Notas iniciais
Miiiiiill desculpas pela demora. Juro que vou tentar melhorar. Essa semana mesmo tem outro.

Uma semana se passou desde a chegada dos “hospedes” a Mansão Snape. O dia de Samantha estava começando a ter um padrão, fazia poções, caminhava pelo jardim conversando com Aira, assistia o irmão jogando Quadribol com o pai, conversava com a mãe sobre coisas que ela insistia que era verdade e a coloca a par sobre a sua vida e pela noite sempre conversava com o pai, sobre qualquer coisa que viesse a mente. Isso ocorreu até dia em que recebeu a visita de Aleny.

— Estou vendo que se deram bem por aqui — comentou ela quando percebeu que pareciam acostumados com a presença de cada um.

— Eu adoro esse lugar — respondeu Samantha feliz.

— Idem — concordou Harry para a surpresa da maioria.

— Eu vim aqui avisar que seu treinamento oficial de Alta Sacerdotisa vai começar amanha.

— Por mim tudo bem. Por quanto tempo?

— Todos os treinamentos para Alta Sacerdotisa dura exatamente quatro meses.

— QUATRO MESES! — exclamou Samantha exasperada — Mas Aleny, as aulas começam em menos de dois meses!

— Eu sei disso Sam. Mas eu não posso fazer nada, são as regras, ninguém previu que um dia uma garota de quatorze anos seria uma Alta Sacerdotisa — explicou Aleny calma.

— Então Samantha vai passar dois meses fora de Hogwarts? — questionou Harry arqueando uma sobrancelha.

— Exato, quanto as aulas que faltarão, daremos um jeito — prometeu a ex-Alta Sacerdotisa.

— Como será esse treinamento? — quis saber Sam sem escolhas.

O dia nasceu do mesmo modo de todos os dias desse ano, nublado e incomum. Samantha e Aleny conversavam no jardim, Snape estava encostado em uma árvore observando a conversa de ambas.

— O que deve entender Samantha, é que nem sempre usamos a magia. Muitas vezes usamos armas medievais que são usadas desde os tempos de nossos Senhores — esclareceu Aleny mostrando duas espadas — Saber usar uma espada é extremamente necessário para uma Alta Sacerdotisa.

Sam sabia um pouco sobre espadas, aprendera um pouco com a ajuda de alguns membros do Conselho.

A primeira vez foi um desastre, e nada mudou na segunda tentativa, ela sempre se distraia e deixava Aleny livre para atacar. Na terceira foi bem melhor, já bloqueava melhor o ataque, mas ainda não conseguia manter esse controle.

— Como consigo aprender as coisas tão rápido? — assuntou-se Sam ao ver que melhorava a cada tentativa.

— Todo membro do Conselho aprende mais rápido que o normal, mas você é diferente: aprende mais rápido que todos, é como se estivesse nascido especialmente para isso — comentou Aleny recuando um pouco — Por isso você é a Alta Sacerdotisa mais jovem da história. Agora concentre-se, confie em seus instintos.

A garota concentrou-se o máximo que pôde e atacou, errou por pouco.

— Concentre-se e tente novamente — ordenou Aleny.

Sam tentou novamente, tentou sentir tudo a sua volta e esquecer todos os problemas, concentrou-se em seus instintos, confiar neles... Então sentiu uma força fluir por todo o seu corpo, tomando conta até de sua espada. Seus olhos, agora verdes, também adquiriram um tom avermelhado. Aleny atacou novamente, dessa vez Sam desviou rapidamente e fez a espada voar longe. Aleny se imobilizou quando percebeu que a espada da garota estava a dois centímetros de seu pescoço.

— Droga! Me concentrei demais — resmungou Sam abaixando a espada.

— Sua concentração permitiu que a essência da alma de Gryffindor e Slytherin tomasse conta de você — concluiu Aleny.

— Nunca vamos saber se sou que está lutando ou eles!

— Eu acho que está tão ligada a essa essência, que ela já faz parte de você — sugeriu Aleny de forma séria — Isso é ótimo! Podemos adiantar uma semana de treinamento e começar a treinar feitiços não-verbais e sem o uso da varinha.

