Notas iniciais
Oi oi gente! Muito bem, estou aqui para avisar que vou dar uma parada aqui. CALMA! Não vou abandonar ninguém, o que vai acontecer é: uma nova versão de Uma Nova História, Um Novo Destino. Gente, eu sei, É meio chato. Mas eu precisava mesmo reescrever essa fanfic e a segunda temporada, porque estava cheio de erros e lacunas. Por enquanto eu não vou excluir nem a 1° e nem a 2° temporada, mas eu quero MUITO que vocês deem uma olhada lá, eu fiz umas mudanças e eu aposto que muita gente vai gostar. o link: https://fanfiction.com.br/historia/647098/MyChange/ My Change tem o mesmo enredo, os mesmos personagens mas possui situações a mais. Eu estou reescrevendo com cuidado e carinho, garanto que não vão se arrepender se ao menos derem uma lida no primeiro capítulo que já postei. E já está tudo pronto gente. Espero que gostem! Amo vcs, bjs :-*

Espertinho, dá uma lida nas notas, okay? Pode até ficar com raiva, mas corre o risco de não se arrepender também.

Todos na Mansão podiam sentir a tensão no ar, isso já tornara um fato. No entanto, hoje sentiam algo a mais, algo diferente.

― Alguém mais sente essa sensação estranha? ― questionou Lilian fitando seu café-da-manha intocado.

Hermione suspirou aliviada.

― Pensei que eu estava enlouquecendo...

― Professor Snape! Preciso da sua ajuda ― pediu Jonathan da escada.

Confuso, Snape levantou-se e foi até o garoto.

― O que será? ― quis saber Aira curiosa. Aquela sensação estranha não a abandonava.

Minutos se passaram em puro silêncio.

― Todos na sala, agora ― gritou Snape fazendo todos se sobressaltarem.

Quando chegaram a sala, uma poltrona já estava sendo ocupada, Snape tirava Sam de seu colo e a colocava cuidadosamente na poltrona. Só então perceberam a cor dos olhos dela.

― Samily... ― compreendeu Lilian.

― É um prazer rever todos vocês ― saudou Samily solenemente ― Vejo que a situação ainda não evoluiu muito...

― Não tivemos muita ajuda ― resmungou Harry sentando ao lado da mãe.

― Pedi permissão da Samantha para conversar com vocês porque quero ajuda-los o máximo possível e também porque percebi algo muito estranho ― revelou Samily fitando o vazio.

― E o que seria? ― quis saber Snape agachando-se à frente da garota.

― O que aconteceu aqui? Por que ela está tão triste? O que a incomoda tanto?

Todos se entreolharam cumplices: sabiam a resposta.

― Na noite passada ― começou Harry hesitante ― Voldemort conseguiu-

― Não me refiro a Marca Negra ― interrompeu Samily ― Sei que agora ela é uma Comensal da Morte. Mas esse não é o motivo que procuro, não ainda.

― Como assim? Esse é o único motivo ― respondeu Lilia confusa.

― Não nego que ela esteja triste com tudo isso ― adiantou a garota indiferente a surpresa deles ― No entanto, há mais alguma coisa. Mais um motivo.

Todos se entreolharam novamente.

― Não sabemos de mais nada ― respondeu Harry dando de ombros.

― Sabemos sim ― respondeu Dumbledore adentrando o local junto com Aleny.

― Samantha ouviu a conversa ontem, aquela que você praticamente disse que não estaria ao lado dela ― respondeu Snape olhando fixamente Harry, fazendo o mesmo fechar os olhos desacreditando em sua sorte.

― Ela sabe que muita coisa vai acontecer esse ano, talvez ter pensado nisso a fez ficar cansada ou algo assim ― respondeu Aleny sentando no sofá.

― Sr. McLister? ― sugeriu Dumbledore.

― Chegou a hora... ― avisou o garoto, sério.

Samily esboçou um pequeno sorriso, a maioria ali podia estar confuso, mas ela sabia que aquela frase mudaria muito.

― Acho que Samantha mesmo gostará de fazer...

― Então por que veio? ― questionou Jon.

Ela respirou fundo e fechou os olhos buscando uma paz interior. Quando voltou a abri-los, sabia o que fazer.

― Aira? Hermione? Podemos conversar em particular?

