Notas iniciais
Espero que todos vocês gostem!!!

...

A reiatsu negra abriu espaço e Kajatyo conseguiu ver um grande vulto negro que caminhava em sua direção.

Kajatyo: Não pode ser, essa reiatsu... Ulquiorra...

Aquele imenso poder denso e obscuro começou a se dispersar e Ulquiorra ficou completamente a mostra para os olhos de seu adversário.

Ulquiorra: Ressurécion Segunda Etapa!

Kajatyo: Mas o que é isso?

Ulquiorra estava com todos os seus ferimentos curados e sua aparência alterada, sua íris estava amarela e sua retina esverdeada, a marca que escorria de seus olhos estava mais grossa e negra, a partir dos seus cotovelos seu braço foi recoberto por uma densa pelagem negra e suas unhas transformaram-se em garras pretas, da fenda em seu peito descia até a cintura uma listra da pelagem negra e esta também recobria seu corpo da cintura para baixo, ele agora também possuía uma cauda e sua máscara havia sumido completamente, no lugar dela estava um par de chifres brancos.

Kajatyo: Que reiatsu é essa? – Estava aflito com a ressureição de seu oponente.

Ulquiorra começou a fitar seu próprio braço modificado.

Ulquiorra: Entendo então isto é...

Kajatyo: Mas o que foi que aconteceu com você? Que aparência é essa? Não me diga que é uma segunda liberação de poder!

Ulquiorra: Isso mesmo, eu agora atingi um segundo nível de poder...

Kajatyo: Mas é impossível, eu havia lhe matado!

Ulquiorra: Foi a morte que me evoluiu!

Kajatyo: O que?

Ulquiorra surgiu em frente a seu adversário e desferiu um forte chute que o arremessou contra uma pilha de destroços, o impacto do corpo com o monte de pedras gerou um grande estrondo e uma nuvem de fumaça.

Ulquiorra: Você disse que não entendia as minhas razões para me aliar ao Aizen...

Kajatyo saiu da nuvem de fumaça com suas grandes asas mortas abertas.

Kajatyo: Sim, eu disse isso

Ulquiorra: Desespero.

Kajatyo: Desespero? — Não compreendia o que Ulquiorra havia dito.

Ulquiorra: Alguém como você jamais entenderia o que é viver sem saber o que realmente é um coração, o que são os sentimentos, porque as pessoas morrem por eles...

Kajatyo: Estou vendo um lado emotivo seu Ulquiorra?

Ulquiorra: Não

Ulquiorra surgiu em frente à Kajatyo agachado em seguida ergueu seu braço esquerdo, atacando com suas garras e criando quatro cortes no peito de seu adversário que saltou para trás. As asas de Kajatyo se jogaram para frente, esticando suas pontas para acertar Ulquiorra, entretanto nesse momento o líder da rebelião sentiu algo encostar na sua cabeça por trás, ele conseguiu virar um pouco seu rosto e viu Ulquiorra segurando sua cabeça com a mão direita e empurrando-o para frente, Kajatyo tentou acertar-lhe com sua arma negra, mas foi arremessado, antes de concluir seu movimento, novamente sobre pedaços das ruínas, erguendo uma cortina de fumaça com um forte estrondo.

Ulquiorra: O que você está vendo é a verdadeira forma do desespero.

Kajatyo novamente se ergueu, atravessando a nuvem de fumaça com suas grandes asas erguidas.

Kajatyo: Desespero? É uma das sensações mais fracas que alguém poderia ter.

Ulquiorra: Não, os que sentiram o real desespero são os fortes.

Kajatyo: Eu nunca entenderia uma tolice como essa, como se eu precisasse ter me desesperado para poder ser forte.

Ulquiorra: Então vou lhe fazer entender Kajatyo Beritux!

Ulquiorra avançou, batendo suas asas para pegar impulso, ele era muito rápido e Kajatyo esforçou-se para bloqueá-lo com uma barreira negra que surgiu na trajetória do atque bruscamente. As garras negras do Espada perfuraram a barreira de reiatsu escura que o general havia criado, desestabilizando sua estrutura e fazendo-a desfazer-se. Quando Ulquiorra pode ver seu oponente novamente ele estava com um cero preparado na palma de sua mão.

Kajatyo: Cero!

Ulquiorra posicionou seus pés no chão e colocou uma de suas asas na frente de seu corpo e começou a caminhar, a irradiação arroxeada atingiu sua asa, entretanto ele não tinha nenhum problema em bloqueá-la, a pressão exercida era bem fraca comparada a resistência que suas asas tomaram.

O Espada andava com facilidade enquanto inibia o cero do adversário, entretanto nesse momento Ulquiorra percebeu quatro pontas das asas de Kajatyo vindo, por cima, em sua direção enquanto ele bloqueava o raio de reiatsu. Ulquiorra ergueu sua outra asa e parou aquele ataque de seu oponente. As pontas não conseguiam ferir a asa de Ulquiorra não importava a força que exerciam.

Kajatyo: Não é possível! – ele espantou-se.

A irradiação de energia terminou, Ulquiorra sacudiu sua outra asa violentamente, afastando o outro ataque a de seu adversário, surgindo na frente de Kajatyo com um sonido ele perfurou o ombro do arrankar, fazendo espirar sangue no chão.

