Toxic Desire - Petris
9 Luta - Pov Peter
Notas iniciais
Pov Peter
Tento ir até o ringue, mas Al me impede com um braço. Chris vira pra mim e diz de forma baixa e feroz:
“Fique. Longe. Dela. E mantenha Molly longe também” – eu paro e percebo que terei que ter uma conversa séria com Molly.
Fiquei lá parado enquanto via Christina ir até ela e depois Quatro a carregando para a enfermaria do complexo. Quando o choque passou e eu ia tentar falar como Molly sobre que palhaçada era aquela Eric me chama e manda eu lutar com Edward só que eu estava preocupado com a Careta e muito irritado com Molly, estava desligado e Edward era muito bom então eu perdi, sai carregado e ainda estava com raiva pelo ocorrido entre Tris e Molly. Ou seja, eu estava puto com tudo isso.
Depois que passei na enfermaria para pegar alguns curativos e um medicamento para dor fui para o dormitório e encontrei Drew.
“Hey cara, foi uma surra e tanto ein? No que você estava pensando que não encheu Edward de porrada?” – ele me pergunta com um sorriso zombeteiro. Era só o que me faltava esse idiota me zoando.
“O cara era bom e eu estava com a cabeça cheia de merda, mas não quero falar sobre isso. Aliás você viu Molly por ai? – Eu não ia falar dos meus problemas para Drew, ele era um péssimo conselheiro e não sabia guardar conselhos. Mas ele podia saber de Molly e isso era importante no momento.
“Não sei, durante a sua luta ela sumiu, saiu dizendo que precisava dar uma ida na enfermaria e depois disso não a vi mais. Você a conhece tanto quanto eu, então sabe que ela está fugindo de algo” – ele responde e eu sei que o algo de que ela está fugindo sou eu, porque ela sabe que quando tiver a chance nossa conversa não será muito amigável.
“Certo. Para onde você está indo?”
“Ah estou indo fazer tatuagens e estou pensando em colocar algum piercing, você sabe, para me sentir parte da Audácia.”
“Vou com você, quem sabe não encontramos Molly por ai”.
Como era de se esperar o Complexo Audácia possuía um espaço reservado para se fazer tatuagens e piercings, estávamos nesse momento na fila aguardamos sermos chamados para a sala do tatuador. Estava passando meus olhos sobre alguns modelos de tatuagens e então eu a vi, muito linda, Tris usava um vestido preto que desenhava seu corpo e terminava um palmo a cima do joelho quando ia chama-la a tatuadora me chama e eu perco a visão dela.
Escolho uma tatuagem estilo tribal e peço para faze-la no meu antebraço, não tem um significado especifico, mas de alguma forma para mim representa força e coragem. Quando saímos do setor de tatuagem Drew diz querer colocar um alargador na orelha e eu o acompanho. Assim que voltamos para o dormitório eu capoto rapidamente, sem sonhos.
Os próximos dias de treinamento tem sido cada vez mais desgastantes, mas nossos corpos se adaptam rapidamente. Algumas situações que merecem ser comentadas:
Flash back on
No dia seguinte as tatuagens tivemos o treino de tiros e o começo do dia foi um verdadeiro desastre, porque eu estava com um sono do caramba. Quatro estava nos dando algumas armas e instruções quando eu decidi abrir minha maldita boca.
“Mas o que disparar uma arma” – eu bocejo – “tem a ver com coragem?” – meu pai sempre disse: Para perguntas idiotas, respostas cretinas. Quatro vira a arma que está em sua mão e pressiona o cano no meio da minha testa, o cano é gelado, e eu também estou gelado agora.
“Acorde seu idiota, você está segurando uma arma carregada. Aja de acordo” – então ele distancia a arma de mim e eu posso voltar a respirar novamente.
