Traição
1 Capítulo Único
A empregada Sharon Brooks chegou ao sítio Conan, para fazer a faxina. Assim que ela entrou, ela deu um grito apavorado.
O senhor e a senhora Conan estavam mortos. O marido, Edgard Conan, estava morto e ensangüentado, deitado numa rede, na varanda. A esposa, Lorelay Conan, jazia caída perto da porta de entrada.
Sharon, desesperada, pegou o telefone com as mãos trêmulas e discou o número da emergência.
Minutos depois...
O chefe do departamento de criminalística, o Tenente Horatio Caine, estava andando pela cena do crime.
- O que aconteceu aqui? – Perguntou ele à um policial.
- Morte. O show mais barato de Miami. – Respondeu o policial em tom irônico – Bom, a mulher levou um tiro no peito E o homem, parece que foi espancado até a morte.
- Testemunhas? – Perguntou Horatio.
- Não. – Respondeu o policial. – A empregada disse que chegou pra limpar e encontrou os dois assim.
Calleigh Duquesne, Natalia Boa Vista e Jesse Cardoza chegaram com seus estojos e se aproximaram de Horatio. O policial se afastou.
- O que temos aqui, Horatio? – Perguntou Calleigh.
- É isso, Calleigh, que eu quero que vocês descubram.
CSI: MIAMI
Horatio deixou a cena do crime e as três detetives iniciaram seus trabalhos.
Natalia tirou fotos dos corpos, de vários ângulos e os para-médicos os levaram para o IML.
Calleigh foi até a parede da porta.
- A bala atravessou a vítima e veio parar na parede – Disse Calleigh. Retirou a bala com a pinça e analisou – Nove milímetros...
Jesse foi até a varanda e recolheu a rede cheia de sangue para levar para o laboratório.
Natalia foi até o quintal onde havia uma mesa cheia de facas afiadas e dois copos de vinho, um com batom de mulher. Quando andou em direção a mesa, a detetive tropeçou em uma pedra e bateu o corpo contra a churrasqueira.
Um pedaço de pano branco pendeu pelo buraco da chaminé.
- Natalia, você está bem? – Perguntou Calleigh.
- To sim, Calleigh. – Respondeu ela – Mas tem uma coisa...
Natalia puxou o pedaço de pano. Era uma camiseta branca, onde estava enrolado um objeto que se parecia com um castiçal com lugar para sete velas, coberto de sangue.
- O que é isso? – Perguntou Calleigh, de longe.
- Uma possível arma do crime...
Calleigh se aproximou de Natalia.
- Mas isso é... – Começou Calleigh.
- Um castiçal? – Completou Natalia. – Parece.
Jesse também se aproximara da churrasqueira.
- Bom, Edgard Conan foi agredido até a morte. Pode ser que o assassino tenha usado o castiçal pra fazer isso. – Disse ele.
Natalia colocou o castiçal em um envelope de pistas.
- Vou mandar o laboratório analisar o sangue pra ver se bate com o DNA da vítima masculina.
Jesse se aproximou da mesa.
- Aqui tem várias facas. – Disse ele – Pode ser que uma delas possa ter trabalhado com o castiçal.
Ele espirrou o líquido de luminol em cima das facas. Nenhuma delas ficou roxa.
- Deu negativo pra sangue. – Anunciou Jesse.
Natalia pegou o copo que continha batom na borda. Passou um pó para identificar digitais. Ela pegou um adesivo transparente e colou em cima da digital, depois dobrou e guardou.
Depois do trabalho feito na casa, Calleigh, Natalia e Jesse voltaram para o departamento de criminalística.
Harper foi até o necrotério, onde Tom Loman, o legista fazia a autopsia do corpo de Lorelay Conan.
- Oi, Tom. – Disse Harper ao entrar na sala.
- Oi, Calleigh. – Respondeu ele. – Eu já terminei a autopsia do corpo do marido...
