Traga-me para a luz.
8 O inverno e o desejo vieram até mim.
Notas iniciais

Para minha alegria, Bucky decidiu dormir aqui. Comigo! Por dentro, eu estava eufórica. Apesar, ter medo de estar indo rápido demais. Mas, eu havia vivido com medo e não queria me limitar, agora. Queria viver esse amor plenamente ao lado de Bucky. Sabia que não seria fácil... Nós tínhamos nossos próprios demônios para enfrentar. Nossos medos, nossas incertezas. Buscando a felicidade na escuridão das nossas vidas.
Mas, nesse momento... Nós tínhamos um ao outro. Nós agarramos um ao outro, como botes de salvação. O senti, acariciar meu rosto. Apreciei seus carinhos.
— O que está pensando, meu anjo? Questionou Bucky, sentando ao meu lado e segurando minha mão.
— Em você. Respondi, rindo. Ele me puxou para seu colo, fazendo meu coração acelerar. Deslizei minha mão sobre seu braço de metal, suspirando. Eu estava criando uma verdadeira obsessão pela aquela parte especifica de Bucky.
Senti seus lábios delicadamente pressionados nos meus. Deslizei minhas mãos em seu rosto coberto por sua barba rala. Ele decidiu aprofundar o beijo, explorando minha boca e pressionando nossos corpos. Parecia como se tivesse entrado em uma dimensão paralela que somente ele poderia me tocar e ninguém mais.
Sua testa foi pressionada contra a minha. Me fazendo suspirar, tantos sentimentos... Bucky me ergueu em seus braços, me colocando no chão. Seus pés se colocaram abaixo dos meus, sua mão se posicionou em minha cintura pegando em minha mão.
— A senhorita dançaria comigo? Pediu, sua voz escondendo o riso. Já eu não consegui esconder o meu, assentindo. Bucky começou a rodopiar calmamente comigo sobre os seus pés. E aquilo era perfeito! Cada minuto que Bucky estava em minha vida, ele mudava algo que jamais ousei mudar.
O abracei entre a dança o mais apertado que consegui.
— O que foi, anjo? Questionou, acariciando meu rosto.
— Nada. Está tudo perfeito. Pela primeira vez, tudo está perfeito. Afirmei, enquanto ele voltada a rodopiar comigo sobre seus pés. Eu tinha tanto medo... Medo de tantas coisas, de nada disso ser real, de tudo acabar. Mas, eu guardava esses medos para mim. Bucky já tinha os dele.
Definitivamente, não precisava dos meus para atormenta-lo.
— Já anoiteceu. Disse Bucky, quando paramos de jantar. Sorri, ao ter certeza que ele ficaria aqui.
— Então, peça uma pizza para nós. Disse, lhe dando um selinho. Era incrível, como Bucky ficava imóvel quando eu o tocava. Não por medo ou receio, mas era como se ele... Quisesse que eu soubesse que ele estava ali para que eu pudesse senti-lo sob meus dedos e meus lábios. E eu adorava isso.
— Tudo bem. Amber, tem certeza que quer que eu durma aqui? Questionou, inseguro.
— Claro que tenho, meu amor. Afirmei, com toda a certeza que tinha. Senti seus braços envolverem lentamente minha cintura, seu rosto se colocando ao meu.
— Repita. Ordenou, sua voz mais rouca. Seu tom lento mais com nuances implorativas.
— Meu amor. Repeti, sabendo que era aquilo que ele queria. Me arrepiei, tamanho o poder de sua presença sobre mim. Meu coração acelerado, minhas mãos deslizando em seus braços. Suas mãos subiram para meu pescoço acariciando até chegar em meu rosto.
Bucky parecia experimentar todo o seu poder sobre mim e o quanto eu apreciava suas mãos em meu corpo. Mas, eu também tinha certeza que ele era meu. Que eu tinha poder sobre ele. Estranha e linda ironia era aquela. Um alguém vulnerável ter poder sobre alguém tão letal. Nós éramos um casal incomum, realmente.
Mas, intensos e melhores que outros.
— Eu vou pedir a pizza. Disse, andando para longe de mim. E ali, eu percebi um fato. Bucky me desejava e mal podia se conter. Assim, como eu.
