Notas iniciais
Boa noite meus amores! Não vou demorar com os agradecimentos, até porquê acho que estão ansiosas para ler o capítulo... Mas quero deixar o MEU MUITO OBRIGADA registrado, a todas as novas leitoras que encontraram uma brecha em seu precioso tempo para a aventura de Lisa! Estou muito feliz... E também não posso me esquecer das fiéis que toda a semana me apoiam com seus comentários maravilhosos. Adoro vocês meninas... Minha felicidade é visivel e as culpadas são vocês. bjs Fênix

– Sente-se V. Vamos conversar.

Vishous se acomodou em um dos sofás de couro e acendeu uma de suas cigarrilhas, tragando-a demoradamente. Afinal aquela situação poderia demorar mais do que desejava.

– Comece a falar — ordenou Wrath.

– O que quer que eu fale?

– Então vai ser assim... do jeito difícil? — O Rei soltou o corpo relaxando-o sobre o trono — Por mim, tudo bem. Afasto você da Guerra, afasto você da Irmandade e permanecerá assim até que eu ordene a sua volta. Quer que eu decida por esse caminho, Irmão?

– Porra, você já sabe a resposta, caralho. Não, não é por aí!

Respirou fundo, tragou mais uma vez, passou as mãos pelo rosto, fechou os olhos e recostou no sofá, fazendo com que o móvel absorvesse todo o seu peso corporal e principalmente o moral.

– Me desculpe por aquilo — vociferou com voz grossa, quase um sussurro.

– O que foi aquilo V?

– Me descontrolei...

– Dormiu com ela?

– Deus... Não!

– Parecia um macho vinculado. Qual é?... Fez sexo com ela, assuma logo!

– Já disse que não... Você só pode estar brincando.

– Não V., não estou brincando. Chegou a me ameaçar. Foi o que fez, não foi?

– Não.

–Está mentindo para o seu Rei ou para você mesmo?

– Nós conversamos e depois brigamos. Minha luva entrou em combustão... quando a toquei não percebi que minha mão estava diretamente sobre o seu braço.

– E o que isso tem haver exatamente com seu comportamento naquele quarto?

– Confundi tudo — V. passou a mãos pelos cabelos em agônia, não sabia o que explicar — Foi isso que aconteceu.

– Confundiu respeito pelo seu Rei com sexo casual com uma humana? — a voz de Wrath subia conforme falava — Não me trate como um imbecil. Mereço mais do que isso. Está se tornando um psicopata e em minha opinião faltam somente alguns míseros passos para que cruze a linha de chegada.

– Wrath...

– Calado! Não terminei... O que pensa que está fazendo com sua vida? Não dou a mínima para com quem você transa, contanto que esse lixo não venha parar na Irmandade. Quer alguma coisa com essa humana? Pois bem, vá, pegue-a! Se fazendo isso sua pouca lucidez voltar, pra mim é o que interessa. Trepe com a cretina até não agüentar mais, mas resolva esse assunto. Só esteja ciente de quem e o que ela é.

Vishous tremeu por dentro quando ouviu como o Rei se referia a Lisa. Não tinha o direito de tratá-la como uma simples prostituta... mas, que droga... olha só quem é que estava atormentado... ele... o macho que só sabia chamá-la de vadia, vadia e vadia. De fato estava enlouquecendo.

– Não é nada disso. Não estou nem um pouco interessado nela, aliás, eu a desprezo.

– Cara, quer que eu acredite nisso? Você é o mais inteligente dos Guerreiros. Seu raciocínio é rápido e fala dezesseis línguas.

Silêncio. O Rei esperou que ele falasse. Só que V. não disse uma única palavra.

– Agora vai ficar mudo? Estou realmente perdendo a paciência com você. Nesse exato momento estou me segurando a essa maldita mesa para não triturar todos os seus ossos... e Deus é testemunha que está sendo muito, muuuuuito complicado não avançar.

– Wrath... sei que você é o meu Senhor, o meu Rei — ele parou, respirou e respirou novamente, profundamente, depois balançou a cabeça em negativa e despejou — O que vou falar agora... tem que ser com o amigo, com o meu Irmão. Não consigo, não posso falar isso com o Rei que está em você... e....

Mas que porra... – Wrath levantou-se de sua cadeira, contornou sua mesa e foi sentar-se na poltrona horrorosa que pertencia a Tohr, ficando bem ao lado do sofá onde V. encontrava-se sentado. Era outra pessoa, quando finalmente largou o corpo de maneira desleixada. – Vai, fala logo!

