Touken Ranbu - Espadas Guardiães
6 Cap 6
Os passos do grupo quase não eram ouvidos devido a velocidade que corriam, a tensão era quase palpável no silencio que os envolviam pois todos os seis tinham os olhos fixos em um ponto coberta pela escuridão, um lugar que antes havia uma luz, segundos depois eles chegaram e olhavam a sua volta forçando os olhos tentando ver qualquer sinal de Cristina e Yamatonokami. Aizen sentia seu coração bater na garganta enquanto forçava os olhos na escuridão quase completa, agitado ele andava apressadamente tentando sentir ou escutar algo, mas antes que desse mais algum passo uma mão forte agarrou seu braço puxando-o para trás, assustado ele se virou e viu Nikkari, o rapaz tinha uma expressão carregada de preocupação e lentamente ele afastou a franja que escondia o olho esquerdo deixando o orbe vermelho, que tinha um brilho sobrenatural em destaque.
— Estamos cercados de corpos do exército retrogrado... — O rapaz falara sentindo um aperto do coração ao se dar conta da quantidade de inimigos que jaziam no chão se convertendo em shouki. — Estamos na nossa forma humana, ela está viva...
Lentamente ele soltou o braço do rapaz caminhando lentamente entre os corpos mostrando o caminho para os demais, pelo círculo perfeito no chão ele soube na hora que os inimigos os cercaram, mas algo aconteceu e aluta saiu daquele espaço, de repente Yagen se pôs ao lado dele mostrando um rastro no chão, como se uma pesada arma tivesse golpeado o solo e as arvores sem qualquer controle, de repente o odor de enxofre se tornara mais forte quando chegaram em uma clareira, no mesmo instante que atravessaram as árvores escutaram o eco metálico de algo caindo no chão pesadamente, Izuminokami fez um sinal para todos que se espalhassem e se aproximassem com cuidado, por segundos seu olhar cruzou com o de Nikkari antes do rapaz sumir na escuridão, a seriedade e tensão que viu nos olhos bicolores o espantou pois nunca o vira assim.
Antes que Nikkari avançasse mais um calor ameno tocou sua pele fazendo erguer os olhos, uma pequena redoma de luz se formava iluminando a mulher que a evocava e gradativamente sua luz iluminou todo o lugar, Cristina estava ao lado de Yamatonokami que sorria quase em êxtase e atrás deles um enorme inimigo jazia sem cabeça e sem os braços.
— Uma yari?
Horikawa exclamou impressionado chamando a tenção a dupla que estava visivelmente cansada e com algumas manchas de sangue nas roupas, os olhos castanhos avermelhados dela os encarou aliviada.
—Estão todos bem Yamatonokami-kun...
Cristina sentira um grande alivio ao vê-los se aproximarem porem quando notou o brilho preocupado e tenso nos olhos de Nikkari ela imediatamente soube o que eles pensaram, antes que pudesse falar algo viu Aizen se aproximar correndo e abraça-la quase jogando-a no chão, ela o sentia tremer e o abraçou afagando com carinhos os cabelos ruivos.
—Mestra está tudo bem?
Cristina acenou positivamente para Nagasone que se aproximava com os demais, mas foi Yamatonokami que, quase com uma alegria quase transbordante chegou no grupo enquanto embainhava a espada.
— Vocês tinham que ver a mestra, ela foi magnifica... eu...eu... eu me sinto muito honrado em lutar ao lado dela...
Aizen ajudou Cristina a se levantar e olhou para o rapaz que falava sem parar narrando com entusiasmo toda luta e a estratégia de lutarem no escuro, o grupo se reuniu em volta dele enquanto Cristina observava aquela cena rindo.
—Ojou-sama...
A voz de Nikkari ao seu lado lhe chamou a tenção pelo tom forçadamente calmo, ela o olhou e notou um alivio tão forte nos olhos dele que seu coração acelerou rapidamente, com delicadeza ele afastou a mecha do cabelo que caia sobre os olhos castanhos.
— Nikkari... Me desculpe por preocupa-los...
Cristina viu o rapaz respirara fundo e sorrir antes de desviar o olhar para o grupo que ainda escutava com atenção o relato do rapaz.
—Vejo que fez um bom trabalho... — Nikkari falou em um tom divertido olhando em volta mostrando as arvores que a yari desgovernada atingira dando os ombros. — O que eu farei, minha mestra não precisa da minha proteção...acho que devo procurar outra função...
— Desculpe meu querido e pobre servo... — Ela esticou os braços falando de forma mais teatral que conseguira olhando-o. — Mas se quiser ajudar sua mestra, Aoe-san, poderia me conduzir confortavelmente até nosso grupo.
