Transformação - Mansão SKZ
19 CAP. 17 Almas que se tocam.
Notas iniciais
Meu coração está acelerado, tem apenas dois vampiros que eu ainda não encontrei, mas não significa que eu já estou acostumada com isso.
Depois de pronta saio do quarto decidida a não pensar demais, hoje eu irei aonde minha alma me levar, então olho para todos aqueles corredores e simplesmente começo a andar.
Percebo agora que estou de frente para uma porta com belos vitrais, eu a abro e para a minha surpresa me deparo com o jardim mais vasto e colorido que já vi em toda minha vida e bem no meio dele uma enorme (vão por mim é imensa) estufa.
Levo minhas mãos a boca enquanto solto meu tão costumeiro UAU! Minha mente não é rápida o bastante para registrar com precisão toda a maravilhosidade diante de mim então aos poucos começo a me mover de forma lenta para poder explorar melhor o local registrando o máximo que puder em minha mente.
Chegando à porta da estufa que tem ali me deparo com o Hyunjin que está sentado em frente a um cavalete, em sua mão direita um pincel e ao seu lado o que eu acredito ser todo material de pintura disponível no mundo, lápis, carvão, uma infinidade de pincéis, paletas de tintas que carregavam cores que eu nem conhecia, tubos de tintas aos montes, algumas telas ainda em branco e outras coisas que de imediato não saberei identificar pois eu nunca pintei em toda minha vida então o que eu reconhecia dali era por que sou curiosa e amo artes no geral.
— A dona de toda minha inspiração finalmente veio até mim! — Ele para o que está fazendo ficando em pé e se virando para mim, se ele não é o que há de mais belo nesse mundo eu não sei então dizer o que seria.
Ele está vestido com um macacão de pintor e uma linda blusa branca de mangas longas, seu cabelo na altura dos ombros está meio preso, meio solto e ao olhar para ele assim eu penso que acabo por descobrir o meu mais novo fetiche.
— Olá Jinnie! Bom dia! — Vou até ele em passos leves buscando afastar este meu último pensamento que foi no mínimo pecaminoso. — Não sabia que era pintor, posso olhar o que está pintando? — Fiz essa pergunta por saber que nem sempre os pintores gostam que olhem suas telas antes de concluí-las e ele parece ter ficado feliz com a minha preocupação.
— Claro que você pode meu amor! Ele coloca o pincel de lado e me puxa com delicadeza para mais perto dele me envolvendo em um abraço.
Paro por um instante para contemplar a tela em minha frente.
— Que lindas Jinnie! — Eu estou encantada! A singela beleza retratada ali de lindas flores azuis e amarelas aqueceu meu coração. — Eu amo azul e flores azuis são a perfeição para mim.
— Você sempre amou flores azuis meu amor — Ele me encara com um lindo sorriso, e deposita um selar aconchegante em minha bochecha. — E eu sempre amei desenhá-las para você.
— Para mim? Jinnie você tem desenhado isso para mim? — Eu estou completamente encantada.
— Claro que são para você amor, para quem mais seria? — Ele coloca sua cabeça em meu ombro. — Quando desenho para os meninos é diferente, não que não seja com todo meu amor e coisas que eles amam também, mas nas telas que dedico a você se olhar bem poderá encontrar fragmentos da minha alma, pois mesmo agora que não a possuo mais eu sei que ela se encontra por aí deixando sua impressão nas telas que dedico a você.
Olhar a tela em minha frente me faz ter plena certeza de que o que ele acabou de dizer é a mais pura verdade, posso sentir sua alma ali, e com essa sensação passando pelo meu corpo e chegando em meu coração sinto lágrimas rolarem em meu rosto.
— Hyunjinnie você é realmente um anjo, perfeito! — Ele me vira de frente para ele para que possa olhar em meu rosto.
— Eu te amo tanto Naty! Esperei ansiosamente por esse momento e estou mais do que feliz por tê-la aqui comigo agora. — Ele delicadamente enxuga minhas lágrimas e o toque de sua mão gélida em meu rosto aquece meu coração de uma forma inexplicável.
A feição em seu semblante era sublime e os traços de seu lindo rosto pareciam ter sito traçados pelo artista mais talentoso de todo o universo e ao notar que estamos a nem sei mais quanto tempo apenas nos encarando o rubor me domina e acabo desviando meu olhar completamente sem graça o que o faz sorrir.
— O que foi meu amor? — Além de tudo nele ser mais que envolvente, sua voz era tão doce e gentil que me embalava por completo.
— É que tem tinta no seu rosto e eu quase me atrevi a limpá-la, mas isso seria um pecado imperdoável da minha parte. — Realmente sua pele pálida tinha uma linda mancha azul e eu precisei me segurar muito para não passar a mão bem ali.
Neste momento ele pega minha mão e coloca sobre seu rosto próximo de onde estava a tinta.
— Bem aqui? — O olhar dele é intenso, toca tão profundamente em mim que me pego me perguntando se ele realmente perdeu sua alma em algum momento pois tenho certeza que ainda posso senti-la como se a minha própria alma estivesse respondendo a ela agora mesmo. — Você pode limpar se quiser.
Eu o encaro, passo levemente meus dedos em seu rosto e ele sorri fechando seus olhos se mostrando nitidamente satisfeito com a sensação que isso lhe causa e buscando aproveitar cada instante do meu toque.
— Pronto. — Minha voz sai tão baixa que ele se aproxima mais como quem quer me ouvir melhor. — Seu rosto está limpo meu anjo.
Ele involuntariamente pressiona seus lábios, um movimento que eu já havia notado que ele tem o costume de fazer, mas ver aquilo tão de perto era a mais pura tentação.