Kajatyo ergueu sua arma negra, tentando acertar Ulquiorra, entretanto o Espada esquivou-se e em seguida acertou um golpe com sua cauda no rosto de seu oponente. Kajatyo ficou um pouco desnorteado e novamente a cauda negra o chicoteava o rosto, ele afastou-se um pouco, mas novamente era atingido na cabeça. Na quarta chicotada Kajatyo se recompôs e, erguendo sua arma de reiatsu, cortou a cauda negra, entretanto quando olhou para seu adversário recebeu novamente um golpe em seu rosto da cauda, dessa vez bem mais fortes, fazendo ele deslizar pelo chão, deixando uma trilha de fumaça.

Kajatyo: Sua habilidade de regeneração está mais ve... – foi interrompido quando a mão negra do Espada segurou seu rosto e o jogou no chão, fazendo pressão para esmagar sua cabeça!

Ulquiorra estava querendo quebrar o crânio do arrankar, a força que ele fazia era tremenda sendo que o chão já estava rachando e se quebrando ao redor deles. Kajatyo estava sofrendo com a pressão, ele rapidamente movimentou-se e uma energia embaçada que lembrava uma névoa surgiu atingindo o braço de seu oponente que estava esmagando-o.

A técnica de Kajatyo fez o braço de Ulquiorra se desfazer do cotovelo até sua mão, sendo que ele estava se desfazendo lentamente, o Espada não estava conseguindo regenera-lo, ele saltou para trás para se afastar de Kajatyo e arrancou o braço a partir do ombro, muito sangue jorrou do ferimento, mas rapidamente o membro conseguiu regenerar-se por completo. Kajatyo se ergueu novamente.

Kajatyo: Você me pegou desprevenido, estou espantado com o aumento do seu poder. – ele passava a mão na cabeça com um intuito de massagear.

Ulquiorra: Kajatyo Beritux, você alterou as moléculas espirituais do meu braço naquele momento, fazendo elas se desprenderem, afinal qual é o seu poder? – ele encarava friamente seu oponente.

Kajatyo: É algo que eu já lhe mostrei em um momento de nossa luta, antes desse cômodo ficar completamente destruído. – ele fez um gesto em direção as ruínas.- Lembra-se de quando converti seu cero naquela pequena esfera? Pois bem, o meu poder é manipular as moléculas espirituais da maneira que eu quiser, não importa como, de qualquer maneira, eu posso modificá-las, suga-las ou reformula-las. Sua regeneração será inútil contra qualquer ataque meu, no início eu não tinha necessidade de usar essa habilidade, mas agora... Prepare-se para conhecer um poder sem limites.

Ulquiorra: Não acredito que seja um poder sem limites, vamos ver o quanto você agüenta, Kajatyo Beritux!

Ulquiorra apontou seu dedo indicador na direção de Kajatyo formando uma pequena esfera negra de reiatsu que acumulava energia.

Kajatyo: Outro Cero Oscuros? Você tem que variar mais seus ataques. – ele posicionou as pontas de suas asas na sua frente.

Ulquiorra: Cero Oscuros!

Uma forte irradiação negra surgiu da esfera, indo em direção a Kajatyo, quando ela o atingiu a irradiação começou a estreitar-se e diminuir, Ulquiorra observava. O raio negro transformou-se em uma esfera novamente entre as pontas das asas.

Kajatyo: Obrigado Ulquiorra... -a esfera negra começou a expandir-se e envolveu o corpo de Kajatyo, em alguns segundos ela havia definido o formato de uma armadura negra ao redor de seu corpo. -... você me deu algo mais para me proteger.

Ulquiorra: Tsc! Você foi tolo em deixar eu ver seu poder com clareza, já percebi que você precisa utilizar as pontas de suas asas para modificar uma técnica tão grande e forte como o Cero Oscuros! – ele sumiu com um sonido.

Kajatyo foi invadido por uma dor intensa em suas costas, ele virou-se, mas Ulquiorra não estava mais ali e havia retornado ao lugar onde estava anteriormente. O sangue manchava o chão do salão.

Ulquiorra: Agora eu quero ver como você fará para se regenerar. – ele disse largando a asa de ossos que ele havia arrancado das costas de seu adversário.

Kajatyo: Minha habilidade regenerativa não é boa como a sua , por isso eu preciso de algumas partículas espirituais. – ele andou um pouco pelos destroços, Ulquiorra o observava com cautela, ele abaixou-se e ergueu a cauda que havia cortado de Ulquiorra – Isso deve servir.

A parte desmembrada do corpo do Espada se desfez em várias pequenas partículas, que se juntaram novamente, formando uma esfera negra, Kajatyo usou seu poder e sugou a esfera para dentro de seu corpo com a mão que a segurava, alguns segundos depois a asa que Ulquiorra havia arrancado se regenerou completamente.

Kajatyo: O que foi Ulquiorra? Se ficar só observando você não vai conseguir me derrotar – disse o arrankar com a armadura negra.

Ulquiorra juntou suas duas mãos em frente ao seu peito e entre elas começou a emanar uma luz verde.

Ulquiorra: Vamos acabar com essa luta, Kajatyo Beritux!

...

Continua

Notas finais
Em breve eu posto o capítulo 38! Espero que todos tenham gostado desse capítulo! Abraços!