Cristina falara tentando provoca-lo, mas ao ver a sobrancelha dele erguida e um sorriso mais languido se formar nos lábios finos rapidamente se virou como se fosse na direção do grupo tomada de vergonha e arrependimento, mas antes que o fizesse sentiu seu corpo ser erguido no ar pelos braços do rapaz que a pegava no colo.
—Como desejar Ojou-sama...
Não sabia se foi pelo medo de cair ou vergonha que queimava seu rosto, ela imediatamente o envolveu com os braços afundando o rosto na curva do pescoço dele sacudindo as pernas em protesto enquanto sussurrava:
—Me põe no chão Nikkari...
— Hum hum...
Quando escutou ele alegremente discordar ela suspirou sabendo que se aproximava mais do grupo e teve certeza que o grupo já os tinha visto quando as vozes se calarem, assim que senti-o diminuir o passo escutou a voz grave de Yagen questionar a situação:
— Aoe-kun, porque está carregando a taichou?
Assim que escutou Izuminokami pigarrear seguido de uma risadinha malandra de Nikkari ela suspirou batendo no ombro dele para que a pusesse no chão.
— Eu estou me sentindo ...cansada e o Aoe-kun se propôs a me auxiliar...
— Sei...auxiliar...
Aizen murmurava entre os dentes encarando Nikkari com os olhos estreitos demostrando sua irritação com o rapaz que parecia estar bem relaxado com a situação.
— Vamos parar com o piquenique??
A voz sarcástica de Ren ecoou nas costas do grupo fazendo-os se virar e encarar os quatro que se aproximavam, porem Cristina percebeu algo mais do que a normal acidez naquele tom, havia algo preocupando-o, em silencio ela suspirou andando até ele encarando-o.
—Não esperava menos...
Ele sorriu sarcasticamente enquanto guardava a uchigatana na bainha olhando em volta para os resquícios dos inimigos, a morena apenas sinalizou positivamente com a cabeça e diante dos olhares indagatórios do restante dos rapazes ela falou:
— Eles estavam nos contendo, nem por um segundo tentaram atacar os fortes ou barricadas...
— Eu notei isso também, foi a primeira vez que eles vieram até mim...
Ren pegou imediatamente o globo projetou o mapa que só mostrava a proximidade dos barcos mongóis e a movimentação dos samurais, por longos minutos os dois permaneceram em silencio observando todo o terreno sem nenhuma modificação com uma ponta de frustração Ren resolveu fechar o mapa, mas antes que o fizesse Cristina segurou sua mão e apontou para a cidade aonde parte das tropas estavam.
— Ren, senão me engano essa parte da cidade não tem uma fortificação pois só construíram em pontos estratégicos. — Cristina observava atentamente o mapa apontando dois pontos distintos. — Se eu fosse fazer um plano de ataque... eu posicionaria aqui e aqui... — Lentamente ela correu os dedos mostrando uma linha que se encontrava. — Reunia as forças aqui e atacava do meio até as fortificações vindo de trás em um ataque único...
— Também há a possibilidade de três divisões... — Ren apontou os que ela havia mostrado e depois correu o dedo para frota mongol que não fora atingida pelo furacão. — Eles podem surgir nos barcos desembarcando na praia e atacando os samurais nas fortificações dizimando as forças japonesas...
Antes que o loiro terminasse de falar três pontos pulsantes vermelhos surgiram no mapa, seu ritmo era tão forte que os dois deram um passo para trás se entreolhando, mas havia dois contadores e imediatamente Cristina notou que havia mais duas ondas de ataque em tempo diferentes.
—Temos de ir para lá agora... a invasão dos retrógrados já começou... — Ren pegou o relógio que usara antes e xingou entre os dentes antes de desviar os olhos para Cristina que o encarava esperando qualquer solução. — Vou te ensinar a usar o relógio...
—Iwasaki-sama, a mestra ela não...
Os olhos azuis dele encararam Izuminokami com frieza como se ordenasse que se calasse, mas antes que qualquer desentendimento acontecesse sentiu sua gola ser puxada com violência forçando seu olhar a desviar para a morena a sua frente que tinha um brilho ríspido nos orbes castanhos avermelhados.
— Guarde seus olhares para seus comandados... seu limite de autoridade termina onde o meu começa... — Ela largou a gola pegando o relógio virando-se para o seu grupo. — Kanesada-san...
—Mestra perdoe minha falha, eu só...
—Eu sei que esse relógio irá usar minha energia. — Ela ergueu a mão interrompendo sem tirar os olhos da peça delicada nas mãos, por alguns segundos ficou em silencio antes de olha-los. — Para onde vamos deverá estar muito pior do que aqui... teremos duas linhas de ataque dentro da cidade fortificada e depois será um ataque a praia... ainda temos a noite como aliada, mas nosso número está em uma desvantagem gritante comparado a deles.