Ambas se entreolharam. Mesmo sabendo que era cega, ainda podiam ver um brilho quase maligno no olhar de Samily.

***

Samantha levantou da cama e cambaleou pelo quarto, chutando Crissy sem querer, a gata miou em protesto e voltou para a cama da dona.

A garota abriu as cortinas e viu que o sol já estava sumindo, imediatamente foi a vez do seu estomago protestar, fome. Apressou-se em tomar um rápido banho e vestir uma roupa simples, calça jeans e blusa bege, prendeu seu cabelo em um “rabo de cavalo” e agarrou sua varinha, não a soltaria tão cedo.

A casa estava silenciosa, porém não vazia. Sam podia ouvir pequenos movimentos no quarto, passos nervosos e cautelosos, como se todos andassem de um lado para o outro e ainda temessem acordar alguém.

― Samantha...

Era a voz de Jonathan, chamando-a do andar de baixo. Pelo tom de voz sério e até misterioso, a garota desceu as escadas, temerosa pelo o que devia esperar. Jonathan McLister estava encostado à porta que dava direto para os jardins.

― Acho que ouvi você me chamar... Algum problema? ― questionou ela, desconfiada.

― Isso depende de como você define ‘problema’ ― respondeu Jon já dando as costas a ela e logo depois pedindo ― Podemos conversar no jardim? Não quero ninguém me irritando depois com perguntas.

Samantha fitava cada passo de Jonathan com desconfiança, na verdade, tudo estava estranho na sua visão. Ela estava com a estranha e forte sensação de que algo estava prestes a acontecer. Mas o que seria?

― Para de me olhar assim... ― pediu o garoto parando para fita-la ― Não vou matar você.

Ela apenas olhou ao redor novamente e ignorou o pedido:

― O que você quer?

Ele suspirou e se sentou no banco, parecendo preocupado.

― Está na hora.

― Hora de quê? ― questionou Sam sentando-se ao lado dele.

Jonathan a fitou mostrando que a resposta estava clara.

― Está na hora de contar para as pessoas certas como essa história termina.

― Por que?

― E você ainda pergunta o motivo? Já passou da hora de levarmos isso a sério Samantha! ― exasperou-se Jon ― Levanta-se! Mostre a eles quem pode mudar tudo. Salvar vidas!

Ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro, parecendo indignado:

― Você não cansa?! Não cansa de enrolar? De ver todos sofrerem e não fazer nada? Dezenas de pessoas morrem todos os dias só por estarem do nosso lado, muitos deles morrem em seu nome! Você não sente culpa?! Não se sente culpada por ter tanto sangue em suas mãos, ter uma solução final para isso e mesmo assim não fazer nada?

― McLister se acalme! ― exigiu Samantha se levanto abruptamente.

O garoto paralisou no mesmo instante, enxergara no olhar dela um brilho que não via há muito tempo...

― Acha mesmo que sou estupida ao ponto de deixar tudo acontecer sem ter um plano? ― continuou a bruxa dando um passo a frente, ele recuou ― Acha mesmo que sou fria a ponto de ficar vendo pessoas morrerem dessa forma? McLister o que te faz pensar que não vou fazer nada? Ou melhor, que não estou fazendo nada?

Um brilho reconhecível e admirável, que fez Jonathan logo esboçar um mínimo sorriso.

― Você já tem um plano...

Ela devolveu o sorriso e se aproximou rapidamente, fazendo-o recuar mais uma vez. O sorriso sumira.

― E algo me diz que você já conhece meu plano... ― ela agarrou o pulso esquerdo dele e puxou a manga de sua blusa, deixando a Marca Negra a mostra.

Ele arregalou os olhos em compreensão.

― Não...

― Sim! ― replicou Samantha feroz ― Na primeira vez que vi Severo Snape e Harry Potter eu prometi a mim mesma que faria de tudo para mudar o final desse drama louco. Eu não vou mudar o final da história. Jamais.

― Mas-

― Caso não lembre ― interrompeu ela ― A batalha não é o final, ainda há um final. Dezenove foram os anos que se passaram e depois de tanto tempo houve um final feliz. Lembra-se? Mesmo com mortes, houve um final feliz para a maioria. Eu não estou aqui para mudar o final, McLister, estou aqui para salvar as vidas perdidas naquela batalha. Estou aqui para dar uma segunda chance para aqueles que caíram lutando. Não sou uma Deusa, sou uma mera bruxa arrancada da realidade e chamada para ajudar. Nada mais que isso. Eu apenas vou fazer o que puder com o que tenho.