No mesmo dia, quando estávamos lançando facas em um alvo e Al simplesmente não conseguia ao menos segurar a faca de forma descente para lança-la, Eric o faz ficar em frente a um alvo e pede para Quatro lançar facas nele, se ele desviasse estava fora da facção. Mas então Tris numa atitude corajosa, porém idiota, se dispõe a ficar no lugar dele. Eric permite e ela termina com um corte na orelha. De qualquer forma os outros iniciados ficam admirados com sua atitude, eu só fico preocupado com suas tendências suicidas diante a todas as vezes que ela rebate alguém.
Flash back off
Todos os dias tínhamos embates de luta e hoje com certeza não seria diferente, mas só havia uma pessoa com quem eu não havia lutado durante a semana e realmente eu não estava com vontade de fazer isso, mas a vida não é sempre como nós queremos certo.
"Primeira luta: Peter contra Tris." — Eric disse e eu tive medo do resultado dessa luta. Fomos para o centro do ringue e Tris estava lá parada, me analisando, ela não parecia muito bem. Então eu pensei que se eu a provocasse poderia ter algum tipo de reação sua.
“Você está bem Careta? – essa pergunta era sincera, precisava melhorar minha provocação – “Parece que vai chorar, se chorar eu posso pegar mais leve com você” – e então lá estava novamente aquele brilho pegando fogo em seu olhar, era a minha deixa e eu andei um passo antes de tentar acerta-la, mas ela foi rápida e me deu um soco na garganta que me fez perder o folego, onde ela tinha aprendido isso. Me lembrei que ela e Quatro estavam mais próximos, provavelmente ele havia ensinado isso a ela, maldito bastardo.
Aqui aquela história que homem não bate em mulher não funcionaria então eu parti pra cima dela e a esmurrei no rosto. Era uma pena bater numa garota tão linda.
“É só isso que você consegue? – ela me provoca, erguendo a sobrancelha – “Eu achei que fosse mais forte”.
Ela provavelmente estava fazendo aquilo para me desestabilizar então instintivamente eu recuei um pouco e tentei um chute. Ela se desviou, mas logo se me acertou com um chute no joelho. Eu caí, mas antes que ela tentasse algo eu a segurei pelos tornozelos e os puxei em minha direção, fazendo com que ela caísse de costas no chão com força. Subi em cima dela e segurei suas mãos ao lado do seu corpo na intenção de mantê-la parada no lugar. E foi aí que percebi que havia entrado numa enrascada, porque senti um tremor passar por todo meu corpo, como uma corrente elétrica.
A encarei e me perdi nos seus olhos, ela aproveitou meu momento de distração e de alguma forma impossível ela inverteu nossa posição. Agora ela que estava sobre mim e, devo ressaltar, era quente. A proximidade de nossos corpos e rostos era tamanha que eu sentia sua respiração se misturar com a minha, e aquilo estava ficando insano, porque merda eu estava ficando excitado no meio de uma luta.
Para tentar uma posição mais fácil para me segurar, porque eu sou alguns bons centímetros maior que ela, ela começou a se mexer e se encaixar mais ainda ao meu corpo. Mas aquilo era uma luta e não uma sessão de sexo a seco, então juntando toda minha força de vontade eu inverti nossas posições. Nossas respirações estavam saindo aos arquejos e ela mordia os lábios para tentar controlar algo e aquilo era sexy demais. Meu amiguinho que já estava animado demais pulsou e ela com certeza sentiu porque arregalou os olhos e depois fechou. Quando ela os abriu, no seu olhar havia desejo e derrota e com uma voz fraca ela disse:
“Termine logo com isso Peter” – demorei alguns instantes para perceber que ela estava falando da luta e não da nossa constante excitação.
“Isso vai doer” – dito isso dei uma cabeçada nela e a senti desmaiar abaixo de mim.
Sinto alguém me puxar para cima, e logo vejo ser Eric, depois vejo Quatro novamente carregando a minha garota para a enfermaria, antes de sair ele passa ao meu lado e me diz de forma sombria e baixa só para eu ouvir:
“Fique.Longe.Dela” – mas que merda.
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