Notas iniciais
Carrie: O que colocamos de notas? Bella: Não faço menor ideia. Carrie: Então vai isso mesmo. Bella: OK kkkk.

NY – Central da CIA – 20h12

Blenda desce da cama e começa a correr atrás de Safira, ambas saem correndo pelos corredores da CIA, deixando Williams sem reação para trás e um segurança machucado. Em uma parte do corredor dois seguranças as barram, segurando-as pelos braços fortemente. As duas se encaram e começam a rir. Miller surge de uma das portas do corredor.

– Oi amoréco! – Blenda acena para ele.

– O que está acontecendo aqui? Porque vocês estão rindo? Onde está Williams? Porque você está descalça? – ele as enche de perguntas.

– Longa história – Safira responde ainda com um sorriso – depois te conto.

– Estão atrasados – Fischer surge pela mesma porta que Miller, da de costas entrando novamente na sala.

As duas se encaram e imitam-no fazendo caretas e revirando os olhos. São conduzidas por Miller para dentro da sala.

Sala de Reuniões

A sala tinha as paredes da mesma cor que as demais, havia uma grande mesa oval preta no centro da sala, oito cadeiras almofadadas, uma tela de plasma grande na parede do fundo em frente de uma das pontas da mesa, em sete lugares da mesa havia um guardanapo e
um copo de água com uma jarra no centro.

Fischer se sentou na ponta mais próxima do telão. Williams, que estava com uma expressão furiosa, passou pela porta junto do segurança, que tinha o queixo avermelhado. O mais velho se sentou do lado de Safira e o ruivo ao lado de Blenda.

– Bem, agora que estamos todos reunidos podemos iniciar a reunião – Fischer começou, levantou-se ligando o telão, que mostrava algumas fotos de perfil — Ele se chama Nicholas Backer, recentemente recebemos informações de fontes confiáveis, que ele está planejando alguma coisa, não sabemos exatamente o que é, mas sabemos que é algo grande. Nesta última terça-feira, flagramos Arman Nikolaievitch, um renomado cientista da Rússia especializado em armas, em Illawarra Regional Airport, o aeroporto mais próximo de Wollongong, carregava consigo uma maleta – imagens das fotos tiradas desse cientista passavam no telão, eram desfocadas, mas podia-se distinguir um homem, carregando uma maleta no meio do aeroporto – nesse mesmo aeroporto flagramos Backer, disfarçado, junto com alguns subordinados. Vejam: — no telão começou a rodar um vídeo, também embaçado, havia uma limusine estacionada e três caras do lado de fora, dois caras grandes que são os seguranças e um que estava com um boné e óculos de sol, o cientista Arman se aproximou e entregou a maleta para o cara de boné, eles conversaram um pouco e logo entraram na limusine, saindo de lá – Viram? – Fischer pegou o controle e voltou às imagens, pausou e deu zoom no rosto do de boné, era ele — Alguma pergunta até aqui?

Blenda ergue a mão.

– Posso ir ao toalete?

Todos riram baixinho exceto Fischer e Williams.

– O que foi? – ela pergunta — Tenho minhas necessidades.

–Você é sempre assim? – disse autoritário.

– Aqui o Sr. até parece autoritário e tudo mais. Só que em casa quem manda é a patroa, né não!? – falou com uma expressão patusca – E além do mais, temos que rir ninguém nos garante que o sol nascerá amanhã.

Fischer suspirou.

– Continuando...

– Mais e o toalete?

– Não! Vamos continuar a reunião!

– Affs, cara chato... – resmungou baixinho.

– Senhor!? – um agente adentrou a sala desesperado.

–Sim? – Fischer franziu o cenho.

– O vice-presidente foi assassinado!

[...]

Safira e Blenda aguardavam na sala de treinamento, atirando em alguns alvos, Collins, Miller e o segurança as observavam de longe em uma roda de conversa.

– O que você acha que aconteceu? – Safira gritou para Blenda enquanto recarregava sua pistola.

– Eu vou lá saber? Não sei o que deu neles para deixarem a gente vir aqui treinar com armas – disparou três tiros certeiros no alvo – de verdade.

– Não estou falando disso! – virou-se para Blenda, que parou de atirar para lhe encarar – Estou falando do vice-presidente!

– Ah... Ele! Virou presunto, presunto não, apresuntado que é pior, foi isso o que aconteceu – ela riu de leve, Safira não aguentou e riu também, ela gostava das piadinhas maldosas da amiga.

– Será que foi o tal do Backer que mandou executar ele? – a mais nova se virou e atirou algumas vezes seguidas, todos os tiros foram na cabeça.

– Talvez. Eu acho que esse cara deve estar fazendo algum plano para “dominar o mundo”, vou começar a chamá-lo de Cérebro – as duas riram, Blenda recarregou – Mas isso nós só vamos descobrir quando Fischer chegar. Há quanto tempo ele saiu para ver o apresuntado?

– Uma hora no máximo – Safira olhava para um ponto qualquer, lembrando quando Fischer saiu apressado levando Williams consigo, ele mandou que os outros ficassem de olho nelas.

