Trabalhando em um Maid Café
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Trabalhando em um Maid Café
É mais um dia na cidade de Tokyo, um lugar urbano; onde há movimentos de carros por todos os lados; pessoas saindo e entrando em prédios no qual trabalham o dia todo, ou metade dele. E que entre essas pessoas que saiam, está Portgas D. Ace com fúria nos olhos e seus pertences em mãos.
O mesmo havia sido despedido de seu 7° emprego só esse ano pela causa de: ''Dormir demais''. E era verdade, por culpa de sua narcolepsia, o moreno com sardas não tinha controle de seu súbito sono, no qual essa também foi a desculpa dele para não ser despachado de seu emprego. E como vocês viram... O argumento não dera muito certo.
Ace saia bufando fogo nas ventas, pisando forte no asfalto enquanto dirigia-se para casa, com a intenção de quebrar ele e tudo a sua volta. Pegara o metro da estação de Tokyo para Shinjuku, e de lá para Shimokitazawa, um bairro conhecido como uma zona vintage, um lugar rotineiro e com bares de cafés à sua disposição. Um bom local para morar e viver.
Depois de algumas horas de metro e caminhada até chegar em casa, Ace abre a porta de seu pequeno apartamento que dividia com seus dois irmãos: Luffy, que é três anos mais novo que o sardento, e que faz faculdade de Turismo; e Sabo, no qual os dois tem a mesma idade, e estuda o curso de Direito. Ace estuda para ser bombeiro, que é o seu sonho desde criança.
Depois de entrar e fechar a porta do apartamento, o mesmo se joga no sofá da sala, junto com seus pertences que continham numa caixa. Neste que havia seu chapéu de cowboy, um cano, e algumas fotos de seus irmãos e de seus pais, Roger e Rouge.
— Hm? Já chegou, Ace? — pergunta o mais novo da casa, saindo do banheiro com apenas uma toalha em sua cintura, indo até os joelhos, e uma outra pequena em sua cabeça.
— Não, esse aqui é o meu kage bunshin! — responde com rispidez ao moreno que o olhava confuso. Não dava para ser irônico com Luffy.
— Hm... Certo! Diz para o verdadeiro Ace que o Sakazuki-san veio aqui mais uma vez, perguntando sobre o nosso pagamento do aluguel. — retira-se da sala-de-estar, e vai em direção ao seu quarto, a fim de se trocar de roupa. Deixando um Ace pasmado no sofá de couro.
— QUÊ!? — descabela-se e salta do sofá, indo ao quarto do menor — Quando ele veio? Que horas o maldito Akainu veio? — interroga ansioso. Sakazuki (ou Akainu, como Ace o chama), é o senhorio do AP dos rapazes, e que estes estão devendo 3 meses de aluguel atrasados para o homem mal-humorado e carrasco.
— Hm... Foi na hora que eu cheguei do trabalho... Acho que umas 15 horas.
— Tsc, certo... 'Pera, 15 horas? Mas você chega em casa às 18 horas.
— Pois é... — Luffy passava a mãos atrás da nuca e olhava para todos os cantos do quarto, menos para Ace. — Eu...
— Você?...
— Fui despedido! — responde de uma vez.
— Você também!? *Sigh.. Poxa, Luffy. O que você fez para ser demitido? [~onomatopeia de suspiro~]
— Eu comi toda a comida que estava na geladeira, hehehe. — diz com um sorriso relaxado — Achei que era o almoço dos funcionários.
— Nada de ''hehehe''! Era pra você segurar esse emprego até te pagarem. A gente precisa quitar o aluguel, se não nós seremos despachados por aquele cachorro maldito. — repreende com a voz preocupada. E com essa discussão no quarto do menor, Sabo sai de seu quarto (que é de frente do Luffy) e pergunta o que houve.
(.....)
— VOCÊS DOIS FORAM DESPEDIDOS!? — o loiro grita aos dois morenos que sentavam-se no chão estilo seiza na sala-de-estar, com as cabeças abaixadas e murmurando ''me desculpe, me desculpe''. — Não acredito nisso... Ace, esse já era seu terceiro emprego só esse mês, sabe que a gente precisa pagar as contas. — repreende ao moreno maior que tinha seus cabelos cobrindo uma parte de seu rosto envergonhado — E Luffy, você só ficou nesse trabalho por uma semana! Por isso que eles não te pagaram e nem cogitariam à te dar dinheiro, depois do prejuízo que você os causou. — diz, em direção à um jovem de 19 anos, brincando com suas mãos e com o semblante tristonho.
— Ma-Mas, Sabo...
— Sem ''mas'', Ace! — corta-o — Arff~! Luffy me disse que Sakazuki-san veio aqui mais uma vez, nos lembrando de pagar o aluguel daqui à 4 semanas. E com a saída de vocês nos trabalhos, teremos que encontrar outro o mais rápido possível.
— Mas Sabo, você estuda muito no seu quarto... Mal tem tempo pra você ou pra gente, imagine para trabalhar. — argumenta Luffy, lembrando que o irmão ficava horas no cômodo, saindo apenas para comer, ir ao banheiro e ir à faculdade.