— Posso te mostrar uma coisa? — Ele parecia unir forças para se conter ao perceber que em como um reflexo ao seu gesto de quase agora eu umedeci meus lábios em resposta.
— Por favor, quero ver tudo que quiser me mostrar.
E novamente com aquele sorriso que transmite a mais pura perdição ele me leva para dentro da estufa.
— Nossa, UAU! — Eu nunca tinha visto nada tão belo, aquela estufa por dentro parecia uma casa a parte da mansão, e posso afirmar com toda a certeza que ali era o lar da alma de um artista. — Jinnie aqui é lindo demais! — sei que meus olhos estão brilhando ao encará-lo e pela forma como ele morde aqueles lábios fartos em meio a um sorriso eu sei que ele está plenamente satisfeito em me ver assim.
— Gostou mesmo? — Ele ainda me encara, e eu só aceno positivamente com a cabeça. — Saiba que foi você quem me ajudou a decorar o nosso cantinho.
— Nosso? — Nunca amei tanto ouvir aquela palavra. — Está me dizendo que nós dois juntos deixamos este lugar assim?
~Uma leve descrição do local~
Para vocês entenderem do que estou falando: A estufa era esférica quase uma redoma e bem grande, haviam espaços propositalmente separados onde notava-se os tipos de artes que o Jinnie dominava ou simplesmente apreciava, em um canto um grande espelho e um tablado com um balcão e uma aparelhagem de som de última geração onde com toda certeza ele pratica sua dança, do outro lado livros, uma mesa com um notebook e também cadernos, lápis, borracha, canetas tinteiro das mais belas onde eu sei que ele escreve seus poemas, suas canções ou até mesmo seus textos repletos de significados. Espalhadas pelas paredes, inúmeras de suas telas expostas com as mais belas e intensas imagens que eu tenho toda a convicção de que registram a sua jornada e o seu interior, em um outro canto uma aparelhagem parecida com a que vi no estúdio onde o Hannie me levou, mas em menor escala e é ali que ele deve passar horas dando vida as letras das músicas que ele mesmo escreve. Também tem um canto arrumado com uma cama enorme e mais aparelhagens, mas desta vez iguais a sala de cinema só que bem modernas não ocupando muito espaço e todas bem organizadas, uma tela retrátil que no momento está recolhida onde sei que ele tem seus momentos de paz assistindo seus filmes e séries favoritas, e tudo ali é decorado por lindas flores, algumas em ramos pelas paredes, outras em belos vasos e ao fundo de tudo uma árvore grande cercada por um belo e vasto canteiro de rosas azuis que ainda não tinham desabrochado mas que em breve estaria a coisa mais linda com todas elas abertas em seus mais variados tons de um puro azul. Agora tentem imaginar tudo isso fazendo a mais completa harmonia. Nada ali destoava ou era sufocante, muito pelo contrário era tudo de uma sobriedade indescritível, assim como o próprio dono do lugar.
~Fim da descrição~
— Sim eu e você, e o que você não participou efetivamente foi você quem me deu a ideia de como deveria ser, então eu procurei deixar do jeitinho que idealizamos.
— Jinnie você me deixa sem palavras, aqui é realmente lindo, só não é mais lindo do que você. — Ele está com as mãos nos bolsos de seu macacão e agora sorri e seu belo sorriso o faz brilhar mais que o sol.
— Você não mudou nada meu amor, continua me elogiando sem nem pestanejar, mas esquece que a obra mais bela aqui é você.
Eu não sei o que pensar, nunca me achei bonita de fato, também não me acho feia, mas me julgo um ser minimamente normal entendem? Ser chamada de bela pelo Hyunjin me desconcertou em níveis que nem sabia que dava para me quebrar.
— Jinnie eu posso te pedir uma coisa? — Ele se aproxima de mim tirando as mãos do bolso para poder me abraçar.
— Claro meu amor, o que você quer de mim?
— Você poderia dançar para mim? — Eu desejo vê-lo dançando desde que soube que ele sempre dançou muito bem e com aquele tablado bem ali não pude evitar de lhe fazer meu pedido este que aparentemente não o pegou de surpresa.
Ele deposita um longo selar em meus lábios, me leva até sua enorme cama e me senta bem ali.
— Me espere apenas um segundo. — Ele vai até seu closet ali mesmo e se troca bem na minha frente, ele não tem a menor pressa e eu consigo observar com precisão toda a extensão de sua palidez, ele é lindo, não importa o quão repetitivo isso soe apenas saibam que eu morreria feliz se a última imagem em minha frente fosse esta que estou contemplando agora.
E antes que eu me desse conta ele já estava vestido todo de branco indo em direção ao tablado.
Ele então coloca uma música que escolheu tão rapidamente que sinto que o que verei a seguir era algo que ele já planejava mostrar a mim e indo para o centro do tablado ele abaixa sua cabeça e um instante após isso a música enfim começa.
https://www.youtube.com/watch?v=bY_TqcsMyHM
“Você não sabe que não sou bom pra você?
Eu aprendi a te perder, não posso me dar esse luxo.
Rasguei minha blusa para estancar seu sangramento.
Mas nada impede que você vá embora.
No silêncio, quando estou voltando pra casa e estou só.
Eu poderia mentir, dizer que eu gosto assim, gosto assim.
Eu poderia mentir, dizer que eu gosto assim, gosto assim.
Você já não sabe demais?
Só vou te machucar se você me deixar.
Me chame de amigo, mas me mantenha mais perto (me ligue de volta).
E eu vou te ligar quando a festa acabar.