– Hum... – Blenda se sentou em cima do balcão ao lado de Safira, que atirava no alvo. Ela olhou para os agentes, mais especificamente para Miller que conversava com um semblante sério, ela deu um sorrisinho disfarçado olhando para ele como se fosse uma presa e ela o predador. Mas então ela notou que Collins olhava fixamente para Safira, que estava de costas. Ela se aproximou de Safira – Tem um carinha olhando pra você, ele esta quase babando – riu pelo nariz.

Safira franziu as sobrancelhas e olhou para trás disfarçadamente, olhou para Blenda e fechou a cara. Havia raiva em seu olhar, raiva não, fúria.

– Que foi? Até que ele é bonitinho, eu pegava! — encostou-se à bancada para ficar de frente pra eles, enquanto permanecia ao lado de Safira, que havia colocado sua arma ao lado das outras e tirado seu protetor de ouvidos. Blenda fez o mesmo.

– E quem você não pega!? –riu.

– Mendigos... Se bem que tem uns bonitinhos por aí... – atropelou seus pensamentos — Epa! Pera! Ele não é o agente que nos dedurou e depois tivemos que nos mudar pra San Francisco!?

– Sim – respondeu seca.

– Que fingiu gostar de você!?

– Sim.

– Mas que filho da puta – ela desceu em um pulo, olhando para Collins – Collins! – gritou, ele olhou para ela – Você é um graaannnde filho da puta! – ele franziu as sobrancelhas e os demais riram – Ah, eu me esqueci de dizer, sem ofensas com a sua mãe.

– Blenda já chega – ela a pegou pelos ombros a virando de frente para si. Era visível um sorrisinho em seu rosto por ter achado graça no que a amiga falara – Você quer que toda CIA fique sabendo do que aconteceu?

– Mas ele é um filho da puta! – Safira riu pelo nariz.

– Eu sei disso, você já disse muitas vezes – Blenda bufou.

– Tudo bem... Pelo menos “escapamos” e nada sério aconteceu – Safira encostou-se ao balcão e suspirou baixinho – Não aconteceu nada sério, né? Aconteceu? – Blenda se preocupou.

Ela abaixou a cabeça, envergonhada.

– O que!? – exaltou-se – Ah, mas é agora que eu acabo com a raça desse desgraçado! – andou na direção dos agentes em passos firmes, motivada a dar uma surra em Collins.

– Blenda! Não! – levantou-se tentando impedir.

Washington – Delegacia – 21h03 – 44 minutos atrás

Williams e Fischer encaravam de longe o homem atrás das grades, que gritava palavras desconexas em russo.

– Como podem ter certeza que foi ele? – Williams perguntou.

– Ele foi detido saindo do hotel ao lado do prédio em que o vice levou um tiro. Em sua mala carregava uma Barrett M82A1 que bate com o código da bala que matou o vice e o cartucho foi encontrado no terraço do hotel – explicou o delegado, era um homem robusto, meio careca e tinha um rosto simpático.

– Até agora o que conseguiram tirar dele? — Williams permanecia impassível.

– Nada ainda...

– Como assim nada ainda! O Joe Biden foi morto e nada ainda? — gritou.

– Ele não fala nada! Quer dizer ele fala tudo, só que em russo! Eu não sei falar russo, mas garanto que o que ele fala não é nada educado.

– Vamos leva-lo para o departamento da CIA — disse Fischer pegando uma pasta que contém a autópsia, fotos do cadáver e a ficha do sujeito, com informações importantes — Lá ele estará seguro. E prometo trazer informações.

– Ótimo. Até breve Fischer — o cumprimentou com a mão. O capitão assentiu com a cabeça.

Williams entrou na cela, pegou o sujeito pelo braço, suas mãos estavam algemadas, pegaram seus pertences e ele continuava resmungando em russo.

Subiram as escadas para o terraço. Minutos depois o jatinho particular da CIA pousou.

[...]

Sala de interrogação

Williams e Fischer estavam encarando frustrados o homem as suas frentes, só falava russo, não conseguiriam tirar informações dele.

Era um homem alto, esguio, moreno de olhos azuis, continha tatuagens espalhadas pelo corpo, inclusive no rosto. Encarava friamente os agentes a sua frente.

– Desisto! – Williams saiu da sala com Fischer em seguida.

Ficaram o observando pela janela.

– Não conseguimos tirar nada dele! Aquele bastardo só fala russo! – Fischer estava visivelmente irritado – E se formos chamar um tradutor vai demorar muito. Quero pra hoje!

– Vamos ver se conseguimos alguém que fale russo – Williams foi interrompido por Miller que abre a porta desesperado, estava com os cabelos desgrenhados, o terno desalinhado e ofegante.

– Senhor... – respirou — Estamos com uma emergência na sala de treinamento – tentava recuperar o fôlego.

– O que aconteceu? – o Capitão ergue uma sobrancelha – Estamos ocupados.

Miller abre e fecha a boca varias vezes na tentativa de explicar a situação, mas não consegue.

– Acho melhor o senhor ver com seus próprios olhos.

Notas finais
Bella: O que será que está acontecendo? Carrie: O que será que Blenda fez com Collins? Bella: Eles conseguirão retirar alguma informação do russo? Carrie: Semana que vem, no mesmo horário, no mesmo local. Bella: Aqui, no Bitches News. Boa noite. Carrie: Boa noite. Bella: PS: Carina foi curada graças a uma dose de espancamento, obrigada pelo apoio e pelas doações que fizeram isso possível. *lágrima