— Eu sei, mas tenho que fazer isso. Se não, não teremos dinheiro o suficiente pra pagar o Sakazuki. Afinal, estamos com pendência em 3 meses... É o único jeito. — explica, sentando-se no sofá e massageando as têmporas, de tão estressado e cansado que estava. — Isso, se a gente encontrar um emprego até lá.
— Não precisa se preocupar, Sabo. Eu e Luffy iremos encontrar um bom emprego e manteremos ele até o pagamento. Eu prometo! — Ace afirma convicto, levantado do chão e mostrando um olhar determinante. — Não é, Luffy?
— É isso aí! Não precisa trabalhar, Sabo. Deixa isso com a gente!
— *Rsrs.. Assim vocês me parecem confiáveis. — rir, dando um sorriso fechado e de ternura, observando os irmãos que mais ama no mundo. Levanta-se do sofá e lhes dá um abraço grupal aconchegante, estes que o correspondem. — Mas é necessário eu trabalhar também... Pelo menos até a gente pagar tudo que devemos ao Sakazuki. [~onomatopeia de riso baixo ou abafado~]
— É Akainu. — corrige Ace.
— De onde você tirou esse apelido, Ace? É rude chamar alguém de ''cachorro vermelho''.
— Mas ele parece um cachorro com aquele rosto mal-encarado. Você não concorda comigo, Luffy?
— Sim, o Ace tem razão.
— Viu?
— Você sempre concorda com ele, Luffy. Tudo que o Ace pergunta, você afirma.
— Vai ver porque meu irmãozinho esfomiado e chorão sabe que sempre estou certo. — abraça o menor, beijando-o na bochecha. — Ao contrário de um certo loiro. — dá essa indireta ao irmão, que o mesmo rebate com um olhar desafiador.
— EU NÃO SOU CHORÃO! — Luffy contesta, inflando as bochechas em indignação.
— Claro, claro... Mas aquela noite do 'apagão' discorda o que 'cê disse. Você foi direto pro meu quarto falando aos prantos: ''Ace, Ace! Deixa eu dormir com você essa noite, por favooor~! Buááá~!'' — fingia um choro enquanto contava a história, Luffy dava socos no ombro do maior que ria com lágrimas nos olhos, sendo acompanhado por Sabo que também se divertia com a cena dos irmãos.
Eles podem estar no maior dos apertos, mas seus laços fraternais e de companheirismo não serão quebrados tão facilmente. Sabo estava muito feliz e satisfeito de encontrar irmãos como eles.
E o loiro tinha que estar lá ao lado dos morenos, para protegê-los e ajudá-los, já que os dois são uns cabeças-de-vento.
E assim foi a noite para os irmãos, comeram a janta que Sabo preparou (já que Ace não é lá essas coisas na cozinha e Luffy comeria todo os ingredientes antes mesmo de cozinhá-los), e foram aos seus quartos, para descansarem bem à amanhã e procurarem um bom emprego, para não serem enxotados do apartamento por um homem de quase 3 metros de altura e 2 de largura.
(.....)
Já às 7:30 da manhã, num sábado ensolarado, estava Ace, Sabo e Luffy nas ruas da cidade de Tokyo, procurando (desesperadamente) um emprego. O loiro perguntava de loja em loja se precisavam de algum funcionário novo para trabalhar, o que recebia em resposta um ''não'' ou um aceno negativo. No qual também acontecia com Ace e Luffy.
Ainda bem que era um fim de semana, assim não haviam de se preocupar com faculdade ou estudos. E sim, só na parte de encontrar um trabalho.
Chegando às 12:01 da tarde, os três se encontravam, praticamente, esparramados na cadeira de uma lanchonete. Arfavam de cansaço, de tanto andar pra lá e pra cá, os meninos nem se quer falavam, apenas buscavam oxigênio e depois o soltava.
— *Arf *Arf.. Que... Que horas tem aí, Sabo? — pergunta Ace, quase desmaiando na mesinha em frente da lanchonete.
— *Arf.. meio... dia...
— Fooomeee!! Tô com fome, Ace~! Sabo~! — resmunga manhoso o menor, que tinha sua língua pra fora e sua cabeça deitada na mesa.
— Eu sei, Luffy. Você repetiu isso a viagem inteira. — resmunga o outro moreno, conseguindo regular o fôlego.
— A gente já vai comprar alguma coisa. O que você vai querer?
— CARNEEE!! — berra em resposta, fazendo Ace tampar os ouvidos e resmungar alguns palavrões, e Sabo apenas assentir, chamando o garçom.
— O que desejam? — pergunta um funcionário da lanchonete (que no letreiro do estabelecimento estava escrito Baratie) com um bloco de notas para escrever os pedidos e um cigarro aceso na boca.
— Meu irmão vai querer um sanduíche de carn--
— Dois sanduíches! E dos grandes. — Luffy corrige o loiro, onde o outro o olha com repreensão por ter lhe interrompido. — Desculpe, desculpe. — não parecia estar arrependido, dando um sorriso relaxado como complemento. — E... Ah! Um suco de pêssego.