No silêncio, quando estou voltando pra casa e estou só.
E eu poderia mentir, dizer que eu gosto assim, gosto assim.
Sim, eu poderia mentir, dizer que eu gosto assim, gosto assim.
Mas o nada é melhor, às vezes.
Já que nós dois dissemos adeus.
Vamos apenas deixar ir.
Me deixe te esquecer.
No silêncio, quando estou voltando pra casa e estou só.
Eu poderia mentir, e dizer que eu gosto assim, gosto assim.
Eu poderia mentir, e dizer que eu gosto assim, gosto assim.”
“When the party’s over” – Billie Eillish.
Os movimentos fluídos do Hyunjin foram preenchendo todo o lugar, vindo até mim como se fossem declarações inaudíveis, declarações de dor por ter me perdido tantas vezes, da angústia por ter se sentido perdido e só por tantas vezes, era uma súplica, havia culpa, era um grito silencioso, era tudo o que ele sentiu por todo esse tempo expressado em cada vibração extremamente harmônica e precisa do seu corpo, era uma afirmação que dizia: já basta! Uma declaração de toda a dor que sentiu por todo esse tempo e que ali despido de tudo ele a expurgava com seus passos perfeitos, mas no fundo eu sabia que aquilo era também uma promessa...
A promessa eterna de que não importa como, quando, onde ou de quantas vezes precisemos dizer adeus, nós dois seremos sempre os portadores de almas que se tocam.
A música chega ao fim com ele em seus últimos passos abrindo suas mãos diante de seu lindo rosto e passando uma delas em seus cabelos, ele dá passos para trás e vira-se de costas...
Eu vou até ele antes que ele se vire novamente para mim e abraço suas costas; ele em resposta segura meus braços que o envolvem alisando toda sua extensão.
— Jinnie não importa o que vai me acontecer, minha alma estará sempre ao lado da sua e meu coração estará para sempre entregue a você. —
— Eu não vou suportar perdê-la novamente Naty, eu darei minha própria existência se preciso for para que você viva a eternidade ao lado dos outros rapazes. — Sua voz estava fraca, mas seu aperto em meus braços era de uma força como se ele estivesse se agarrando a sua última chance de existir.
Eu o aperto ainda mais em meu abraço.
— E você acha mesmo que abrir mão de viver a eternidade ao meu lado é algo que eu vou permitir que você faça? — Eu já chorava enquanto o observava dançando, mas agora estou inconsolavelmente aos prantos. — Por que você fala como se não fosse merecedor de toda a felicidade do mundo Jinnie? — Agora me coloco de frente para ele que ainda está de cabeça baixa. — Olhe para mim por favor. — Peço e assim ele o faz. — Meu anjo eu sei que você passou por muita coisa, eu não sei dos detalhes mas sei que ficou afastado de nós por um tempo e deve ter se sentido perdidamente só mas agora estamos todos juntos novamente, eu estou aqui com vocês, você está aqui e é o ser mais gentil e iluminado que eu já tive o prazer de contemplar então por favor não se torture mais, eu te amo Hyunjin, eu te amo e sempre vou amar, eu nunca o deixarei por favor acredite em mim, nós o amamos e nunca o abandonaremos.
Quando eu termino de falar ele apenas coloca suas mãos em meu rosto e eu começo a ter visões, não daquelas sobre o meu passado, mas sim sobre o passado dele...
“O Hyunjin está na mesma masmorra que estive em uma de minhas visões, muito mais pálido que o normal, seu corpo perdeu o porte e está nitidamente fraco, ele tinha machucados em seu corpo que estavam demorando a se curar, o lugar estava escuro e havia mais alguém ali...
— Pare de se negar a me obedecer Jinnie, você vai trazer aquele grimório para mim, vai ser bonzinho e vai conseguir os itens que irei precisar, e o que você me trouxer eu usarei para matar a sua Alice.
— Não por favor, eu estou te implorando, deixe-a em paz Valentinne, por que você quer tanto matá-la? O Que ela te fez? — Ele estava tão enfraquecido e horrorizado que aparentava beirar a loucura. — Pare de me torturar com tudo isso eu já não aguento mais.
Ela o olhava com uma raiva crescente por ele ainda estar pedindo pela vida de sua amada e desfere um tapa em sua face fazendo-o virar violentamente para o outro lado.
— Mesmo tão enfraquecido como ousa ainda pedir por ela? Quer saber o que ela me fez? Ela me roubou o amor de vocês; era para vocês serem meus desde o início de tudo, mas aquela vadia imunda os levou de mim. — Ela agarra o rosto do vampiro fragilizado com força e o levanta para que ele a encare. — E agora vou fazer com que seja você quem me dará os meios para acabar com ela.
— Do que você está falando mulher? Pelos céus! Até a noite em que você nos transformou nós nunca havíamos visto você! Deixe de loucura, essa sua implicância e perseguição jamais fará com que a amemos como amamos nossa Alice.
As palavras dele a enchem de fúria e ela o espeta no braço com uma lança longa e afiada a mesma que ela usava para torturá-lo.
—AAAAAAAAAARRRGHHH! — O grito dele ia muito além da dor física revelando também toda sua angustia e desespero.
— Vou alimentá-lo agora e você vai fazer o que mando, e depois que eu a matar você viverá com a culpa de ter sido o responsável pela morte da sua amada. — Ela fala rosnando as últimas palavras.
— O que você está aprontando Valentinne? Se quer tanto matá-la por que simplesmente não o faz de uma vez? Mate a todos nós! Por que precisa de todo este circo? — Ele jamais iria querer algo assim, mas vê ali uma oportunidade de descobrir o plano dela.
