Traga - Me À Vida
4 Capítulo 4 - Ele quer me ver
Ta bom, eu ainda estava em choque com tudo aquilo, meu ex namorado, um vampiro puro sangue, estava estudando no mesmo “colégio para delinqüentes” que eu, que na verdade não era um colégio para delinqüentes, e sim um colégio para monstros, e minha companheira de quarto era uma elfa, e Guilherme era um anjo caído... Ok, eu estava tendo muita dificuldade para aceitar tudo isso, mais vejamos pelo lado bom da coisa, Daniel, ainda não tinha me visto e se depender de mim, nunca vai saber que eu estou lá, a menos que...
— Bom dia Classe! – falou uma pessoa que aparentemente parecia ser a professora, mais me parecia nova demais, parece que ela tem a minha idade, mais depois disso, eu to aceitando tudo que aparecer.
— Essa ai, — sussurrou Gui – é a professora de geografia, ela é linda, ela é uma elfa também. – impressionante a naturalidade com que ele fala desse assunto.
Calma ai, eu pensei, professora, me chamar, me apresentar pra toda sala, ele vai me ver, puta merda! Mal acabei meus devaneios e lá vem a professora.
— Olha, parece que temos uma aluna nova na sala! – Ok, isso ta mais pra prézinho do que pra ensino médio quase faculdade
— Sim, professora, essa é a Lucy! – Ta bom, o Guilherme também não estava colaborando pro bom andamento da coisa.
— Levante – se Lucy, venha até aqui! – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH É AGORA QUE ELE VAI ME VER!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Lá fui eu, pra frente da sala, e eu mal acabei de cumprimentar a professora e pude perceber que Daniel já estava olhando fixamente pra mim.
— Bom gente essa é Lucy, Lucyanna Potomac, espero que sejam legais com ela. – então do fundo da sala sala surge um vulto que se levanta, e vem em minha direção, quando chegou mais perto, deu pra ver claramente os perfeitos olhos de Daniel me encarando.
— Olá Lucy, quanto tempo meu amor. – ele disse beijando minha mão – como você está? – Ok, Daniel sempre foi muito cavalheiro durante nosso tempo juntos, isso era um dos motivos por meus pais gostarem mais dele do que de mim.
— Estou muito bem, Daniel, Obrigado.
Então, ele me abraçou e sussurrou em meu ouvido “senti sua falta”, depois se virou e voltou para as sombras da sala de aula. Deu pra ver nitidamente a expressão no rosto de muitas meninas olhando pra mim com cara de “nossa que menina vadia”.
— Ok, Ok, depois desse lindo momento, Lucy, por favor vá se sentar.
— Sim professora.
Depois disso ela começou a explicar algumas coisas que eu nem entendi, como estava morrendo de tédio resolvi desenhar no meu caderno, — sempre amei desenhar -, até o momento em que fui atingida por um avião de papel bem na cabeça, que pelo jeito, havia alguma coisa escrita.
“Oi Lucy, como vai?”
Ta bom, eu reconheceria aquela letra em qualquer lugar do mundo, era com certeza a letra de Daniel. E quando eu estava respondendo o bilhete, eu lembrei que ele conseguia ler minha mente, e que eu não precisava responder aquilo, e foi só eu me dar conta disso que ele passou ao meu lado, e disse que queria falar comigo, em particular, lá fora e pegou o papel de novo. Dali a poucos minutos, eu recebo o papel novamente das mãos dele.
“Preciso falar com você, em particular.
Eu vou pedir a professora para sair
E vou hipnotizar ela, para que deixe você sair depois.
Apenas conte até 20 depois que eu fechar a porta
E peça para sair,
Nos vemos lá fora.”
Foi o que eu fiz, depois de cinco minutos que acabei de ler o bilhete ele passa perto de mim e pede pra professora deixa – lo sair, assim como no bilhete, contei até 20, e pedi para sair, ela deixou sem ao menos olhar pra minha cara, depois que fechei a porta, percebi que Daniel estava encostado na parede, aparentemente me esperando.
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