— *Sigh.. Vamos querer umas batatas fritas também. Pra mim vai ser um chá verde com um dango do tipo bocchan. — pede Sabo, dando uma olhada no cardápio da lanchonete. [~Dango é um tipo de doce com a aparência arredondada no Japão, e bocchan é um derivado desse doce~]
— Certo... E o senhor? — dirige-se o loiro de sobrancelhas estranhas à Ace, que parecia estar dormindo. — Senhor?
— Baka! — Sabo dá um soco no sardento, o bastante para o mesmo acordar aos resmungos. — O garçom tá perguntando se você vai querer alguma coisa.
— hmghmhgml... — murmurava algo incompreensível.
— É o quê?
— Ele vai querer um sanduíche de carne, um daifuku e um suco de laranja. — responde prontamente o menor, que incrivelmente compreendeu a murmuração do sardento. Sabo e o garçom o olharam surpresos. [~Daifuku é um confeito que consiste em pequenas bolas de mochi recheadas com algo doce. Tem diversas variações, uma delas é onde há um morango como recheio principal~]
— Ceeerto... Então vai ser 3 sanduíches de carne, 3 porções de batatas fritas, um dango bocchan, um daifuku e para beber: um suco de pêssego, chá verde e um suco de laranja? — pergunta para afirmar os pedidos dos cliente, estes que assentem em resposta. — Yosh! Sua comida já vai ser entregue daqui uns 20 minutos. Com sua licença. — termina, retirando-se da mesa daqueles estranhos irmãos e indo servir outra.
— 20 minutos!? Ahh~! É muito tempooo~!
— Não reclame, Luffy. E eu acho melhor você aproveitar a pausa, porque daqui à pouco já vamos procurar de novo. — avisa Sabo.
— Ahhh~ nãooo~! — resmunga, espreguiçando-se na cadeira.
— Hmghmhmgh. — murmurava Ace de novo, falando algo mais uma vez inaudível.
— Arff~! Ai Deus. — e suspira Sabo, coletando forças para aguentar todo aquele estresse.
(.....)
Depois de comerem os lanches/almoço e pagarem no balcão. Os irmãos voltaram em sua busca por emprego. No relógio de Sabo marcava às 15:18 da tarde, já haviam ficado quase 8 horas andando pela cidade, e nada de trabalho.
— Meu Deus! Essa cidade é enorme, não acredito que não haja ninguém que queira um funcionário. — resmunga Ace, que caminhava na calçada com as mãos atrás da cabeça.
— Nem me diga. Já estamos quase 10 horas andando e nada de serviço. — complementa Sabo, que fazia o mesmo que o moreno mais alto, só que com as mãos no bolso.
— Vai dar certo, gente. É só pensar positivo. — Luffy comia seu sorvete de morango entre o loiro e o sardento.
— *Hmph.. Você e seu otimismo. — bufa o moreno mais alto.
— Aff! Mas sabe, quand--
Sabo é interrompido pelo barulho de seu celular, olha para o analisar, vendo quem está ligando e atende em seguida.
— Alô? Sabo-kun? Sou eu, Koala. — escuta-se do outro lado da linha uma voz feminina.
— Yo, Koala! Por que está me ligando?
— Quem é? — pergunta Ace e Luffy.
— É a Koala. — sussurra com a mão no telefone.
— Tsc, aquela olhuda tem o teu número? — pergunta aos resmungos o sardento. Por algum motivo, Ace não se dá tão bem com a garota de olhos redondos e grandes.
— Ela é minha amiga, Ace. É claro que ela vai ter meu número.
— Sabo-kun?
— Ah, oi! Desculpe, é que meu irmão idiota havia me chamado. — responde com o celular próximo ao rosto e com uma cara debochada.
— Vai se ferrar, Sabo! Seu loiro maldito. — rosna ao mesmo. — Ei, Luffy! Nada de comprar mais comida! A nossa carteira só tá o vento. — adverte, indo à uma barraquinha onde seu irmão mais novo quase pedira um X-Tudo.
— *Rsrs..
— Qual a graça? — pergunta Koala.
— Hm? Nada não. São apenas meus irmãos. — responde com um sorriso fechado.
— Certo, certo! Você e seus irmãos.
— Agora diz o que você quer falar.
— Calma, apressado. Só liguei pra saber se vocês ainda estão procurando emprego. — diz/pergunta ao loiro, que levanta uma sobrancelha.
— Sim, mas por quê? Por acaso você encontrou algum? — Sabo empolga-se.
Mais cedo na cidade, o loiro havia comunicado à amiga que estava à procura de um 'trampo' e perguntou se precisavam de funcionários em algum estabelecimento que ela conhecia, na hora ela respondeu que não tinha.
— Sim, é onde eu trabalho.
— Uouuu~! Conseguimos! — comemora com o semblante feliz, e mais tranquilo por ter finalmente achado um emprego.
— Calma, Sabo-kun. Preciso dizer qual é o serviço que vocês tem que faze--
— Valeu de verdade, Koala! Vou tá te devendo essa! Muito, muito obrigado!
— Mas, Sabo-kun! Preciso dizer O QUÊ vocês tem que fazer. Me deixe explicar! — a garota já estava estressada de o loiro não a ouvir.