- Deixa eu adivinhar. Morte por agressão física.
- Pois é... Eu fiz um molde de gesso da cabeça dele pra você tentar descobrir o objeto que foi usado pra matar o cara.
Calleigh pegou o molde em cima de uma mesa.
- Bom, a senhora Conan morreu por causa do tiro no peito, certo? – Perguntou ela.
- Acertou. – Confirmou Tom.
– Você já tirou as digitais do casal?
- Já e já mandei pra Valera, no laboratório, pra ela comparar.
- Obrigada.
Calleigh saiu do necrotério com o molde de gesso e encontrou Katherine no corredor.
- Natalia, tava indo pro necrotério? – Perguntou Calleigh.
- Eu ia pegar as digitais do casal, com o Tom. – Respondeu Natalia.
- Ele já mandou pro laboratório.
- Ah... Então deixa pra lá...
- Ele me deu um molde do crânio do Edgard Conan.
- Ta. Eu vou passar no laboratório e ver se a Valera já comparou o sangue do castiçal com o do senhor Conan. Depois eu levo pra você comparar com as marcas no crânio.
- Ta.
Natalia entrou no laboratório e Calleigh seguiu no corredor para outra sala.
- Oi, Maxine. – Disse Katherine ao entrar no laboratório.
- Oi, Natalia.
- O que tem pra mim? – Perguntou Natalia.
- Eu comparei o sangue do castiçal com o sangue do Edgard Conan e combina.
- Eu imaginei...
- Eu também analisei as digitais que você colheu nos copos. Um deles continha as digitais do senhor Conan. – Explicou Maxine. — Mas no outro, as digitais não eram da senhora Conan.
- Descobriu de quem eram?
Maxine Valera pegou uma pasta em cima da mesa e olhou.
- São de uma tal de Michelle Watson. As impressões dela estão no sistema por dirigir alcoolizada, há oito anos.
Maxine deu a pasta à Natalia.
- Obrigada. – Disse Natalia, olhando a pasta.
Ao sair no corredor. Natalia pegou o celular e ligou para Horatio.
- Caine. – Disse ele, ao atender.
- Oi, Horatio. É a Boa Vista. Olha, a Valera comparou as digitais que eu encontrei num copo na varanda dos Conan. São de uma tal de Michelle Watson.
- Michelle Watson. Ta. Eu vou encontrá-la.
Um tempo depois, Natalia e Michelle Watson estavam sentadas frente a frente, à uma mesa, na sala de interrogatórios.
- Então, senhorita Watson – Disse Natalia – Suas digitais foram encontradas em um copo, na casa de Edgard Conan.
- E daí? – Disse ela, secamente.
- O que você fazia lá?
- Olha, eu estava namorando o Edgard, ok? – Disse Michelle. – Eu fui lá e nós bebemos. Eu não sabia que ele era casado.
Natalia a encarou com o olhar firme.
- Olha, eu sou inocente! – Disse ela, um pouco exaltada. – Eu posso ir agora?
- Pode. Mas não saia da cidade.
Em outra sala, Calleigh tentava descobrir o que matou Edgard Conan. Pegou o castiçal e encaixou a base na abertura do crânio. Jesse entrou.
- E aí, o que descobriu? – Perguntou Jesse.
- Encaixa. – Disse Calleigh. – O castiçal encaixa na lesão no crânio de Edgard Conan.
- Já temos uma arma do crime... Agora temos que descobrir onde está e de quem é a arma que matou Lorelay Conan.
- Eu vou procurar o Ryan e voltar a cena do crime.
Calleigh saiu no corredor e andou em direção ao laboratório.
- Maxine – Disse ela ao entrar. – Sabe onde está o Ryan?
- Ele acabou de passar por aqui. – Respondeu Maxine. – Disse que ia passar na balística.
- Valeu.
Calleigh foi até o andar de cima, na sala da balística. O detetive Ryan Wolfe estava olhando num microscópio.
