Tracings Detinations
18 Capítulo 18 - Culpada
Notas iniciais
Pov. Christina
Depois de passar a tarde de folga, que ganhei do Tobias, no salão fazendo minha manutenção no corpo e nos cabelos fui para o mercado e peguei um monte de besteiras pra passar a noite de sexta atualizando minhas séries e se der, ver alguns filmes quem sabe?
Cheguei e depois de guardar as compras corri pro meu quarto, tirei minha roupa num piscar de olhos e fui que nem o Flash pra debaixo do chuveiro. Eu teria ficado mais uns dez ou quem sabe meia hora debaixo da água quentinha, mas um ser resolveu me ligar e atrapalhar o meu delicioso banho, saí correndo enrolada na toalha a procura do aparelho.
—Aconteceu alguma coisa, Tris? -pergunto preocupada, pois ela quase nunca me ligava a essa hora, principalmente estando com o Tobias.
—Viu como é bom? Kkk, mas não, está tudo bem. Liguei pois preciso que fique com o Thomas pra mim, vou sair pra jantar com o Tobias. -fala a última parte sussurrando.
Logo um sorriso rasga o meu rosto. Eles vão transar, certeza e se o Tobias pedir ela em namoro nesse jantar? Aí meu Deus!
—Claro que fico, que horas você vem deixar ele? -digo contente segurando minha toalha mais forte, enquanto dou pequenos pulos.
—Em meia hora ou menos estamos aí.
—Okay, estou esperando beijos. -desligo.
Jogo o celular no sofá e corro para o quarto, coloco um pijama todo preto de alça e depois de dar uma rápida ajeitada na minha bagunça e quando estava terminando de jogar as roupas para dentro do armário a campainha toca.
—Oi lindo da dinda. -abro a porta e já pego meu gorducho dos braços da Tris.
Olho pelo canto do olho analiso os dois de cima a baixo, e definitivamente hoje rola. Tris muito elegante, juntamente com Tobias.
—Oi pra você também, viu. -diz Tris depois de um tempo que fiquei brincando com Thomy que ria sem parar.
— Oi amiga, você está um arraso. -digo a abraçando de lado, faço o mesmo com Tobias e depois pego a bolsa com a Tris que ia começar com seu discurso de mãe coruja.
—Só voltem amanhã. -digo depois de bater com a porta na cara deles, sei que a Tris ficou vermelha com isso, dou risada comigo mesma e Thomas sem entender nada ri também.
—OH COISA LINDA DA TIA DEUS!!!-grito pra ele antes de começa a beijar todo o seu rosto fofo e cheiroso. Ele ri alto, dou risada e jogo sua bolsa na mesinha de centro.
Brinco com Thomy até que tenho uma ideia, está uma noite linda e gostosa perfeita para um passeio. Troco de roupa rapidamente enquanto Thomas me olha rindo.
— Você vai ser safado como seu pai, fica rindo aí me vendo seminua menino. -Digo pra ele que ri mais ainda.
Depois de pegar ele nos braços e pegar sua bolsa saímos a procura de uma praça para respirar ar puro. Encontro uma perto do prédio e me instalo ali com Thomas, que sorri de tudo. Estendo um cobertor no chão pois a grama é fria e então deposito meu afilhado ali e o deixo brincando com um bichinho de pelúcia.
Depois de uns quinze minutos sinto que estou sendo observada então tiro o rosto do meio da barriga do Thomas que ria sem parar, e me surpreendo vendo William, aquele rapaz da festa que o Tobias botou pra correr. Sorrio ao reconhece-lo e ele se aproxima de mim e de Thomas.
— Boa noite Srta. Christina. -Me cumprimenta.
— Boa noite senhor William, como vai? — Pergunto e ele sorri.
— Muito melhor agora. — Ele diz e olha para Thomas. — Não sabia que tinha um filho com Tobias. — Ele observa.
— Ah não, essa gostosura aqui é meu afilhado, e é uma longa história. — Digo querendo não expor minha amiga, qual é eu posso ser uma tagarela, mas nunca uma fofoqueira da vida da minha BBF, okay?
— Tenho muito tempo. — Ele diz e se senta ao meu lado.
— Me desculpa William mas, não é sobre mim, é a vida do meu patrão e da minha melhor amiga, então não vai rolar contar a história. — O corto logo.