– Estou cego, sem minhas visões. Tenho uma mãe que para mim não passa de uma vadia que fodeu com a minha vida, mas que é a força mística da nossa raça... então não tenho nem mais para quer rezar... e agora, aparece, essa mulher que tem sonhos comigo, sabe quase tudo da minha maldita vida e que como Butch suporta minha energia. Para falar a verdade ainda não tenho explicação para não tê-la queimado e para complicar seus machucados se curaram como num passe de mágica. Minha cabeça está virada e... naquela hora... aconteceu tão rápido. Ela destruiu tudo que estava naquele quarto e eu me preocupei porque você estava muito perto dela e ao mesmo tempo em que eu queria curá-la eu também desejava matá-la. Caralho, ela... essa mulher me irrita profundamente e ainda assim eu sinto que tenho uma estranha ligação com ela... e... é isso... então o que acha?

– Será que podemos repetir aquele porre homérico que tomamos há um século atrás? Acho que preciso disso tanto quanto você.

– Cacete... não acredito que falei tudo isso.

– Se me lembro bem, eu e você já compartilhamos coisas piores de nossas experiências...

– Não me afaste da guerra, Wrath. A Irmandade e lutar são os únicos motivos que ainda me tiram da cama todos os dias.

– Problemas, problemas... temos que lidar só com problemas.

Wrath tirou seus óculos e esfregou seus olhos, achando que tal atitude iria suavizar sua dor de cabeça.

– E parece que o “amiguinho”, o tal, chamado Nick é mais um.

– A minha vontade é acabar com todos sem piedade alguma, V. Mas, não posso deixar de admitir que ele tem coragem e um afeto exagerado por Lisa. Será que são amantes?

A pergunta acertou V., como um soco no estômago. Suas entranhas doeram e sua pele repuxou como se estivesse exposto ao sol. Guerreou intimamente, consigo mesmo, para afastar a visão do homem tomando o corpo de Lisa nos braços ardentemente. Minha, badalou a palavra em seus ouvidos. Travou suas ideias para não demonstrar sua tormenta.

– Talvez. Do jeito que estava irritado, é bem provável. Ele falou sobre procurar o FBI.

– É, e também que tem certeza que você a sequestrou. O. homem. Do. Videoclipe – Wrath enfatizou as palavras e ensaiou um sorriso.

– Por favor, vai começar a me gozar?

– Isso com certeza vai pegar...

– Quer piorar o meu humor? O cara nos ameaçou e se me lembro bem ainda nos chamou de “estúpidos”.

– Então, darei a ele uma ótima oportunidade para entender que não somos estúpidos e que ele não passa de gado.

– O que vai fazer?

–Eu, nada! Quem vai fazer é você. Irá até a casa de Lisa, esta noite. Ela precisa de roupas e também de alguns itens pessoais. Pegue-os. Aproveite a viagem e faça também uma visita a esse tal Nick e deixe bem claro que não gostamos do tom de voz que ele usou e que não aceitamos ameaças. Acredito que esse passeio vai lhe acalmar.

O prazer e a frieza que percorreram o rosto de V. era a fotografia da morte. Captando-lhe esse sentimento o Rei tratou logo de dizer.

– Não o mate, pelo menos por enquanto. No momento quero apenas me certificar que ele permanecerá de boca calada.

– Farei isso.

–Já sabe... leve Butch com você.

– Pode deixar... e Wrath, obrigado.

– Qual é... cai fora, vaí!

Quando se levantou em direção a porta, parou ao lado do Rei e pousou sua mão no ombro dele apertando-o como um cumprimento. Wrath lhe devolveu o gesto colocando sua mão em cima da de V.

– Lembre-se, você precisa descobrir qual é a sua ligação com Lisa. Caso contrário, poderá ser sua ruína.

Balançando a cabeça afirmativamente Vishous saiu do escritório.

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O Sr.H já tinha escolhido os dez redutores que ele considerava os melhores e dados todas as instruções. Portanto poderia se dar ao luxo de voltar para seu apartamento e descansar o resto do dia.

Seu carro estava estacionado nos fundos da propriedade e como tudo ali, também era velho e feio. Um sentimento desgostoso passou por sua mente enquanto abria a porta.

– Sr.H, tem um minuto?

Quem o chamava era Paul, um novato, apenas cinco meses dentro da Sociedade. Era um dos mais agressivos e sanguinários homens que ele já havia conhecido. Como fora iniciado há pouco tempo ainda conservava olhos verdes e cabelos castanhos, dentro de um corpo atlético de 1,80m.

– O que quer?

– Quero conversar, não aqui. Tem tempo para tomar uma bebida ou ...

– Entre no carro.

