olhando bem para mim que estou encantada com a beleza e ternura dele, e começa a cantar...
“Eu vou te proteger, tudo bem se machucar
Eu vou abraçar as feridas derramadas
Para mim, você já é um pecado, você é um pecado
Me ilumine
Mais e mais brilhante, por favor...
... Me leve até você, para bem longe até o fim do chão
Tudo bem se tudo queimar
Mesmo que eu volte centenas de vezes, a minha escolha sempre será...”
Ele canta para mim e eu me sinto derreter, me sinto flutuar e quando menos percebo a música acaba e ele não está mais na sala de gravação, e sim está comigo, bem em frente a mim me olhando com aqueles doces olhinhos que ele tem e mostrando que não consegue mais evitar o inevitável ele me beija, seu selar é cheio de urgências, mas é doce e lento diferente se sua habilidade de velocista, enquanto nos beijamos ele sai da minha boca descendo pelo meu pescoço deixando ali rastros de selares com aqueles lábios tão gélidos o que me faz estremecer e tontear com por seu hálito também gélido estar passando por ali e ele continua descendo seus lábios em meu ombro dando leves chupões ali, nada que deixará marcas definitivas mas então eu o pego pelos cabelos e o trago de volta aos meus lábios mordo levemente o lábio inferior dele o que o faz sorrir e intensificar nosso contato e com isso os estalos que saem de nossas bocas é realmente algo excitante de se ouvir, ele aprecia lentamente nosso momento juntos e eu o sigo sem medo e enquanto estamos no nosso selar apaixonante sou levada para um quarto, com uma decoração antiga, o que me faz pensar por um momento que o Han nos teletransportou e agora estamos no quarto em que me instalaram nesta mansão mas quando presto bem atenção percebo que não é ali que estamos...
“Estamos neste quarto seja lá onde for aparentemente lendo livros sentados em uma cama grande os dois um ao lado do outro de frente a uma linda janela que dá para um lindo gramado do lado de fora.
— Vamos conhecer todos esses lugares que lemos nos livros amor? — Ele me pergunta completamente entusiasmado enquanto deposita vários selares sutis pelo rosto todo.
— Hannie, com você eu vou pra qualquer lugar.
— Não me engane doce Alice, mas saiba que eu irei cobra-la de suas promessas.
— Não vai precisar cobrar nada a mim, vamos agora mesmo para a Grécia ou para onde o seu livro indicar, quero conhecer Veneza, Paris, e quero que esteja comigo em todos estes lugares — nos beijamos em meios a sorrisos e sonhos.
— Você é tudo que eu preciso minha querida, eu te amo!
E assim que ouço essas palavras o Han desaparece e o quarto começa a pegar fogo, tudo começa a queimar e desaparecer restando apenas eu e um enorme vazio e eu começo a chorar chamando pelo Han implorando que ele não me deixe...”
— Acorde por favor minha querida estou bem aqui — ele estava desesperado pegando minha mão e colocando no rosto dele — Sou eu seu Hannie, acorde vamos.
E sentindo como se eu fosse puxada para fora daquele pesadelo escuro eu estava agora novamente nos braços do Han que ao ver que voltei a mim me abraça com força.
— Está tudo bem agora meu amor, vai ficar tudo bem.
O Han parecia assustado eu tentei me recompor para não o preocupar, mas estava difícil, parece que a cada vez que passo por essas visões eu volto ainda mais abalada, mais exausta.
— Eu só preciso me sentar um pouco Han. — Falo com a voz um pouco rouca.
E quando percebo ele está me colocando em uma poltrona/cama na sala de cinema.
— Ta melhor assim? Quer beber alguma coisa? — Ele faz menção que vai buscar algo e eu seguro sua mão tanto para que ele fique quanto para tentar acalmá-lo.
— Estou bem — Digo um tanto rouca e ele me olha incrédulo — Vou ficar bem, só preciso de um momento e que você não saia de perto de mim.