— Mestra, faremos tudo que pudermos... — Izuminokami falou com firmeza enquanto os outros concordavam em silencio. — Manteremos a formação de antes Yamatonokami-kun será sua escolta... Só mudaremos Aoe-san e Toushiro-kun que formaram uma nova dupla, porem serem os mais rápidos.
Em silencio todos concordaram e Cristina juntou as mãos próxima ao peito com o relógio entre os dedos acenando positivamente antes de se virar na direção de Ren que lhe esperava para passar o que deveria fazer, estavam tão angustiada que seu corpo inteiro tremia, silenciosamente ela pedia que tudo terminasse bem e que ninguém se ferisse. Após algumas rápidas orientações todos formaram um círculo e Cristina fechou os olhos deixando sua energia se expandir um pouco abaixo do limite, o bastante para ativar o relógio, sentiu o corpo todo formigar e a sensação de solavanco lhe deu uma leve vertigem , mas firmou suas pernas sabendo que não poderia vacilar, assim que sentiu o solo firme ela abriu os olhos, estavam todos bem, na entrada da cidade um pouco depois do grande portão a frente deles apenas as lanternas iluminavam as ruas e corredores.
— Temos que nos manter em silencio logo o ataque começara...
Izuminokami sussurrou perto dela sinalizando que deveriam se separar, Cristina acenou concordando olhando para todos que logo se separaram correndo pelos tetos das casas, Ren ficara ao seu lado olhando em volta e sinalizou algo para Hasebe que estava ao seu lado.
— Temos que ficar o mais perto possível sem intervirmos...
— Pelo que me lembro do mapa esses caminhos. — Ela apontou duas ruas quase escuras. — Irão terminar no centro da cidade..., mas há um espaço livre antes onde podermos ficar...
O loiro não a olhava enquanto ela falava pensando em várias possibilidades e todas elas terminavam em os dois no meio da batalha.
—Se algo acontecer fuja... eu já mandei uma mensagem para o templo sobre a real situação um reforço deve chegar...
—Fuja você Ren... eu estou com eles e permanecerei com eles. — Cristina ajeitou sua espada e fez um sinal para Yamatonokami que a olhava com orgulho. — Pegue seu caminho e faça nele o que quiser...
Sem espertar qualquer resposta ela lhe deu as costas tomando o caminho que escolhera com sua escolta em silencio deixando o rapaz que lhe olhava furioso respirara profundamente antes de pegar o outro caminho.
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As ondas revoltosas jogavam-se com força no casco dos encouraçados mongóis que restaram após a passagem do furacão que varrera mais da metade da frota, mesmo dispersos eles mantinham a rota em direção ao seu destino, porem três deles se aproximavam com uma velocidade maior que os outros, a escuridão que cobria-os não deixavam que vissem que sua tripulação não era formada por seres humanos. Quando eles chegaram mais perto da costas e estavam distante o bastantes do resto da frota, um barulho ensurdecedor rompeu os céus trazendo uma pesada tempestade e, acima dos três encouraçados, um círculo se formou como se fosse as engrenagens de um relógio, dele surgiu uma chuva de raios aleatórios e um deles atingiu o maior navio sem causar dano, o clarão revelou a presença de uma batalhão de retrógrados no convés, suas espadas estavam desembainhadas pronto para a batalha, seus olhos vermelhos, evidenciados pelo shouki que emanava de seus corpos, encaravam a figura esquia em pé na proa, seu vestido preto com rosas carmesins bordado esvoaçava com força levado pelo vento frio juntamente com as mechas cacheadas ruivas do cabelo curto que deixavam evidente os olhos verdes claríssimos e a pele clara que lhe conferiam um ar mítico, em um gesto de extrema leveza ela abriu um leque de hastes de metal afiado e imediatamente ao seu redor apareceram seis sombras que portavam suas espadas desembainhada de forma intimidante, prontos para a batalha, de repente sua voz soou clara apesar do barulho ensurdecedor das ondas batendo no casco.
— Tsurumaru, Urashima-kun e Namazou-kun tomem o barco... Ichigo, Souza-kun, Midare-chan ...Dizime-os!!
Antes mesmo que ela terminasse de falar o grupo se dividiu em dois, enquanto o primeiro abria caminho na linha inimiga, o segundo se esquivava em direção ao timão abatendo os inimigos no caminho. A mulher caminhou lentamente com os olhos presos na praia logo à frente, seu objetivo era impedir os navios dos retrógrados de alcançar a costa, mas sua preocupação estava nos que lutavam atrás das muralhas. Um rapaz de cabelos turquesa se virou amparando a lâmina de uma tachi que o atacara e com um golpe veloz abateu três inimigos que o cercavam, seus olhos dourados tinham atenção em tudo ao seu redor, de repente ele viu três sombras crescerem atrás da mulher que se mantinha distante, franzindo a sobrancelha sabendo que não chegaria a tempo se virou para o companheiro ao lado.