Horas depois, a pizza já havia chegado e estávamos no sofá conversando e nos beijando. Difícil manter as mãos longe um do outro. Cada sentimento que eu tinha com Bucky era uma surpresa. Nunca havia sentido nada igual. Quando, bocejei pela primeira vez. Ele me levantou em seus braços, me levando até a cama. Não pude deixar de entrelaçar meus braços em seu pescoço.
Bucky me depositou na cama. Acariciando meus cabelos e brincando com as mechas dele. Ele se deitou ao meu lado, me envolvendo em seus braços. Enterrei meu rosto em seu peito, aspirando seu perfume. Nossos corpos entrelaçados da forma mais confortável para dormir.
Ele em nenhum momento, pediu ou insinuou algo a mais. E aquilo só me fez me apaixonar e entender que Bucky me amava, mesmo que seja cedo para dizer. Eu era especial e vital para ele. Eu havia encontrado o sentimento que muitos passam a vida inteira procurando.
— Boa noite, meu anjo. Desejou, sussurrando baixinho em meu ouvido.
— Boa noite, amor. Respondi, me deitando em seu peito. Eu não queria sair dali, nunca mais. Pensei, me entregando ao sono.
***
Senti mãos deslizarem por meu corpo. O carinho forte e calmo, me sentindo sobre suas mãos. Seu rosto se enterrou em meu pescoço, sentindo meu cheiro. Era quase animalesco e primitivo. Bucky não me tocava assim. Mas, o perfume o denunciava. Meu coração quase saiu do meu peito e eu soube que não era o meu Bucky que estava ali.
Era ele. O soldado invernal.
Bucky me tocava, como se eu fosse algo sagrado. Algo puro e que devia ser protegido. Mas, esse toque era cheio de possessividade, necessidade e crueza. E ainda sim, me arrepiava e me fazia ofegar. Confesso que quando Bucky me confidenciou que não tinha se livrado dele, não pensei que era tão literal. Como, uma segunda personalidade escondida a 7 chaves.
Talvez, se eu ficasse quieta. Ele pensaria que eu estava dormindo. Mas, eu estava preparada para gritar o que provavelmente, seria loucura. Apesar, de sentir que ele não me machucaria também. Porém, se algo acontecesse comigo... Bucky jamais se perdoaria e partiria para sempre. E isso, eu não poderia suportar.
E Deus sabe como eu tentei ficar quieta.
Só que quando sua língua deslizou lentamente por meu pescoço, provando minha pele. Não pude evitar o gemido. Deslizando minhas mãos pelos seu braço e nuca. Todos os meus sentidos entraram em alerta e paralisei.
— Мой маленький ангел. Ты мой! (Meu pequeno anjo. Você é minha!) Sua voz soou grave em russo. E eu não pude deixar de me impressionar, mesmo não tendo ideia do que ele falava. Suas mãos acariciaram meu rosto, me fazendo ofegar. Eu me sentia como se tivesse hipnotizada.
Sua boca se colou a minha. Um beijo cheio de luxuria e possessivo, tão poderoso que ameaçava me consumir. Tão diferente de Bucky, mas mesmo assim tão igual. Suas mãos deslizaram sobre minhas pernas, não consegui reprimir o gemido quando seu braço frio de metal deslizou por dentro do meu short alcançando minha calcinha.
Eu estava excitada. E eu podia sentir sua excitação firme e dura, em minha barriga. Me fazendo delirar, tendo a total certeza que todas as partes de Bucky me queriam. Estava sob o total controle dele. E queria estar ali.
Então, tudo parou. Como, se eu estivesse sozinha e fosse uma ilusão da minha mente.
— Я вернусь за тобой. (Eu voltarei por você.) Disse, somente. E se deitou do meu lado, me trazendo para cima dele e me envolvendo em seus braços. Com tantas reações, eu ainda ofegava em seus braços. Alerta demais para dormir ou descansar.
O braço de metal deslizou lentamente por minhas costas, para que eu me acalmasse. Demorei ainda 30 minutos, para que eu respirasse mais tranquila e me rendesse ao sono. Sabendo, que eu estava dormindo nos braços de um dos homens mais perigosos do planeta.
Mas, para mim... Estranhamente. Ele era inofensivo.
Acho...
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