Trajetos Do Destino
8 Capítulo 8
Zayn narrando.
Os lábios doces de Sophie, o aroma das flores, a música tocando.. Eu estava tão feliz que poderia morrer. Toda a raiva, a confusão... Nada mais importava. Não consegui guardar toda a alegria dentro de mim e acabei sorrindo em meio ao beijo. Sophie sorriu também. Ela rapidamente retirou suas mãos de meu pescoço e colocou em volta de meu corpo, formando o abraço mais aconchegante do mundo inteiro. A abrecei também, precionamento minha boca em sua testa. Sophie começou a rir e com seu humor contagiante me soltou e sentou na grama. Sentei ao seu lado e ela deitou em mim, entrelaçando nossas mãos.
- Em pensar que eu fui muito grossa com você todos esses dias, estava morrendo de raiva de você ontem, e acabo de permitir que você me beije. Hummm, agora sim estou confusa.
- Confusa com o que?
- Bem, sobre o que eu sinto, sabe...
- Você está apaixonada por mim, óbvio.
- Bobo.
Dei um pequeno riso. Sophie podia ser a pessoa mais amável do mundo quando queria. Sua companhia era a melhor do universo.
- Zayn, é tão estranho esse destino. Nos encontramos do nada, né..
- É, pois é. Destino.
- Sim. Hmm, tô com fome. Tenho uma grana aqui, vamos em algum restaurante?
Droga. Eu não podia sair sem toca, óculos e blusa. Sophie parecia ser inteligente, e esperta, muito esperta.
- Você tá sem toca, óculos e aquele "montaréu" de roupa. O que houve?
- Nada amor.
- Tá bom então. Mas eu ainda tô com fome.
- Que tal fazermos um lanche aqui mesmo?
- Boa ideia, posso pedir pra Jullie trazer as coisas.
- Não, não se preocupe, eu me viro.
Harry narrando.
Meu telefone tocando, mas que ódio. Nem sossêgo posso ter.
- Alô..
- HARRY, cara, você tem que me ajudar. Pode trazer Mc Donalds aqui naquele parque que costumavamos vir?
Zayn num parque. Com certeza havia uma garota envolvida.
- Posso né, fazer o que. O que você quer?
Sophie narrando.
- Isso Harry, duas batatas, dois big macs e 2 sucos de laranja. Isso, isso. É cara, rápido por favor.
Quem seria Harry? Um amigo? Zayn era cheio de segredos. Por incrível que pareça, eu gostava disso nele. Era como se.. Ele fosse meu novo livro favorito, e eu estivesse a cada dia, lendo mais um pouquinho. Amor, amor, amor, amor. O amor era algo ruim em meu ponto de vista. Agora, nem tanto. Não algo completamente bom, pois eu ainda estava desvendando os mistérios desse sentimento.
- Pronto, falei com meu amigo — Zayn me deu um selinho e prosseguiu — Sabe, a vida é tão.. bonita, não?
- É sim, olha essas flores, tão bonitas né.
- Tô querendo dizer da vida em si, de nós. Mesmo machucados, sempre seguindo em frente. Nossas histórias, as pessoas que conhecemos. É bem interessante.
- Faça sol ou chuva, um lindo dia sempre vai nascer.
- É.
Nossas respirações em sincronia, nossas mãos unidas, era algo tão novo para mim, mas ao mesmo tempo, parecia que fazia muito tempo que eu o conhecia. Eu poderia ficar ali para sempre. Não são as casas, os prédios que tornam um lugar bom, são as pessoas. Observei melhor o lugar. Não havia quase ninguém, estava calmo. As músicas continuavam tocando, porém bem baixo, de uma forma que a alma pudesse ficar sem sintonia com tudo ao redor, não só ao barulho da melodia. Havia flores de todos os tipos, rosas, orquídeas, copos de leite.. Árvores, e verde, muito verde. Lá para baixo, conseguia destinguir uma parte azul, um lago. Pelo que eu via, ele era limpinho. Paraíso descrevia. Meu acompanhante já era o melhor do mundo, a paisagem só complementava.
- Paradise.
Falei num tom baixo. Podia parecer bobeira, mas eu estava com vontade de chorar. Estava tudo tão certo, tão estável, que parecia o paraíso mesmo. Parecia algo surreal, não que eu estava achando um sonho, não.. Mas tudo estava.. Perfeito. Algumas lágrimas escorreram pelos meus olhos e Zayn me olhou assustado.
- Que foi amor? Esta sentindo dor? Por que ta chorando?
Ri de sua expressão assustada.
- Não Zayn — falei enxugando as lágrimas — é que.. Tá tudo tão maravilhoso, que me emocionei.
- A garota fria também tem sentimentos. E por sinal, muitos. Né manteiguinha?
Ele fez biquinho e depois riu. Comecei a rir também e dei um tapinha de leve em seu braço. "Idiota" pensei. Fechei os olhos e deixei apenas o som de nossas respirações no ar. Já não conseguia ouvir a música direito, queria aproveitar esse momento o máximo que eu pudesse.
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