Transformation

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ele é meio que um prólogo .. ok?

De novo eu me sentia fraca. Como eu pude fazer isso comigo mesma novamente? Sozinha . Por mais fraca que eu estivesse,adormecida e fria eu tinha que me manter em pé por um tempo .

Não posso abandonar o que eu comecei a “construir” com o tempo desde do acontecimentos iniciais . O que me incomodava , e me fazia sofrer não era a dor de matar pessoas , ou de me machucar , e sim de estar sozinha nessa batalha , sozinha lutando pela minha sobrevivência.

Meu segredo me faz uma pessoa fria , que dá medo nos outros , sem eles mesmos saberem o que há por trás da minha armadura de durona , é o meu jeito de me comunicar com os outros e meu jeito de me vestir.

Humanidade sórdida , não basta eu ter que aguentar toda a dor de viver sozinha ainda tenho que trabalhar sozinha , matando e sendo destruída cada vez mais. Pois é ! Eu trabalho para uma máfia .

[...]

Limpar minhas armas , um trabalho “sujo” desgastante , mais que eu gostava de fazer . Me aliviava de uma forma boa, não que limpar os restos de pólvora que sobrará na arma por causa da minha ‘última’ tortura era uma coisa legal de se fazer , mais era gostoso ficar ali com as minha amiguinhas .

Um dos meus bebezinhos , minha AK-47 , que graças a Deus nunca foi usada para a morte de ninguém , mais se mantêm na minha coleção a muito tempo.

Para as minhas “operações” eu normalmente sou ‘obrigada’ a usar um revólver 38 , que é o mais “prático” para ser carregado dentro da minha bolsa ou nos meus apoios escondidos pelo corpo.

Nessa manhã eu me deixei levar e resolvi sair um pouco do galpão – lá eu guardo minhas armas , projetos , mapas e eletrônicos necessários nas minha operações – e claro eu me ferrei legal!

Logo depois de sair do bairro onde eu me escondo , resolvi ir até um Starbucks que ficava a 2 quadras dali – infeliz ideia – enquanto eu caminhava até lá , percebi que um carro preto que provavelmente era blindado estava me perseguindo , e pelas leves marcas de amassados perto das rodas era alguém perseguido para levar tantas balas repetidas no mesmo local – falando nisso o atirador era horrível para não ter atirado na roda logo de primeira – por isso resolvi fazer uma pegadinha com esse pobre coitado.

Logo que avistei uma rua mais abandonada e sem muito movimento eu decidi encurralá-lo , entrei na rua que estava imunda , cheia de jornais por todo lado , sacos de lixo e garrafas de bebida por todos os lados , tive que vistoriar por cima para ver se tinha algum modo de fuga caso alguma coisa desse errado , e logo vi uma lata de lixo grande e alta que dava para subir em uma sacada do prédio abandonado ao lado .

Já estava preparada quando escuto uma voz grave e rouca atrás de mim.

- Vejo que não mudou nada não é mesmo Sun? – me virei e me deparei com quem eu não esperava.
— Jason? – perguntei um pouco surpresa – Vejo que não mudou nada desde a última invasão não é mesmo? – começo a rodeá-lo , analisando-o por completo – Justo você que me disse que nunca me envolveria em nada , não é mesmo? Pelo menos continua gostoso. – disse em um tom de frieza e ao mesmo tempo sexy.
— E pelo que eu vejo você continua igualzinha com esses cabelos castanhos , você cortou ou é impressão minha? – disse claramente se divertindo – continua com olhos lindos sabia? – disse passando as mão delicadamente em meu queixo.
Já te disse que você me dá nojo ? – disse com raiva em minha voz

Segurei seus braços o mais forte que pude , mais era óbvio que ele era mais forte que eu , e em um ato falho ele tentou me contorcer , mas eu fui mais rápida e consegui imobilizá-lo , não sei como , mas consegui . Subi em cima de suas costas e antes de matá-lo com mais uma de minhas injeções letais o apreciei por alguns minutos.

- Sabe Jason , você é um homem muito bonito , eu realmente não queria matar você , mais você me já me fez tanto mal , que eu sou obrigada a isso – digo olhando em seus olhos claros como o céu e tão frios como a neve.
— Eu mal posso acreditar que uma menina de 16 anos como você pode ter tanta experiência , tão angelical , com olhos escuros tão lindos , senti sua falta e irei sentir quando eu for Summer ...

Essas foram suas últimas palavras , antes que eu enfiasse aquela agulha em seu pescoço e injetasse o liquido de uma vez , enquanto uma lágrima fujona escapava pelos meus olhos relembrando o passado.

Logo depois eu resolvi ir até o Starbucks esfriar a cabeça , afinal sou uma das pessoas mais novas a trabalhar na máfia , ir pra a escola e matar pessoas quase que frequentemente. Gostaria de viver um dia comum alguma vez na vida, ser órfã em uma escola que você já é considerada estranha é no mínimo ruim não?

Notas finais
Obrigada por ler! Por favor comente o que achou ?