— Midare...
Antes que terminasse o pequeno vulto se moveu do seu lado esquivando-se passando quase que imperceptível pelos inimigos de forma tão rápida que logo alcançou seus alvos que antes que desse conta o primeiro já levara um golpe mortal e cairá ajoelhado no chão servindo de apoio para que Midare pegasse impulsão e atacasse os outros dois, seus movimentos rápidos e leves faziam sua saia rodopiar ao mesmo tempo que seus ataques mortais atingiam em cheio a cintura do seu segundo, porem mesmo com esse golpe o retrogrado grunhiu alto de raiva desferindo um ataque contra o seu pequeno atacante, o brilho da lâmina iluminou o rosto delicado e os olhos azuis claros que tinham um brilho frio, girando o corpo com destreza deixando que a lâmina escorregasse na espada do inimigo desferiu um golpe certeiro no pescoço cortando a cabeça, mas de repente um brilho frio e o tilintar do aço rente ao seu ouvido fez com que se virasse rápido sentindo o coração bater rápido no peito, seus longos cabelos ruivo alaranjado caiam sob os olhos que acompanham a lâmina parada sobre sua cabeça amparada pelas hastes de aço de um belíssimo leque, ao seu lado Mey girou o outro leque nos dedos abrindo-o e golpeando rapidamente o pescoço do inimigo que caíra de joelhos aos pés da mulher.
—Mey-chan...
—Vamos Midare-chan... — Ela afagou o topo da cabeça da menor e se voltou para os retrógrados que se interpunham entre ela e o timão, onde os outros três já haviam liberado o caminho. — Tenho três encouraçados para afundar...
Mey sacudiu o leque machado de sangue e voltou abri-los de repente uma energia em tom de vermelho fluía do corpo dela envolvendo as lâminas abertas, sorrindo ela acenou para Midare que se levantara se pondo ao seu lado.
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A tempestade que caia tornava o chão de terra da cidadela em grande poças de lamas e o barulho dos trovoes ocultava o som do aço das espadas que travavam uma fervorosa batalha nas ruas e vielas, os retrógrados eram contidos e dizimados pelas forças dos grupos de Ren e Cristina e por causa da batalha que se travava na baia e apenas alguns samurais ficaram de vigília nas torres, em uma das mais escuras ruas uma trilha de corpos de seres com pele acinzentada se desfaziam em uma fumaça negra com odor de enxofre, a frente Nikkari lutava contra três inimigos ao mesmo tempo, que não conseguiram oferecer resistência por muito tempo sendo golpeados mortalmente quase ao mesmo tempo e antes que caíssem no chão estão mortos, em silencio ele embainhou a lâmina após limpa-la do sangue dos inimigos, seus olhos bicolores observavam atentamente as ruas a frente.
—Oe Nikkari-kun... — Nagasone se aproximava olhando em volta dando um leva sacudida na espada antes de embainha-la. — A mestra tinha razão, tem mais retrógrados do antes, melhor nos dirigirmos para o centro da...
Nikkari se virou acompanhando-o soltando um longo suspiro, uma sensação pesada o fazia ficar cada vez mais preocupado e atento, mesmo sabendo e tendo visto que Cristina é capaz de se defender havia algo que o agoniava, algo que ele não conseguia saber o que era e isso o deixava cada vez mais ansioso.
—Nikkari-kun...
Assim que escutou seu nome ser chamado mais alto ele desviou os olhos lentamente para o rapaz ao lado, Nagasone estava parada a sua frente o observando em silencio como se esperasse alguma palavra dele.
—Há algo errado?
O rapaz suspirou tentando manter um ar mais descontraído sem conseguir, resignado ele encarou o rapaz enquanto falava,
— Apenas um mau pressentimento...
Imediatamente Nagasone descruzou os braços pois sabia da sensibilidade de Nikkari com o mundo dos espíritos, mas quando o viu acenar negativamente ele ergueu a sobrancelha.
—Deve ser só a emoção da primeira batalha após ser despertado....
Nikkari falou mantendo uma expressão descontraída e se pôs a andar escutando o barulho de aço colidindo sabendo que havia alguma batalha por perto e apontou para as ruas laterais começando a correr.
— Humm... acho que temos uma batalha perto... talvez seja o Yagen-kun e o ...A-chan...
Nagasone soltou uma gargalhada sacudindo a cabeça correndo ao lado de Nikkari em direção a confusão.
—Ele vai te matar se escutar chamando-o assim... E depois das aulas que tomou com esse Rafael-sama ... ele parece bem mais letal.
