Traga-me para a luz.

4 Fique comigo e seja minha luz.


Notas iniciais
Hello, amores. Bem, mais um capitulo de Traga-me a luz. ♥ Gostaria de agradecer pelos comentários do capitulo anterior. Como sempre, você me arrasam. Me enchem de alegria incrível e de muita motivação. Fico imensamente grata! A forma como você se apegam rapidamente a Amber e Ares me emociona muito. Obrigado á quem favoritou a fic. E leitores novos, sejam muito bem vindos. Aliás, eu não sou muito de sugerir que vocês ouçam alguma música durante os capítulos. Porém, fiquem á vontade para ouvir Angel By The Wings da Sia. ♥ Espero que gostem! Erros e duvidas, estarei nos comentários. Sem mais delongas. Enjoy!

Tenho certeza que minha face transparecia toda a minha surpresa. Por Deus! Ele estava mesmo me chamando para sair e em um encontro. Mas, eu estava tão assustada e encantada. Ainda hipnotizada pelos seus carinhos. Bucky me enervava de maneiras que sequer podia imaginar. Tudo nele me atraia, como um imã. E eu precisava senti-lo sobre os meus dedos. Sobre minha pele. Para ter certeza que ele era real e não um fruto da minha mente.

— Sei que está passando muitas coisas por sua cabeça. Mas, eu quero... Quero apenas, passar um tempo com você. Explicou-se Bucky para mim, a timidez se sobressaindo em sua bonita voz. Sorri, segurando Ares com mais força a vim de extravasar o meu nervosismo. Respirei fundo, tentando tomar alguma coragem para o que eu queria fazer.

Soltei Ares por alguns minutos, sabendo que ele não sairia do meu lado. Dei um passo para frente, senti sua mão segurar a minha e seu perfume dominar meu olfato. Segurei sua mão, sentido a textura de sua pele. Sua mão quente e forte, bem maior que a minha com alguns calos. Já a outra, parecia estar coberta por uma luva. Senti sua mão, descer calmamente para minha cintura.

— Não que eu não goste disso. Mas, o que está fazendo, anjo? Questionou, carinhoso. Sua voz rouca e calorosa, que transmitia certa alegria.

— Eu quero ver você, Bucky. Do meu jeito. Posso? Pedi, erguendo as mãos. Como se fosse tocar o rosto de alguém, esperei com elas erguidas com muita expectativa. Expectativa é claro, que lutei para conter. Senti algo se aconchegar em minhas mãos, lento e calmo. Minhas mãos deslizaram sobre a barba rala e o maxilar bem demarcado. Não contive o suspiro, deslizei com cuidado para seus olhos os sentindo se fechar sobre meus dedos. Seu rosto se aconchegou novamente sobre minhas mãos, como se aquilo fosse um carinho para ele.

Senti sua boca sobre a ponta dos meus dedos. Assim, como seu ofego. Meu coração batia tão rápido e quase tremi sobre suas mãos. Senti seu cabelo sobre meus dedos, parecia longo.

— Qual é a cor dos seus olhos, Bucky? Perguntei, subitamente curiosa.

— Azuis, anjo. Respondeu, baixinho. Sua voz afetada e lenta, quase como se ele tivesse em uma espécie de transe.

— Você é lindo, Bucky. Disse, tirando minhas mãos de seu rosto. Mas, ele não soltou minha cintura e senti seu rosto perto do meu. Senti seus lábios plantarem um beijo em meu rosto, fechei meus olhos e tentei prolongar aquilo por máximo de tempo que meus sentidos podiam. – E eu aceito sair com você. Não poderia sair com um homem que não sabia como é. Respondi, sorrindo. Suas mãos me soltaram e eu lamentei. Internamente, é claro.

— Espero que tenha gostado, então. Disse Bucky, alegre.

— Sim, eu gostei. Respondi, voltando a segurar Ares.

— Nós vemos amanhã, anjo. Pediu, inseguro. – Ás 20 h? Questionou, Bucky.

— Para mim, está ótimo. Confirmei, ouvindo passos se aproximarem. – Passe na minha casa. Disse, por fim.

— Essas maças estão maravilhosas. Disse, minha mãe. – Ora, Amber. O bonitão está aqui. Exclamou, segurei o riso.

— Mamãe, esse é o Bucky. Bucky, essa é a minha mãe. Os apresentei, sorrindo.

— Senhora. Disse, Bucky.

— Oh meu bem, me chame de Helena. Afinal, você parece estar disposto a entrar para família. Disse, o seu tom parecendo animado e alegre. Tenho certeza que estava vermelha e sem graça. Eu deveria ter me acostumado com esse tipo de coisa.

— Mãe! Disse, a censurando. — Por Deus! Terminei, brava.