Saíram rumo a Caldwell, seguindo pela estrada principal, logo chegaram ao perímetro urbano e a periferia do outro lado da cidade.

Ali os prédios eram todos iguais. Pobres, pichados e descoloridos. Verdadeiros pardieiros. Estacionou o carro, desceram e caminharam lado a lado sem se falarem. Entraram, subiram três lances de escadas e percorreram um longo corredor fétido. A última porta era o local de chegada.

Dentro do apartamento, nada tinha aspecto melhor que o lado de fora.

– Qual é o assunto?

– Tem algo para beber, Sr. H?

– Vá direto ao ponto.

– Já fazem cinco meses desde a minha iniciação. Estou feliz por ser quase um imortal e também por poder matar. Isso sempre foi o meu segundo maior prazer na vida.

O Sr.H, não pôde deixar de rir, o novato esperava uma pergunta da sua parte e ele jamais a faria, porque sabia qual era a resposta.

– Sei... então posso deduzir que o primeiro era sexo.

– Junto com algo mais divertido... e quando me trouxeram para fazer parte da Sociedade esqueceram de me avisar que eu me transformaria em um porra de um impotente. Devido a esse esquecimento quero uma compensação.

– Uma compensação, e o que seria tal prêmio?

– Você não sente falta? De fuder uma vadia furiosamente ao ponto de machucá-la e ela não poder nem andar?

– Que diferença faz o que eu sinto, afinal estamos falando de você, Paul.

– Exatamente. Minha família... pelo menos o que sobrou dela, sempre foi muito rica e eu conheço pessoas influentes no mundo musical e essas pessoas conhecem o produtor de Lisa Hendrix.

O Sr.H gargalhou satisfeito e sinistramente calmo.

– Paul, Paul... Paul. Já entendi tudo. Se foi capaz de matar seus pais para ficar com a fortuna e transformar tudo em um trágico acidente, não precisa nem continuar com todo esse seu blá-blá-blá. Muito bem, sempre tive certeza de que você era especial.

– Obrigado, Sr.H. Isso me deixa satisfeito.

– Agora me escute. Se você trouxer Lisa Hendrix para mim, só para mim. Sem o conhecimento do Sr.D, poderei entregá-la pessoalmente a Ômega e com certeza me tornarei o novo manda-chuva do pedaço e eu não esqueço de quem me é fiel... e como seu primeiro presente poderá passar o tempo que quiser com ela. Se bem que vai ser impossível saciar sua necessidade de fazer sexo com uma mulher.

– Ela não é uma mulher qualquer. — seus olhos brilharam insanos — É praticamente uma deusa, ela é deslumbrante e eu quero aquele corpo de um jeito ou de outro... e o barato disso tudo não é somente o sexo. Eu sou um dominador SR.H, mas não gosto de dominar com mulheres que curtem esse jogo e esperam que ele aconteça.

– Quem diria... você, um dominador? Então é por esse motivo que ainda não se acostumou a pertencer a Ômega.

– Gosto de dominar, possuir e torturar com todos os tipos de acessórios lancinantes e bárbaros... sem consentimento. O prazer está exatamente aí. Sem concessão, é a invasão, a violação e por fim a voz dela por um fio implorando pela vida... Não importa o que eu faça, os “brinquedos” usados ou quanto sangue eu derrame. O que elas sempre querem é sobreviver... Ah... é isso que me liga... Elas imploram, rastejam por isso. E a sobrevivência vem junto com a satisfação de jamais ser esquecido por elas. Essa é a real dominação. Depois de domar seus corpos do modo que eu bem entender eu domino suas mentes, de tal forma, que nunca deixarei de habitar a escuridão quando fecham seus olhos para dormir. Minha impotência é só um detalhe já que possuo outras coisas para substituir meu pênis.

Quando terminou de falar o rosto de Paul estava marcado por uma empolgação que beirava a demência. Em seus olhos completamente vidrados era possível visualizar todo o seu tesão pela coisa. O Sr.H entendeu claramente que o redutor que estava a sua frente era a oportunidade que esperava a anos.

– Então Paul, satisfaça a minha necessidade de poder que eu satisfarei a sua necessidade de Lisa Hendrix plenamente... pelo tempo que quiser.

– Trato feito, meu Senhor... agora se me der licença, vou ligar para algumas pessoas.

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Bella retornou para seu quarto após um período com Lisa. As shellans estavam revezando. A preocupação com o bem estar da prisioneira era algo que realmente preocupava todas elas.

Ao mesmo tempo em que sabiam que a Irmandade era justa e correta em seus julgamentos, não suportavam a ideia do que ocorria com aquela mulher. Afinal todas ali tinham uma história que de alguma forma se encaixava no perfil de Lisa. No caso específico de Bella era o sequestro.