— Nagasone-kun...perto do Rafael-sama, o Aizen-kun é um cordeiro...
Assim que cruzaram uma bifurcação os dois pararam vendo Yagen parado limpando a lâmina rodeado de corpos de alguns inimigos, impressionado Nagasone soltou um longo assobio chamando a atenção do menor que se virou andando na direção deles em silencio, ele tinha alguns cortes superficiais no rosto e nas pernas, antes que ele chegasse até eles Nagasone olhou em volta perguntando:
— Cadê o Aizen?
Não demorou para que o questionamento do maior fosse respondido pelo som metálico de aço colidindo várias vezes seguidas chamou suas atenções, rapidamente correram até o lugar destravando as espadas se preparando para uma batalha mas quando chegaram viram Aizen lutando contra vários inimigos, seus movimentos eram frios e mortais, sua agilidade permitia que ele atacasse seguidamente os dois sem que seus inimigos se dessem conta até que fosse tarde demais, após a sequência de golpes apenas duas tachis permaneciam atacando-o, vendo-o em desvantagem Yagen desembainhou sua lâmina pronto para atacar quando a mão de Nagasone o impediu.
— Espere...
Nesse momento Aizen se esquivou cortando um dos braços da tachi golpeando-o nas coxas fazendo seu pesado corpo ir direto ao chão, um brilho frio se aproximou ameaçadoramente da sua cabeça e sem se virar ele levou rapidamente a bainha da tantou bloqueando o ataque da lâmina da tachi girando o corpo para desferir um ataque cortando-o lateralmente da linha da cintura até o ombro, seus olhos dourados eram frios e sua velocidade, superior ao do inimigo que soltara um grito de dor desferindo um novo golpe que o ruivo se esquivou apoiando-se na cabeça da tachi caída usando-a como alavanca pulando, a lâmina da tachi passou direto por onde estava, tomado pela raiva o inimigo ergueu a cabeça olhando o rapaz que tinha um sorriso satisfeito quando se jogou em cima do ser, exatamente no punho da espada forçando-a para baixo e empurrando-a na direção da tachi caída encravando-a na nuca atravessando-a, sem que o inimigo esperasse ele pulou por cima dele rodando no ar e caindo em suas costas encravando a lâmina e usando o peso do corpo desceu cortando as costas dele matando-o, enquanto o inimigo jazia no chão se desfazendo em shouki ele se levantou limpando o rosto sujo de sangue.
—Muito bem Kunitoshi-kun
Nagasone aplaudia o rapaz com um sorriso largo e caloroso ao seu lado Nikkari o olhava imitando a atitude de Nagasone, mas com um sorriso mais forçado como se quisesse irrita-lo.
—Você se tornou forte Kunitoshi-kun...
—Você está muito espirituoso Aoe-san...
O ruivo trincou os dentes forçando um sorriso contrariado olhando o rapaz de cabelos verdes, os dois pareciam se alfinetar mutuamente, observando tudo Nagasone apenas cruzara os braços colocando uma das mãos no queixo.
—Nagasone-kun, há algo acontecendo? — Yagen olhava apontando os dois com uma sobrancelha erguida. — Aoe-san e Kunitoshi-kun sempre se alfinetaram, mas parece que isso se intensificou...
o Maior de olhos dourados correu os olhos do menor ao seu lado para dupla a frentes deles e suspirou sorrindo.
— Uma hora você entendera Yagen-kun. — Descruzando os braços Nagasone se aproximou dos dois. — Oe... melhor irmos...
O rapaz olhou para o maior que se aproximava dos dois e o seguiu voltando a atenção para Aizen que embainhava a lâmina.
— Onde aprendeu a lutar assim??
— Com o Rafael ... —- ele sorriu pondo as mãos atrás da cabeça.
Nikkari pigarreou se lembrando do homem no apartamento, a presença e o olhar dele eram intimidadores e agora vendo como Cristina e Aizen lutavam, um frio lhe correu a espinha, Yagen olhou de relance para Nikkari e depois para Nagasone que dera os ombros demostrando não saber quem era e prontamente perguntou para o ruivo que tinha um sorriso satisfeito.
— Quem é Rafael?
— O pai da Cristina....
Nikkari respondera com receio na voz, Yagen olhou para Aizen que soltava risinhos abafados enquanto os quatro se dirigiam correndo para a cidadela.
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Cristina girou a espada após golpear uma tachi a sua frente dando alguns passos para trás a pesada chuva que caia deixava o campo de batalha instável por conta das poças de lamas, de repente sentiu o corpo de Yamatonokami encostas nas suas costas e olhou de soslaio, ele também estava em posição de guarda e ao redor dos dois uma infinidade de retrógrados abatidos se desfazem em shouki, o cansado neles era evidente pois por mais inimigos que abatessem mais surgia cercando-os, Cristina olhou em volta rapidamente ao escutara o tirilintar de ferro colidindo e pela proximidade deveria ser Ren e Hasebe.