- Oi, Ryan! – Exclamou Calleigh.
- Oi, Calleigh. – Disse ele. — Eu tava confirmando se a bala que você achou era uma nove milímetros.
- E a que conclusão chegou?
- Que você tem um ótimo olho pra balas.
Calleigh riu.
- Bem, eu tenho que voltar a cena do crime. – Disse ela. – Quer vir?
- Eu dirijo. – Disse Ryan.
Calleigh e Ryan chegaram ao sítio dos Conan. Os dois pararam à entrada. Derek abriu a tampa de uma grande lata de lixo que estava na calçada.
- Ta aqui. – Disse ele. E enfiou o braço na lata pra pegar a arma. – Nove milímetros.
- Vamos levar pro laboratório – Disse Calleigh dando um envelope de provas à Ryan – E comparar com o projétil encontrado na parede.
Ryan guardou a arma no envelope de provas e ele e Calleigh voltaram para o laboratório.
No laboratório da balística, Ryan analisava a bala e a arma no microscópio. Natalia entrou.
- Oi, Ryan. – Disse ela. — Tá fazendo o que?
- To comparando a arma que achamos com a bala que a Calleigh recuperou na cena do crime.
- E aí?
- Veja você mesma.
Natalia se aproximou do microscópio e olhou.
- As estrias da bala batem com as do revólver. – Constatou ela.
- Ahã. E eu procurei o proprietário pelo número de série do revólver.
- E?
- Pertence a um cara chamado Leonard Austin. – Informou Ryan.
- Ta.
Natalia pegou o celular e ligou para Horatio.
- Horatio. – Disse ela ao celular – É a Natalia de novo. – Ela piscou um olho para Ryan, em agradecimento e saiu no corredor. – A arma que matou Lorelay Conan pertence a um cara chamado Leonard Austin.
Leonard Austin estava na sala de interrogatórios com uma expressão apreensiva, sentado à mesa. Calleigh entrou na sala e se sentou à sua frente.
- Posso saber o que eu estou fazendo aqui? – Indagou Leonard, aflito.
- Encontramos a sua arma na cena de um crime – Calleigh pôs uma foto da arma em cima da mesa e a virou para Leonard.
- Arma?! Que arma?! Eu não tenho arma!
- Só que esta estava em seu nome, senhor Austin. – Disse Calleigh, calmamente. – Foi encontrada no sítio de Edgard e Lorelay Conan, onde eles foram mortos.
- Eles foram mortos?! – Assustou-se Leonard – Mas como?
- Você os matou! – Acusou Calleigh. – Aposto que se compararmos as digitais na arma com as suas, dará positivo!
- Ah, qual é? O casal morreu e vai pôr a culpa em mim?
- Convença-me do contrário. – Disse Calleigh, secamente.
- Ta legal... – Disse Leonard – Agora eu me lembro... Sim, a arma é minha.
- Hum, estamos progredindo. Continue. – Disse Calleigh.
- O Edgard me pediu emprestada para deixar no sítio dele. Sabe como é... Uma única casa no final de uma estrada deserta. Ele tinha medo de ser assaltado ou alguma coisa assim.
- O senhor sabia que se a polícia descobrisse, seu amigo seria preso por porte ilegal de arma? – Provocou Calleigh.
- É, mas ele insistiu! – Exclamou Leonard. – Se a detetive não tem mais perguntas...
- Não. Eu não tenho. – Disse Calleigh.
- Então eu vou indo. – Disse Leonard se levantando.
Leonard saiu da sala. Calleigh encarou a mesa de vidro, pensativa. Seu celular começou a tocar.
- Duquesne. – Disse Calleigh ao atender.
- Calleigh, é a Valera. Pode vir até o laboratório? Tenho que te mostrar uma coisa.
- Já to chegando aí. – Disse Calleigh. E desligou o celular.
Calleigh chegou ao laboratório.
- O que foi, Maxine? O que tem pra me mostrar?