— Tudo bem felina, não precisa dizer, já entendi, mas e aí? Está tudo bem com você? — Ele pergunta e eu rio. Felina? Serio?
— Ah William felina? Chris. Chris já está muito bom. — Digo rindo.
— Claro Chris, pode me chamar de Will, quando fala William parece minha mãe no começo de uma bronca. — Ele diz me fazendo rir.
Thomas reclama por atenção e eu rio do seu ciúme.
— Tá com ciúme da dinda tá? Vê se não vai fazer como faz com seu pai e sua mãe. — Digo e ele sorri. Will faz uma cara de confusão.
— O que isso significa? — Will pergunta sem entender.
— Nada demais. — Digo e ele sorri de lado. Confesso que esse sorriso teve efeito na minha espinha.
(...)
Depois de conversarmos muito e trocarmos nossos números, Will me acompanhou até meu prédio e nos despedimos como amigos, um beijinho no rosto. Depois disso dou mamadeira ao Thomas e o faço dormir, coloco ele na minha cama com vários travesseiros atrás dele para não cair da cama, e vou tomar um banho rápido e me trocar. Logo depois apago de tanto sono.
Pov. Beatrice Prior
Essa Christina ainda me mata de vergonha, e Tobias vendo meu rosto corado ri e me abraça pela cintura.
— Vamos jantar minha linda. — Ele diz no meu ouvido e me arrepio com isso. Senhor me ajude essa noite.
— Vamos. — Digo vacilando e ele sorri mostrando todos os seus dentes brancos e alinhados me fazendo virar um vulcão por dentro, estou quente, muito quente. Senhor, por favor, eu imploro, me ajude com esse homem que fizeste.
Seguimos para um restaurante e por ser o CEO mais importante de Nova York, todos o conhecem o cedendo certas regalias.
— Senhor Eaton, por aqui por favor, separamos a melhor mesa para os dois e a mais reservada como o senhor pediu. — O Maître diz e eu coro, uma mesa reservada para nos dois e a noite só melhora.
— Obrigado, traga a carta de vinhos. — Ele diz firme e imponente.
— Sim senhor, senhorita. — O rapaz diz e se retira.
Tobias puxa a cadeira para me sentar, como um verdadeiro cavalheiro.
— Obrigada senhor Eaton. – Digo irônica e ele sorri.
— O prazer é todo meu. – Diz se abaixando pra me dá um selinho.
Sinto que ele está um pouco nervoso, mas não sei se é algo com a empresa ou com nós dois.
— Você bebe qualquer tipo de vinho? — Ele pergunta sem olhar para mim.
— Prefiro o seco se não se opuser. — Digo o encarando.
— É claro que não vou me opor, uma ótima escolha senhorita Prior. — Ele diz galante me fazendo corar e sorrir, mas logo depois me lembro que apesar de saber que ele é assim sei que isso tudo é fachada hoje.
— Tem algo te afligindo senhor Eaton? — Pergunto em tom de brincadeira, para ver se ele se abre.
— Não senhorita está tudo muito bem, obrigado pela preocupação. — Ele diz e engole em seco.
— Não minta para mim Eaton, te conheço bem o suficiente para saber quando está tudo bem ou não está. — Digo o encarando firme.
— Você me conhece é? — Ele diz e sorri. — E como sabe que estou preocupado com algo?
— Simples Tobias, quando está nervoso seu corpo expressa isso, você fica tenso, seus ombros ficam duros, sua postura mas ereta, seu semblante preocupado e você fica engolindo bolos na garganta. E não posso me esquecer de que não me olha nos olhos. — Digo o admirando em cada palavra.
— Uau. Culpado. — Ele diz e ri. Dou uma piscadela de maneira convencida.
— Posso falar sobre isso depois do jantar? — Ele pede segurando minha mão sobre a mesa.
— Claro, fique à vontade. — Digo sorrindo e ele relaxa os ombros.
(...)
Depois de tomarmos uma garrafa de vinho e comermos nossos pratos, pedimos um café, mas parece que Tobias ficou mais nervoso do que no começo do nosso jantar.
— Tobias me conte logo o que está te deixando nervoso, sou eu? Algo que eu fiz? Pergunto apreensiva.
