Três Reis Contra O Tempo
6 Ep1: Ato II: Problemas Atemporais Parte 2
— Fugir da minha própria prisão assim é meio errado não é? — pergunta Brady enquanto ele e Kayla se esgueiram pelo pátio do castelo.
— Tudo isso é seu não é? — diz Kayla dando de ombros. — Então tecnicamente você pode fazer qualquer coisa.
— Isso não é verdade, certa vez eu e Boomer tentamos voar com roupa de esquilos voadores e não deu muito certo, nem mesmo os anéis nos salvaram... — diz Brady antes de ser jogado para trás da jikki kiki. — Uaaaeeee!!
— Silencio! — diz Kayla com a expressão séria. — Veja.
Ela aponta para um grupo de guardas que passam por ali fazendo ronda, ao que parecia ainda não sabiam que eles haviam escapado. Quando os guardas desaparecem eles saem de trás da estatua.
— Será que da próxima vez da para você avisar antes de me lançar ao chão? — diz Brady se limpando. — Primeiro você usa minha cabeça para abrir a cela, e depois isso, espero que até essa missão acabar eu ainda seja o rei Brady e não um canivete suíço humano.
— Me desculpe, mas temos que ser cautelosos, se nos descobrirem sabe Deus o que ira nos acontecer. — diz Kayla adentrando a sala do trono com Brady na cola. — E cá ente nós o portão da masmorra estava bem enferrujado, só precisei acertar a sua cabeça nele umas duzentas vezes e ele abriu facinho.
A sala do trono estava vazia.
— Puxa que saudade do meu trono! — diz Brady se sentando no trono de pedra com satisfação. — Nossa, não tem graça sentar no trono quando não tem ninguém para brigar por ele.
— Do jeito que você fala até parece que ficou séculos preso. Vamos temos que pegar o Artefato do Tempo, antes que alguém apareça.
Brady para diante dos números:
— Fiquei tanto tempo na prisão que esqueci a senha!
— Não se preocupe eu me lembro, é 118. — diz Kayla digitando os números rapidamente.
— Que raio de senha é essa que todo mundo sabe, menos o rei? — diz Brady irritado.
As portas do cofre se abrem e revela algo que faz o coração de Brady e Kayla parar na garganta.
Mason, Mikayla, Boomer, Boz e Lanny estavam de braços cruzados, expressões nem um pouco amistosas. Encarando-os severamente.
— Puxa olha só estas estátuas malvadas se parecem muito com meus amigos... — diz Brady. — Exceto essa aqui, acho que o Lanny é um pouco menor do que isso.
Lanny morde o dedo de Brady quando sua mão passa por ele.
— AAAAIII!!!! — diz Brady se retraindo.
— Isso não são estátuas, são seus amigos — diz Kayla assustada. — Ou melhor seus ex-amigos.
— Jura? — diz Brady, chupando o dedo machucado. — Acho que já havia percebido isso quando uma delas me mordeu!
— Por que você fugiu da masmorra? — diz Boomer para Brady irritado, fazendo ele dar mais alguns passos para trás.
— Espere ai, vamos conversar, para principio de conversa por que é que eu fui preso?
— Por ter nos traído. — diz Mikayla, se aproximando de Brady.
Tentando escapar de Mikayla, o rei da mais alguns passos para trás só para escorregar no sofá.
— Eu...E-eu não trai ninguém — diz Brady olhando assustado para o facão na mão dela. — Escutem ao menos o que ela tem a dizer...
Brady usa Kayla como escudo. Ao fundo se ouve um barulho vindo do pátio.
— Não será possível! — diz Kayla os olhos completamente arregalados.
— Isso não era bem o que eu esperava — diz Brady desapontado. — Não vai contar para eles o poeminha, a equação e o teste dos dois mais dois?
— Não há mais tempo! — diz Kayla. — Ela está aqui.
Boomer corre para trás de Mason assustado.
— Não é um espírito não, né? Por que eu não gosto muito de espíritos...
— Não é muito pior do que um espírito — diz Kayla engolindo em seco. — Preparem-se agora não há mais solução... Minha vantagem acabou.
Um vento muito forte começou a se formar, fazendo as portas do castelo se escancararem, no pátio disparos de energia semelhante a raios disparavam de um ponto central, fazendo tudo a volta tremer e se desestabilizar. Aos poucos uma esfera de energia enorme foi se formando e da esfera era possível ver muitos seres se aproximando de outra camada do universo.
Da esfera se distanciou uma mulher. Sua beleza era tão grande quanto a sua frieza. Seus olhos eram de um azul elétrico, a roupa provocante se adequando as suas curvas e a alta estatura. Sobre os cabelos longos e loiros uma tiara de diamantes. Nas mãos ela carregava um cajado que irradiava poder. Ela era algo tão belo e sinistro de se ver que a até as rígidas pernas de Mason bambearam.
Um anão saiu da esfera, em pleno contraste com a forasteira. O anão então anunciou:
— Ajoelhem-se perante Lanne’Ara; Senhora das Eras e A Rainha de Kinkow!
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