Tríplice Terra
9 Confronto - Parte II
Marco estava parado com seu parceiro que até o momento não estava se revelando, até que logo que viu que Junia estava praticamente imóvel ele começou a andar lentamente em sua direção, Larvi parecia não ligar para a aproximação do inimigo.
Marco sacou a espada que estava em suas costas e começou a andar em direção ao corpo imóvel de Junia.
Junia estava caída , Marco cada vez mais próximo, a alguns passos do corpo caído, Marco levantou sua espada para enfim acabar com aquilo.
Foi rápido, muito rápido, Larvi sumiu em uma fração de um segundo, não, Larvi estava ali, absorvido por sua mestra, Junia estava com a pele em um tom de roxo claro, quase mesclado em sua pele, as veias em torno de seus olhos estavam saltadas e quase negras, Junia havia se levantado em um golpe mortal, sua mão estava cravada no estomago de Marco, que arquejou com o golpe e tossiu sangue, e automaticamente após perceber o golpe, pulou para trás rapidamente, tampando o ferimento com uma mão.
– Mas como? O gás deveria ter lhe matado... – Marcos dizia serrando os dentes notava-se a raiva em seu rosto.
– É simples, Larvi é meu Doll, a habilidade dele é a Poison Make , essa foi a minha habilidade herdada pela minha mãe, esse doll era dela, minha habilidade é a ‘’Equipar’’ , literalmente me equipo com o meu Doll, todos acham que Larvi é acido, porém é composto de diversas toxinas, e em tão grande quantidade que se cria algo diferente, uma bactéria capaz de devorar tudo, inclusive a toxina que você inseriu em meu corpo, é inútil, inclusive... Deveria reparar mais em você do que em mim. – Junia sorria sombriamente, e então olhou para o ferimento de seu oponente o qual fez o mesmo movimento para conferir o que havia.
Devorado, era a palavra que melhor definia, a perfuração crescia em nível surpreendente, sangue começou a sair da boca de Marcos que se virou para seu companheiro, que caiu no chão antes dele, seu corpo estava quase oco pois seu braço se abrira com a queda.
– Seu amigo achou que era o único capaz de transmitir por ar suas toxinas, o motivo de eu ter vindo para a linha de frente era o fato de meus companheiros poderem ser atingidos também. – Junia encarava o corpo de Marco que ao um ultimo suspiro tentou gritar, seu corpo virara nada, desintegrado ao simples nada, Junia começou a andar em direção ao corpo do companheiro de Marco.
– Como eu pensava.... – Junia então foi surpreendida por uma das enormes maquinas que desceu sua espada na direção de Junia que recuou rapidamente para trás, mas a carcaça vazia do inimigo havia sido esmagada com o impacto.
– Bem, vamos continuar. – Junia empunhava suas armas e então se movimentou em uma velocidade extrema na direção dos soldados.
Longe dali, em um galpão de Mirian, uma cratera no chão começava a se abrir, e de dentro bruscamente saiu uma espécie de furadeira gigante, assimilada a um tanque, logo a furadeira parou abrindo uma escotilha na parte de trás, e somente duas pessoas saíram, um era meio velho mas estava com um casaco do exercito de Mirian e embaixo estava de jaleco e estava acompanhado de um rapaz, com roupas de soldado, porem notava-se um aparelho preso na espinha do rapaz com traços orientais.
– Incrível, Anne tinha razão, ela acertou que alguém viria por aqui.- Uma voz de um rapaz ecoou no grande galpão.
–Oh! Não esperava que houvesse alguém a nossa espera Rico. – Um senhor de meia idade falava, seus cabelos brancos lisos caídos aos ombros, sua postura ereta e mãos para trás passava uma imagem fria e seria.
O soldado que o acompanhava era uma sombra, a cada passo de seu companheiro ele se movia institivamente.
Das sombras da edificação saia um jovem de pele branca e cabelos negros, seus olhos azuis eram destacados em sua brancura, trajava roupas aparentemente leves e folgadas, lembrando um monge.
—Digamos que sabíamos onde cada um de vocês iria aparecer. – disse o jovem que acabara de aparecer.
— Antes que pergunte, meu nome é Auro e esse é meu segundo comandante, Rico. – Disse Auro o senhor que trajava roupas militares.
— Digamos que por enquanto minha identidade seja desnecessária. – o jovem falava, sua pose era tão formal quanto se Auro.
Mais uma luta?
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