Executar feitiços dessa maneira era mais difícil do que Sam pensava. Ela começou com feitiços simples com levitação, até ai tudo bem, o problema começou com os feitiços de defesa e proteção. Os feitiços produzidos por ela não eram fortes o suficiente e se desfaziam rapidamente.

Quando concentrada, Sam percebeu que os feitiços que conjurava possuíam a mesma cor que se olhos.

— Faz parte do cargo de Herdeira — explicou Aleny quando Sam comentou sobre o assunto.

Snape sempre acompanhava os treinos de Samantha, semana após semana. Percebeu que a filha melhorara muito no quesito controle, mas duvidava que se controlasse num acesso de raiva, suas famosas “explosões”. Conhece bem a filha que tem e sabe que a maior parte de sua personalidade foi herdada dele, também sabe que ela nunca ficou com raiva de verdade.

Enquanto a via dar voltas pelo jardim numa tentativa desesperada de encontrar calma e controle, pensava no que podia acontecer no dia em que ela verdadeiramente se enfurecesse, com sorte o estrago se limitaria apenas em uma parte de Hogwarts.

— Pai... — chamou Sam inocentemente num certo dia.

Snape lançou lhe um olhar desconfiado. O que ela teria aprontado agora?

— O que você aprontou dessa vez?

— Isso é uma injustiça! — ela fingiu-se de ofendida — Por que acha isso?

— Porque sua voz está perigosamente doce — informou Snape sentando-se no sofá e abrindo o Profeta Diário.

Sam lançou um sorriso amarelo, assim ele teve certeza de que ela quer algo que normalmente ele negaria.

— Diga logo o que quer... — pediu ele suspirando.

— Está bem... — soltou Sam ficando a frente dele — Quero fazer uma festa surpresa para o Harry.

— Como? — verificou ele deixando o jornal de lado.

— Isso mesmo que ouviu — confirmou Sam firme. Essa não era a hora de desistir.

— Não será uma boa ideia...

— Qual é pai!? Ele nunca teve um aniversário decente, e não há lugar e nem momento melhor! Ele está livre dos Dursley, mora com os pais e essa pode ser uma chance de mudar o modo como se tratam — argumentou Sam com euforia — Por favor...

Snape fitou os olhos brilhantes e suplicantes da filha, sua resposta com certeza era um não, mas ele não ia conseguir dizer isso...

— Tudo bem — concordou a contragosto — Faça a festa. Compre tudo que precisar.

Samantha soltou um grito agudo de alegria e abraçou o pai.

— Depois vamos comprar um presente para ele. Nós dois. — decretou convicta.

Sem dar mais tempo para Snape recrutar, Samantha deu as costas rapidamente e correu a procura de Aira. Precisava de ajuda para organizar a festa sem o Harry perceber, não é?

Aleny escutava pacientemente a conversa dos fundadores de Hogwarts. Estavam todos reunidos na biblioteca de Ravenclaw, um dos poucos lugares onde todos podiam ficar visíveis sem qualquer problema. Ela já espera que a conversa fosse longa, por isso apenas prestava atenção nas conclusões deles.

— Acho que devemos contar — comentou Gryffindor enquanto andava de um lado para o outro, pensativo.

— Eu discordo. Samantha não se sai muito bem com reviravoltas, ela fica meio... sobrecarregada — replicou Slytherin.

— Sobrecarregada ou não, Samantha é responsável por qualquer mudança ocorrida. Ela deve saber quando algo não sai como o planejado — argumentou Aleny pela primeira vez.

— Como Voldemort pôde ser tão rápido? Como conseguiu tanto poder em tão pouco tempo? — questionou Slytherin exasperado.

— Deve ter conseguido com a ajuda de Kaylonus, com certeza — confirmou Aleny irritada.

― Algo deve ser feito imediatamente ― decretou Gryffindor autoritário.

― Avisaremos à Samantha depois, agora ela precisa se concentrar apenas em seu treinamento para Alta Sacerdotisa ― decretou Rowena séria.

SAMANTHA P.D.V. ON

― Que droga! ― praguejei ao ver Harry entrando na Mansão.

Ele devia estar no Beco Diagonal, onde Rony deveria estar fazendo seu trabalho: prendendo ele longe daqui.