— Não fique assim, anjo. Uma hora teria que acontecer. Disse Bucky, para mim. – Bem, já estou indo. Até amanhã, ruivinha. Falou, me dando outro beijo em meu rosto e partindo. O que aquele homem estava fazendo comigo? Isso não importava muito agora, eu só queria estar perto dele. E senti outra vez e outra vez, o que eu havia sentindo agora a pouco.

— Ele é tão bonito! Falou, minha mãe ao meu lado.

— Eu sei, mãe. Agora, eu sei. Disse, sorrindo.

***

O dia do encontro chegou. Havia até passado rápido, considerando meu nervosismo doente. Minha mãe até que tinha tentado me acalmar com alguns palavras. E apesar dela, saber esconder consideravelmente o que sentia. Eu sabia que ela estava tão nervosa, quanto eu. Depois, que eu falei que Bucky me chamou para sair. Ela surtou! Está certo que eu nunca tive um encontro ou qualquer coisa parecida. Mas, por mais que eu não seja igual as outras meninas... Uma hora, aconteceria.

Mas, ela passou o dia aqui. Me preparando para o meu tão amado encontro.

— Qual cor é o vestido? Questionei, enquanto passava a mão por ele.

— Marsala ou como você gosta de dizer... Disse, penteado meu cabelo.

— Vinho. Completei, sorrindo. – Minha cor favorita. Exclamei, satisfeita. – Não tão forte, quanto o preto. E nem tão vibrante como o Vermelho. Disse, repetindo a primeira explicação que ela havia me dado sobre a cor.

— Você se lembra. Exclamou, com a voz emocionada. Acariciando meu cabelo para prendê-lo em um coque. – Bons tempos e ao mesmo tempo, tão difíceis. Disse minha mãe, colocando grampos em meu cabelo.

— Me lembro de tudo, mãe. Afirmei, sorrindo.

A campainha havia tocado. E senti em minha intuição que era ele, me levantei empolgada.

— Como estou? Perguntei, a minha mãe.

— Simplesmente linda. Afirmou, ela. Andei calmamente para a porta, mesmo sabendo o caminho em minha memória. Respirei fundo e a abri.

— Você está linda. Disse Bucky, em sua primeira frase. – Vamos? Questionou e segurou minha mão.

— Vamos. Eu levo o Ares ou não? Questionei Bucky. Talvez, ele não gostasse de ficar me guiando a qualquer momento.

— Só se você quiser. Mas... Eu posso te guiar, anjo. Prometo de trazer sã e salva para casa. Disse, apertando delicadamente minha mão. Assenti e me despedi da minha mãe. Que me passou dezenas de recomendações.

Com nossas mãos entrelaçadas, Bucky foi me guiando pelas ruas. De tempos em tempos, suas mãos iam parar em minha cintura. E quando passarmos perto de qualquer elevação ou depressão nas calçadas, sua voz vinha parar urgente perto de mim. Não sei, porque sempre sentia que Bucky estava em alerta. Tenso por algum motivo... Como se a qualquer momento, alguém fosse sair da escuridão e ataca-lo.

— Onde estamos indo? Perguntei, para iniciar um assunto.

— A uma cantina italiana. Espero que você goste, mas podemos ir a outro lugar. Sugeriu, entrelaçando nossos dedos. Eu adorava comida italiana e sonhava em um dia conhecer a Itália.

— Está ótimo para mim. Respondi, sorrindo. A noite não estava fria em Washington.

— Então, Bucky... Porque não me fala sobre você? Disse, enquanto andávamos.

— Não há muito a ser falado. Mas, eu sou um cara com uma vida complicada. Disse, quase tímido. Não contive o riso e ele também riu.

— Vida complicada? Não tem como ser mais vago que isso. Afirmei.

— Sim, não tem. Já estamos chegando! Me avisou para entrarmos, ele me guiou até a cadeira.

Bucky era engraçado. Era leve e divertido na maioria do tempo. Mas, em certos momentos sua voz se enchia de escuridão e raiva. Como se algo, houvesse o feito sofrer muito e se lhe estivesse faltando uma parte. Confesso que sua presença imponente me assustada. Às vezes, me sentia como uma lebre que insistia em brincar com o tigre. Sem perceber o perigo que corria, mas eu amava sua companhia.

Bucky me trazia vida. Cada palavra ou riso que tocávamos me enchia de paz, alegria e diversidade. Diversidade de uma rotina ao qual eu vivia presa. A cada minutos que eu disfrutava da sua companhia, eu tinha certeza que Bucky era a minha lanterna. A luz da minha vida escura. E isso me assustava. Me enchia de um medo puro, da mesma forma que me enchia de uma genuína alegria. Eu não conseguia controlar ou entender, como apenas uma pessoa me despertava vários sentimentos distintos.