Ouvir o tom de voz dele faz ela sentir um embrulho no estomago, justamente por sentir através das palavras que ele diz todo o ódio que o mesmo nutre por ela.
— Por que já que não vão me amar terão que se martirizar para sempre por serem os culpados pelo fim drástico de sua amada.
— VOCÊ É UM MONSTO! EU A ODEIO VALENTINNE! A ODEIO... eu a odeio...
— Alimentem-no e me avisem quando ele estiver pronto. — Ela fala para meia dúzia de vampiros que estão ali apenas para obedecê-la — E Jinnie anjinho, caso você não faça o que quero atenderei seu pedido e matarei não só a ela, mas todos os seus irmãos também, me cansei de vocês.
Não era de fato verdade o que ela acabou de dizer a ele pois sua obsessão por eles era infinitamente maior até mesmo do que sua própria vaidade, mas ele jamais saberia ao certo, não é? Se vendo assim obrigado a obedecê-la para que ela não tocasse em nenhum deles.
...
Ele mostra o momento em que pega o grimório de um clã de vampiros muito antigo sendo quase morto inúmeras vezes durante a briga, mas matando todos ali no final das contas.
...
Mostra entregando o grimório a Valentinne e vendo ela mostrar ele para um vampiro que ela chamou de Alexander e o mesmo sinalizando uma página específica a ela.
Esse Alexander rasga a página indicada anteriormente desleixadamente deixando um pedaço dela ainda no grimório e dando a página agora avulsa a ela ficando com o grimório para si.
— Trato é trato Valentinne, consiga o que está aí na lista, traga aquele velho para cá e obrigue-o a fazer o encanto, você consegue o que quer e eu fico com essa belezura aqui. — E dito isso ele para por um instante encarando o Hyunjin com uma breve, mas não imperceptível expressão de tristeza em sua face. — Você já danificou demais esse aí Valentinne, deixe-o ir, ele não poderá fazer nada contra você.
— Se ele for agora ele irá alertá-los sobre meus planos e quero que ele pegue esses itens para mim e só então usarei a prisão dele para fazer o líder deles conseguir o item mais valioso desta lista.
— Que seja... — Ele diz como se lamentasse — sabe onde me encontrar, mas acho que prefiro que não me encontre mais.
E assim aquele vampiro sai do salão e a visão acaba.”
— Entende agora que tudo isso é minha culpa? — O Hyunjin está com um peso em seu semblante, um peso que a Naty podia jurar que já era conhecido por ela. — Tudo o que você está passando agora, tudo que passou em suas outras vidas foi por minha causa meu amor, e e-eu, eu sinto tanto.
— Jinnie por deus não se maltrate assim meu amor, você não teve culpa de nada, ela o usou de forma premeditada para que você se sentisse assim, mas olhe para mim, — Ele não quer, mas eu seguro seu rosto em minhas mãos o forçando a me olhar. — O que você fez ali foi salvar sua família, ela ameaçou a todos e você não poderia arriscar e eu mesma não te perdoaria se o fizesse, mas amor — Eu selo nossos lábios em um longo beijo — Eu o perdoo!
Eu realmente não acreditava que havia algo de que precisasse perdoá-lo, mas naquele momento eu sabia que era isso que ele tão desesperadamente precisava ouvir.
— Eu o perdoo Hyunjin, e não só o perdoo como o amo, amo com tudo que sou e amarei até quando não mais existir, por favor acredite em mim.
Ele me abraça forte como se largasse todo o peso de uma longa existência repleta de culpas e então ele deposita um selar em meus lábios dando início à o que logo se transformou em um intenso beijo...
As músicas em sua playlist não haviam parado de tocar, mas estavam muito ao fundo devido as visões, porém agora junto ao início do nosso beijo molhado percebo o som de uma música que adoro e conheço muito bem...
https://www.youtube.com/watch?v=2bBkSgQisbg
Hyunjin “Play with fire (Feat Yacht Money)” (원곡 : Sam Tinnesz)
❤️ ~Hot~ ❤️
Desta vez diferente dos selares carinhosos que havíamos trocado até ali nosso beijo é completamente entregue e necessitado, agora livre de tudo o que lhe prendia o Hyunjin se apossava do meu corpo o fazendo se unir ao dele de forma intensa. Embalados pela música de fundo eu tiro a blusa que ele está vestindo desabotoando rapidamente sem me separar de seu beijo e ele não solta meu corpo nem por um instante apertando suas mãos em minha cintura, subindo uma dela para apertar também meu seio deixando carinhos intensos por ali.
Nossas respirações misturavam-se e eu podia sentir seu hálito frio vir de encontro ao calor da minha boca o que me causava arrepios por todo o corpo.
Sentir os lábios carnudos dele nos meus me fazia delirar em níveis inexplicáveis e ele sem esperar que eu fizesse com ele; dá mordidas em meu lábio inferior ao mesmo tempo que suas mãos vão até meus quadris puxando-o para si fazendo a parte inferior do meu corpo encostar na sua revelando a mim sua ereção já latejante.
Envoltos em gemidos, arfares e até mesmo juras ainda não ditas nos pegamos já completamente absortos em uma intensa volúpia e quando menos espero ele está me deitando naquela enorme cama que parece ter esperado por tempo demais para ser testemunha dos maiores atos de amor que seriam em breve cometidos ali.
Ele vem por cima de mim deitando-se entre minhas pernas e pressionando seu corpo no meu e com uma voz rouca e falha ele sussurra para mim...
— Não sei se devemos continuar amor, você pode cair em uma de suas visões e eu não quero que passe por isso agora.