Nalla encontrava-se dormindo em seu quartinho colorido que era conjugado com o quarto principal do casal. Sabia disso porque levou a babá eletrônica consigo e o aparelho permaneceu o tempo todo calado. Então, Zsadist fez a parte dele de envolver e brincar com a pequena e depois, com certeza, ela havia adormecido nos braços poderosos do Pai, já que estava alimentada e trocada.

Quando entrou no quarto não havia luz alguma, portanto seu macho deveria estar dormindo para enfrentar mais uma noite de rondas. Atravessou o espaço e foi direto para o banheiro, acendendo a luz com sua mente. Fechou a porta e... sentiu-se mal por tudo que estava acontecendo, pelas brigas, pela distância e por não poder compartilhar nada com Z. Como sentia falta dele, mas ultimamente não havia conversa.

Lisa só estava na mansão há dois dias e para Bella parecia uma eternidade.

Prendendo os cabelos, livrou-se das roupas e tomou um banho rápido, não queria acordar Zsadist, portanto fez o mínimo de barulho possível. Quando se secou achou melhor colocar uma camisola, não iria para a cama nua como fazia normalmente. O clima não estava propício para namoro e sexo.

Chegando ao closet procurou pela camisola. Vestiu e deitou na cama esperando que o sono chegasse rapidamente. Tinha tanta coisa em sua cabeça que já era de se esperar que talvez nem dormisse.

– Você demorou...

– Acordei você, me desculpe, Z.

– Não me acordou, não estava dormindo.

– Compreendo.

Houve um momento de silêncio. Nenhum dos dois queria uma nova discussão.

– Então... estava com ela?

Apesar do tom de voz do macho estar baixo e centrado, Bella podia notar que também vinha recheado de aborrecimento.

– Ela é Lisa?

Z. respirou fundo buscando por mais tolerância.

– O que você acha?

– Não sei... ela pode ser Beth, Mary ou Marissa.

A tolerância dele acabou com aquela resposta. Levantou-se da cama e foi sentar na poltrona. Sua voz saiu como um rosnado.

– Vamos começar novamente Bella? É isso que quer? O que pretende defendendo uma mulher que você nem sequer tem ideia do mal que ela pode nos causar? Será possível que não enxergou o que aconteceu ao quarto onde sua querida Lisa encontrava-se?

– Ela não é minha querida...

– Pois para mim, parece que sim. Já que preferiu passar seu tempo com ela em vez de aproveitá-lo com seu hellren e sua filha.

– Está sendo injusto comigo, Zsadist e você sabe muito bem disso. Sabe quais são os meus motivos.

– Uma coisa não tem nada haver com a outra e seus atos ultimamente falam por si mesmos.

– Será que podemos somente esperar para ver onde tudo isso vai nos levar?

– Se você permanecer longe dela... sim!

– Z., me dê uma chance. Lisa está confusa e totalmente apavorada. Por favor, confie em mim, se eu notar algo errado me afastarei... mas tente entender...

– Você quer salvar o mundo?

Mais um pouco de silêncio. Ela não respondeu e nem iria. Só que desta vez Bella lembrou-se do conselho de sua Rainha e de como ela contornou a situação com Wrath... usando a velha psicologia feminina do sexo!

Ia apelar realmente para esse subterfúgio? Aquilo lhe pareceu um absurdo, já que a grade emocional de Zsadist estava expressa em seu olhar totalmente negro e suas palavras não se encontravam em melhores condições. Não ia funcionar...

– Não vai me dizer nada, Bella? Ou ainda está tentando formular uma resposta que justifique seus atos?

Era agora ou nunca. Ela se desmaterializou da cama e surgiu numa fração de segundo em frente à poltrona de Z. Ficou imóvel, somente olhando dentro daquele abismo escuro que eram os olhos dele.

– O que pensa que está fazendo?

Ela não disse nada. Virou de costas e compassadamente levantou a camisola, tirando-a sobre seus ombros. Ao jogá-la no chão aproveitou para remexer o quadril sínicamente para o seu macho.

Estava nua, e acabara de soltar a presilha dos cabelos, deixando cair às ondas sobre seu corpo.

– Bella não começ...

Sem deixar que ele terminasse a frase. Ela se virou, deu um passo para frente e sentou no braço da poltrona onde Z. tinha uma de suas mãos apoiadas. O contato com a pele dele, com a mão dele fez Bella ferver. Sentiu sua umidade e lubrificação brotarem instantaneamente e sem hesitar começou a se esfregar naquela enorme mão, massageando seu sexo sem vergonha alguma.

