(Sophie narrando.)

Coloquei uma blusa bonitinha, uma saia, meu vans, arrumei meu cabelo, e fiz minha maquiagem. Sempre gostei muito de maquiagem, este era um motivo para eu não estraga-la...

-Ual Sop, você está linda. Comprei na pista premium, pertinho. Vamos, linda?

- Obrigada Jul, vamos.

Fomos apé mesmo, o local do show era perto. Andar pelas ruas de NY, tão brilhantes, movimentadas, me deixava feliz. Tantas pessoas, alegrias, dores. Quantas vidas diferentes.. Isso me impressionava. Jullie, e todas minhas amigas achavam idiotice as coisas que eu reparava. Não reparava tanto em meninos, mas sim, na vida de todos. Não importa o tamanho da dor, sempre tem alguém lá fora com uma dor pior que a nossa... Tantas meninas neuróticas atrás desses meninos. A banda parece ser boa. Entramos no show.

(Zayn narrando.)

Dei uma rápida olhada para a plateia, e vi Sophie. Meu coração disparou. Ela não podia descobrir quem eu sou, se não.. O que eu iria fazer? Cada batida que o relógio dava, meu coração disparava mais.

- Não podemos fazer esse show. Minha voz está péssima. — Fingi uma tosse — Minha garganta está doendo, não posso.

- Ah, qual é Zayn? — Falou Louis. — Faltam 10 minutos, tem umas 15 mil meninas aqui, não podemos decepciona-las.

- Não dá Louis, não dá cara.

Todos me olharam surpresos. Eu estava deixando de fazer um show. Mal eles sabiam da maior idiotice. Eu estava deixando de fazer um show por causa da garota que conheci. Talvez, pela minha cara, eles viram que minha situação realmente estava deprimente.

- Tudo bem, tudo bem.

(Sophie narrando.)

O show estava atrasado. Talvez sejam aqueles meninos que não estão nem ai com nada. Então, aparece um menino loiro, com cara de anjo, e Jullie começa a gritar:

- SOPHIE, É O NIALL, MEU NIALL!!!!!!!!!

Eu ia dizer que ele parecia ser bem carinhoso e atencioso quando ele diz que o show foi cancelado, pois um dos integrantes estava doente. "Ótimo" pensei. Jullie, e muitas outras meninas começaram a chorar. Eu, vendo essa situação, comecei a rir. De repente um menino, me puxou pra um canto escuro. Ele estava com uma toca, e com uma voz levemente suave, disse em meio a gritaria e choradeira:

-Me encontre amanhã no Central Park. Por favor.

E saiu andando, para trás do palco. Achei estranho. Mas tudo nessa vida é estranho.