Transformação
9 Intuição
O professor deu início a aula, Rose estava extremamente interessada na aula. Na verdade parecia a única ali que realmente estava gostando. Scorpius já havia se arrependido de ter se inscrito na aula com apenas dez minutos de aula. No fim da aula já cogitava fingir um desmaio. O professor finalmente encerrou a aula passando um trabalho para que a dupla elaborasse. Scorpius viu que a ruiva anotou e então respirou aliviado por ter escolhido ela como parceira.
Assim que o professor os liberou Rose olhou para o loiro sorrindo.
— Vamos, temos DECAT agora.
Ele concordou e saiu andando com ela.
— Eu não imaginava que a aula de alquimia seria tão interessante.
— Diga por você. Não achei nada interessante, achei tediosa.
— Percebi, não entendi por que quis se inscreveu nessa aula. Não combina com você.
— Por que não? — ele perguntou ofendido – combina com que? Com o Brand?
Rose olhou para o amigo surpresa.
— Calma Scorp. Só quis dizer que não achei que você gostava de Alquimia. E muita teoria. Não te comparei a ninguém.
— Pois eu posso me dar bem em Alquimia. Você vai ver. Serei o segundo melhor aluno da matéria.
— Não o primeiro? — ela perguntou confusa.
— Jamais conseguiria tirar este posto de você mesmo que me esforce muito.
Ele finalmente riu e então ela não aguentou e também riu. Eles seguiram pra DECAT quando chegaram lá Scorpius percebeu que Brand também vinha em direção a sala.
— Não é possível— ele bufou.
— Que foi? — ela perguntou olhando para onde o amigo olhava.
— Ele vai fazer as mesmas aulas que você.
— Não tenho a mínima ideia Scorp. E também não me interessa.
Ela foi até uma carteira e se sentou, o loiro ficou surpreso com sua resposta foi e se sentou ao lado dela. Quando sentou percebeu que o outro garoto o encarava por estar sentado com a ruiva.
— Vocês brigaram? — ele perguntou.
— Não por que?
— Pela sua resposta. Por você não se interessar.
— Scorp eu não tenho nada sério com o Arthur. O que ele faz ou deixa de fazer da vida dele não é da minha conta. Não sei quais aulas ele vai fazer.
— Ficou brava?
— Não. Só não estou conseguindo entender porque você está tão preocupado com ele.
— Não estou. Eu só não estou conseguindo entender a aproximação de vocês.
— Não tem nada demais na nossa aproximação Scorp. Somos amigos.
— Você me disse que ficou com ele ontem.
— Amigos com benefícios— ela riu – agora deixa essa história pra lá o professor vai iniciar a aula.
Scorpius não conseguia prestar atenção na aula, a declaração da amiga o havia incomodado e ele não sabia bem o porquê. Rose tentava prestar atenção na aula, mas não conseguia parar de pensar o porquê de Scorp estar tão irritado com a aproximação dela com o outro garoto. Ela percebeu que Brand não tirou os olhos dela a aula toda. E aquilo já começava a irritar, algo dentro dela dizia que tinha algo por trás de toda a atenção do garoto e a intuição dela não costumava falhar. Quando a aula acabou Scorp se levantou rápido e disse para a amiga.
— Vou encontrar a Peterson para fazermos o trabalho. Vejo você depois.
Ela apenas assentiu e ele saiu. Quando ela saiu da sala Arthur a esperava.
— Achei melhor te esperar aqui para irmos fazer o trabalho. — ele disse sorrindo para ela.
— Claro. Vamos para o meu salão comunal.
Ele assentiu e seguiram para o salão comunal dos monitores chefes. Quando chegaram lá ela colocou a mochila na poltrona e se sentou em frente a mesinha de centro.
— Vamos fazer o trabalho aqui? — ele perguntou decepcionado.
— Sim – ela disse confusa – achou que faríamos aonde?
— No seu quarto.
Ela riu.
— De forma alguma Arthur. Faremos o trabalho aqui e eu falei sério quando disse que faríamos o trabalho.