Quando finalmente Bella conseguiu olhar novamente para Zsadist encontrou em seu rosto um olhar dourado. O olhar que ela tanto procurou nos dois últimos dias.

– Está tentando me seduzir, shellan?

– Oh Deus... sim – gemeu ela.

– Então, conseguiu.

Bingo! Em um piscar de olhos, a mão livre de Z. agarrou-a pela nuca prendendo-a junto a ele. Ele se movimentou tão rápido que Bella não sentiu quando ele a colocou sentada na poltrona, ficando de joelhos na sua frente.

– Abra as pernas para mim... isso... assim mesmo... Agora coloque cada uma delas em cima dos braços da poltrona.

Quando Bella fez o que ele havia pedido se mostrando totalmente, um som animalesco escapou de dentro dele. Zsadist não foi gentil, mergulhou no centro de Bella e com desespero começou a lamber, chupar e mordiscar tudo aquilo que lhe era oferecido. Suas mãos passeavam por aquelas coxas macias e ela perdeu-se nas sensações.

Esparramada do jeito que estava naquela poltrona, percebeu que só não caía ao chão porque Z. segurava seu corpo com a boca. A nítida visão de Zsadist entre suas pernas e o movimento frenético de sua língua entrando e saindo de seu interior fez Bella explodir num orgasmo poderoso, ela gemia seu nome sem parar.

– Agora vou penetrar você, leelan.

– Possua-me Zsadist, tome minha veia... faça o que quizer comigo.

Quando tais palavras soaram nos seus ouvidos, Z. se descontrolou e com outro movimento rápido puxou-a para o chão e a possuiu ali mesmo.

Penetrando-a profundamente. Suas presas cravaram no pescoço de sua fêmea e Bella gozou com força mais uma vez. Porém não houve interrupção, ele não parou.

Zsadist era uma máquina. Uma erótica máquina sexual e sua shellan o combustível que precisava. Movia-se vigorosamente e num ritmo arrebatador. Chocando-se contra ela, mas não se permitia gozar, não queria perder o calor e o deliciar inexorável que sentia percorrer todo o seu corpo.

Temendo beber muito dela, afastou-se de sua jugular e lambeu a ferida curativamente. Ela era deliciosa, era o que sempre precisou e o que sempre precisaria para viver. Tinha gosto de vinho tinto doce e encorpado.

Seus quadris trabalhavam como se fossem pistões e arremetiam forte, selvagem. Bella entrelaçou suas pernas em volta da cintura dele puxando-o cada vez mais para dentro dela, como se isso fosse possível. Aquele era seu homem, seu guerreiro tomando-a por inteiro.

– Oh, Zsadist. Seu perfume... seu corpo... seu sexo... eu amo você.

O orgasmo o apanhou fortemente fazendo seu corpo arquear. Sua ejaculação jorrou preenchendo o interior do corpo dela e seu sexo vibrava com espasmos violentos, fazendo com que ela enlouquecesse.

Deixou cair a cabeça apoiando-a no ombro de sua amada, tentando respirar , só que com um poderoso impulso Bella rolou sobre Zsadist colocando-o de costas no chão e montando sobre ele. Sem hesitar ela o mordeu, perfurando seu pescoço tatuado profundamente sem nenhuma delicadeza. Ele gemeu em êxtase e sentiu a aproximação de outro clímax, colocou suas mãos sobre o traseiro dela a puxou-a para baixo, cravando seu pênis com toda propriedade. Ambos estremeceram e os tremores de prazer fluíram ao mesmo tempo por seus corpos... então, o ar do quarto ficou saturado pelo odor da vinculação. Respiravam com dificuldade, mas nenhum deles ousou afastar seu corpo.

– Não quero mais brigar com você, Bella.

– Deus... nem eu com você. Se bem... que se as reconciliações forem sempre seguidas pelo que acabamos de fazer... Nossa... pensarei um pouco mais sobre o assunto. – ala olhou para seu macho provocando-o alegremente.

Z. abriu um largo sorriso exibindo seus caninos brancos e compreendendo que podiam ter suas diferenças, mas também podiam conversar e conviver com elas.

– Minha Bella, minha linda shellan. Você sabe direitinho como persuadir.

Rindo furtivamente ela se levantou e com um andar sexy se dirigiu ao banheiro. Chegando a porta parou.

– Z., ainda não terminamos. Que tal tomar um lonnnnnngo banho comigo, hellren?

Gargalhando Zsadist se levantou do chão e foi ao encontro de sua amada.

