Tracings Detinations
14 Capítulo 14 - Um Homem Em Nossas Vidas.
Notas iniciais
Pov. Beatrice Prior
Volto com Thomas para o seu quarto tentando acalmar ele. Meu filho realmente ama Tobias e por mais que eu tente negar, o adotou como seu pai, e é impossível não pensar o quanto os dois são parecidos e isso me dá medo, será mesmo que Tobias Eaton é o pai do meu filho? Não. Não é possível um homem daqueles, um CEO que está no auge com sua editora super requisitada e premiada no mercado, tenha vendido seus espermatozóides , ele tinha tudo, pra que fazer isso? E por que Deus quis unir seu destino com o meu, com Thomas? Isso se ele for mesmo o dono dos espermatozóides que foram inseridos em mim. Fico andando com ele em meus braços pelo seu quarto enquanto tento acalma-lo.
—Eu sei, filho, você sente falta dele, mas olha a mamãe concordou que ele faça parte da nossa vida, que tal? -pergunto colocando seus pés em minha barriga e segurando ele em pé, ele coloca as mãos no meu rosto e fica me olhando, soltando alguns soluços. –Você gosta dele, não é? Então a mamãe faz de tudo pra você ficar feliz, e confesso também que eu tenho sentindo algo perto dele. –suspiro e dou um beijo no seu nariz, ele me olha atento enquanto falo. Me sento na poltrona e ofereço meu seio que ele aceita prontamente.
—Agora vamos ter um homem em nossas vidas, o que acha disso, hein? –pergunto fazendo carinho em sua cabecinha com pequenos cabelos castanhos, ele apenas me olha atento. –Eu acho e espero que seja bom, e que nenhum de nós saia machucado. –digo e começo a cantar uma canção de ninar pra ele que depois de um tempo adormece ainda com o meu seio na boca.
Me levanto e coloco ele no berço, ajeito meu vestido e depois arrumo ele com seu cobertor, dou um beijo nele e antes de sair do quarto ligo o abajur. Vou para o meu quarto e me arrumo pra dormir, assim que deito na cama adormeço com a lembrança de nós três brincando no quarto de Thomas.
Seis horas...
Acordo num pulo e já corro pro banheiro, faço minha higiene e depois de tomar banho e me arrumar com um vestido solto e leve, com mangas e com elástico na cintura, uma make bem básica com os meus lábios na cor rosa bem claro, quase nude, faço um penteado no meu cabelo, coloco meu relógio e algumas pulseiras, brincos, pego minha bolsa e coloco meus documentos, celular, minha make, documentos do Thomas e outras coisas para alguma emergência e para completar ponho meus saltos. Pronto.
Corro pra ver o meu pequeno que começa a chorar quando estou na porta do quarto, olho meu relógio e vejo que já é sete e dez.
Merda.
Me apresso e dou um banho em Thomas correndo, depois o seco e o arrumo com um short jeans e uma camisa polo branca e nos pés um tênis all star preto, deixo ele no berço e corro pra arrumar sua bolsa. Sete e quarenta.
Droga.
Pego a minha bolsa e a dele, e depois o pego no colo, vou dar de mamar pra ele no taxi, se não chego atrasada. Saio do apartamento e corro pro elevador, olho o relógio, sete e quarenta e seis. O elevador para e corro pra fora com o máximo de cuidado com Thomas no meu colo.
—Tobias?! -pergunto parando espantada na frente do prédio, olhando ele encostado no carro com as mãos no bolso da calça social. Ele está...Uau.
—Tris está linda. –diz quando chego perto dele e logo Thomas da um gritinho e balança seus braços na direção dele que o toma nos braços.
Tobias gira o corpo com ele no alto e meu coração pula na minha mão de preocupação, logo ele para na minha frente e segura meu filho com um braços e faz cocegas nele com a sua mão livre. Meu coração se acalma um pouco com isso, e logo ele se vira pra mim com seus olhos brilhantes e sinto minhas pernas virarem geleia, literalmente e me sinto um pouco tonta.
—Epa. –diz Tobias ao me segurar pela cintura com o braço livre. Minha cabeça gira e meu estomago reclama, deve ser porque não tomei café.
