Traga-me para a luz.

16 Lendas nunca morrem


Notas iniciais
Hello again! ♥ Mais um capitulo. E hoje, nossos pombinhos se reencontrarão. Eu realmente espero que adorem esse capitulo, como eu adorei escreve-lo. Na verdade, esse tem sido uns dos meus capítulos favoritos de TAL. Aviso > Esse capitulo em especial, contem algumas cenas de violência e angustia. Resumindo, a protagonista vai matar algumas pessoas. Então, se isso te incomoda de alguma forma. Já deixo o aviso e lembrando essa fic é para maiores de 18. Se você não tem 18 e está lendo escondido, recomendo ler no celular. KKKKKKKK Não que eu esteja apoiando isso. Sua conta em risco. Créditos da capa > Lady Winter, novamente. Mais linda do mundo :3 Sem mais delongas. Enjoy!

Neve.

Neve cobrindo as arvores e o chão, transformando tudo em um mar frio e branco. Para mim, era um presságio que algo iria acontecer. E realmente, iria. O coturno afundava na neve, enquanto escondia o moto-neve a uns 10 km da base ainda em funcionamento, da Hidra. O plano era simples... Entrar, matar e destruir. O uniforme preto delineava meu corpo que sumia em volta do imenso casaco branco que sumia na neve.

O machado pesado permanecia camuflado em minhas costas. Cada passo mais determinado que o anterior, não havia dúvidas do que fazer. Nêmesis dominada cada dia, a cada momento mais sua mente. Deixando a doce e frágil Amber escondida em algum canto escuro. 100 metros da base, me arrasto até um arvore. Observando os guardas e seus armamentos.

Retiro o casaco, trazendo o machado a mão. Eu faria isso mesmo? Suspiro, olhando para clara diferença entre o machado negro e a neve. Meus pais detestariam o monstro que eu me tornei. E Bucky, teria nojo de mim. Não havia restado mais nada, apenas cinzas de tudo o que eu amei e quis ao meu lado. Nem Ares, estava ao meu lado. Meu fiel companheiro...

Duas Glock’s 9mm presas em minhas pernas com um coldre, como Lara Croft. Duas adagas em minhas costas, um soco inglês em meu bolso, facas pequenas em meu coturno. Eu adorava o look, odiava o motivo de vesti-lo. Segurei o machado sem vacilar, observando os inimigos. Me concentro, sentindo o vermelho dos meus olhos ficar mais intenso, pelo uso dos meus poderes.

Criando uma muralha de fogo, entre o portal e a floresta. Começo a andar, me mantendo atrás da barreira, bloqueando a visão deles sobre mim. Eles atiravam sem controle na barreira, deixando o medo dominar sua mente. A barreira se movendo a minha frente, deixando o chão negro e molhado, pela a neve derretida.

A guio sob minhas mãos, a impulsionando sobre os portões e os guardas de vigilância. Causando uma imensa explosão, o machado em chamas em minha mão direita, enquanto caminhava sobre os corpos – parcialmente, queimados — da entrada.

Bem vindos ao inferno, filhos da puta. Digo, sorrindo. Se a real Nêmesis, deusa da Vingança, existisse. Nesse momento, ela estava sorrindo para mim. Ouço a tiro soar a minha frente, arremesso o machado na mesma velocidade para o meu atacante, enquanto desvio da bala por alguns segundos. Agradecendo os malditos reflexos aprimorados da joia e da Hidra. O homem cai com o machado no peito e ergo as armas, disparando três tiros perfeitos na cabeças dos guardas que viam atrás dele.

Corro, tirando meu machado do corpo. Entrando pela porta que os imbecis haviam deixado aberta, o corredor largo e escuro feito em concreto, logo se iluminou. Quando, minhas chamas lambiam as paredes e o teto. Hoje, eu era a Juiz e executora... E já havia declarado todos culpados.

Começo a correr, deslizando sob as pernas de um dos guardas, acertando o machado suavemente sobre elas, provocando um corte profundo. Volto a arremessar meu machado em outro guarda, acertando sua cabeça. Quebrando o pescoço daquele que estava de joelhos atrás de mim.