Ele pareceu ficar triste, mas se sentou ao lado da garota. Estavam ali a alguns minutos fazendo o trabalho quando a porta foi aberta. Uma risada estridente entrou antes mesmo que a dona da risada entrasse na sala. Scorpius vinha rindo com a garota, mas assim que entrou no salão comunal dos monitores e viu Rose e Brand ali sua alegria foi substituída por raiva.
— O que ele faz aqui? — perguntou irritado a ruiva.
— Estamos fazendo trabalho de transfiguração.
— Aqui?
— Sim. E meu dormitório também.
O loiro não sabia o que dizer.
— Deixe-os aí Scor— Peterson falou – vamos subir para o seu quarto e fazer o trabalho lá. Assim temos mais privacidade.
O loiro olhou pra ela pensando na proposta. Mas logo seu olhar voltou para a ruiva que já tinha voltado a se concentrar no trabalho.
— Faremos o trabalho aqui mesmo – ele disse a garota – vamos nos sentar aqui na mesa.
Ele se sentou na mesa ainda sem tirar os olhos da ruiva, viu que Brand o encarava irritado também, como se não gostasse de eles terem sentado ali. Depois de um tempo desviou o olhar e começou a fazer seu trabalho. Rose estava alheia o que se passava em volta estava concentrada em terminar o trabalho para poder sair dali. Brand não a estava a ajudando o que a irritava mais ainda. Mas não queria falar nada pelo menos não na frente do Scorp. Quando terminou deu mais uma lida e então respirou aliviada.
— Terminamos.
— Já? — Brand perguntou surpreso.
— Sim. O que eu posso dizer, sou boa em transfiguração.
— Você e boa em tudo – o garoto disse a encarando.
Ela sorriu envergonhada.
— Já que terminamos por que não damos uma volta juntos?
— Não posso Brand. Nos falamos depois.
Ele assentiu e se levantou percebendo que ela o estava expulsando.
— Me acompanha até a porta pelo menos?
— Claro – ela disse sem graça.
Ela foi até a porta com o garoto, quando ele estava do lado de fora se virou e roubou um beijo da ruiva.
— Nos vemos depois então — ele disse indo embora.
Rose voltou para dentro do salão comunal pegou seu material e foi em direção ao seu quarto sem dizer mais nada. Se jogou na cama por alguns minutos. Mas ficar ali pensando que Scorp e Peterson estavam lá embaixo e não demoraria muito para que tivesse se agarrando a machucava, então ela resolveu tentar encontrar a Lyra. Se levantou e desceu para ir ao salão comunal da Sonserina. Quando chegou lá embaixo Scorp escrevia no pergaminho enquanto a garota parecia dormir na mesa. Rose precisou se segurar para não rir. Principalmente quando viu o olhar que Scorp lhe lançou.
— Tenho certeza que no momento você deve estar pensando que deveria ter se sentado com o Al.
— Você leu meus pensamentos.
Ela riu e saiu dali. Foi em direção as masmorras, quando estava quase próxima a porta do salão comunal viu que Arthur vinha acompanhado de seus amigos. Não queria que o garoto a visse então se escondeu atrás da coluna. E por isto conseguiu escutar a conversa deles.
— Então Arthur, já conseguiu levar a Weasley pra cama? – um dos garotos perguntou.
— Ainda não, mas não vai demorar muito para eu conseguir. Ela está caidinha por mim.
Rose revirou os olhos quando escutou a afirmação do garoto.
— Não acho que você vá conseguir. — Rose reconheceu a voz do batedor da sonserina— a Weasley não é burra, ela não vai cair no seu papinho.
— Quer apostar comigo? Até final dessa semana eu a levo pra cama. E depois meto o pé na bunda dela.
Brand e o outro garoto riram, enquanto o Rivers batedor da sonserina só balançou a cabeça. Rose esperou que eles se afastassem e então correu em direção ao salão comunal da sonserina. Quando chegou lá subiu às pressas até o dormitório e quando entrou viu que a amiga estava sozinha. E então sem saber por que ela começou a chorar.
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