Eu o entendo, mas estou envolvida de mais para recuar e escutando o som do primeiro refrão da música ao fundo me encho ainda mais de vontade afinal estamos mesmo “brincando com fogo”.
— Jinnie não pare está bem, eu quero muito ser completamente sua e e-eu tenho um plano — Minha voz sai em um tom quase que pornográfico por sentir que mesmo receoso ele não para nem por um instante de se mover contra meu corpo, o que não dá a ele outra escolha a não ser ir adiante com tudo aquilo.
— Está bem, mas me prometa que se notar que seu plano irá falhar nós vamos parar o que estamos fazendo imediatamente okay? — Neste momento ele me encara trazendo em sua expressão um sorriso de pura satisfação e suas expressões intensas faz meu corpo vibrar, seu olhar dentro do meu me faz sentir a pulsação da minha intimidade e o desejá-lo ainda mais.
— Eu prometo! — Levo minha própria mão ao seu membro massageando ali por cima da calça de pano leve que ele usa e isso o faz gemer em um tom ainda mais audível o que me leva a insanidade e tudo fica ainda melhor quando ele faz igual comigo massageando minha intimidade, porém a sua mão está por dentro da minha calcinha e ali ele inicia estocadas internas com seus dedos longos.
Sinto que irei entrar em combustão quando ele começa a descer com sua boca pelo meu corpo deixando um rastro ali que resultará em marcas extremamente visíveis no dia seguinte ele desce até minha intimidade abaixando minha calça até os pés mas sem tirá-la por completo e retornando a ela me sugando com vontade o que faz eu instintivamente entrelaçar meus dedos em seus cabelos guiando-o assim para o ponto certo onde me levaria a loucura e ao chegar ali ele se demora por tempo suficiente para que eu fique completamente lubrificada.
Com seus olhos nos meus intensificando este momento ele volta a subir pelo meu corpo sem perder o contato de seus lábios com a minha pele, ele para por um instante em meus seios os sugando com toda sua vontade, e meus gemidos estão ficando cada vez mais altos o que ele ao lançar mais um olhar intenso para mim, mas sem parar o que está fazendo ali demonstra o quanto me ouvir gemer o agrada
— Aahn Naty, você é tão perfeita meu amor, cada detalhe seu é perfeito e eu não vou mais conseguir me conter quando a verdade é que “eu sempre gosto de brincar com fogo” e no momento você está queimando — Ele sussurra demonstrando ali que não sou a única que está amando a trilha sonora que embala nosso momento íntimo.
— Então esse era você contido Jinnie? — Esse pensamento unindo-se a voz rouca e cheia de desejo dele me levou ao extremo de tudo que estava sentindo até aquele momento, eu ergo meu tronco o suficiente para encostar meu rosto no dele que aproveita meu movimento impensado para terminar de me despir. — Eu te imploro que não se contenha mais meu amor. — Sussurro em seu ouvido dando uma lambida em seu lóbulo e agora já completamente desnuda vejo ele se afastar para tirar as últimas peças que lhe vestiam, eu encaro aquela cena me maravilhando com o que vejo então vou até ele fico de pé em sua frente olhando-o nos olhos e faço menção que vou beijá-lo mas antes que sua boca chegue a minha eu o provoco mordendo seu lábio e descendo por seu corpo onde declaro que é a minha vez de prová-lo, desço dando beijos, lambidas e algumas mordidas até chegar na altura de seu membro, me ajoelho diante dele e olhando para ele junto meus cabelos como se os fosse prender em um rabo de cavalo deixando apenas uns fios meio soltos e os coloco em sua mão...
— Segure-os para mim meu amor — Falo sorrindo para ele sem perder o contato visual, ele me lança seu olhar cheio de desejo mostrando que adorou aquilo e segura com firmeza meus cabelos.
E ainda o olhando eu vou até seu membro que está na altura da minha boca, dou lambidas na cabecinha rosada e alterno com leves sucções o que faz ele soltar gemidos involuntários e contrair seu corpo e depois de provocá-lo um pouco eu engulo seu membro o levando o mais fundo em minha garganta dando início as chupadas cheias de vontade o que ele não aguenta e com sua mão em meu cabelo ele começa a ditar a velocidade e intensidade ali.
— Que boca deliciosa meu amor, sss.. aaanh.. — Ouvi-lo me faz querê-lo ainda mais, mas quando menos espero ele me levanta e me beijando intensamente me leva de volta a cama me deitando nela enquanto vem até mim em um movimento certeiro que completa finalmente o nosso encaixe.
O mundo desapareceu ao nosso redor, estamos em sincronia onde meus movimentos respondem estritamente aos dele que são firmes, precisos e ritmados dentro de mim o que me faz tremer inteira me arrancando arfares intensos e sorrisos involuntários...
— Aaah como pode ser tão maravilhosamente deliciosa meu amor, que saudade eu senti de você.
Eu já não conseguia falar mais nada e esse seu gemido tão próximo ao meu ouvido me calou por completo eu sentia meu corpo formigar, meus lábios formigavam e ele entendendo que eu estava em estado de transe avança em meus lábios me beijando mais avidamente me segurando com aquelas mãos que sabiam exatamente o que faziam e sem parar seus movimentos por nenhum só instante esses que combinados com minha mão entrelaçando seus cabelos enquanto a outra arranhava suas costas com vontade e as reboladas que dou para poder fazer seu membro me adentrar ainda mais profundamente causam tanto em mim quanto nele uma intensa sensação de êxtase.