- E eu achei uma digital borrada na arma. – Informou Maxine.
- Tente reconstituí-la no computador.
- Vou fazer isso.
Maxine se sentou ao computador e pôs a imagem da digital na tela. Ela foi arrumando até conseguir identificar. A digital foi encontrada e apareceu uma foto de a quem pertence.
- Mas se não é uma velha conhecida nossa! – Animou-se Calleigh.
- Michelle Watson. – Disseram Calleigh e Maxine juntas.
- Obrigada, Valera.
- Não tem de que.
Harper ligou para Michelle Watson.
- Michelle Watson? – Disse Calleigh. – Aqui é Calleigh Duquesne, do CSI de Miami. Será que você poderia vir aqui para termos mais uma conversa...
Michelle desligou o celular sem dizer nada.
Minutos depois, ela estava em seu carro, fugindo de duas viaturas da polícia e da caminhonete Hummer do CSI que Ryan dirigia, acompanhado por Natalia. Michelle chegou à toda velocidade à um cruzamento. Calleigh apareceu com outro carro do departamento.
Calleigh atravessou com o carro na frente do carro de Michelle, que não teve tempo de parar.
Michelle bateu com seu carro bem no meio do carro que Calleigh dirigia. As viaturas da polícia pararam atrás do carro destruído e Ryan, logo atrás deles. Todos desceram de seus carros, exceto Michelle, que ficou presa pelo cinto e pelo air-bag.
Calleigh abriu a porta do carro de Michelle e ela saiu. Calleigh algemou as mãos dela às costas.
- Michelle Watson. Você está presa! – Informou Calleigh.
- Mas eu não fiz nada! – Protestou ela. – Por quê?!
- Por fugir da polícia e resistir à prisão. – Disse Calleigh. – E possível homicídio...
Um policial colocou Michelle na viatura.
- Calleigh você é doida? – Perguntou Ryan. — Cê tá bem?
- To. To bem. – Disse Calleigh.
- Que ideia foi essa de jogar o carro na frente dela?! – Indagou Natalia.
- Ela tinha que parar...
Depois, Michelle estava sentada novamente na sala de interrogatórios, com Ryan e Calleigh à sua frente.
- Por que você fugiu? – Perguntou Ryan.
- Eu me assustei, ta bom? – Disse Michelle. — Posso ir embora?
- Na verdade, não. – Disse Calleigh. – Como você fugiu da polícia e resistiu à prisão, eu posso prendê-la aqui por quarenta e oito horas.
- Mas eu tenho que assinar uns documentos essa tarde, no meu trabalho! – Protestou Michelle
- A única coisa que você vai assinar, Michelle, é a sua confissão. – Provocou Ryan.
- Eu quero um advogado! – Disse Michelle.
- Sabe, senhorita Watson, esse é o último desejo de uma pessoa culpada. – Disse Calleigh.
Natalia foi ao laboratório, a pedido de Maxine.
- Mandou me chamar, Maxine? – Perguntou Natalia.
- Mandei. – Disse ela. – Eu analisei a rede onde o corpo de Edgard foi encontrado. Havia fluidos sexuais de dois doadores. Um de Edgard e um desconhecido.
- Aposto vinte pratas que é da Michelle. – Disse Natalia.
- Eu preciso de uma amostra de DNA dela pra comparar. – Informou Maxine.
- Vou conseguir e te trago.
- Ta.
Natalia voltou à sala de interrogatórios onde estava Michelle e James Arlong, seu advogado.
- Eu preciso de uma amostra do seu DNA. – Disse Natalia.
- Tem um mandado? – Perguntou James.
Natalia jogou uma pasta em cima da mesa, à frente de James. Ele pegou e leu.
Michelle olhou para o advogado, que balançou a cabeça pra que ela concordasse.
Natalia pegou um cotonete que vinha preso à um tubinho de plástico.
- Abra a boca, por favor.