— Não importa o serviço, só quero saber se eles pagam diariamente, como eu havia te dito. E se o salário é bom.
— S-sim, eles pagam por diária, vocês podem optar em receber o dinheiro no final de cada semana. E o valor é considerável, acho que com vocês três trabalhando aqui, vão conseguir quitar o seu aluguel atrasado.
— Perfeito! Esse era o emprego que a gente 'tava procurando. Que horas nós temos que está aí?
— Arff~! — suspira derrotada, parece que não conseguirá dizer o trivial ao rapaz apressado — Apareça com seus irmãos às 8:00 EM PONTO... — ressalta a última palavra, sabendo que o mesmo atrasava-se em alguns de seus encontros com os outros amigos, e que sempre dava um sermão no loiro. - Perto da estação de Akihabara, vou estar esperando vocês por lá.
— Akihabara? Meio longe...
— É o que eu tenho pra hoje! Vai estar lá ou não?
— Ok, ok, desculpe... Vou estar lá sim, e não irei me atrasar! — diz convicto.
— Sei, sei... Ok, Sabo-kun, nos vemos amanhã.
— Ok... E valeu mais uma vez, Koala.
— *Rsrs.. Fale isso de novo quando chegarmos no trabalho, sayounara~! — despede-se, já encerrando a ligação, não deixando Sabo continuar a conversa.
— Hm? O que ela quis dizer com isso? — indaga-se, olhando ao telefone confuso.
— Eae, já acabou a conversinha com a comadre, Sabo-kun? — chega Ace com sua pergunta banhada no cinismo, junto de um Luffy emburrado de não ter seu sanduíche.
— Sim, seu ciumento! Já acabei de encontrar o nosso emprego para pagarmos o nosso aluguel. — rebate, observando um Ace, metade feliz e metade irritado.
— Não estou com ciúmes, idiota! E sério que encontrou um trampo!?
— Hai! — responde feliz e realizado.
— Não disse que daria tudo certo? — pronuncia-se Luffy.
— É a sorte do nosso irmãozinho agindo de novo. — comenta Ace, bagunçando os cabelos negros e desgrenhados do menor que só ria em divertimento.
— Eu sou incrível mesmo.
— Mas olha! — indigna-se — Fui eu que encontrei o nosso ganha-pão. — avisa Sabo, enquanto os irmãos voltavam para a estação, a fim de voltar em casa.
— Shishishi, verdade. O Sabo que é incrível. — o pequeno elogia, pendurando-se no pescoço do loiro e lhe entregando um beijo na bochecha.
— *Hmph.. Pelo menos essa coala nos ajudou em alguma coisa. — murmura o sardento.
— Hmm, parece que alguém está com ciúmes... — cantarola Luffy (que agora fazia um ''cavalinho nas costas'' no loiro) e Sabo, que fazia um sorriso maroto.
— J-já falei que não estou com ciúmes, caramba! E qual é o bico que vamos fazer, ein? — desconversa, virando o rosto da direção contrária de seus irmãos, onde dava para ver uma orelha violentamente ruborizada.
— *Rsrs.. — ambos riram baixo da reação do sardento envergonhado.
— Eu não sei, mas ela disse que pagam por diária e que o salário não é ruim. Então não me importei tanto. — o loiro volta a sua atenção para o caminho.
— Então a gente nem sabe o quê vamos trabalhar?... Mah, também não ligo, se eles pagarem a bufunfa direito, não tenho do que discordar.
— Ei, vocês querem saber quem chega na estação primeiro? — sugere Luffy, que havia descido das costas do loiro, agora preparando-se para correr.
— Uma corrida até a estação? Topo! — Ace aceita.
— E vocês ainda tem energia para fazer uma corrida? Eu tô todo quebrado.
— Tá bom, vovô. Fica aí, que os jovens vão perder umas calorias. Tchau, tchau~! — e o sardento e o menor começam à correr, deixando para trás um Sabo indignado e ofendido.
— Ahhh! Vocês vão ver quem é o ''vovô''! — corre em direção aos dois morenos que riam de sua cara.
E deste jeito foi até o fim da noite, os meninos haviam chegado em casa nas carreras e o vencedor desse desafio foi: Sabo. E como punição de terem lhe tirado sarro, os perdedores lavaram a louça do jantar com as caras tristes e irritadas por terem perdido a corrida, enquanto o loiro ria debochadamente no sofá da sala, assistindo alguma programação na TV mixuruca.
Depois tomaram banho e foram para a cama, afinal, amanhã será o primeiro dia do trabalho desconhecido. Os três tem de estar bem dispostos para conseguir uma boa grana até o final do mês, que é data de seu pagamento.
(.....)
Como prometido, os três encontravam-se perto da estação do bairro Akihabara, considerado por muitos um centro cultural ''otaku'' e um distrito famoso pelas compras de: video games, mangás, computadores e etc.
Os mesmos chegaram até um pouco mais cedo que o previsto (para vocês verem o tamanho do desespero deles).
— Ah! Sabo-kun, Luffy-chan, Ace-kun. Hisashiburi~! — chega Koala, uma garota baixa de cabelos castanhos-claros e os olhos grandes e redondos, parecidos de um coala. [~''Há quanto tempo''~]
— Oh, Koala! — Sabo nota a amiga chegar até os mesmos.