Estávamos tentando organizar o aniversário surpresa de Harry, mas estava sendo difícil conseguir algo, com ele voltando a Mansão todo o tempo. Olhei pela janela pronta para dar uma bronca em Rony, mas vi que Hermione já estava fazendo um bom trabalho sozinha. Ela estava de frente para um Rony extremamente vermelho, e gritava furiosa. Por um curto momento, senti pena dele.

— Sam! — chamou Aira da porta — Ele já foi. Venha, precisamos ser rápidas.

Corri escada abaixo e encontrei mamãe andando de um lado para o outro na cozinha, retirando as coisas que havia escondido no armário.

— Ele precisa parar de aparecer sem avisar... — murmurava ela — Vou ficar doida tentando esconder essas coisas.

— Quer ajuda? — questionei me aproximando.

— Sam! Seja rápida e me ajude a levar essas coisas la para fora — pediu ela — Precisamos ser rápidos, está quase anoitecendo.

— Gina, veja se o Rony finalmente conseguiu tirar o Harry daqui — pedi à ruiva que estava carregando alguns enfeites para fora.

Peguei uma bandeja cheia de guloseimas e levei até o jardim, em frente a casa, onde uma mesa deveria estar pronta. O que vi quase me fez paralisar.

A noite já tinha aparecido e a lua brilhava intensamente. Mas o que me fez parar foi a cena no meio do jardim. Ali, deveria estar apenas uma mesa enfeitada, simples, em vez disso estava uma enorme mesa muito bem enfeitada, porem ainda vazia. No ar, encima da mesa, flutuava algumas palavras em dourado que formavam “Feliz Aniversário Potter”.

— Severo! — exclamou mamãe com as mãos na cintura.

Foi ai que percebi que o responsável pela frase era meu pai, era ele que estava transfigurando as letras e fazendo-as levitar. Quando mamãe o repreendeu, ele apenas crispou os lábios e voltou a transfigurar letras. Logo depois a frase era “Feliz Aniversario Harry Potter”.

— O que está acontecendo aqui? — questionei confusa. Por que meu pai estava ajudando de tão boa vontade?

— Seu pai decidiu ajudar — disse Aira indiferente — Mas ele quer fazer tudo à maneira dele, como na maioria das vezes.

Snape estava sem sua habitual capa e as mangas de sua blusa arregaçadas. Ele agora lutava com as letras que teimavam em se desorganizarem.

— Letras idiotas... — resmungava baixinho.

— Até sua magia é teimosa... — comentou mamãe divertida — Você não tem do que reclamar. Ela não é pior que você — completou ela vendo as letras ficarem de cabeça para baixo pela terceira vez.

Ainda estranhando essa “gentileza” de Snape, arrumei a bandeja de guloseimas sobre a mesa e olhei ao redor procurando pelo principal:

— An...mãe? Onde está o bolo de aniversário?

Papai quase se desequilíbrio encima da cadeira que estava e questionou indignado:

— Ninguém fez o bolo!?

— Não tivemos tempo ainda sr. Faz-Tudo — respondeu mamãe sarcástica.

Ele bufou e desceu da cadeira pisando fundo.

— Amy! — chamou enquanto entrava na Mansão — Ajude-me com o bolo!

Ficamos olhando para a porta por onde ele havia passado segundos antes.

— Ele está nervoso ou estou imaginando coisas? — questionou Aira mais para si mesma.

— Ele vai mesmo fazer o bolo para Harry? — verifiquei arqueando uma sobrancelha.

— O que houve com o professor Snape? — foi a vez de Hermione sair confusa da Mansão.

— É melhor eu ir ajuda-lo no bolo ou ele pode me acusar de ser péssima mãe — concluiu mamãe correndo até a Mansão.

Só depois de alguns minutos pensando, despertei do transe e comecei a terminar de ajeitar a mesa. As meninas me acompanharam. Aira criou novos enfeites e lançou-os no ar, Mione colocou lâmpadas minúsculas em todas as árvores do jardim e quando começaram a piscar dava a impressão que as próprias árvores brilhavam.