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Estavam todos prontos para sair. Excepcionalmente naquela noite Wrath sairia em dupla com Zsadist. Como tinha ordenado que V. fosse até a casa de Lisa e Butch que estava de folga tinha que o acompanhar, o esquema de rodízio dos Irmãos tinha furado e ninguém podia sair sozinho, já que apesar de serem mortais, estavam em desvantagem em números de Guerreiros.

Mas tudo isso apesar de ser verdade era uma grande oportunidade para o Rei lutar, afinal todos sabiam que ele detestava ficar em casa assinando papéis naquele escritório, enquanto seus Irmãos duelavam pela raça.

Raghe estava extremamente inquieto, não conseguia ficar parado.

– Hei, Hollywood está tudo bem?

– Sim.

– Sim? Só sim? Definitivamente você não está bem. Quando você fala pouco é mau.

– Assim que eu encontrar alguns redutores e cortá-los ao meio meu humor vai melhorar, não se preocupe, Phury.

Vishous e Butch saíram no Escalade. O restante simplesmente se desmaterializou do lado de fora das suntuosas portas de entrada.

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Beth entrou no quarto de Lisa para saber com ela estava.

– Ela não comeu quase nada.

– Ela não comeu e eu senti sua falta no saguão quando os homens saíram, Mary.

– Não vamos falar sobre isso, ok.

– Não conversou com Raghe?

– Eu até tentei... mas as vezes ele me tira do sério.

– E você Lisa, não comeu por quê?

– Não tenho fome, Rainha.

– Mas precisa se alimentar.

Lisa sentou na cama e encostou suas costas na cabeceira. Passou as mãos pelos cabelos tentando penteá-los e arrumou o roupão que vestia.

– Sabe do que eu preciso? É de uma bebida. Deus, seu eu pudesse... hoje seria a noite perfeita para tomar um porre.

– Então somos duas. Porque eu... a doce Mary de voz calmante, como o todo poderoso Raghe me chama... está de saco cheio. Você teria a minha companhia com certeza.

– Tome, eu lhe trouxe um vestido – Beth largou a roupa nos pés da cama – Sou um pouco mais alta, mas vai ficar bom. Vista.

– E a calcinha? — perguntou Mary

– Nossa... esqueci completamente!

– Tenho algumas novas, vou pegar – levantando-se com um humor avinagrado continuou a resmungar – Não poderia esquecer de um item desses. Aliás, ultimamente a coisa que mais faço é andar de calcinha e de calças e dormir com pijamas compridos e largos e Raghe também... então... que merda!

– Qual deles é Raghe? Ainda não conheço todos pelo nome. Só Vishous, Wrath, Z., o anjo Lassiter e Butch.

– Ele é meio difícil de se notar, mas o companheiro dela é o loirinho de olhos azuis. – disse Beth em tom de brincadeira.

– Jesus Cristo... você tem muito, muito bom gosto garota! Com todo o respeito ... é claro!

Ainda sorrindo e sem nenhum tipo de pudor ou constrangimento, ela tirou o roupão e trocou de roupa na frente de suas novas amigas.

– Sempre gostei da sua tatuagem e me lembro dos comentários sobre suas fotos na Vogue. Eu ainda trabalhava no jornal de Caldwell e posso dizer que os homens ficaram bastante animados. Não esqueço a quantidade de e-mails que chegaram. Fizemos até uma matéria falando sobre o seu sucesso.

Lisa tomou um susto com as informações. Beth parecia tão comum, tão fácil de conversar.

– Você trabalhava, como? Quero dizer... você é uma vampira, a Rainha de sua raça.

– Eu sou uma mestiça, Lisa. Sou metade humana, assim como você.

– Mas... mas eu ... como tudo aconteceu? – perguntou Lisa com olhos espantados.

– Sabe jogar bilhar?

– Quê? Sim, não... quer dizer, não muito.

Mary não conteve o riso e deixou-se levar pelo momento.

– Bilhar. Sério, Beth?

– Sim, Mary. É uma ordem. Vamos jogar bilhar, beber e conversar. Chame Bella e Marissa. Encontre-nos no salão de jogos e não esqueça a calcinha.

– E como eu poderia...

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O Escalade estacionou em frente aos portões automáticos da casa de Lisa. Tudo estava tranquilo. Poucas luzes davam o ar da graça dentro da moradia.

Por todo o trajeto Vishous fumou. Acendia uma cigarrilha atrás da outra.

– Vai manter a calma, não é?

– Sim tira, vou!

– Estou perguntando só para me certificar de que entendeu que não é para matar ninguém.

– Você é um pé no saco, sabia?

– Sim, mas você não vive sem mim. Então, aguenta!