—Mestra...
A voz preocupada do rapaz ao seu lado a fez olhar de relance notando as roupas dele sujas de sangue, por segundos seu coração parou, mas assim que notou que não era dele soltou um longo suspiro olhando as próprias que também estavam manchadas.
—Estou bem Yamatonokami-kun...
Assim que o sentiu relaxar os ombros ela sorriu notando sua profunda preocupação, mas seus olhos castanhos se voltaram para os inimigos que pareciam esperar pacientemente e atacavam em turnos, como se quisessem cansa-los, o que estavam conseguindo com louvor, eles deviam achar uma rota de fuga mas não conseguia encontrar nenhuma, respirando fundo ela sussurrou para ele.
— Alguma ideia?
O rapaz permaneceu calado observando em volta como se procurasse uma rota de fuga deixando claro que pensavam do jeito, tinham que sair dali e limitar o espaço deles, mas como... e ela pode sentir uma leve tensão vinda do rapaz que voltar a olhar para o inimigo notando que começavam a se movimentar como se planejassem um novo ataque, de repente seus olhos pararam em uma rua sem saída à sua direita, a lembrança do mapa veio a sua mente e se ela bem se lembrava daquela cidadela aquilo não era o que parecia.
— Yamatonokami-kun... — Cristina se encostou mais nele chamando sua atenção sussurrando. — Na minha direita, aquele corredor é um beco sem saída, mas há uma porta que leva a um armazém, se os mongóis invadissem acreditaram que ela uma rota de fuga, mas é o contrário é uma construção estreita e baixa onde eles os encurralariam e dizimariam os mongóis, assim que eu der o sinal vamos por aquele caminho...
Yamatonokami assentiu com a cabeça dando alguns passos para trás, deixaria a mestra ir na frente e guardaria a retaguarda indo atrás dela, quando estavam prontos para seguir pelo corredor algo foi arremessado na direção deles e Yamatonokami em um gesto rápido puxou-a para o canto desviando do que foi arremessado.
— O que??
Cristina olhou para o chão a poucos metros dele estava uma pessoa muito ferida, rapidamente ela se aproximou se abaixando ao notar que ainda respirava porem com certa dificuldade, um calafrio correu seu corpo ao reconhecer as roupas e assim que sua mão tocou o ombro virando-o um nó se formou em sua garganta.
—Ren!!!
Um grunhido misturado com uma risada carregada de satisfação maldosa fez os dois olharam para o corredor a sua frente, na escuridão surgiu dois olhos vermelhos e lentamente a figura tomou forma de uma uchigatana, sua lâmina estava banhada de sangue, Cristina olhou para trás notando que os que os rodeavam tinham a mesma expressão notando que ela e Yamatonokami estavam cercados e sem chances e escapar, mas antes que o ser se aproximasse uma lâmina atravessou seu peito tão rapidamente que o mesmo não percebeu e caiu no chão morto.
—Eu te disse para não tocar no meu mestre escoria!!
Hasebe surgiu na escuridão com um brilho raivoso nos orbes lilases, sua roupa estava coberta de sangue e rasgada mostrando um ferimento profundo no braço direito.
—Heshikiri-san...o que...
Respirando fundo o rapaz fez uma pequena reverencia andando com dificuldade até ela, quando ficou mais perto Cristina pode notar que havia um ferimento na coxa esquerda.
—Souza-sama me perdoe mas tive que bloquear aquela rota... — Hasebe suspirou cansado voltando os orbes lilases para o homem caído, lentamente ele se ajoelhou com um brilho de profunda apatia e tristeza, seus lábios se moveram em um fraco sussurro enquanto ajeitava os cabelos loiros do rapaz empapados de sangue de um ferida na testa. — Ren...
Cristina segurou a mão dele com delicadeza fazendo-o olha-la e com a outra pousou os dois dedos na garganta dele percebendo que havia batimentos cardíacos fortes.
—Ele está inconsciente apenas, mas não sei o quanto está machucado...
Hasebe suspirou fundo se encostando na parede atrás deles e olhou para a morena desviando os olhos para os inimigos que os cercava.
— Temos que sair daqui...
Em silencio ele concordou sorrindo triste olhando para seu mestre no chão, Cristina triscou os dentes sentindo cada vez mais culpada pelo que acontecia, por ter sido tão afoita e irresponsável todos estavam em uma situação cada vez mais sem retorno.
— Mestra!!! Hasebe-kun!!!
