Town Of Legends
6 Náiade, Iara e Efidriade - Parte 1
Notas iniciais
Vamos sair um pouco de Monte Carlo, vai nos fazer bem, além disso, um desses espíritos também habita fora da cidade, ou melhor, três.
Iago estava no carro junto a sua família e sua amiga Iara, de olhos castanhos, cabelo preto, branca, magra, um nariz arrebitado, possuía uma pele oleosa e não vivia sem uma garrafa d’ agua por perto, ela dizia que precisava estar sempre hidratada, Iago a admirava muito. Ele estava indo a velha chácara da família onde passavam uma boa parte do tempo.
– Ah! O ar puro, folhas verdes, árvores verdes, animais correndo, — Tudo bem, cadê os gatinhos desse lugar??. Admirou Iara.
– Fica na sua Iara. Iago falou enciumado.
– A fonte disso tudo é aquele rio, ele que alimenta todas as plantas aqui. Apontou Iago.
– Novos por aqui? Gostariam de conhecer o rio?
Quando Iago se virou ele sentiu seu coração bater, era a menina mais linda que ele já tinha visto: seus cabelos iam até a cintura brilhando em um azul forte, possuía feições de anjo, uma voz linda, um corpo esculturado,,, enfim, uma verdadeira sereia, mas... Estranhamente ela era idêntica a Iara.
– E- E- Eu conheço, mas se quiser pode me mostrar mais. Iago gaguejou até que Iara deu-lhe um tapa nas costas.
– O que houve Iago? Vai dar mole para essa que nem conhece? Sussurrou Iara.
– Meu nome é Náiade, prazer.
– Sou o Iago e esta é a Iara.
– Deixa de drama e vamos nadar Iara. Iago correu para o rio com sua nova amiga, deixando ela de lado.
Durante toda tarde eles banharam no rio, Náiade era muito parecida com Iara, mas ela possuía cabelos azuis, e mesma cor do olho e se mantinha afastada sempre de Iago, no momento em que ela se virou para mergulhar ele percebeu três cicatrizes no pescoço dela, ele até perguntaria, mas talvez ela se sentisse ofendida.
– Não acredito que vocês vieram e nem me chamaram. Uma voz doce veio por trás e Iago viu que era uma menina muito semelhante a Náiade e a Iara, a única diferença é que ela possuía uma cor de cabelo diferente, possuía um tom loiro.
– Efidriade saia daqui, Náiade não gostava de sua presença.
– Você é tão má comigo Náiade, já fiz até uma amiga mais legal que você, ela trouxe Iara junta e as três entraram junto na água.
– oh! Você está babando Iago, Iara reparou, ele olhava fixamente para Efidriade, parecia que ela exercia alguma força sobre ele. Só saiu do transe após um rápido tapa de Iara. O que fez ele perceber:
Algumas coisas estranhas que Iago percebeu naquele momento:
As cicatrizes no pescoço de Náiade.
Uma coisa escamosa passando por suas pernas, talvez seja um peixe curioso passando por ele.
A voz de Efidriade ficou mais grossa, como se ela tivesse ficado mais velha de uma hora pra outra.
O fato de três meninas, se parecerem tanto.
– Er... Com licença meninas eu tenho que... Beber água. Fingiu Iago, deixando as três ‘‘“gêmeas” (Pois todas eram muito parecidas) sozinhas brigando. E se trancou no banheiro do Chalé:
– Tem algo muito estranho aqui... Espero que Iara fique bem, pois se um espírito aparecer aqui terei que enfrenta-lo sozinho. Pensou olhando para o espelho, algo estava estranho ali, ele olhou bem de perto naquele espelho e viu que tinham escritas palavras em outro espelho na parede no fim do quarto:
– Sua vez de exorcizar este espírito Iago, ela é conhecida por hipnotizar homens e leva-los para sempre debaixo d’ água, suas duas irmãs estão sempre juntas a ela, para não deixa-la fazer mal a alguém. Sua missão é descobrir quem é este espírito, ela habita a região onde você está agora, influenciei seus pais a lhe levarem nessa viajem. Descubra quem das três irmãs é o espírito do mal e eu lhe direi como exorciza-lo.
Iago não voltou mais para o lago, pensando numa maneira de pegar uma delas.
À noite:
Sons de passos correm pelo campo em direção ao lago, era o Senhor Walter, o jardineiro do local, um homem de 30 anos, fazendo sua caminhada noturna perto a beira, quando ele avista algo estranho na margem do lago...
– Sempre lhe admirei senhor Walter e sempre lhe achei muito lindo. Sua voz o hipnotizava, Era tão doce.
– Venha para água, e me olhe mais de perto, venha com a mãe d’ água.
No momento em que ele tocou o rio, o espírito assumiu sua verdadeira forma, uma corrente de água se moveu, assumiu a forma de uma corda, e o espírito a usou para o dar uma rasteira, e o arrastou para o fundo do rio. No único momento que saiu do transe foi para cair na água, e o seu grito fora abafado pelas mãos dela.
– O último do meu exército, Falou docemente o espírito, saindo da água e criando pernas humanas.
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