—Foi só uma tontura, obrigado. –digo me apoiando nele, mas ele não me solta. Confesso que não quero, me sinto bem aqui perto de seu corpo. –Por que está aqui?
—Vim dar uma carona pra vocês, a Chris me contou que você anda de táxi. –diz ele ficando levemente corado. Que fofo. –Aceita?
—Vou adorar. –falo e ele me solta e vamos para o seu carro, ele abre a porta e eu entro, me sento e coloco as bolsa no banco de trás. –Eu sei que é proibido, mas você não tem cadeira no seu carro e eu tenho que dar de mamar pra ele. –falo estendendo os braços, ele concorda e me entrega meu filho.
Enquanto ele dá a volta abro os botões do vestido e coloco meu seio pra fora e logo Thomas o pega, pego a frauda e cubro meu seio e sua cabeça com ela, bem a tempo de Tobias entrar. Ele me olha e sorri, e meu Deus, sinto como se fosse ter um ataque cardíaco de tanto que meu coração batia, ele logo liga o carro e o tira de frente do meu prédio.
—Obrigado pela carona Tobias, mas não quero que isso se torne frequente. –digo voltando a minha razão.
—Por que?-pergunta espantado.
—Por que você tem sua vida e eu não vou atrapalhar ela. –digo firme.
—Mas Tris...-
—Eu não vou discutir isso com você. –digo e começo a balançar Thomas no meu colo, vê se ele ainda dorme.
Ele bufa irritado, mas não diz nada. Isso, vai ser bom assim, meu emocional está se deixando levar demais por ele e não sei se posso confiar o meu coração a ele e nem sei se do meu filho, mas infelizmente ele já o entregou a Tobias. Posso estar sendo dura, mas até hoje só vejo homens usar as mulheres para se satisfazerem ou para servirem de troféu e isso eu não quero, Tobias se quiser algo comigo vai ter que me provar e talvez eu possa me deixar levar pelo meu coração.
—Para num Starbucks? Não tomei café hoje. –peço depois de uns minutos em silencio. Thomas já mamou e está dormindo agora.
—Claro. –diz e pela voz calma parece que já esqueceu a nossa pequena discussão.
Ele para em um sai e depois de uns minutos volta com dois cafés e um cupcakes de baunilha e chocolate pra mim, ele colocou o que comprou em cima do porta luvas e pegou Thomas de mim, ele logo se aconchegou no peito forte e largo, sua mãozinha apertou seu braço forte coberto pelo paletó. Suspiro internamente pela beleza desse homem e logo volto a razão, pego meu café e o tomo. Depois de tomar o meu e ele o dele, pego Thomas que estava começando a acordar e ele liga o carro pra me deixar no meu trabalho.
—Obrigado Tobias, tenha um bom trabalho. –digo quando ele estaciona em frente a empresa que trabalho.
—Por nada, tenha um bom trabalho também. –diz sorrindo pra mim, sorrio envergonhada.
—Tchau meu amor, se comporta com a dinda e o seu amigo aqui. –digo pra Thomas e beijo todo o seu rosto fofo, ele se contorce dando risada nos meus braços. –Qualquer coisa e só me ligar. –digo entregando Thomas pra ele, pego minha bolsa e saio do carro.
—O que está fazendo? –pergunta enquanto amarro duas fraudas.
—Você não achou que eu ia deixa você dirigir com meu filho nos braços, né? –Pergunto e me abaixo e o pego no colo, coloco Thomas no banco do carona e o amarro ao banco, deixo bem firme para que ele não se solta e nem muito apertado pra não sufocar.
—Uau. –murmura ele e rio da sua cara de bobo. Saio do carro e fecho a porta, ele abre a janela e eu coloco só a cabeça.
—Não dirija muito rápido, fique de olho nele. Mais uma vez obrigado, tchau filhote, mamãe te ama. –digo e me empino pra beija sua cabeça.
Dou um tchau com a mão pra Tobias que devolve e corro pra entrar na empresa, olho o relógio e arregalo os olhos, oito e vinte.
To las...
—Beatrice Prior.
...cada.
