Traga - Me À Vida
8 Capítulo 8 - Iniciação²
Entrei naquela casinha. Haviam quatro pessoas ali, todas com mantos vermelhos, que pareciam ser de seda.
Alguém me barrou na porta, — mais não pude identificar quem era pois ele/ela usava um capuz que cobria parte do rosto — essa pessoa falou alguma coisa, em alguma lingua que eu conhecia, mais como falou rapido demais, não pude identificar o que era, parecia que estava falando Satânico...
Depois mergulhou um dos dedos em uma tigelinha que estava segurando e desenhou uma cruz na minha testa.
- Por favor, vá em frente, e sente — se no lugar onde estiver vago. — a voz era séria demais não se parecia em nada com a voz de nenhum dos meus amigos.
Andei mais ou menos uns quinze metros por esse corredorzinho estreito até chegar a uma sala redonda, onde no meio, quase inperceptivel, estava desenhado em linhas grossas uma estrela, mais especificamente, um pentagrama. Haviam duas pessoas sentadas em cada ponta da estrela, todas encapuzadas, fui até lá e me sentei em uma das pontas, a ponta de cima ficou vazia.
Assim que sentei mais uma pessoa chegou e se sentou na ponta ao meu lado, depois de uns 3 minutos, todos se levantaram, e tiraram os capuzes e as vestes longas, então pude identificar, quem era quem.
- Bem vinda Lucy — Disse Daniel enquanto tirava sua veste.
- Vamos começar?1 — Disse Guilherme com uma pontada de ansiedade.
- Então Lucy, — começou Aphrodite — essa iniciação é mais ou menos assim, cada um vai revelar seus segredo mais ocultos e nada, absolutamente nada o que for dito aqui, poderá sair da qui. — ela me fuzilou como quem esperava uma resposta. Fiz que sim com a cabeça. — OK, vamos começar.
Quem começou foi Guilherme, ele se levantou e se dirigiu até o centro da estrela. ele se sentou e cruzou as pernas, abaixou a cabeça, e a cena que eu vi em seguida me deixou maravilhada.
Ele abriu as asas.
Eram perfeitas. Pretas com sangue escorrendo por entre as penas, sua cabeça baixa, sua franja caida quase não se via seu rosto, essa concerteza era a cena mais perfeita que eu ja tinha visto em toda minha vida. Então ele começou, sem recolher as asas ou levantar a cabeça.
- Como vocês já sabem, eu sou um anjo caído, isso quer dizer que fui expulso do céu. Fui expulso de lá por que — ele coçou os olhos, parecia estar enxugando as lagrimas — um dia, um amigo meu, me chamou para sair do céu, descer até a terra e depois descer mais um pouco até as terras dos infernos. Eu disse que não, pois dessa maneira eu seria expulso de lá, isso era a ultima coisa que eu queria. Mais ele me arrastou, e implorou tanto que acabei cedendo a seus dessejos. Na terra, tudo correu bem, mais quando descemos até as terras do Diabo... — ele fez uma pausa e esfregou os olhos novamente — Foi tudo um desastre. Nós nos encontramos com o Demonio, e ele matou meu amigo, eu sobrevivi, mais fiquei com ferimentos nas asas. Quando retornei ao céu, Ele me disse que eu havia cometido um erro muito grande e que seria condenado por isso pelo resto de minha vida. Foi ai que ele me expulsou de lá, não quis curar meus ferimentos, e por isso eles vão sangrar até a eternidade. — ele parou, levantou a cabeça, olhou pra mim, ajeitou a franja. Eu estava com cara de espanto, jamais pensaria em ouvir uma história como essas, nem em meus sonhos mais delirantes. Ele se levantou, recolheu as asas, e sentou novamente em sua ponta da estrela.
Daniel se levantou e foi até o meio da estrela. eu ja imaginava o que ele iria falar.
- Eu sou adotado. — eu conhecia aquela história — meu pais adotivos são vampiros, e para não terem vontade de chupar meu sangue, os dois me morderam ao mesmo tempo, então virei um Vampiro Puro-Sangue. Fui Emancipado pois meus pais tiveram mais dois filhos, deles mesmo, e como eu ja era maior de idade e responsavel por minhas atitudes, eles me emanciparam para não terem mais que se preocupar comigo. — ele se levantou e voltou para sua ponta da estrela.
Depois de se sentar, ele falou meu nome, entendi que era minha vez, fui até o centro da estrela e me sentei.
- Sobre o que vocês querem saber?
- Conte por que você e Daniel terminaram. — Disse Guilherme.
As lembranças começaram a vir a tona.Olhei pra ele. Fez cara de dor, deu um sorrisinho. Levei isso como um sim.
- Bom, era pra mim ter 4 irmãos. Quando minha mãe ficou gravida de Jessica, e namorava Daniel, ele me disse que estava com muita vontade de beber o sangue do bebe que minha mãe carregava. Nós discutimos, ele me prometeu que ficaria longe. Uma noite, quando ele estava dormindo na minha casa, a bolsa de minha mãe estourou e ela começõ a sangrar. Apesar de seu juramento, ele não conseguiu se controlar. Foi até o quarto da minha mãe, e mordeu bem onde passava o cordão umbilical, então, chupou todo sangue da minha irmã, quando minha mãe fooi dar a luz, a bebe estava morta.
Assim que terminei de contar o que havia acontecido, Daniel, que aparentemente estava chorando e imerso em pensamentos daquele dia, levantou — se bruscamente e saiu correndo. Por puro refelexo, fui atraz dele.
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