Escutei um barulho abafado vindo do portão e logo varias cabeleiras ruivas passaram pelo portão. E logo percebi que cada um deles carregava não apenas um, mas dois presentes. Harry que se prepare...

— Samantha! Hermione! — exclamou a sra. Weasley alegre enquanto nos envolvia num forte abraço.

Foi apenas dois segundos de olhos fechados e todos sumiram.

— Cadê o resto dos Weasley? — questionou Hermione no meu lugar.

— Devem ter ido guardar os presentes la dentro — respondeu Molly ainda sorridente.

— Todos eles? — questionei.

— Eles trouxeram muitos “brinquedos” novos para o Harry — sussurrou a ruiva.

— Será que vão testar algum no professor Snape? — sussurrou Hermione.

— Por Merlin! É melhor que eles não tentem isso — bradou a sra. Weasley correndo para ir procurar pelos seus filhos.

Suspirei cansada. Espero que nenhum desses ruivos criem problema até o Harry chegar...

— Sam, você precisa ir até Harry — pediu Lilian aproximando-se de mim.

— Por que?

— Rony disse que ele já está desconfiando. Você precisa ir ajuda-lo.

— Mas e Jenni e Lisa, peça a elas.

— Elas estão ocupadas — Ocupadas com o quê? — Agora vá antes que o pobre Rony coloque tudo a perder.

Bufei e passei pelo portão pisando fundo. Aparatei logo na entrada do Beco Diagonal, onde Rony discutia com Harry.

— Qual é Harry!? Eu ainda não vi a coleção das novas vassouras de Quadribol... — resmungou Rony.

— Harry! Ainda bem que esta aqui, preciso de sua ajuda — soltei rapidamente me metendo entre eles dois.

— Sam, preciso voltar para casa do seu pai, mamãe deve estar virando uma fera — avisou Harry meio desesperado.

— E está mesmo, mas não com você — menti, tenho que inventar algo né? — Ela e Snape estão brigando feio, panelas estão voando por todo lado.

— Sério? — questionou ele.

— Claro. Nem Crissy escapou, acertaram um quadro nela e ela nem ousou mais entrar na casa — inventei — Você não vai querer estar naquele lugar agora...

— Mas é meu aniversario... — começou Harry cabisbaixo.

— E exatamente por isso estou aqui — cortei — Vamos escolher seu presente! Vai ser rápido. Escolhemos, compramos e logo estaremos em casa. Prometo.

Ele me fitou pelo o que pareceu ser longos minutos e enfim, concordou.

— Tudo bem. Vou escolher rápido e voltaremos para casa.

— Rony, você pode ir. Sua mãe estava procurando por você — falei a Rony dando um claro sinal de “vai embora”.

Harry estava estranho, será que ele desconfiava de algo? Espero que não. Procurei não olhar muito em seus olhos, algo que não consigo é mentir para Harry. Mas no fundo, eu sabia que não era isso, havia algo a mais... Harry está escondendo algo de mim.

─ Tudo bem Harry?

Ele pareceu não ouvir.

─ Harry? ─ chamei parando a sua frente ─ Tudo bem?

Enfim ele acordou do transe e concordou:

─ Estou bem, só estou pensando em coisas demais.

─ Pois então pare de pensar, hoje é seu aniversario e o que menos precisa é de pensamentos sobre Voldemort perturbando você ─ respondi recomeçando a andar.

─ E como tem certeza que em Voldemort que estou pensando?

─ Logica talvez. Você sempre esta pensando em algo relacionado a Voldemort, ou que acaba recaindo nele ─ respondi indiferente ─ Como mata-lo, o que ele planeja, porque esta fazendo algo... esse tipo de coisa sempre esta passeando por sua mente.

Ele concordou de forma impaciente. Ainda havia algo errado ali...

─ Sam! Harry! ─ chamou Jenni correndo atrás de nós.

─ O que está fazendo aqui? ─ questionou Harry confuso.

─ Me mandaram levar vocês dois para a Toca.

─ Por que? ─ foi a minha vez de ficar confusa.

Jenni revirou os olhos como se a resposta estivesse clara e respondeu:

─ Ora por que Snape foi convidado de ultima hora para uma festa na Mansão Malfoy, e os dois devem ir. Devem se arrumar antes, não?