Ouço o alarme de evacuação soar acima de mim. Começo a gargalhar, vendo isso como um sinal claro que eles já haviam declarado a batalha perdida. Corro por entre a base, liberando as chamas por entre os corredores. Não sobraria nada, se dependesse de mim.

Varreria a Hidra e sua podridão do mapa.

Entro em uma sala com vários doutores, erguendo minhas armas e disparando tiros certeiros em suas cabeças. Olho as cúpulas que estavam vazias, no momento, me lembrando momentaneamente do que passei. Quando, ecoa um barulho de tiro atrás de mim. Me dar alguns passos pelo o impacto em minhas costas, sinto minha carne ser perfurada e me ajoelho, rangendo os dentes pela a dor.

Sinto o cano frio ser pressionado na minha cabeça, respiro fundo. Ampliando meus sentidos, ouvindo o gatilho soar. Desvio a cabeça da trajetória da bala o mais rápido que posso, a sentindo raspar pelo o meu couro cabeludo cortando algumas mechas pelo impacto. Dou uma cotovelada com toda a força com meu braço esquerdo em sua coxa, o fazendo gritar de dor. Sacando minha adaga com a mão direita e me levantando rapidamente, o transpassando com ela. O sinto cuspir sangue e olho em seus olhos, vendo a vida sair deles. Retiro a adaga, vendo ele cair na minha frente.

Deixo as chamas, se alastrarem ainda mais. Ignorando o zumbindo pelo tiro em meu ouvido, devolvo a adaga para minhas costas, segundo apenas o machado. Sentindo o sangue cair do meu ferido, eu curava mais rápido que a maioria das pessoas. Mas, nenhuma super cura... Ainda demandava cuidados, como qualquer mortal.

Era a hora de ir. Mesmo, querendo continuar. Ferida e morta, eu não iria cumprir nenhuma vingança. Deixo o fogo consumir, todos os lugares e caminho para saída, ainda ouvindo alguns gritos.

Senhora, peço que largue o machado. Ouço a voz autoritária e ainda si, gentil. Me viro para o seu dono, dando de cara com o próprio Capitão América. O uniforme azul o deixava fodidamente imponente, diferente de mim. Ele parecia um Deus da justiça na terra e se ele estava aqui, possivelmente... Os vingadores estavam com ele.

Porra! Uma coisa era lutar com soldados da Hidra, outra coisa era lutar com o grupo de super heróis mais poderoso da Terra. Eles já haviam chutado coisas mais poderosas do que eu. Lembro de Nova York, mais um motivo para sumir. Ergo a cabeça, o observando. Jogo suavemente minha cabeça para o lado... O que eu faria? Era o melhor amigo de Bucky aqui. Eu não podia mata-lo e nem queria, eu matava os caras maus. Aqueles que destruíram minha vida e não, um herói.

Amber é seu nome, não é? Continuou ao ver o meu silêncio. Abaixou o escudo, me observando atentamente. – Eu sei que você deve estar confusa e o que aconteceu com você...

Supõe. Minha voz soa pelo corredor, seus olhos se arregalam para mim. – Você supõe que sabe o que aconteceu comigo. Sendo assim, você já cometeu seu primeiro erro. O meu problema não é com você, Capitão. Então, seja o bom garoto que eu sei que você é. E saia da minha frente ou... Digo, apontando meu machado em chamas para ele.

Ou? Questiona. Dando dois passos em minha direção.

Passarei por cima do seu cadáver. Aviso, deixando meu rosto ser dominado por uma determinação voraz. Ele começa um corrida em minha direção, o que me faz fazer o mesmo. Droga! Quando, ergo o machado em direção ao seu escudo, um vulto negro em velocidade passa por ele em minha direção. Me jogando no chão com força.

Sinto o braço de metal, me prender no chão. Me imobilizando... Os olhos azuis gelados cheios de determinação e indignação sobre mim. Meus olhos se arregalam, sentindo Bucky em cima de mim. De repente, eu sou apenas a menina de alguns meses atrás, frágil e bondosa.

