Trabalhando com o Inimigo
19 Até Logo!
Notas iniciais
ROMÁRIO
Eu me afastei e olhei Brenda nos olhos. Ela parecia surpresa. Em primeiro instante me arrependi de ter feito aquilo. O que eu estava pensando?
Mas ela abriu um sorriso e me beijou também. Aquela foi uma sensação maravilhosa. Eu mal podia acreditar que estávamos ali, naquele ponto de ônibus, nos beijando. Nem nos importamos com algumas pessoas que também estavam ali. Só queria continuar ali, com as mãos em sua cintura e as dela no meu pescoço. Queria continuar ali e não parar mais.
Antes disso havíamos ido ao cinema, depois tomamos um sorvete e conversamos. Estava uma noite quente. Pra mim, mais quente que o normal.
BRENDA
Meu coração estava acelerado. Ele beijava muito bem! Eu só queria aproveitar aquele momento.
Quando nosso ônibus chegou, nós entramos e sentamos, não estava cheio. Nós ficamos conversando para distrair, mas eu só conseguia pensar nele. Durante o tempo que passamos juntos eu descobri o lado bom que ele tinha. O conteúdo. Mudei a imagem que eu tinha dele, e me perguntava se ele me via diferente também.
Quando meu ponto de descida se aproximava senti um bolo no estômago. Eu não queria me despedir dele. Eu sentiria falta. Ele era meu amigo.
Nos levantamos e dei o sinal para parar no próximo ponto. Eu olhei para o Romário e tentei sorrir. Ele também sorriu e me deu um último beijo. Respirei fundo e disse tchau. Desci do ônibus sem olhar para trás. Não queria que ele me visse com os olhos cheios de lágrimas se segurando para não transbordá-las. Sempre odiei despedidas. E não queria me despedir.
Ele percebeu. Acho que ele se sentia do mesmo jeito que eu. Ele sempre estaria comigo. Não era uma despedida pra sempre. Como ele disse quando eu descia do ônibus: Era um "Até logo!"
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