De repente minha vista se escurece, eu a vejo no fundo da escuridão como se ela pudesse assistir ao que fazíamos ali, seu olhar é de uma fúria imensurável e colocando meu plano em ação eu me concentro sem saber se conseguiria e começo a mentalizar com toda a força de minha mente:
"Ele agora está completamente livre do mal que você causou a ele Valentinne, sem culpas, apenas livre de você e agora ele está em meus braços que é o seu lugar, é como tem que ser...”
Não dá tempo mais para muita coisa além disso que transmiti a ela, pois sinto que ela tenta me puxar para a escuridão e só consigo ouvir seu grito gutural que expressa todo o ódio que ela sentira ali, mas que consigo expulsar da minha mente fazendo-a desaparecer por completo, sendo seu grito substituído pelos altos gemidos do Hyunjin de pleno prazer por ter seu corpo quase pronto para chegar ao ápice o que agora que estou completamente de volta a mim sei que o acompanharei tendo junto a ele o meu próprio ápice que já está inevitavelmente chegando com tudo levando ao meu corpo ondas do prazer mais intenso que já tive em toda minha vida.
— Aaaah, aah Naty eu não consigo mais me conter, eu vou... — Ele fala tão próximo ao meu ouvido deixando ali uma mordida em meu lóbulo que é impossível não me juntar a ele.
— Aaannh Jinnie, Jinnie eu também vou... — Estou trêmula, meu ponto g já tão estimulado que quase não se aguenta com cada estocada precisa e profunda que minha intimidade está recebendo, estou queimando e consigo sentir me contrair em seu membro que responde inchando e latejando ainda mais dentro de mim fazendo com que nós dois delirássemos de prazer, pego seu rosto e o trago a mim dando um beijo molhado cheio de línguas e desejo e em nosso último movimento eu aproveito para morder mais uma vez seu lábio carnudo e gostoso e assim com os últimos gemidos dos dois e a forte corrente elétrica que tomou conta do meu corpo sinto ele se desmanchar dentro de mim e o sigo completamente desfeita nele e assim atingimos nosso ápice.
❤️~Fim do Hot~❤️
A música já havia acabado, na verdade devem ter se passado mais algumas sem que percebêssemos.
— Você está bem amor? — Ele está ainda com seu corpo em cima do meu, mas estava realmente preocupado — Eu a machuquei muito? Você viu algo? Deveríamos ter parado amor, isso foi muito arriscado em muitos sentidos.
— Hey, calma Jinnie, eu estou bem! — Na verdade ainda estou em êxtase, mas ele me olha como quem duvidasse e eu o beijo novamente virando nossos corpos para poder ficar aninhada em seu peito com metade do meu corpo por cima do dele entrelaçando apenas uma de nossas pernas — Estou bem até demais para ser sincera... — E olhando bem para ele poderia jurar que se vampiros ruborizassem ele estaria vermelho vivo. — Você é uma perdição Jinnie, e eu declaro que a partir de hoje sou descontroladamente viciada em me perder.
Ele sorri largamente, mas ainda se mostra preocupado.
— Vai me contar qual era seu plano e se ocorreu tudo bem?
Conto a ele em detalhes o que vi, ouvi e o que “falei” para o breve vislumbre da Valentinne em minha mente e agora ele está boquiaberto.
— Acho que agora mais que nunca teremos que nos proteger Jinnie, ela vai querer retaliar e desta vez a culpa é toda minha me desculpe, — Recebo dele um selar carinhoso — mas eu não pude evitar de fazê-la pagar pelo que fez a você e ao mesmo tempo de mostrar a ela que eu não tenho medo.
— Você sempre foi muito corajosa meu amor, e posso garantir que ela pagou com juros, — Ele dá uma gargalhada gostosa de ouvir e eu me junto a ele. — É talvez tenhamos acelerado o processo para o nosso embate final, mas não vou negar que valeu cada segundo. — Ele deposita um longo selar em meus lábios e com uma de suas mãos faz carinho pela extensão do meu corpo. — Eu amo você Naty! Vou amá-la por toda nossa existência, e amei o que fizemos aqui.
— E eu amo você Jinnie, amo com tudo que sou, e nem preciso falar o quanto amei me entregar a você pois tenho certeza que você pôde sentir. — Ele sorri para mim mordendo novamente aqueles belos lábios e acena positivamente me fazendo corar.
— Fique aqui tá bom, vou buscar algo para você comer, e não demoro se quiser pode desligar o som, por favor fique à vontade este lugar é tão seu quanto meu.
Aceno positivamente com a cabeça e rapidamente ele se veste e some pela a porta da estufa.
Eu me encontro agora igual uma adolescente que acabou de perder a virgindade com um sorriso de orelha a orelha, decido me vestir e olhar um pouco mais as extensões da estufa enquanto ele não volta acabo tirando a música e agora sentada em sua mesa eu encontro um livro muito antigo que parece mais um diário, abro e na primeira página está escrito “meu amor se você achou este diário pode ler à vontade, aqui está descrito sobre meus dons.”
Então começo uma leitura já que fui autorizada, mas leio bem por cima já que tem muita coisa ali.
| Meus dons:
|Cura: física, e psíquica (em desenvolvimento)
“Hoje o senhor está me ajudando a entender a melhor forma de usar meus dons de cura.”
° Consegui curar um cachorrinho – ele estava com a patinha quebrada
° Curei uma senhora que havia caído e se machucou feio.
° Consegui curar um soldado de guerra que estava gravemente ferido (ele não recuperou sua perna perdida) mas seus ferimentos internos e externos sararam por completo (mas eu estou exausto)
Cura psicológica:
° Aparentemente calo as vozes de algumas cabeças dos internados neste hospital psiquiátrico apenas com meu toque. (que cenário deplorável).