— Tsc. — resmunga o sardento.
— Warhhh~! — boceja o menor. Acordara muito cedo para se arrumar à pedidos de Sabo.
— Meninos, vocês chegaram cedo. Estou impressionada. — elogia surpreendida.
— E você se atrasou! — critica o loiro, mostrando-a o relógio marcando 8:07.
— ''Sabo, o exagerado'', filme completo e dublado. — o sardento zomba, levando uma cotovelada do mesmo. — Ai!
— E então? Qual o nosso serviço? — pergunta Sabo, movimentando-se e acompanhando Koala que os guiava.
— Vocês irão ver na hora, hihihi. — a garota faz suspense, enquanto dá um riso suspeito.
— Sabo... Não tô gostando do tom dela. — avisa Ace, já percebendo que tem caroço nesse angu.
— Sim, também estou suspeitando.
— E então, Luffy-chan? Como foi o último emprego? — a garota se dirige ao moreno menor que quase caia no chão de tanto sono que sentia.
— Hm... Não foi muito divertido... — responde aos bocejos, coçando os olhos a fim de despertar.
— Oh, mas acho que esse vai ser a sua cara. Vamos logo! — diz, apressando um Sabo e Ace desconfiados e um Luffy sonâmbulo.
(.....)
— *Arf *Arf.. — os três ofegavam de cansaço, andaram tanto para quem havia acabado de acordar.
— Já estam cansados? Tinham que ser sedentários né? Tsk, Tsk. — a garota balança a cabeça negativamente, estava decepcionada que após 2 quarteirões os mesmos já estavam para desmaiar.
— Ca... *Arf.. Cale a boca... Maldita coala. — resmunga Ace, que se apoiava nos seus joelhos.
— Já chegamos? — Luffy se pronúncia aos sussurros, fazendo o mesmo que Ace.
— Hai! Chegamos. — dito isso, os três olharam para uma lanchonete colorida e para algumas garotas com fantasia de empregadas, que entregavam folhetos às pessoas que passavam por ali. Até uma delas perceberem a presença da turma e indo até eles.
— Ah, Koala-san! Trouxe as novas maid's? — pergunta uma garota de cabelos azuis, com uma roupa de ''maid'' e uma placa que nela havia o nome do estabelecimento.
— Oi, Vivi. E sim, são esses mesmo.
— Como é que é!? — surpreende-se Ace e Sabo.
— Só pode ser zoação. — Ace resmunga.
— Uau! Tem empregadas por todo canto. — Luffy comenta boquiaberto, não se importando com a situação atual.
— É isso que vocês escutaram. Os três irão trabalhar por aqui como maid's... Eu não tinha comentado antes? — disse cínica com a mão no rosto, fazendo o sardento se enfurecer.
— Sua... POR QUÊ NÃO NOS FALOU QUE O NOSSO SERVIÇO ERA SER EMPREGADAS!?? — Ace quase pulou no pescoço da garota, mas sendo impedido por Sabo e Luffy. A garota azulada se espanta com aquela súbita raiva.
— Calma, Ace!
— Ei, ei, ei! Eu tentei dizer antes, mas Sabo-kun não quis me ouvir. — defende-se, ficando atrás da amiga azulada.
— ''Calma" porra nenhuma! Não vou trabalhar como ''empregada'' nessa espelunc--.. AI! — o moreno fora cortado por um soco na cabeça feita pelo loiro, por já estar cansando dessa conversa.
— Cala boca, Ace! Não temos o luxo de escolher emprego nessas circunstâncias que estamos.
— Mas, Sabo! A gente vai ter que se vestir de empregadas... Não é? — dirigi-se à Koala, que só assistia de longe, fora do alcance do sardento.
— Haaai! Vocês vão substituir por algum tempo as garotas que trabalham aqui, já que elas ficaram doentes. E elas trabalhavam na parte de servir os clientes, então por favor sejam gentis, sim? — sorrir gentilmente.
— Viu? Não tô dizendo? — Ace o olha irritado — Sabo, eu não quero me vestir de maid e ficar servindo clientes pervertidos.
— Arff~! — o mesmo suspira, massageando suas têmporas — Luffy, o que você acha desse emprego?
— Hmm... Eu não vejo problema em me vestir de empregada e servir o pessoal. Se eles pagarem bem no final, então ok! — o moreno realmente não se importava com aquilo, quem estava criando caso ali era Ace. — E eu acho que pode ser bem divertido.
— Então está decidido! Vamos trabalhar aqui.
— S-Sabo, você REALMENTE não liga em se vestir de empregada!? E-E somos homens, isso pode!?- Ace olha para Koala a fim de ter uma resposta.
— O chefe disse que não há problema.
— Ma-Mas... — tenta argumentar mais uma vez mas o loiro põe sua mão no ombro do mesmo.
— Nem tente, Ace. Vamos trabalhar aqui e com o uniforme daqui. Aceita que doí menos. — aconselha-o, agora o deixando de lado e conversando com Koala, perguntando o que eles teriam que fazer agora. A menina ria e os guiava nos fundo do restaurante para instruí-los de suas tarefas.