— Não, meu amor, não é nada disso. — Diz e respira fundo pegando na minha mão e me olhando nos olhos, foco nos olhos dele também, tão lindos, e tão profundos quanto o oceano e que me faz me perder neles, tanto que nem me toco que ele me chama de amor.
— Beatrice, eu esperei esse momento para perguntar uma coisa pra você, uma coisa que é muito importante. – diz segurando minha mão entre as suas.
— O que Tobias? – Por dentro já estou me contorcendo de tanto nervosismo. Ele respira fundo e solta minha mão, se levanta e se ajoelha ao lado da minha cadeira.
— Você aceita namorar comigo? — Pede me abrindo uma caixinha de veludo vermelha que contém uma aliança linda de prata.
— Ah que pergunta Tobias, é claro que eu aceito namorar com você, aliás é como se já fossemos não? — Falo contida e envergonhada, meu Deus isso está mesmo acontecendo!
— Obrigado meu amor, eu prometo cuidar muito bem de você e do nosso Thomy. – Ele fala com um sorriso enorme e depois de coloco o anel no meu dedo me beija.
Agora entendo o porquê ele quis essa mesa reservada. Depois disso Tobias pede a conta e saímos do restaurante.
— Boa noite, voltem sempre senhor Eaton e Srta. Prior. — Diz o manobrista do local.
— Obrigado, vamos voltar sim. — Tobias diz e abre a porta para mim.
— Obrigada cavalheiro. – Agradeço e quando entra o beijo.
— Vamos para a sua casa ou para a minha? – Questiona ligando o carro.
— Para a minha, tenho uns filmes para assistirmos já que Thomy vai ficar com a Chris a noite toda. — Digo sem expressar nada, mas por dentro estou explodindo de felicidade. Olho pra minha mão e fico rodando meu anel de compromisso, ele prova que tudo o que aconteceu hoje foi real.
— Então vamos. — Acelera pelas ruas até chegarmos na nossa, ele deixa o carro no seu prédio e depois vamos andando para o meu.
Abro a porta e Tobias me abraça cheirando meu pescoço. Me arrepio e ele percebe isso, me vira de frente para ele e me beija.
— Estava com vontade de fazer isso o dia todo. — Ele diz e eu sorrio, pois hoje quase não nos beijamos direito, logo estávamos com Thomas que não deixa Tobias me beijar, sempre fica no nosso meio e eu acho isso engraçado, menos Tobias, claro, depois foi no restaurante, não queríamos dar manchete para os jornais e revistas de fofoca então nós nos controlamos ao máximo, a não ser na hora do pedido.
— Vou pegar refri e fazer a pipoca para nós, pode escolher enquanto troco de roupa? Pergunto tentando me solta do seu abraço.
— Claro, prefiro você de camisola azul. – Sussurra no meu ouvindo de forma provocante e todos os meus pelos se arreiam da cabeça aos pés.
— Estou falando do filme Tobias. – Repreendo ele e eu, não posso perder o controle.
— Ah sim claro. — Ele diz e beija meu pescoço, mas sei que ele entendeu. Cretino.
Vamos para o quarto (com ele ainda grudado a mim) e escolho realmente uma camisola azul, mas não deixo ele ver qual peguei, vou ao banheiro tomo um banho quente e retiro a maquiagem da noite, ponho a camisola e ponho o robe preto por cima.
Saio do banheiro e Tobias não está mais no quarto, então caminho até a cozinha e coloco refrigerante, escuto o barulho do chuveiro no quarto do Thomy, ele deve estar tomando banho.
Vejo o filme que ele escolheu, humm romance. Sorrio e finjo que não vi o filme e volto para a cozinha para preparar a pipoca.
— Humm, preto também é ótimo. — Ele diz e pressiona seu peito nas minhas costas, seu cheiro de sabonete e cheiro de Tobias são minha perdição.
— Para com isso Tobias. — Digo mole e totalmente entregue aos seus beijos no meu pescoço e ombro.
— Eu sei que você gosta. – Fala subindo seus beijos para a minha orelha.
— Culpada. — Digo e viro ficando de frente com ele, Tobias me beija e vai descendo seus beijos pelo meu pescoço e me suspende pelas pernas me dando impulso para pular no seu colo, depois me coloca sentada em cima dá pia e pressiona seu membro pronto na minha intimidade me fazendo gemer baixinho.
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