—Bom dia, Sr. Devem. Eu sei que eu to atrasada, mas prometo que isso não vai se repetir, nessa semana eu vou comprar um carro e uma cadeirinha pro meu filho. –falo rapidamente pra ele. Ele suspira e depois passa a mão no seu cabelo loiro.
—Tudo bem, eu te entendo, filho da trabalho. –diz ele e lembro que ele se tornou pai a alguns dias, a fofoca rola solta aqui.
—Muito obrigado, agora eu vou indo, tenha um bom dia. –digo e saio correndo do hall indo para os elevadores.
Essa foi por pouco, ele tem fama de ser bem rigoroso com o horário. Subo para o meu andar e entro na minha sala, começo com a papelada que deixei de ontem, ainda bem que hoje é sexta. Foco no trabalho e só sou atrapalhada por Sam que entra na minha sala com um enorme buquê de rosas brancas.
—Tris, olha o que deixaram pra você amiga! –diz toda animada e deixa o buque na minha frente e se não tivesse encantada com as rosas teria ficado furiosa pelos meus papéis que ficaram marcados.
—Quem mandou? –pergunto e cheiro as rosas.
— Um motoboy que entregou, aqui está o cartão, tenho que ir trabalhar, depois me conta quem foi, beijo. –diz e sai da minha sala. Louca.
“Se as estrelas fossem tão lindas quanto você, eu passaria noites em claro olhando para o céu.”
Ass: Tobias Eaton.
Meu. Deus. Do. Céu.
Isso foi muito lindo, ele ganhou um ponto comigo. Guardo o cartão junto as rosas e as coloco na mesinha em frente ao sofá que fica ao lado da porta. Volto pro trabalho, mas sempre olho para as rosas e sorrio boba, eu amei elas e do quanto Tobias se importou comigo pra mandar elas. Logo meu expediente acaba e pego minha bolsa e minhas flores.
—Ei. –chama Sam. –Não vai sair daqui antes de me contar de quem são. –diz me parando na porta do prédio.
—Foi um amigo e chefe da minha amiga, o nome dele é...
—Tobias Eaton. –diz ela me interrompendo abobalhada.
—Com...
—Tris. –escuto ele e me viro.
Entendi.
—Oi, oi meu amor. –digo quando ele chega perto com Thomy nos braços, chego perto deles e beijo Thomas.
—Meu Deus, não sabia que vocês tinham um filho. –diz Sam, me viro pra ela espantada.
—Ele não é pai do Thomas, Sam, e agora tenho que ir, a gente se vê segunda. –digo e dou um rápido abraço e um beijo nela.
—Tchau. –diz Tobias e juntos vamos para o seu carro, ele abre a porta de trás e coloco minhas flores e minha bolsa, depois fecha e abre a do carona, entro e ele me entrega Thomas.
—Vamos mamar, filho. –digo e abro meu vestido e lhe entrego meu seio e logo cubro com a frauda.
—Obrigado pela flores, eu amei. –digo depois de um tempo em silencio com ele atento na estrada e eu o observando, ele parece um pouco cansado, mas se nota de longe que ele está feliz e radiante. Seu terno está um pouco amassado e a gravata está frouxa, com os primeiros botões abertos.
—Confesso uma coisa. –diz ele sorrindo e olha rapidamente pra mim. –Mandei ela pra te fazer feliz e arrancar um sorriso seu, mas também com a intensão de te fazer um convite.
—E qual seria? –pergunto animada e nem sei por que.
—De você e o Thomas irem dar um passeio comigo no Central Park, topa?
—Claro, mas agora?
— Agora.
— Você não trabalha? –pergunto e ele estaciona o carro em frente ao meu prédio.
— Hoje não tem mais nada pra fazer e queria aproveitar a tarde com vocês. –diz se virando pra mim e passando a mão pelo meu rosto.
— Tudo bem, então. –sorrio pra ele e quando vamos nos aproximando Thomas bate a mão no queixo de Tobias. Rio da cara dele e pega Thomas de mim.
— Mais é ciumento, hein. –diz ele e faz cócegas em Thomas.
— Vamos subir, nós dois temos que nos arrumar. –digo e pego minhas coisas e as de Thomas.
(...)
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