Os dois se viraram rapidamente assustados ao escutar a voz de Yamatonokami juntamente com o barulho do aço colidindo, sem pensar muito ela agarrou a bainha da espada indo na direção dos inimigos que começavam outra onda de ataque, a sua frente Yamatonokami bloqueava o ataque de uma tachi habilmente balançou o corpo rodando-o e fazendo com que seu inimigo perdesse o equilíbrio para atingi-lo certeiro com um golpe no estomago recuando de dor, porém mais duas tachis atacaram-no e sem esperar muito, mas a morena chegou mais rápido e Cristina desembainhando a espada enquanto girava a lâmina com um movimento rápido do pulso golpeando-o de baixo para cima.
— Heshikiri-san projeta o Ren!!
Atendendo prontamente ele se levantou desembainhando a espada, mesmo com braço machucado, ficando em posição de guarda na frente dele. De repente Cristina sentiu uma aura carregada de sede d3e morte, algo que não sentira até agora, tremula ela se virou olhando o ser surgia no meio dos retrógrados, era mais alto e robusto, usava um chapéu de palha como um cone e uma hakama preta rasgada, seus pés tinha apenas a sandália de madeira e em uma das mãos portava uma espada de uns 60 a 70 centímetros com o fio voltado para cima, sem qualquer menção ele atacou a atacou tão rápido quase não dando tempo de defesa, por pouco ela conseguiu erguer a espada bloqueando a lâmina cheia de rachaduras de onde saia uma fumaça preta e densa carregada de enxofre, o cheiro daquilo era tão for=te que lhe deu náuseas e uma tontura tão forte que quase perdeu as forças, notando-a fraquejar o ser riu com escarnio empurrando-a violentamente para trás.
—Mestra!!!!
Yamatonokami se virou golpeando a tachi que bloqueara seu caminho, mas quando tentou ir ao seu auxilio dois inimigos se interpunham em seu caminho com um sorriso aterrador nos lábios enquanto ao atacavam empurrando cada vez mais para longe.
“—Duas uchigatana... Droga... eu disse que a protegeria!!” — O rapaz golpeava o inimigo tentando achar uma brecha onde pudesse dar um golpe mortal, porem a defesa do inimigo era muito fechada e seu corpo estava quase em exaustão, seu corpo mal respondia a qualquer golpe que tentava dar só conseguindo bloquear e esquivar e quando sua mente começou a ficar cada vez mais dispersa um grito abafado de dor lhe trouxe de volta atempo de rodar sua lâmina se esquivando do ataque e girando com força arrancando a cabeça do oponente, ansioso ele desviou os olhos correndo até onde escutara o grito e a viu amparando a espada da uchigatana com dificuldade tendo um corte profundo em um dos braços, desatento ele não viu a lâmina da outra uchigatana que se aproveitara para atacar.
— Yamatonokami-kun... A bainha!!!
A voz de Hasebe o chamou a tenção a tempo e como em um reflexo ele puxou a bainha bloqueando o golpe, mas não tendo força o bastante para suportar a força do inimigo ele foi arremessado contra a parede da casa que estava atrás deles, o impacto foi tão forte que a dor se espalhou todo seu corpo fazendo o grito engasgar na garganta com o sangue que cuspira.
O barulho do baque surdo e o grito de dor do rapaz assustou Cristina que desviou a atenção para o rapaz que jazia no chão tentando se levantar, respirando fundo ela girou a lâmina fazendo a espada do inimigo deslizar até a metade impulsionando-a para cima, com o corpo balanceado ela chutou em cheio o estomago da uchigatana fazendo-o se afastar dando tempo para que ela girasse o corpo com tanta rapidez que quando a lâmina cortou na linha da cintura partindo-o ao meio a espada dele não tinha voltado a posição de ataque, imediatamente a morena correu na direção do rapaz mantendo a mente em ativa e em alerta, assim que o inimigo se pôs a sua frente ela se jogou no chão enlameado deslizando entre as pernas rodando a espada cortando-lhe a parte a dobra do joelhos levando-o violentamente ao chão, com força fincou o pé no chão parando subitamente se levantando ao mesmo tempo que desferia o golpe na nuca cortando a cabeça do ser e lhe dando as costas sabendo que o corpo pesado caíra sem vida no chão. Assim que alcançou Yamatonokami ela se ajoelhou abraçando-o, o corpo do rapaz estava tremulo com a dor, mas esforçava em ficar de pé apoiando a bainha como suporte, seu kimono estava cada vez mais sujo de sangue, o golpe da uchigatana pegara em seu ombro, em uma tentativa de segurar o choro ela mordeu os lábios com força, mas sua voz denunciou seu estado.
— Yamatonokami está tudo bem??