Aquilo me soou muito estranho e ficou ainda mais estranho quando Harry subitamente concordou em ir.

A Toca estava completamente vazia, o silencio era quebrado apenas pelo som dos animais ao longe.

─ Onde estão todos? ─ questionou Harry.

─ Saíram ainda a pouco para comprar presentes para vocês ─ respondeu a ruiva como se fosse o obvio ─ Acham mesmo que Molly Weasley esqueceria isso?

Foi quando minha mente deu um salto de clareza.

─ Vocês? ─ verifiquei me achando incapaz de ter esquecido tal data.

Jenni me olhou sem acreditar.

─ Sim... vocês. Você e Harry. Hoje é o aniversario do Harry e dia 23 foi o seu lembra?

Meus olhos arregalaram-se. Acabei de perceber que esqueci a data do meu próprio aniversario! Como isso foi possível!?

─ Você está brincando ne? ─ questionou Jenni incrédula.

─ Esqueceu seu próprio aniversario!? ─ exaltou-se Harry no mesmo tom.

Esbocei um sorriso amarelo. Declaro-me culpada?

─ Que tipo de pessoa esquece a data do próprio aniversario!? ─ exclamou Harry assustado.

─ Uma pessoa doida como a Sam... ─ respondeu Jenni.

Eles ficaram me encarando perplexos. Qual é? Eu posso, não? Afinal, tantos problemas e questões a resolver... tenho um passe livre para esquecer.

─ Conversaremos mais tarde ─ avisou Jenni séria ─ Agora, arrumem-se. Rápido!

No quarto de Gina um vestido me esperava. Um vestido verde escuro, de tecido leve, que ia até um pouco antes dos joelhos. Eu conhecia aquele vestido, o vi em um pacote do meu pai há cerca de duas semanas. Algo eu não estava sabendo...

Ouvi passos rápidos na escada e decidi me apressar. Tomei um banho rápido, coloquei o vestido, dei um jeito qualquer no meu cabelo que continuou solto e coloquei um par de sapatos de salto médio em baixo da cama e desci.

─ Estou pronta! ─ exclamei para Jenni pulando ao seu lado.

Ela me olhou de cima a baixo. Também estava pronta, usava um vestido azul e seus cabelos presos em um rabo de cavalo.

─ Você também vai? ─ questionei.

Jenni pareceu confusa por um tempo, mas depois compreendeu:

─ Ah não! Vou para uma outra festa...

Harry desceu minutos depois usando uma camisa de punho listrada e o cabelo arrumado. Achei um exagero.

─ Querido irmão ─ comecei divertida enquanto me aproximava dele ─ Não tenta controlar seus cabelos. Você fica muito mais charmoso com eles bagunçados...

Então fui lá e baguncei o que ele deve ter levado uma hora para controlar.

Jenni sorriu e nos segurou para aparatar.

O ambiente era bem diferente do que eu imaginava. Mas logo compreendi. Eu esperava a Mansão Malfoy e encontrei os portões únicos da Mansão Snape.

Tudo estava escuro, incluindo o jardim, não havia qualquer sinal de vida e muito menos de festa...

Então tudo se iluminou de repente e um grande grupo gritou “SURPRESA!”.

Recuei no mesmo instante, realmente surpresa. Praticamente todos que eu e Harry conhecíamos estava ali. Lisa, Carly, Dayse, os Miller, Aleny, Dumbledore, Minerva, Hermione, Rony, Lupin e muitos outros.

Acima da mesa, onde antes estava escrito apenas “Feliz aniversário Harry” estava agora com o complemento “e Samantha”.

Sorri com o feito. Eles me enganaram direitinho.

Segundos depois eu e Harry estávamos sendo sufocados por abraços apertados e tumultuosos.

Quando mamãe me abraçou e me desejou um feliz aniversario atrasado, agradeci mentalmente por ela ser mais calmo e carinhosa do que os outros, mas o que melhorou ainda mais minha noite foi quando olhei para o Harry. Ele estava parado enquanto Snape parecia parabeniza-lo, ou não. O importante é que conversavam pacificamente e sem qualquer vestígio de ódio.