— Não vou a lugar algum, não sairei mais do seu lado meu amor.
— Fique calmo Hannie, — Sei que eu deveria tentar me acalmar, mas na verdade não quero vê-lo daquele jeito então tentar acalmá-lo é minha priori — seja lá o que isso for vamos descobrir e resolver, não é? — O encaro olhando fundo em seus olhos — Nesse exato momento os outros estão lá fora em busca de respostas certo? Então vamos ficar calmos e bem, entenda que não é sua culpa essas lembranças virem a mim dessa maneira.
— Não é culpa minha... — ele parecia pensativo — na verdade parece que a culpa é toda nossa pois sempre que você fica mais próxima de um de nós isso acontece.
— Sim, mas são só lembranças que vem de forma súbita e como elas estão impressas em mim a tanto tempo me fazem ficar assim. — Falo sem ter certeza de minhas palavras, mas acho mesmo que seja algo por aí.
— Sei, mas precisamos resolver isso logo, você ficou desmaiada por um bom tempo Naty, afinal o que você viu dessa vez?
— Nós dois em um quarto, falando sobre nossa vontade de conhecer o mundo e de nosso amor quando de repente você some e o quarto pega fogo.
O Han parece perceber algo.
— Acho que tem duas lembranças juntas aí, não posso afirmar com certeza, mas ao que me parece são lembranças da sua vida como Alice e como Iris.
— Ah é? Pode ser isso também?
O Han tenta me acalmar agora se aninhando junto a mim.
— Vem cá, vamos ver um filme juntos pode escolher o que quiser ver.
Eu o abraço, e dou um beijo nele.
— Obrigada por aquela música Hannie, é linda demais eu amei cada verso daquela canção — e falando isso lhe dou outro selar desta vez mais demorado e quando me deito em seu peito apago bem ali abraçada a ele.
~Ponto de vista do Han ~
Desde que ela apareceu eu pareço ter voltado a vida, sei que não é possível pois sou um vampiro imbecil e agora ainda todo apaixonado (de novo).
Ela sempre foi nossa felicidade genuína e até olhar pra ela aquela primeira noite eu não conseguia mensurar o tanto de falta que ela nos fez, que me fez, e eu quero muito que ela venha logo até mim pois preciso segurá-la em meus braços.
...
Nem acredito que estou dançando com ela, esta noite está perfeita.
Não aguento vê-la passar por isso, se eu bem pudesse eu realmente trocaria de lugar com a Naty.
...
Ela está aqui, aaah não acredito!
Chegou minha vez e eu quero tanto falar com ela, ver filmes com ela nossa, calma Han não se empolgue muito para não a assustar...
...
Como ela é linda, e está bem aqui sentada em frente a mim, vou leva-la ao estúdio e mostrar pra ela a música que fiz, espero que ela goste...
...
Que se dane, eu preciso do beijo da minha amada, esperei tanto por isso e não consigo mais segurar...
...
Vendo ela aqui encostada em meu peito, completamente indefesa e entregue a mim me traz um desespero por pensar que se essa for mesmo sua última vida e nós não a transformarmos a perderemos para sempre e agora eu não quero mais isso, não posso viver sem mais esse meu amor, ela ensinou a nos amarmos, sem ela nós nunca teríamos a vida juntos que tivemos enquanto ela não esteve com a gente, foi o que ela fez por nós lá atras que fez com que oito homens se amassem a ponto de nunca abrir mão um do outro.
Mas no final acabamos abrindo mão dela mais de uma vez; isso não é justo e eu não quero mais isso, espero de coração que ela também continue com sua vontade de viver conosco para sempre.
Vamos passar por tudo isso e finalmente estaremos livres para ficarmos eternamente juntos como sempre sonhamos.
Eu te amo meu bem, e ficarei ao seu lado não importa o que aconteça.
—--
Fale com o autor