– Vou fazer o meu trabalho.

Sem dar tempo para Butch pronunciar uma única palavra se desmaterializou, aparecendo no interior do quarto de Lisa.

Tudo estava exatamente igual... mas é claro, só haviam se passado dois dias.

A primeira coisa que fez foi sentar no sofá, estava tomado por memórias recentes dos dois ali. Ela sentou em seu colo, ela o beijou calorosamente, ela o desejava, ela lhe deu prazer.

Sua pele estava arrepiada, parecia que não cabia em seu próprio corpo quando se lembrou do prazer, do seu gozo, do seu convulsionar e da boca macia que lhe proporcionou tudo aquilo.

Minha!

Droga, estava completamente ereto e a maldita palavra sempre presente. Levantou-se do sofá com fúria e como se pudesse apertar a tecla “delete” em seu cérebro, ignorou totalmente seus instintos mais primitivos e foi direto para o closet pegar algumas peças de roupas.

Como sempre foi organizado, sabia exatamente o que colocar em uma pequena mala que havia encontrado na parte de cima do armário. Duas calças jeans, algumas camisetas, roupa íntima e... um MP3 junto as roupas de corrida.

O que será que ela gosta de ouvir? Não contendo sua curiosidade colocou um dos fones e esperou o soar do som...

Claro, já era de se esperar... Quanta porcaria!

Desligou o aparelho e mesmo não gostando do que ouviu, colocou-o na mala. Depois da distração momentânea tratou de voltar ao verdadeiro foco e terminou sua tarefa rapidamente.

Pronto. Próximo ítem da lista: uma conversa animada com Nick.

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No grande salão de jogos Beth literalmente dava uma surra em Lisa na sinuca.

– Você joga muiiiiito Rainha. E eu sou o “pato” da noite, estou certa?

– Sim é... mas vou lhe ensinar como se joga.

– Não acredite nela, Lisa. Nem os machos ultimamente têm a vencido — falou Bella que estava sentada ao lado de Mary no sofá com Nalla nos braços.

Nesse momento Marissa adentrou pelas portas. Lisa ficou encantada perante a beleza estonteante da loira.

– Oi, então você é Lisa. Muito prazer... sou Marissa.

– Nossa! VGocê é linda.

– Obrigada.

– Me desculpe... que jeito mais idiota de me apresentar. É que ainda não me acostumei com a beleza de sua raça.

Marissa sorriu exibindo suas presas lindas e brancas, tranquilizando a mulher.

– Está tudo bem. Também não sei como tratar com uma personalidade internacional. Não é mesmo, shellans?

– É verdade – disse Mary – E deve ter tantas estórias interessantes para contar.

– Como se nenhuma de vocês tivesse... São todas tão inteligentes e bonitas. Que tal se Marissa contasse sobre a quantidade de homens que coloca aos seus pés?

– Marissa é a companheira de Butch — disse Bella.

– De Butch?

Mas como era possível podia jurar que os dois eram amantes. Havia uma tensão sexual entre eles. Pelo menos do lado de V., isso era certo. E nos sonhos onde tinha visto os dois deitados juntos não deixava a menor dúvida que Vishous o desejava. Porém não tocaria no assunto nem agora e nem provavelmente pela eternidade!

– Sim, eu sou... e eu nunca deixei machos aos meus pés.

– Então, só posso dizer que os machos da sua espécie são burros e cegos.

Lisa mal tinha terminado a frase e sentiu o ar pesar. Todas as mulheres se entreolharam e depois correram os olhos para Beth.

– Eu falei algo de errado, não foi?

– Não – a rainha caminhou na direção do enorme bar – Marissa era a prometida do Rei, foi por quase 300 anos... antes...

– Mas nunca houve nada entre nós. Só a alimentação. Ele não me queria e hoje depois de conhecer Beth e também por ter encontrado Butch entendo isso perfeitamente, e com o ...

– 300 anos e nada? Mas como?

Dando conta que em vez de pensar tinha acabado de falar alto e em bom tom, Lisa ficou totalmente corada e tentou arrumar as coisas, afinal encontrava-se em outro mundo com outros costumes.

– Mas que merda!... quero dizer... acho que estou me enrolando...

Então olhou para Beth e fez o que seu coração mandava. Curvou-se como uma dama do século passado, prestando-lhe todo o respeito devido, como deveria ser perante uma Rainha.

– Me desculpe. Sou apenas uma ignorante em seu mundo e acabo de passar dos limites. Esse assunto não me pertence e eu fui abusada e extremamente desagradável. Peço que me perdoe.