(.....)
Depois de algumas horas de Koala explicando os deveres para os garotos (e também de alguns resmungos de Ace), esta abre o restaurante — nomeado de One Café — pois já estava na hora do almoço, horário que vinha mais clientes.
Ace estava com Luffy (já com os seus devidos uniformes), junto com as outras empregadas, prontificados na porta de entrada para receber os clientes. E enquanto isso, Sabo acompanhava Koala no lado de fora, com o objetivo de entregar os folhetos do restaurante a cada pessoa que caminhava por ali.
O sardento ficara inquieto por algum tempo, murmurando algo como: ''E se meus amigos me virem nessa situação? E se me reconhecerem e zoarem? E se colocarem na internet?''. Ao contrário do menor, que estava bastante animado e entusiasmado com esse serviço incomum. Os murmúrios do mais velho cessaram quando notastes um cliente entrando no restaurante.
— I-Irasshaimase... Err...
— Goshujin-sama. — completa Luffy, percebendo que não sairia mais palavras da boca do seu irmão. — Por aqui, senhor. [~''Irasshaimase, goshujin-sama'' = ''Bem-vindo, meu senhor ou mestre''~]
— Oh! Nunca vi você por aqui. Uma empregada nova? — nota o cliente de aparência normal, os cabelos curtos e com óculos de grau; mas não percebendo que o menor era um homem.
— Hai! Espero estar de seu gosto. — Luffy dizia sempre com um sorriso gentil no rosto e uma voz doce e amável. O cliente ruboriza-se com a atenção do moreno e Ace fica embasbacado com o serviço do mesmo.
— Tu-tudo bem...
— Por aqui. — o menor encaminha o rapaz numa mesa próxima e lhe pergunta o que deseja.
Conforme isso acontecia, Ace ainda estava surpreso com Luffy em sua atuação como ''maid perfeita''. Mas isso o lembra que o menor às vezes saia com seus amigos para esses cosplayers cafés quando não trabalhava ou estudava. Talvez seja dai que ele tenha conseguido essa experiência e tolerância toda.
Tsc, esses otakus; pensou.
Mas não demorou muito e já veio outro cliente, e dessa vez Ace não poderia vacilar. Ele tem que conseguir bastante dinheiro para quitar o atraso do aluguel. Definitivamente, ele não irá ser despedido de novo.
— I-Irasshaimase... Go-Goshujin-sama. — completa com muito esforço a frase que lhe faz corar igual à um tomate.
— Hmm... Nunca vi essa morena com sardas aqui no Café. — pondera o cliente que tinha uma aparência tranquila e relaxada, os cabelos loiros (que vagamente recordava de um abacaxi), e uns olhos cansados e tediosos na face.
— É-é que umas nossas empregadas estão doentes, e ore--.. Quer dizer... Watashi... A substitui por um tempo. — Ace se auto-corrige.
[~''Ore'' é ''Eu'', usado apenas por homens, Ace se corrigiu porque mulheres não podem usar ''Ore'' e sim ''Watashi''.~]
— Hmm, bem... Eu gostei dessa nova maid, então tudo bem. — responde com um sorriso de canto e com certa malícia. O moreno percebeu isso e, internamente, quis estrangular o cara de sua frente, mas suspirou profundamente e acalmou-se, não poderia matar um freguês agora, se não perderia o trampo.
— Q-Que bom que sou de seu agrado, me-mestre. Por aqui, por favor. — dizia tudo com um sorriso mais forçado e falso do que quando recebe-se visitas em casa.
— Hai. — o loiro acompanha a empregada e senta-se numa mesa disponível.
— E o que o senhor vai querer?
— Hmm... Uma empregada. Talvez você?
— Hahaha, me desculpe, senhor. Mas não vendemos empregadas por aqui. — pode-se ver uma veia saltando na testa de Ace.
— Ah, que pena. — fala desapontado — Bem, então vou querer um omuraisu... [~''Omelete de arroz''~]
— Certo. — escreve o pedido no bloquinho de notas.
— Junto com um suco de manga e a ''frase mágica''. — completa, fazendo o moreno o olhar irritado.
— Ce-certo... Seu pedido logo será entregue. — disse entre-dentes, retirando-se da mesa às pressas, chegando na cozinha do Café e citando o pedido ao cozinheiro. — Arff~! — suspira angustiado; depois de falar o pedido, encosta-se no balcão da cozinha.
Não acreditava que estava levando uma cantada de um homem, e pior... Um homem pervertido por maid's.
— Céus... O que eu mereci pra acontecer isso?
— Ô Patty, o cliente 01 vai querer um karê* de carne, dois frango frito, um parfait de chocolate, e um chá gelado. — dita Luffy ao cozinheiro, chamando a atenção do sardento murmurante. [~*''Curry'' como chamado no Japão~]
— Eita! Tudo isso? — surpreende-se o homem alto e musculoso, de cabeça raspada e uma barba curta com cavanhaque. — O que você fez pra ele pedir tudo isso, pirralho? Esse cara é um cliente frequente aqui no Café e nunca pediu tudo isso. No máximo tomava um chá gelado com batata frita e só!
