Notas iniciais
Demorei para postar esse Bom espero que gostem!

...

Kajatyo: Vingue Gárgola!!!

Uma forte onda de vento emanou pela sala, balançando os cabelos e a roupa de Ulquiorra, uma densa energia espiritual emanou do sabre negro de Kajatyo, o envolvendo em uma reiatsu maligna e avermelhada. O local onde ele estava parecia queimar com aquele poder, o ar também estava ficando quente em meio a aquela energia espiritual algo começou a andar em passos calmos, era possível ver seu vulto através da grande aura de poder ao seu redor. Quando de súbito a energia emanou para os lados permitindo a visão completa do que era a ressurécion do maior de todos os traidores.

Naquele momento Ulquiorra arregalou seus olhos esmeraldinos, a imagem de Kajatyo estava refletida em seus olhos.

Kajatyo: Um pouco decepcionante não? – começou a descer as escadas.

Ulquiorra se posicionou e mantinha-se em alerta, os pés daquele arrankar faziam muito barulho enquanto pisava nos degraus, o barulho das duas garras dos dois dedos de seus pés emitiam um estalo quando encontravam-se com a escada. Ulquiorra acompanhava cada movimento, qualquer mudança no fluxo de reiatsu, qualquer gesto, qualquer piscar de olhos, qualquer coisa era bem observada.

O arrankar, líder da rebelião, desceu completamente a escada. Ele bateu levemente as enormes garras brancas de seus dedos. Os olhos amarelados do arrankar encaravam os olhos esmeraldinos do seu oponente.

Kajatyo começou a caminhar, Ulquiorra segurou mais firme sua lança de reiatsu. Nas costas do líder da rebelião havia surgido duas asas feitas de ossos, sem nenhuma membrana, sua pele estava acinzentada, de seus ombros haviam crescido oito grandes espinhos cinzas, quatro de cada lado, de seus braços surgiram também vários espinhos pontiagudos, sua espada negra desapareceu, ele agora carregava uma arma similar a uma espada negra, entretanto constituída de uma reiatsu que queimava com um fogo negro, ele a manejava apenas com uma mão. Sua pele estava com um aspecto acinzentado, seu cabelo estava bem mais longo chegando até a metade das costas, seu corpo estava descoberto da cintura para cima, revelando uma aparência com músculos destacados e um manto negro recobria suas pernas da cintura até a canela, onde era meio rasgado.

Kajatyo: Então aqui vou eu Espada. – falou seriamente.

Nesse instante as asas do arrankar enterraram-se no chão. Ulquiorra espantou-se ao sentir algo abaixo de seus pés, ele saltou para trás, esquivando-se das pontas das asas que haviam crescido e passado por baixo da terra, nesse instante cinco garras cravaram-se em seu ombro. Kajatyo havia avançado rapidamente enquanto Ulquiorra desviava das longas pontas afiadas de suas asas.

Ulquiorra tentou golpear a mão de seu adversário, entretanto quando a arma a atingiu, a lança não conseguiu corta-la, liberando várias faíscas. Assim Kajatyo desceu sua zanpakutou, cortando profundamente Ulquiora do ombro esquerdo até a cintura. Kajatyo o empurrou, ele afastou-se com um grande ferimento no corpo.

Kajatyo: Não se preocupe dessa vez eu não acertei nenhum órgão vital...

Kajatyo desapareceu usando um sonido, Ulquiorra não conseguiu acompanhar seu movimento, percebendo que seu oponente já estava atrás de si ele virou-se rapidamente, entretanto o arrankar não estava mais lá, nesse momento Kajatyo, que estava trás de seu adversário, desceu ferozmente sua mão esquerda, liberando uma forte onda de uma energia embaçada. Ulquiorra foi arremessado e deslizou pelo chão, deixando uma trilha de fumaça, pedras destruídas e sangue.

Ulquiorra se ergueu, ele estava sem seu braço e sua asa esquerda, ele sentiu sua regeneração começando a agir, entretanto quando ele olhou para frente a criatura líder da rebelião já estava na sua frente.

Kajatyo: É aqui que eu encerro essa nossa tola luta, Espada!!!

