Notas iniciais
YOYOYO, One shot time, baby! Casal pouco comum, mas dêem uma chance. Fanfic dedicada a minha amiga Leticia que me pediu a fic por oito meses! Enfim, espero que gostem.

Toxic

Connor Stoll era tóxico. Tóxico como uma cobra, tóxico como uma planta venenosa. Ou pelo menos, era assim que Miranda Gardner o via. Afinal, apenas com o efeito de alguma toxina que ela poderia cogitar a possibilidade de gostar dele, certo? Sendo filha de Deméter, essa linha de pensamento era a mais provável, apesar de impossível. Pois nunca em seu estado são, Miranda Gardner se sentiria assim pelo filho de Hermes.

Sentada nos campos de morangos, a garota refletia que tipo de toxina ele devia liberar, afinal sua cabeça, seu coração e seu corpo não pareciam estar em harmonia. E isso não lhe parecia natural, principalmente porque isso apenas costumava acontecer quando ele estava por perto.

Já havia um tempo que ela vinha se sentindo assim. A primeira vez que ele liberara a sua toxina fora em um dia particularmente quente de verão, quando todos os semideuses com mais de 16 anos haviam decidido fazer um piquenique na praia. E naquele dia, com o sol batendo nos cabelos castanhos e os olhos radiantes, Connor sorrira para ela, um sorriso doce, mas ao mesmo tempo com o ar travesso que já lhe era comum, e por algum motivo, Miranda sentira seu coração acelerar uma batida e seu rosto ficar mais rubro que o vermelho morango que comia. E pela primeira vez, a filha da deusa da agricultura percebeu como o sorriso do rapaz era atraente e que, por mais que ela tentasse negar, ele era bonito, mesmo que apenas levemente.

Um tempo depois, os sintomas voltaram a aparecer. Os dois semideuses tiveram que ir em uma missão juntos para salvar um par de filhos de Afrodite que estavam sendo perseguidos por monstros de tal forma que os sátiros não tinham como ajuda-los. E naquela missão mais uma dose de toxina fora liberada, pois Miranda rira de algo que Connor dissera, mas não um risinho ou um sorrisinho bobo, mas uma gargalhada alta e alegre. E partir daquele dia ela teve que admitir que filho de Hermes era engraçado.

E com o tempo eles começaram a se tornar amigos. Apesar de todas as desavenças que tinham, eles gostavam da companhia um do outro e, de qualquer forma, Katie e Travis começaram a namorar e sempre traziam os irmãos para ficar de vela, então eles acabavam conversando. E Miranda percebeu que mesmo que Connor a provocasse, ele era uma boa pessoa e a fazia rir como ninguém. Portanto, a garota não vira problema em se tornar sua amiga, apenas sua amiga.

E então as coisas começaram a mudar. Quanto mais tempo Miranda passava com Connor, mais ela queria a companhia do garoto, mais ela queria rir com ele, ouvir suas piadas, abraça-lo, sentir o cheiro de menta que exalava dele, lutar com ele ou simplesmente olhar para ele. E isso a desesperava. Tudo bem que ela havia feito uma amizade com aquele filho de Hermes idiota e bobo, mas era só uma amizade. E então ela descobriu o outro efeito da toxina de Connor: ela causava delírios. Afinal, nunca nesse universo Miranda Gardner iria se afeiçoar tanto por Connor Stoll, muito menos gostaria de passar seu tempo com ele.

E isso a fizera se afastar do moreno. Afinal, quanto menos ela o visse, menos ela pensaria nele, certo? Errado. A cada segundo que a garota passava evitando o Stoll, mais ele aparecia em seus pensamentos.

Mas antes que ela pudesse voltar atrás, ele começara a se afastar. Começara a sair com outras garotas e parecia ter um particular interesse numa filha de Afrodite qualquer. E por algum motivo Miranda ficava furiosa e triste sobre isso. Ela sentia falta do tempo que passavam juntos, dos sorrisos que trocavam e do jeito que ele a fazia feliz. E isso a fizera perceber outra característica da estranha toxina de Connor Stoll: ela causava dependência.

A tristeza da Gardner só parecia aumentar a cada dia que passava sem o rapaz. Mas mesmo assim demorara bastante para que ela se tocasse que estava apaixonada por ele e que amava tudo que ele fazia, até mesmo quando ele implicava com ela. Então outra característica da toxina aparecera: depois de espalhada pelo corpo, ela era letal.

Apesar de sentir como se não houvesse chance, Miranda Gardner não desistira. Afinal, se ela conseguia fazer com que uma muda semimorta virasse uma bela flor, ela conseguiria que Connor Stoll se apaixonasse por ela. Dito e feito. Miranda Gardner, apesar de tímida, era decidida e orgulhosa e definitivamente não perderia Connor para uma filha de Afrodite qualquer. Então a morena o puxou numa tarde e lhe esclarecera tudo...

...E Connor simplesmente a beijou. E ela descobriu que a intoxicação era mais fácil quando ele a beijava. Sensações como um frio na barriga, bochechas coradas, coração acelerado e incapacibilidade de pensar em qualquer coisa que não envolvesse Connor Stoll foram reações instantâneas dessa intoxicação. E Miranda nunca havia provado um veneno tão bom.

E agora, meses depois do acontecimento, Miranda ainda não conseguia aceitar o que havia acontecido Seus dedos tatearam um morangueiro próximo e arrancaram um morango, que ela instantemente mordeu. Mas antes que ela pudesse dar a segunda mordida, uma cabeça enfiou-se na sua frente e comeu o resto do morango inteiro. E depois sorriu inocentemente para Miranda para irritá-la, fazendo-a dar um tapa leve em Connor. Mas mesmo assim não conseguiu evitar o sorriso que brincava em seus lábios. E então ele a beijou como sempre fazia. E todos os efeitos de sua toxina se itensificaram, fazendo o coração da filha de Deméter acelerar e suas mãos ansiosas agarrarem os cabelos morenos do rapaz.

Se Connor Stoll era tóxico, Miranda Gardner estava definitivamente intoxicada. E nunca se sentira tão bem por isso.

Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!