— Bem... — pondera — ele perguntou o que eu pediria pra comer, se eu estivesse no seu lugar. E eu disse isto... — aponta para o bloquinho — E mais um pouco. Aí então ele falou que comeria o que eu citei e vim aqui. Só isso. — respondeu simplesmente. O cozinheiro franze o cenho mas deu de ombros, não se importando tanto. Afinal, quanto mais pedidos, melhor para o bolso.
— Nossa, você é bom nisso. — comenta o moreno com sardas, ganhando a atenção do menor sorridente.
— Sério? Shishishi, estou lisonjeado. — aproxima-se do mais velho, sentando no banco do balcão. — Eu tô achando esse trabalho bem divertido. Melhor que os meus últimos.
— Bom pra você. Já ao contrário de mim... — murmura mais uma vez, suspirando pesadamente.
— Qual o problema, Ace? Não tá gostando do serviço?
— Claro que não! — responde de imediato — Além de me sujeitar à vestir essa fantasia ridícula! Tenho que aturar cantadas idiotas de clientes pervertidos!
— É só não ligar pra isso. Sabe que precisamos desse trabalho mais que tudo, Ace.
— Eu sei... — resmunga com um biquinho.
— Ature pelo Sabo. Pense em como ele está se esforçando para quitar as contas. — Luffy põe sua mão no ombro do maior, lhe dando um sorriso sereno e acolhedor.
— *Rsrs.. Tem razão. Acho que estou sendo um mimado por ficar reclamando desse jeito.
— E está. Chegando ao ponto de ser irritante. — o responde neutro.
— Você poderia ter falado de um modo menos agressivo, seu bebê chorão. — o maior bagunça a cabeleira negra do menor, com risos alegres e mais tranquilos. Acho que o conselho do Luffy o acalmou bastante.
— Ô casalzinho aí! Querem parar de paquerar e vamos voltar ao trabalho, sim!? — interrompe Patty, o cozinheiro; sendo recebido por um mandar de línguas dos morenos.
— E não somos um casal! A gente é brothers, né Luffy? — Ace rodeia seu braço no ombro do moreno.
— Exatamente, mano! — Luffy também faz isso.
— Ok, ok. Só voltem ao trabalho! Vamo', vamo'! — os mesmos voltam ao serviço aos mandos de Patty, onde Luffy apanha uma bandeja com os pratos do seu cliente e o que Ace também faz.
— Luffy, cuidado para não deixar cai, viu? — avisa o sardento, sabendo o quanto seu otouto é desastrado.
— Relaxa, Ace. Treinei bastante no meu outro trampo. — afirma confiante. No começo de seu emprego anterior — que era de garçom -, deixava cair vários pratos e copos, levando bastante bronca dos outros funcionários; mas com o tempo foi se acostumando com os incessantes pedidos e com a correria que era o restaurante.
— Certo, então. — diz descrente, mas confiou.
Os dois voltam aos clientes que atenderam anteriormente, entregando-lhes os pratos.
— Aqui está seu suco de manga e seu omuraisu, mestre. — Ace responde com a bandeja vazia e já indo embora... O que não aconteceu.
— Ei, ei! E a frase mágica? Que eu saiba, o omuraisu vem junto com um ketchup e uma frase fofa para ''completar'' o sabor. — o freguês lembra o moreno, fazendo-o torcer o nariz.
— É-É mesmo, me perdoe por esquecer... — suspira profundamente, querendo atrair toda a calma do mundo — A-Aqui vou eu... — este pega um frasco com ketchup e começa a cantarolar a músiquinha que Koala o ensinou. Dizendo que sempre era pra cantar quando o pedido for um omuraisu. — *K-Kyun-Kyun, Doki-Doki, Waku-Waku, Kira-Kira, Oiishi Kunaare. — terminava de desenhar um coração na omelete do cliente, com o rosto mais vermelho que um pimentão.
[~*Referência do anime Shokugeki no Souma. Essa parte aparece no OVA 1 da primeira temporada.~]
— Hmm, parece estar delicioso, maid... -kun. — após dizer isso, Ace lança um olhar assustado ao homem loiro, pensando se ele descobrira que na verdade o moreno era um homem e não uma mulher.
— A-A-Ah... — engasga-se.
— Calma, não direi à ninguém... E de certa forma, prefiro morenos numa roupa de empregada do que morenas. — lhe manda um sorriso indecente, com o rosto apoiado na palma de sua mão.
— O-Obrigado... — o sardento, instintivamente, abaixa sua cabeça para o loiro não ver seu rosto ruborizado.
— *Rsrs.. Você fica kawaii envergonhado, maid-kun. Espero ver essa reação mais vezes quando eu vir pra cá.
— Tsc, n-não pense que só por você ser cliente que eu vou aturar essas suas cantadas idiotas! — retruca estressado. Não estava mais aguentando ser galanteado por um pervertido.
— Calma, maid-kun. As empregadas devem tratar melhor seus mestres.
— ''Mestre'' o cacete! Se começar a me assediar desse jeito, vou te expulsar daqui aos ponta-pés! — ameaça com o cenho franzido. — E como você descobriu que eu sou um homem?