Kajatyo movimentando rapidamente sua espada, perfurou o tronco do arrankar, o sangue jorrou pela abertura criada em seu corpo, nesse instante a arma de reiatsu que estava atravessada no corpo do Cuarto Espada emitiu uma forte onda da estranha energia negra que a formava, criando inúmeros cortes pelo corpo do Espada. Após esse movimento Kajatyo virou sua zanpakutou, posicionando-a na horizontal, alargando a área do ferimento e, em seguida, ele a puxou para a direita, praticamente partindo o corpo de Ulquiorra ao meio.

Ulquiorra desabou no chão, ainda consciente, o líquido vermelho fluía constantemente de seu corpo, a dor era imensa, ele não conseguia se manter de pé, ele não conseguia se regenerar, ele não conseguia nem mecher um de seus dedos.

O corpo do Cuarto Espada desabou no chão, os olhos esmeraldinos fitavam o nada e iam perdendo seu brilho, o Espada lembrava da tristeza, dos sussuros, do frio, a dor o corroia, a morte o corroia.

Kajatyo: Acabou Espada, aqui é onde você morrerá, sem esperanças, sem poder, sem ninguém, sem nada. – Kajatyo olhava o corpo caído de seu adversário, os profundos cortes, o líquido vermelho que escorria dos ferimentos abertos, ele admirava um pouco a carnificina que criou arrancando um dos braços e uma das asas de seu oponente e quase o partindo ao meio.

Kajatyo virou-se e quando iria começar a andar ele sentiu algo segurando a base de sua calça negra, ele virou-se e viu a mão branca de Ulquiorra segurando-a, ele encarou os olhos verdes do Espada, eles já estavam sem brilho, era para ele estar completamente morto agora.

Ulquiorra: Eu ainda não fui derrotado... – Ele falava com a seriedade de sempre, entretanto era capaz de ouvir certa melancolia em sua voz, mesmo caído e ferido ele não desistia.

Kajatyo: Tsc...

Kajatyo movimentou sua perna rapidamente, fazendo a mão de Ulquiorra larga-la, as asas de osso se inclinaram para frente e suas pontas ficaram na direção do Espada, apontando para seu corpo caído. Na ponta delas começaram a surgir grandes esferas de energia arrocheada, Kajatyo preparava dez ceros com as pontas dos ossos que emergiam de suas costas.

Kajatyo: Vou finalizá-lo de uma vez...

Nesse momento Um cero rosa surgiu, abrindo caminho por entre as brumas, atingindo o arrankar nas costas, ele não se moveu enquanto a técnica de reiatsu atingia suas costas, ele a suportou com facilidade. A energia dos ceros rochos dissipou-se e Kajatyo abandonou a idéia de acabar de uma vez com Ulquiorra e virou-se, procurando de onde havia surgido aquela técnica que o atingira pelas costas. Ele avistou a arrankar que entrara na sala com Ulquiorra de pé, em meio as ruínas, sem nenhum dos ferimentos que ele a havia causado. A ruiva o encarava.

Kajatyo: Estranho... Pensei que estava morta... – Surpreso.

Ellaine: Era para eu estar, entretanto... –Ela se recorda do momento em que engoliu uma pastilha que retirou de seu bolso — ...Entretanto eu ingeri uma partícula concentrada da reiatsu regenerativa do meu mestre, que ele havia preparado para mim, eu só a estava esperando fazer efeito.

Kajatyo: Então vou ter que perder meu tempo com você de novo... Tudo bem, dessa vez deixarei seu corpo em pedaços para evitar que se regenere.

Ellaine sacou sua zanpakutou rapidamente, sua reiatsu aumentou bruscamente deixando-a envolta por uma reiatsu vermelha como seu cabelos.

Ellaine: Abdique...

-x-

Ulquiorra não estava mais consciente, a última coisa que viu foi Ellaine liberando seu poder para tentar enfrentar Kajatyo. Ele agora estava com seu corpo completamente curado, como se nada tivesse acontecido, suas asas negras ainda estavam em suas costas, como todo seu corpo estava normal. Ulquiorra estava dentro de uma caverna escura, ele conseguia sentir muito frio ali, ele olhou para o teto e viu algumas figuras negras se movimentando, mas não se importou.

???: Ulquiorra!

O Espada virou-se para onde surgira aquela voz, deparando-se com uma estranha figura negra.

Ulquiorra: Quem é você e o que faz aqui? – Ele indagou.

???: Ulquiorra, eu sou você!

...

Continua

Notas finais
Em breve eu posto o próximo, talvez eu demore um pouquinho XD Abraços