As shellans se surpreenderam com tal atitude. Aquela mulher nunca poderia se tornar má de coração, pois o que acabara de demonstrar, provava que ela era no mínimo justa, que reconhecia seus erros e não tinha problemas em se desculpar.

– Não parece uma ignorante, não pra mim, Lisa! O gesto que demonstrou agora para comigo foi de uma reverência digna de mulheres valorosas, além disso... como poderia imaginar as coisas que nós todas já vivemos?

– Ahhhh... Beth, uma coisa que eu não sou é valorosa — Lisa fechou os folhos com se sentisse dor — Se conhecesse o meu passado, tudo que já fiz... me trataria com outro adjetivo e provavelmente seria o mesmo que Vishous escolheu, simplificando... “vadia”.

– Lisa, isso é a cara dele... está sempre no limite, mas V. tem um bom coração — falou Marissa.

– Se serve de consolo... Wrath referia-se aos humanos como gado...

– Butch achou que eu era uma prostituta, fazendo tipo de virgem, quando conversamos pela primeira vez...

– Zsadist me disse prontamente que a única coisa que eu teria dele seria sexo.

– Minha vez? Raghe me prensou contra a parede com seu corpo e nem sequer perguntou se eu queria... um verdadeiro troglodita!

– Nossa Mary... me lembro disso — disse Bella rindo alegremente.

– E agora, olhem só... sinto falta do troglodita... que mundo é esse?

– Lisa, pode nos contar tudo que está se passando entre a Irmandade e você? — perguntou Marissa gentilmente.

– Acho que é a melhor e única coisa que posso fazer, para agradecer o que fazem por mim. Mas para entenderem tudo, vou contar sobre a minha infância e quem é meu pai...

Ela inspirou profundamente procurando coragem e começou a falar. Com o desenrolar da estória, Mary levantou-se e foi até o bar. Separou copos, gelo... pegou garrafas de uísque e vodka e levou para junto das mulheres.

– Esse foi o primeiro surto psicótico da minha mãe. Passei meses no hospital, fiz várias cirurgias, para colocar o maxilar no lugar, estancar uma hemorragia interna e chumbar pinos no ombro e clavícula.

Ao passo que a conversa fluía todas tinham algo para contar. Na verdade era tudo muito íntimo, estranhavelmente se sentiam bem por estarem falando. Cada uma carregava sua parcela de dor. Dor por nunca ter conhecido os verdadeiros pais, por ter um irmão enérgico, por ser ameaçada constantemente por uma doença incurável, por ter sido exposta e maltratada pela glymera...

Revelações de como chegaram ao mundo da Irmandade e como se apaixonaram perdidamente ao ponto de se vincularem a esses vampiros até o fim de suas vidas enchiam os ouvidos de Lisa e ela escutava tudo atentamente. Sequestros, a quase morte do Rei, como Mary foi curada e a terrível Guerra vinham à tona como bolhas emergindo do fundo do oceano.

Com o passar da noite e entre uma garrafa e outra Beth ligou o grande aparelho de som e coincidentemente ouviu-se a música de Lisa tocando.

– Eu a compus em uma noite apenas e tudo nela é tão intenso e sincero. Não há uma palavra que não seja verdadeira e em meus sonhos aquele homem era tão plausível, que interiormente eu sabia que ele era real.

Sem se dar conta que lágrimas escorriam por seu rosto, continuou a falar de uma forma obstinada e sincera.

– Eu desejei e acreditei com todas as minhas forças que aquele desconhecido seria capaz de me livrar da escuridão e do entorpecimento que se tornou a minha vida. Havia noites... horríveis, pesadas... onde para sobreviver... para sentir alguma coisa que não fosse apenas um enorme vazio eu... eu me afundava no ritmo alucinante do sexo regado a drogas e álcool... com desconhecidos ou pouco conhecidos. Mas e daí? Meu mundo é glamoroso, é o sonho da maioria das pessoas, é perfeito e nele tudo é permitido. A mídia suga tudo de você, tanto as coisas ruins como as boas. Então, um belo dia você acorda desocupada de sentimentos, de alegria, de afeto, de tudo... e se dá conta que não sabe onde foi que se perdeu.

Enquanto o silêncio preenchia o salão, Lisa tomou toda a vodca que preenchia o seu copo e encheu-o novamente.

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Notas finais
O que vocês tem a dizer sobre tudo isso??? Por favor, me falem. Quero comentários, detalhes... quero saber tudo o que estão pensando ....escrevam, façam suas sugestões. Um maravilhoso fim de semana para todas as lindonas que me acompanham e nos veremos nos comentários.... com toda certeza!!!!!! bjs