“Hoje o Senhor me levou a uma paciente específica.”
Ela era traumatizada não falava, não dormia e ninguém ali sabia sobre seus motivos.
° Parece que meu toque sugou toda a dor daquela mulher que aos prantos, mas com alegria visível me agradeceu copiosamente (porém agora eu me sinto imensamente triste perdido e desamparado)
O senhor disse que quando tiver mais domínio isso não me afetará assim como agora fico bem menos cansado quando curo alguém muito ferido.
E assim os relatos de cura seguem extensos, mas vou para o próximo dom.
|Atração predatória além do normal para um vampiro (por isso eu sempre sou a isca)
“É como se quando eu me concentrasse na presa ela não tivesse outra opção que não fosse vir até mim, como se me desejasse intensamente perdendo todo seu critério de autocritica e apenas se rendendo aos meus encantos”
“O Senhor disse que nem todos os vampiros tem isso normalmente e que o nível do que causo nas vítimas é algo muito mais elevado do que os normais que possuem, ele diz que isso é algo inédito até para ele.”
Vejo que também há muitos relatos, mas acho melhor não ler mais.
|Levitação (tanto de coisas quanto de pessoas e a minha própria)
“Agora consigo flutuar por aí”
Esse foi o único comentário que li achando graça de como ele é fofo.
|Infligir memórias através do toque (faço com que vejam coisas que eu tenha visto/vivido ou faço com que vejam suas próprias lembranças, até mesmo as mais enterradas.
Esse eu nem li pois sei que foi exatamente o que ele fez comigo agora a pouco.
|Escudo. (em desenvolvimento)
“Hoje o Senhor me disse que tem certeza que também sou um escudo e se for verdade preciso treinar para proteger a todos nós quando for preciso, eu preciso proteger os rapazes, preciso proteger minha amada”
Paro de ler por ali pois sei que terei tempo de conversar com ele sobre isso uma outra hora.
...
— Ele é intenso até em seus dons... — Falo para mim mesma.
— E extremamente perigoso por conta disso, acredite!
Ele estava de volta com uma cesta enorme e repleta de comida para mim, seu rosto tinha um semblante leve e iluminado.
— Venha comer um pouco meu amor, você gastou muita energia a pouco. — Eu não hesito em encara-lo, mas ao ouvir suas palavras meu corpo entra em combustão automática e ele nitidamente se delicia por saber que causa tais reações em mim.
Vou até ele que me puxa para seu colo dando selares em minha bochecha.
— Escolha o que quiser, e caso queira algo que não está aí por favor me fale e eu vou providenciar para você.
Eu pego uma maçã e a mordo enquanto o encaro, não consigo organizar meus pensamentos então apenas dou uma mordida firme na maçã.
— Tudo o que faz precisa ser tão sugestível assim? — Ele agora investe selares em meu pescoço e aperta sua mão em meu quadril — Assim nunca mais a deixarei sair daqui.
— Os outros vão vir atrás de nós com certeza — Dou risada e sou acompanhada por ele.
— Bom quando tudo isso passar você poderá passar um tempo considerável com cada um de nós assim todos matarão a saudade de você em todos os níveis.
Aquilo me pegou; até o momento eu estava apenas os beijando e sempre foi tudo tão natural que mal pensava sobre isso, mas o que aconteceu comigo e com o Jinnie bem, foi outro nível de intimidade e apesar de saber que sempre foi assim me senti um pouco estranha com isso afinal para mim isso tudo é a “primeira vez”.
— O que vamos fazer agora? — Eu preciso mudar de assunto urgentemente, lidarei com tudo que tiver que lidar quando chegar a hora.
— Coma mais um pouco e vamos lá fora caminhar entre as flores o que acha?
— Eu vou adorar! — E seguindo a sugestão dele como mais algumas das gostosuras que tem ali e me coloco a disposição dele para que ele me leve para fora.
Ele pega em minha mão e saímos.
— Jinnie sobre seus dons — Estamos já no meio das flores a passos lentos aproveitando não só a beleza em nossa volta, mas também a companhia um do outro. — Cura física e psíquica eu já provei e sei como funciona, a atração predatória pude provar agora a pouco — Falo sorrindo de canto e ele sorri alto jogando seus cabelos para trás em um gesto que o deixa ainda mais tentador — Estou brincando, mas entendi bem ao que se refere, afinal você é irresistível e dessa vez falo sem malícia palavra de escoteiro — faço o gesto do juramento dos escoteiros e ele sorrindo acena positivamente com a cabeça. Entendi que de seus dons essa atração predatória deve ter sido o dom que ele mais usou em sua era sombria então decido tornar meu comentário sobre ela algo leve e descontraído uma vez que ele acabou de se libertar do peso de seu passado e parece que minha abordagem funcionou, o que me deixou aliviada. — As memórias através do toque sei que foi o que me mostrou também e preciso dizer que isso é muito incrível, mas e o escudo? Você conseguiu desenvolvê-lo?
Neste momento eu o encaro, ele olha para a linha do horizonte onde um lindo pôr do sol ensaia para acontecer e logo se volta para mim.
— Hoje eu tenho total domínio sobre ele, mas demorei para conseguir, demorei demais, não pude proteger nenhum de vocês quando foi realmente necessário.
— Como assim Jinnie? — Falo sem entender realmente.