— Ok, vou parar... E eu descobri pela sua voz, nenhuma garota tem uma voz grossa como a sua. Sabe, você não é bom com segredos, maid-kun.
— Tsc, droga. E pare de me chamar de ''maid-kun'', caramba.
— Então qual é o seu nome, maid-kun? — pergunta com um sorriso fechado.
— Arff~! — o de sardas suspira, se ele disser logo o seu nome para esse idiota, ele vai parar de cantá-lo. — É Ace, seu pervertido.
— Ohh! Ace é um nome bem forte, combina com você.
— Obrigado. — não pareceu estar agradecido.
— Eu sou Marco, muito prazer. — estende a mão ao Ace, sendo correspondido com um aperto forte. — Ai!
— Não digo o mesmo, Marco. — disse, com um sorriso assassino. — Agora se me der licença, tenho outros cliente para servir. Até mais, mestre.
— Até. — o loiro ver o sardento esquentadinho indo em direção à porta, logo atendendo outro freguês. — Que moreno mais agressivo... Gostei. — termina com um claro sorriso sacana no rosto e voltando-se ao omelete delicioso que o maid trouxe.
(..enquanto isso: no lado de fora..)
— Será que o Ace está se acostumando com o serviço? — indaga Sabo, entregando os folhetos às pessoas que passavam e com uma plaquinha nas mãos.
— Claro que sim. Ele é um cabeça-dura, mas é forte. Acho que deve estar até se divertindo. — responde Koala que fazia o mesmo que Sabo.
— Sei não... O Ace é muito esquentado, se alguém ousar à lhe cantar, é capaz dele cometer um homicídio.
— Kakakaka, relaxa, Sabo-kun. Ele deve tá bem, e Luffy-chan está lá. Qualquer coisa ele vai conversar com o Ace-kun. — argumenta, espreguiçando-se em frente o Café.
— Hmm... Tem razão. Acho que estou me preocupando demais.
— Exatamente. Agora vamos entregar todos esses folhetos.
— Hai!
E assim foi a tarde para os irmãos, Ace estressava-se com os ''papos'' dos cliente para consigo; Luffy exercia seu serviço com entusiasmo e alegria, fazendo os clientes se encantarem com o moreno, chegando até a pedir o número do mesmo mas sendo negados por um Ace atento; e Sabo preocupado com os irmãos enquanto empenhava-se à dar tudo de si ao trabalho.
No final da tarde e começo da noite, às 19 horas, os meninos saíram do One Café, despedindo-se dos funcionários e indo em direção à estação do metro.
— Tchau, Sabo-kun, Ace-kun e Luffy-chan. Nos vêemos amanhã. — Koala acena aos mesmos, indo na direção contrária deles, já que morava perto do estabelecimento.
— Jaa nee~! Até amanhã. — Luffy balançava a mão alegremente à garota.
— Arff~! Finalmente vamos pra casa. Já não tava mais aguentando aquele trabalho e aquela mulher! — resmunga o você-sabe-quem.
— *Sigh.. Não entendo seu problema com a Koala, ela é tão legal com a gente. — Sabo se indaga sobre a constante rixa de Ace com a pobre garota.
— Essa coala é um demônio! Ela nos fez usar fantasias de empregadas de propósito, não concorda, Luffy?
— Err... Dessa vez não, Ace. Koala realmente nos ajudou hoje. — o menor responde, fazendo Sabo o olhar vitorioso.
— O quê? Tá todo mundo conspirando contra mim hoje!? — se emburrece, cruzando os braços e franzindo o cenho.
— Calma, Ace. Pare de dar piti e vamos logo pra casa. Tenho que estudar umas leis aí que vai cair na minha prova.
— Hai, hai. Ninguém tá nem aí pra o que eu penso. — resmunga com um biquinho.
— Ace, quando chegarmos em casa, eu e o Sabo faremos uma macarronada como você gosta. Que tal? — sugere o menor, com a intenção de acalmar o esquentado.
— C-Com calabreza, pimentão e cebola? — parece estar cedendo ao pedido.
— Exatamente, né, Sabo?
— Isso mesmo.
— Hmm... O-Ok então, se quiserem fazer esse favor pra mim. — falava com o nariz empinado.
— Kakaka, seu mal-agradecido. — comenta o loiro.
— Como é que é, Sabo?
— E lá vamos nós. — Luffy balança a cabeça negativamente, enquanto escutava a discussão do sardento com o coitado do loiro.
Os irmãos chegam em casa depois de 40 minutos de metro e caminhada até seu pequeno apartamento. Fizeram o jantar especial de Ace, que comeu tudo com fervorosidade e animação, assistiram um pouco de televisão, tomaram banho, estudaram um pouco, e foram para cama, a fim de repetir esse processo de novo amanhã.
E assim foi o primeiro dia no trabalho de um Maid Café, tiveram um pouco de estresses e preocupações, mas no fim foi divertido para todos. Ace que nunca admitiria aos irmãos o quanto foi divertido esse serviço e que gostou de se vestir de empregada. Achou mais confortável um vestido, do que uma calça apertada.
Os três esperam ansiosamente em voltar àquele Café lotado de pessoas estranhas mas divertidas.
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