Trance - Destinos Entrelaçados

2 Capítulo II - A Biblioteca Parte I


Notas iniciais
Iai pessoal! Tá aí mais um capítulo! Desculpe pela demora ;P Obrigada pelos favs (3 favs só no primeiro capítulo! Misericórdia!! )o) ) e pelas reviews!! Boa leitura, povo ^3^

POV Eileen

Com tempo, pude ver que o garoto tinha uma grande cicatriz no nariz, e usava uma franja que tampava o olho esquerdo. Ele tinha olhos verdes... E era pálido. Eu confesso: achei ele bem “gatinho” ... Hm...

Meus pensamentos foram interrompidos quando o sinal do recreio tocou, me assustando. Sabe aquela coisa irritante que, quando toca, ecoa lá na sua alma? Aquele sinal era assim...

Levantei-me e, ao contrário de muita gente, caminhei até a porta da sala. Certifiquei-me de que nenhum aluno iria passar correndo e me atropelar. Quando dei o primeiro passo para fora da sala, fui derrubada. Sorte a minha que coloquei as duas mãos antes, para não cair de cara. Ufa!

– Oh, desculpe –, pude ouvir uma voz masculina. Virei-me, meio assustada, e surpreendi-me quando vi que era o menino novo.

– Ah, s-sem problemas! – O garoto estendeu a mão pra mim. Hesitei em pegá-la de primeira, mas depois a segurei e levantei.

– Se machucou? – O garoto perguntou. Era impressão minha, ou ele tinha um olho vermelho por baixo daquela franja? Hm...

– N-não! Obrigada! – Gaguejei e sai andando. Droga de uniforme; pra quê uma saia tão curta?!

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Imaginei que encontraria Diego no recreio. Mas, nenhum sinal dele. O que pude fazer foi sentar no pé da escada e ficar vendo o tempo passar. Minha barriga roncou. Droga, tinha esquecido de pegar o dinheiro pro lanche!

“Dane-se!”, pensei. Não morreria se ficasse uma manhã sem comer algo.

Foi quando o garoto novo se aproximou de mim...

– Oi. – ele disse. Fiquei meio sem reação.

– O-oi!... – falei insegura.

O garoto me encarou por um tempo, e resmungou algo. Ele colocou as mãos no bolso e disse:

– Me encontre no final da aula, na biblioteca B. –Estremeci. Como um novato sabia onde era aquela biblioteca? Lógico que eu não iria. Por dois motivos: primeiro, eu nem sabia o nome desse moleque. Segundo: eu morria de medo daquela biblioteca. Ela estava inativa havia dois anos. Havia rumores sobre fantasmas, lá... E, sabe, eu tinha um pouco de medo disso... Um dia, uma aluna foi encontrada morta lá, e o lugar foi totalmente fechado. Mas é lógico que isso só é um boato...

Antes de eu falar qualquer coisa, o garoto já tinha sumido na multidão de outros alunos. Fiquei com cara de “Mas o que...”.

O sinal tocou, e nós voltamos para as salas.

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Eu estava anotando as fórmulas de ciências, quando o garoto me chamou. Olhei para ele, e ele disse (bem sério):

–Você vai, não é? –

– S-sim! – disse, mas logo me arrependi. Por que havia dito aquilo?!

Meu nome é Wen – ele se virou pra frente. Eu continuei o encarando. Mas logo me virei, também.

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Eu caminhava pelos corredores frios da escola. Estava tensa. Ainda me perguntava por que sentia algo familiar nesse tal de Wen e por que ainda não tinha desistido e ido para casa... Eu não iria voltar atrás, minha curiosidade falava mais alto. Parei em frente a uma faixa amarela e preta, que informava: “Área restrita”. Dei um longo suspiro e olhei mais adiante. Não devia estranhar, afinal, aquele lugar não era visitado havia dois anos. Tinha teias de aranhas em todas as partes, e as paredes estavam bem descascadas. As portas, totalmente enferrujadas. Aquilo era realmente restrito... Isso me assustou...

– Olá.

– Whoa! – Quase desmaiei de susto, e me virei para trás.

– Ah... É só você... Wen... – falei. – Você me assustou!

– Percebi. – Ele falou, na mesma seriedade de sempre. – Pelo visto, você realmente veio. Até adiantada... – ele deu uma pausa e me encarou. – Vamos?

– Ah, sim! – balbuciei. Ele levantou a fita e nós dois atravessamos por baixo. Senti um arrepio na espinha só de imaginar o que iria acontecer com a gente quando descobrissem o que estávamos fazendo.

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Caminhamos até uma porta totalmente detonada pelo tempo. Wen abriu a porta, que rangeu, e fez um sinal para eu entrar.

– Entre.

Entrei trêmula. Estava tudo escuro, e não dava pra ver nada. Wen apertou algo, e o local foi iluminado. Aí eu quase surtei: aquela biblioteca era gigantesca. Muito grande. Tinha duas escadas que levavam para o segundo andar, e, entre elas, uma porta muito grande. Tinha uma espécie de labirinto de prateleiras por todos os lados e, no meio, uma enorme mesa, aparentemente para estudos. Era tudo branco e tinha pilares. Daquele estilo grego. Os livros eram incontáveis. Eles estavam bem-arrumados nas prateleiras, e estavam em ótimas condições. No teto tinha um lustre de cristais enorme, que iluminava o lugar. Notei que estávamos em uma espécie de plataforma, cujo percurso dava em duas escadas que iam descendo. Tinha mais pra lá... Muito mais...

–Nossa! – Exclamei. Eu olhava para tudo o que era canto. – Como você...

–Isso? Venho aqui todos os dias.

– Mas você nem estudava aqui! – Falei. – Chegou aqui hoje!

–Pulava o muro. – Disse ele. Eu não deixei de rir um pouco. Ele realmente fazia isso?

– Você é doido! – falei brincando. Ele olhou sério para mim.

– Se fosse, eu estaria no sanatório! – Ele exclamou, bem sério. Calei a boca e fiquei sem-graça...

– Só estava brincando... – Justifiquei..

– Não gosto desse tipo de brincadeira. – ele revelou.

– Desculpe... – eu disse bem constrangida. Ficamos em um silêncio constrangedor por um tempo, até que decidi quebrá-lo:

– Bem, você me chamou aqui pra quê?É... Nem sabe meu nome... Afinal, quem é você? O nome eu já sei, mas por que vem aqui?

– Sei seu nome.

Eu ri sarcasticamente.

– Qual é, então?

–Eileen.

Congelei.

– Como você sabe?! – Perguntei.

–... Isso não importa agora... – falou ele. Então ficou calado por um tempo, mas logo disse:

– Me siga. – E saiu andando. Eu o segui, por mais que quisesse explorar mais aquela enorme biblioteca.

CONTINUA...

Notas finais
Aee! Mais um capítulo! O Wen é divo kk Comentem, favoritem, elogiem critiquem, gritem, enlouqueçam por mais um capítulo, me denunciem por plágio, compar... Peraí, denunciar não!! )o)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.