— O Senhor estava me ajudando a dar início ao processo de aprimoramento do meu dom até para me distrair de meus pensamentos destrutivos da época quando em um belo dia ele simplesmente sumiu, o Channie tinha voltado de viagem trazendo um elixir que o próprio Senhor fez para mim o que me ajudou a recuperar um pouco da alegria de viver mas no dia seguinte que o aguardava para iniciarmos as práticas ele simplesmente não apareceu, ai depois rolou todas as coisas com você e só voltamos a encontrá-lo depois de muito tempo mesmo e ele mal soube explicar o porquê de seu sumiço e só aí retomamos o processo — Ele me encara um pouco vendo se assimilei tudo. — Sem ele eu nem saberia por onde começar, nós nem sabíamos direito sobre os dons, ele que nos ajudou a identificar e mostrou o caminho para aprimorarmos eles.
— Esse Senhor parece ser legal — Digo olhando agora para as lindas flores ali.
— Ele é sim.
Notamos que o tempo estava esfriando e resolvemos voltar para dentro.
— Quer ver um filme meu amor? Posso fazer pipoca pra você.
Eu sorrio, ele é sempre tão cuidadoso.
— Quero sim amor, mas antes sente-se aqui comigo — Dou dois tapinhas na cama pedindo para que ele se sente e ele assim o faz.
— Está tudo bem? — Ele me olha atento, mas não deixa de sorrir para mim.
— Sim, sim, está tudo ótimo. — Deito minha cabeça em seu colo e ele automaticamente faz carinhos em meus cabelos — Jinnie, como nós éramos antes de você virar um irresistível vampiro? Aposto que irresistível você sempre foi.
Ele sorri com a minha fala.
— Nós dois como um casal éramos uma coisa só, como posso explicar isso? Éramos amantes bem... “Barrocos”. — Ele para um instante e logo volta a falar — Éramos demasiadamente sentimentais e quando você estava pensando em algo eu meio que já sabia e vice e versa, não precisávamos falar para saber o que se passava um com o outro entende?
Aceno que sim com a cabeça e ele continua.
— Amávamos dançar, amor você sempre dançou muito bem — Essa é nova para mim, eu dançando? — Tínhamos a nossa própria linguagem de amor que incluía todas as que já existem mais o toque de nossas almas que deixava tudo mais intenso e mais bonito, era como se a cada beijo nosso, ou a cada jura de amor um fenômeno da natureza acontecesse como aquele ali que você ainda não notou, mas que eu preciso dizer só nosso amor explica aquilo...
Olho para trás, mais precisamente para onde ele está indicando e vejo que todos aqueles botões de rosas azuis em volta da grande árvore ali haviam desabrochado e sem ter o que dizer daquilo, eu apenas me aproximo delas completamente maravilhada.
— Jinnie! Meu deus Jinnie que coisa mais linda — Sinto que vou perder o ar — Meu amor que dia lindo você me proporcionou, muito obrigada!
Volto para ele o abraçando!
— Eu que te agradeço meu amor, estou finalmente livre graças ao seu amor incondicional por mim, acho que fazia muito tempo que eu não ficava feliz assim. — Ele me beija com ternura. — Viu o que disse? Era assim que éramos, nosso amor transformava tudo ao nosso redor, ainda somos assim.
— Eu te amo anjinho.
— Eu também amo você meu amor.
Decidimos passar a noite ali mesmo sem voltar para o meu quarto, mas antes fomos ficar um pouco com os rapazes pois o Jinnie queria contar a eles que estava perdoado e livre das profundas dores que carregou por séculos e também da minha coragem com a Valentinne.
...
Todos ficaram muito felizes pelo Jinnie (muito é pouco) eles ficaram eufóricos como se ouvir aquilo dele fosse algo que eles desejavam intensamente.
— Anjinho você merece tanto isso! — O Channie o abraça e se vampiros chorassem sei que estariam as lágrimas com toda certeza.
— Esse é meu garoto! Jinnie vem cá quero um abraço também, estou feliz demais por você. — O Jinnie vai de encontro ao Binnie e os dois se abraçam por um bom tempo.
— Não vou te abraçar, mas quero que saiba que eu esperei tanto quanto você por esse momento, você precisa me prometer que será muito feliz todos os dias agora hum? — O LeeKnow apenas tem um sorriso lindo no rosto enquanto fala o que emociona demais o Jinnie, depois ele me contou que foi o LeeKnow quem mais ficou ao lado dele na pior fase que enfrentou.
— Jinnie eu também estou muito feliz por você, mas ninguém vai levantar o fato de que vocês dois aprontaram hoje hein, hein? — O tom do Felix variava de preocupado e divertido. — Eu não posso beber o sangue dela, mas você pode já ir para os finalmentes né? Aposto que ela tá toda roxa. — Ele fala claramente se divertindo horrores por ver nossas expressões e sua risada é gostosa demais.
— FELIX! — Todos nós gritamos juntos.
— Eu quero morrer! Por favor me matem rapazes!
— Você logo se acostuma com isso minha amada Naty — O I.N é o que mais ri, mas tenta me consolar.
As gargalhadas de todos eles ali tomaram o salão onde estávamos e aquele assunto específico acabou se encerrando ali.
...
O restante da noite foi muito agradável e o Jinnie chamou os demais para assistir filmes com a gente, mas eles acabaram por não aceitar pois hoje era dia de caçar, e depois de algumas conversas acabaram decidindo que o I.N ficaria com a gente para que depois o Jinnie tivesse companhia para sua caçada também, pois os dois já tinham o costume de fazer isso juntos.
Eu fiquei acordada o máximo de tempo que consegui e os dois ali comigo não poupavam esforços em me mimar e me fazer carinhos me deixando toda boba por eles e depois do quinto filme que assistimos que era “Tudo em todo lugar e ao mesmo tempo.” Eu me despedi brevemente dos dois e acabei pegando no sono com a certeza que teria uma noite tranquila.
—--
Fale com o autor