Michelle abriu a boca. Natalia passou o cotonete em sua língua e guardou no tubinho plástico laranja.
- Obrigada.
Um tempo depois, no laboratório...
Maxine mexia no computador e Natalia estava andando em círculos.
- Você tinha razão, Natalia. – Disse, por fim Maxine. – O DNA do fluido pertence à Michelle Watson.
De volta a sala de interrogatórios, Ryan se sentou à frente de Michelle e Calleigh ficou em pé, ao lado de Ryan.
- Então, Michelle – Disse Ryan – Encontramos seu DNA na rede onde foi encontrado o corpo de Edgard Conan.
- E daí? – Disse Michelle, indiferente. – Isso significa que eu transei com ele e não que o matei.
- É – Disse Calleigh. – Mas a sua digital estava na arma que matou a esposa dele. Então, quer nos contar alguma coisa? – Calleigh se sentou ao lado de Ryan.
- Não precisa responder. – Disse James à Michelle.
- Você estava com o Edgard na casa dele, aí a Lorelay chegou e você matou os dois? – Provocou Ryan.
- Já chega, Wolfe! – Bradou James. – Está intimidando a minha cliente com essas perguntas!
- E você, como advogado, deveria aconselhar a sua cliente a nos contar a verdade, não, Arlong?! – Disse Ryan, impaciente, levantando da cadeira e apoiando as mãos na mesa. – Por favor, responda a pergunta, senhorita Watson!
- Quer saber? Eu não agüento mais! – Disse Michelle – Vocês querem a verdade? Eu vou contar.
- Por favor, faça isso. – Disse Ryan se sentando de novo.
Michelle começou a contar tudo o que ocorrera na noite do crime.
Lorelay Conan estava viajando à negócios. Michelle fora jantar com Edgard. Depois de jantarem, os dois se deitaram na rede. Edgard pediu que Michelle pegasse preservativos na gaveta da estante. Michelle não sabia que Edgard era casado. Assim que abriu a gaveta, viu uma foto de Edgard e Lorelay, se beijando, usando alianças.
Michelle pegou a foto e foi tirar satisfações com Edgard.
- Você é casado??!! – Exclamou Michelle, totalmente alterada.
- Bom... Eu... – Gaguejou Edgard, se levantando da rede.
- Seu cretino!!! – Gritou Michelle, chorando. E começou a dar tapas no braço de Edgard.
Edgard perdeu a paciência e jogou Michelle no chão. Quando ele ia partir pra cima dela, ela pegou o castiçal em cima da mesa e golpeou sua cabeça. Edgard, atordoado e confuso por causa da pancada, caiu em cima da rede da varanda.
Michelle se aproximou dele e o espancou até a morte. Depois pegou a camiseta dele, enrolou o castiçal e escondeu no buraco da chaminé da churrasqueira.
Quando Michelle estava pronta para fugir, Lorelay entrou e viu seu marido morto e uma mulher estranha e ensangüentada em sua casa.
Lorelay fez menção de sair correndo, mas Michelle foi mais rápida. Na mesma gaveta onde achara a foto, estava guardada a arma de Leonard Austin. Michelle pegou a arma e atirou no peito de Lorelay, que caiu morta no chão.
- Eu vou ser presa? – Perguntou Michelle.
- O que você acha? – Ironizou Calleigh.
- Vai pegar, no mínimo, prisão perpétua. – Disse Ryan.
- Mas eu matei o Edgard em legítima defesa! – Protestou Michelle.
- UMA pancada é legítima defesa. – Disse Calleigh, também se levantando. – Dar mais três depois que a vítima já está incapacitada, é homicídio! Sem contar a Lorelay Conan, que era inocente!
- Policial! – Chamou Ryan. – Pode levá-la.
Michelle foi algemada e levada para fora do prédio do CSI. Calleigh, Ryan Horatio ficaram olhando da porta de entrada, enquanto Michelle era posta na viatura e levada para o presídio.
FIM
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