Bucky era mesmo um homem diferente. Não que eu tivesse com o que comparar. O que eu sentia por ele era como alguém que se estava a muito tempo debaixo da água e o ar entrava em seus pulmões. Apenas, para submergir novamente. Entre pratos e bebidas que me foram servidos. Nós conversávamos... Basicamente, ele me falou de sua vida. De seu melhor amigo e de sua mãe. Mas, disse que um emprego ruim tinha prejudicado sua vida. E agora, ele recomeçava e buscava uma nova chance.

— Estou procurando o que eu perdi, Amber. Quero recomeçar. Afirmou, segurando minha mão por cima da mesa.

— Eu sinto muito por tudo o que te aconteceu. Disse, colocando o máximo de sinceridade em minha frase.

Passamos alguns minutos e depois, partimos. Bucky parecia preocupado e me tinha perto de seu corpo a todo o momento. Eu podia sentir o seu perfume e seu calor. Minutos depois, estávamos perto da minha casa, conforme ele havia me avisado. Paramos... Suas mãos acariciaram meu rosto.

— O que eu estou fazendo? Questionou, me soltando abruptamente. – Amber, eu... Parou, sua voz cheia de dúvida e dor. – Eu não posso. Estou indo embora no mês que vem, Amber. Finalizou, segurando minha mão. Ofeguei, o nó na minha garganta me impedindo de falar e lágrimas se apossaram de meus olhos. Como assim ele iria embora? Não!

Não!

— Não, Bucky. Disse, com a voz embargada. Porque eu estava tão devastada? Eu só o conhecia a alguns dias... – Não vá, Bucky. Agora que... Disse, tentando reordenar minha cabeça. Agora que ele entrou em minha vida. Agora, que eu o conheço. Isso não podia estar acontecendo? Por Deus! Porque, ele insistiu nisso então? Porque, me encheu de esperanças?

— Eu tenho que sair do país, Amber. Eu queria muito poder ficar aqui... Com você. Se você soubesse o que faz comigo. Com o meu coração. Mas, eu não tenho nada para te dar, anjo. Eu só tenho dor e não quero trazer isso para você. Disse, segurando meu rosto. As lágrimas já corriam livres.

— Eu fui apenas uma brincadeira, não? Perguntei, irritada. Eu sabia que as pessoas sempre me viam como frágil, mas porque ele não ficou longe? Porque entrou em minha vida, se não tinha a intenção de ficar? Eu só queria entender.

— Não. Não! Não diga isso. Pediu. – Você foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. Encheu minha vida de sentimentos que eu pensei que não poderia voltar a sentir. Você é como um balsamo para mim. Minha paz... E é exatamente por isso, que eu preciso ir. Não quero coloca-la em risco. Disse, soltando minha mão. Ele estava partindo e eu nunca mais o veria. Eu não fazia ideia do que ele estava falando, mas em breve... Descobriria.

— Bucky, por favor. Pedi, tentando segura-lo de alguma forma. Eu só queria impedi-lo, nunca quis tanto vê-lo. Por sorte, minha mão se fixou em sua jaqueta. E eu a segurei com toda força que tinha. Cheguei perto dele, deslizando minhas mãos sobre o seu abdômen até seu pescoço.

E seu rosto, com aquela barba que eu particularmente adorava. Então, meus polegares deslizaram até sua boca. E eu sabia o que fazer.

Eu o beijei. Beijei Bucky. Porque, queria que ele ficasse comigo. E todo o medo se dissipou no ar, como se nunca houvesse existido.

Nossas bocas se uniram, e suas mãos estavam em minha cintura, outra vez. E queria ficar assim para todo o sempre com ele. E aquele beijo se tornou desesperado e necessitado, porque eu estava desesperada e necessitada. Seu hálito e seu perfume me anestesiando, e minhas mãos foram até seu cabelo macio e comprido, o sentindo sobre minhas mãos. As lágrimas ainda descendo pelo meu rosto, e seu beijo se tornou carinhoso e gentil, e naquilo Bucky não poderia mentir para mim. Eu era importante para ele.

Nós beijamos por alguns segundos mais. Nossas línguas se entrelaçando e meu folego perdido, pelo beijo e por tantos sentimentos que me assolavam. Então, ele partiu o beijo. Depositando pequenos selinhos em minha boca. Eu ainda o segurava, assim como ele.

— Fique. Eu preciso de você. Eu quero você. Não vá. Implorei, com meu rosto colado ao dele. O sentindo ofegar. Implorei aos céus que ele ficasse e se um dia, ele partisse que eu fosse com ele. Não queria minha vida sem ele.

Fique, Bucky. Fique comigo. Pensei, implorando. Sem solta-lo, o medo dele ir embora me enlouquecendo.

Notas finais
Difícil viver em um lugar, quando a Hidra está no seu passado e o governo procura por você. Ah! Que preciosos. É como dizem, o coração tem razões que a própria razão desconhece. Será que Bucky atenderá o pedido? Até o próximo e Bucky ama vocês.