Ela se afastou devagar, sacando a varinha em seguida e mirando.

― O que vai fazer? ― questionou Jon pasmo, já sabendo a resposta.

― Desculpe Jon... mas você não deve saber disso ― ela ergueu a varinha ― Obliviate.

― O que aconteceu com ele? ― quis saber Harry quando Samantha entrou na Mansão acompanhada por Jonathan.

Este parecia alheio a tudo que estava ao seu redor, fitando apenas o invisível a sua frente.

― Eu não sei ― respondeu Samantha indiferente ― Disse que estava preocupado com algo e depois ficou assim.

Harry arqueou uma sobrancelha questionadora e deu de ombros, admitindo a loucura do outro.

― E você? Esta melhor?

― Ah sim, claro ― ela tratou de confirmar.

Não queria responder mais perguntas. Mas quando deu o primeiro passo para longe, viu sua sorte ir embora.

― Onde pensa que vai? ― esse era Snape, e ele desconfiava de algo.

Samantha virou-se cautelosamente para ele e forçou um sorriso.

― Como assim?

Em resposta ele apenas abriu a passagem que dava para a sua sala e indicou que ela entrasse. Sentando-se na poltrona que ficava de frente para ele, Samantha sentiu que estava numa sala a prova de feitiços, onde ele arrancaria cada segredo seu. Seria isso verdade ou loucura?

― Preste bem atenção ― Snape começou com a voz suavemente letal ― Eu vou perguntar e você vai responder de forma clara e sincera, sem enrolações e sem segredos, entendeu?

Ela hesitou, parecia que o que temia não era loucura.

― Entendeu? ― ele insistiu olhando-a nos olhos.

― Sim pai ― respondeu Sam sem outra escolha.

― Ótimo ― ele respondeu acomodando-se melhor na poltrona ― Agora responda: o que fez com o McLister?

Sam hesitou novamente. Fala sério...

― Eu apaguei algumas memorias dele.

― Por que?

― Porque há certas coisas que ele sabia, mas que não devia.

O Mestre de Poções crispou os lábios em desagrado.

― Qual o seu problema com a memória das pessoas? Por que sempre há algo que elas não devem saber?

― Quanto menos souberem mais fácil poderei dar continuidade ao plano. Se todos me odiassem seria muito melhor... ― respondeu a garota sem deixar de fita-lo.

Ela é uma Snape. É olho no olho, sem demonstrar fraqueza diante da verdade ou da derrota.

― Que plano? ― ele sabia que tinha chegado ao caminho certo.

Ela engoliu em seco, tentando não demonstrar o nervosismo que sentia.

― Que plano Samantha?

― Eu... eu vou adiantar a guerra.

― Você o quê?

A bruxa se levantou e se remexeu. O que faria? Diria tudo? Não podia...

Que Merlin me ajude...

― Eu vou adiantar a guerra... em um ano.

― Você enlouqueceu? Não pode fazer isso!

― Pai eu vou fazer ― respondeu Samantha convicta ― E eu preciso da sua ajuda para que tudo dê certo.

Snape fitou Samantha indignado com o que acabara de ouvir. Ninguém estava pronto. Ela morreria. Todos morreriam. E a única coisa que ele pensava agora era o quanto sua filha havia enlouquecido.

― Pai ― chamou ela mais uma vez, pegou em sua mão carinhosamente e lhe lançou um olhar determinado ― Confie em mim, eu sei o que estou fazendo...

― Sabe? ― questionou ele arqueando uma sobrancelha.

― Eu sei ― insistiu Sam indo até a prateleira de livros ― E também sei que já esta na hora de termos uma conversa importante...sobre o futuro.

Então ela colocou sobre a mesa um livro já um pouco desgastado. Snape o pegou, pasmo, ele nunca havia lido ou ao menos visto o livro, mas já o conhecia, e o seu nome já dizia tudo.

Samantha então jogou uma caixa sobre a mesa, hesitante ele enxergou dentro desta mais seis livros, afastou-se rapidamente sabendo que nenhum deles deveria estar ali...

A garota sorriu e complementou:

― Papai...o senhor tem muito a descobrir. É melhor se sentar.

― Por quê?

― Chega de segredos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.