Traidora Do Olimpo
1 Meu novo começo indesejado.
Notas iniciais
Traidora, você não passa de uma mentirosa sem coração!
A frase ecoava pela minha cabeça, eu não queria pensar assim de mim mesma, mas, por um lado, eu não me arrependia de nada que eu havia feito, lutar ao lado de Gaia, e de Cronos, lutando contra aqueles semi-deuses metidos do Acampamento Meio — Sangue, inclusive aquele filho de Poseidon babaca, Perry Jonnes, alguma coisa assim. Mas agora eu estava indo pra lá, com a ajuda – não tão convidativa – de Zeus, meu pai.
Eu não entendia, ele devia me odiar! Eu o prejudiquei de todas as formas possíveis.
Eu não te odeio, filha.
A voz disse em minha mente me fazendo transparecer o susto, Zeus estava me guiando mentalmente até o acampamento, eu definitivamente não queria ir pra lá, fingindo ser algo que não sou, mas era a única escolha, lá eu estaria segura, não que eu precisasse, mas aqui, eu estava em perigo, alto risco de ser morta por um raio ou por algum monstro gigante, meu cheiro de meio-sangue e meu cheiro de suor e de dias andando não contribuíam, eu precisava de um banho imediatamente! Minhas roupas estavam rasgadas e meu cabelo um ninho, não me surpreendi quando uma senhora me deu uns trocados no parque em que eu havia passado. Mas algo me dizia – na verdade, meu pai – que eu estava chegando na maldita colina meio-sangue.
Vamos filha, estamos quase lá, mantenha-se firme.
~ UM DIA DEPOIS.
Eu estava acabada, meus pés latejavam e meu estômago se revirava de tanta fome, estava sonolenta e cambaleando, por sorte, de longe conseguia ver a colina, dei um sorriso enorme e o alívio tomou conta do meu corpo dolorido.
E oque era mais aliviador ainda é que, eu enfrentei apenas 2 monstros ao longo da viagem, após alguns minutos cheguei até lá, eu estava no meu limite, e sabia que não estava nada bem, logo a minha frente vi uma garota loira, minha visão estava turva e eu mal conseguia ver.
– Me ajude, por favor. – Falei em um fio de voz rouco, vendo minha visão escurecer e desmaiar logo em seguida.
Acordei com os murmúrios ao longe dali, a claridade queimou meus olhos me fazendo se contorcer, eu não sabia onde estava, mas, supostamente era um enfermaria, cheia de macas e líquidos em recipientes estranhos.
– Oh Deuses! Você acordou. – Disse a mesma garota loira que havia pedido ajuda no topo da colina. – Eu sou Annabeth, filha de Athena, eu te ajudei a chegar aqui, hm, espere, tome isso. – Me deu um copo cheio de um líquido colorido, provavelmente néctar, tinha gosto de waffles e outras coisas que não consegui distinguir, logo senti meu sangue fervilhar e me senti melhor.
– Obrigada.
– Você está bem? – assenti. – Vamos, vou te levar até a casa grande, Quíron, nosso diretor de atividades vai esclarecer algumas coisas que você não deve estar entendendo.
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