─ Vocês lembraram do meu aniversario e eu não ─ comentei quase sarcástica.

Ambos me encararam sorridentes. Harry também estava metido nisso.

─ Eu não sabia que havia uma festa para mim ─ comentou Harry ─ Você também não.

─ Como conseguiram esconder tudo de nós dois? ─ perguntei à mamãe.

Ela riu suavemente e respondeu:

─ É tudo graças a seu pai, o mestre em segredos.

Olhei em volta, agradecida por tudo o que tinham feito. Eu não esperava... depois de todos os erros que cometi, todos estarem ali parece um milagre.

─ Esse é meu presente ─ disse Harry enquanto me entregava uma caixa média empacotada ─ Espero que goste, porque eu demorei muito para escolher.

Sorri e abri o pacote. Dentro havia um retrato que carregava uma foto minha com ele e mamãe, no mesmo jardim que estávamos, tirada semanas antes.

─ Achei que gostaria dessa foto como lembrança ─ comentou ele tímido.

─ Eu amei Harry, obrigada ─ agradeci sorrindo.

Ouvi gritos de alegria e logo encontrei Moody, Dumbledore e Minerva fazendo uma garrafa explodir em purpurina. Um minuto depois havia varias garrafas parecidas a essa sobre a mesa e não gostei quando percebi que Dumbledore estava me olhando por cima de seus oclinhos meia-lua.

─ Peguem os irmãos! ─ gritou Moody saindo correndo atrás de nós com uma garrafa na mão.

Só tive tempo de ver cada um pegando uma garrafa para si e acompanhando-o, então eu e Harry começamos a correr.

Harry entrou na casa e vi Rony, Hermione e vários Weasley desesperados por ataca-lo. Eu estava numa situação um pouco pior, correndo iguais a loucos atrás de mim estavam Snape, Lilian, Moody, Gina, Lysa, Jenni e um monte mais que não consegui ver.

─ Onde pensa que vai senhorita?

Parei bruscamente, não batendo, por pouco, em Dumbledore que sorria feito uma criança que tinha acabado de ganhar um presente. Não mão dele havia uma garrafa.

─ Não esperava isso de você Alvo Dumbledore ─ falei tentando soar séria. Sem muito sucesso.

─ Nunca pensei que fosse correr Samantha Snape ─ respondeu ele ainda rindo.

Pensei no que ele disse. Por que eu não correria?

Escutei os outros se aproximando. Eu não podia derrubar Dumbledore e também não podia simplesmente contorna-lo, ele jogaria o maldito brilho em mim antes.

Encarei-o e fitei os que ainda estavam correndo... Era o único jeito. Não o derrubariam, eu sei. Quando o Diretor preparou a garrafa, eu sai no último minuto. Joguei-me para o lado e quase bati em uma árvore. Ouvi um barulho de pessoas caindo e nem acreditei quando abri os olhos.

Dumbledore continuava parado meio confuso, coberto de brilho, ele olhava tudo parecendo não entender o que tinha acontecido. No chão, todos estavam esticados na grama, ofegantes e cuspindo brilho. Não aguentei e comecei a rir.

─ Vocês estão tão... brilhosos ─ comentei tentando recuperar o folego.

Foi então que senti algo gelado percorrer meu corpo, começando pela cabeça e vi uma chuva de purpurina caindo sobre mim.

─ Mãe! ─ virei-me e vi Lilian rindo com uma garrafa vazia na mão.

Olhei para o lado e encontrei Harry bufando enquanto passava a mão no cabelo e balançava a roupa tentando tirar o brilho. Ao seu lado, os que correram atrás dele agora riam sem parar.

Revirei os olhos. Aquilo não era purpurina de verdade, era apenas uma magia temporária. Enquanto os outros riam e tentavam se limpar ao mesmo tempo que serviam-se novamente, fiquei balançando minha cabeça tentando tirar o pó. E agora é oficial, isso é pior que purpurina, tem um cheiro muito doce.

─ Isso só pode ser obra de Minerva... Ou mesmo de Dumbledore, ele que deve ter colocado esse cheiro doce, enjoativo.

─ Uma grande festa, não?

Notas finais
Comentem...!!!