Meus olhos se enchem de lágrimas e ele está aqui. Ele está com os Vingadores e me viu atacar seu melhor amigo. Sinto todo o perfume, dominar meus sentidos. Ele era tão lindo... Pelo primeira vez, eu estava o vendo. Meu coração e mente se enchem de uma emoção sem igual. Meu soldado... Uma obra de arte que me emocionava.

Ele parecia tão cansaço. Ele estava aqui por mim?

Bucky. Sussurro, o encarando.

Não!

Ele te deixou, Amber. Se foi!

Não o deixe entrar. Ele é covarde.

Ele vai te deixar outra vez.

Me deixe assumir o controle.

Ele vai se arrepender de nos ter abandonado.

Nêmesis sussurrava em meu ouvido. E ela tinha toda a razão... Amber estava morta e só havia um objetivo. A queda da hidra! Meus olhos brilham de raiva e determinação, minha mandíbula se fecha tentando conter meus instintos assassinos.

Acerto uma cabeçada no nariz de Bucky, o quebrando. Me solto do seu aperto, me levantando e chutando seu peito, assim que ele se coloca de pé a minha frente. Ele caí, ainda atordoado.

Eu sinto dor...

O que eu sinto é apenas dor.

Não deveria ser assim. Parecia que cada vez que eu o feria, estava ferindo a mim mesmo. Recuo, não querendo machuca-lo mais... Eu não estava bem. Não. Ele já foi tão magoado, tão ferido. Não podia fazer isso também. Balanço a cabeça, tentando me concentrar.

Saiam da minha frente. Peço, tentando não fazer mais alguma besteira.

Amber, por favor. Você precisa parar. Implora Bucky, erguendo as mãos para mim. Com o rosto cheio de sangue...

Preciso? Questiono com minha voz, pingando raiva. – O que eu preciso é acabar com isso, James. Preciso reduzir a Hidra á cinzas.

Não precisa ser assim, Amber. Podemos parar a Hidra. Diz Steve, tentando me convencer.

Com todo o respeito a sua idade, Capitão. Você vem tentando acabar com a Hidra a quase 100 anos e claramente, não está conseguindo. Então, seu método não é o mais eficiente. Digo, debochando.

Pegou pesado com o velho. Surge Tony Stark, disparando contra mim. Me arremessando alguns metros.

Filho da puta! Sussurro, sentindo minha visão ficar escura. Ouvindo o estalo do meu machado no chão e passos correndo até mim.

***

Horas depois, sinto minha consciência voltar. Sentindo água até meu ombro. Caralho! Eu estava presa em uma câmara de água? Presa em pé em uma câmara de água. Reviro os olhos com tamanha ousadia dos filhos da puta...

Desculpe por isso. Mas, você vaporizou uma base da Hidra do mapa. Nós tínhamos que tomar as precauções. Avisou Stark, me encarando.

Jura? Se você não tivesse falado. Eu não iria notar. Afirmo, sarcástica. – Era suposto que você seria o gênio da equipe. Cometeram um erro aqui... Digo, debochada. Dando um gargalhada maldosa... Stark abre a boca para replicar. Mas, Steve e Bucky entram no laboratório com uma pequena e animada bola marrom.

Minha mente grita em reconhecimento. E meus olhos se enchem de lágrimas por uma segunda vez ao dia.

ARES! Grito, emocionada. – Ares! Sou eu, baby. Eu... Eu pensei que você estava morto. Digo, chorosa. Enquanto, ele apoia suas patas no tanque. Tento me mover, mas as algemas dentro do tanque me impedem. – É a mamãe, bebê. Eu queria tanto abraçar você. Digo, chateada por estar presa. Eu não tinha perdido tudo, afinal. Olho para Ares que lambia o tanque, enquanto o olhar de Bucky permanecia emocionado e sereno sobre mim.

Eu não tinha perdido tudo, afinal. Penso, voltando a sorrir para Ares.

Notas finais
Acho que tem um macho alpha bem chocado. Até a próxima e Bucky AMA vocês.