Ele ergueu a cabeça com dificuldade forçando um sorriso que desapareceu ao ver que ela mordera os lábios e o sangue descia pelo queixo, ao mesmo tempo que os olhos castanhos nublavam um soluço abafado o fez olha-la com tristeza, sua mestra estava ferida e triste por sua condição, logo ele que deveria protege-la... porem um brilho frio se aproximou rapidamente deles e Yamatonokami só conseguiu puxa-la e joga-la pra trás ao mesmo tempo que bloq4euava o ataque da tachi que vinha sedenta de sangue, sentindo a raiva lhe invadir a morena puxou a espada afundando no peito do inimigo puxando pra baixo cortando-o, mesmo após ele cair ela mantinha a espada em riste olhando para os retrógrados de maneira firme.
— Mestra...eu...
—Nós vamos sair daqui Yamatonokami-kun... eu devo isso a vocês...
O rapaz arregalara os olhos olhando para o chão com uma expressão confusa as palavras não faziam sentido algum, de repente sentiu-a estremecer.
—Nos deve?... Mestra não ...
Yamatonokami viu a mão de sua mestra que estava segurando a wakizashi tremer, preocupado ele se virou observando-a ao senti-la estremecer, os olhos castanhos estavam arregalados com um brilho de terror e a boca estava aberta como se tentasse puxar o ar com dificuldade, Yamatonokami se virou olhando para frente para onde ela olhava, os retrógrados abriam caminho para um ser com pelo menos dois metros de altura que carregava uma longa lâmina que deveria ser tão pesada que ele andava curvado, seus olhos vermelhos estavam encravados em Cristina enquanto soltava um rugido baixo de satisfação ao ver a expressão da morena, aturdido reconhecendo o ser que estava diante deles ele apenas sussurrou sentindo o terror se apoderar de si.
— Um Oodachi...
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O barulho de lâminas de aço se colidindo se intensificava a cada minuto demostrando que a batalha que ocorria ali estava cada vez mais intensa, em meio a uma tropa de retrógrados, Izuminokami e Horikawa lutavam lado a lado em perfeita sincronia interceptando os ataques e contra atacando de forma milimétrica e letal.
— Está cansado Kunihiro?
—Eu ainda posso lutar mais Kane-san!!
Izuminokami olhara para ele demonstrando aprovação, o brilho nos olhos do menor deixava claro que isso o entusiasmava, quando o último retrogrado foi ao chão exalando a fumaça fétida com odor de enxofre, o rapaz de longos cabelos sua espada olhando em volta.
— Esse modo deles agirem está estranha Kane-san...
Izuminokami franziu as sobrancelhas de leve concordando em silencio, pelas informações que receberam deveria haver muito mais inimigos dos que aqueles que ofereciam resistência a eles, seus olhos turquesas olhavam aquela quantidade de inimigos que jaziam no chão, não houve nenhum momento que eles atacassem juntos mas sim em pequenos grupos como se ...
“— Eles estavam nos contendo...”
As palavras de sua mestra voltaram a sua mente após a batalha ao leste das fortificações, como se tudo ficasse claro ele parou e olhou em volta.
— Cristina e Yamatonokami...
Eles claramente afastaram-nos da sua mestra conduzindo-os em uma estratégia monótona para que ficassem bastante tempo longe.
— Kuso!!
Izuminokami agarrou o cabo da espada com força sentindo raiva por não ter percebido antes, ao seu lado Horikawa que entendera quando ele falara rapidamente ajeitou a lâmina na bainha acenando em silêncio para ele e em silêncio correndo o mais rápido que podiam se dirigiam para o ponto onde sua mestra deveria estar.
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Na parte mais afastada e quieta da praia dois botes solitários flutuavam levado pelas ondas, porem nenhuma pegada era vista por perto apenas ao longe se notava um grupo que logo sumiu entrando na cidadela por um dos portões vazios, porem duas figuras distintas pulavam nos telhados quase ocultos pela escuridão da noite, seus pés não faziam qualquer barulho e sua presença nem era percebida, de repente eles pularam aterrizando em silencio no solo olhando para trás.
— Mey-chan, não há nenhum retrógrado por aqui...
A mulher se aproximou tirando de dentro de uma afagando os cabelos ruivos acobreados de Midare enquanto tirava do bolso um globo que logo projetou várias telas com informações.
—Pelo que Ren nos passou, havia uma invasão maciça a cidadela com intuito de dizimar os samurais de dentro pra fora... — Seus olhos vividos pararam fechando o globo e suspirando. “— Mas no barco... Eles nunca haviam atacado uma saniwa diretamente e eu fui seu alvo...”
Em silencio ela fez um sinal mostrando que deveriam seguir com cautela e por alguns minutos eles andaram pelas ruas vazias da cidadela sem encontrar qualquer sinal de vida, até que Tsurumaru virou a esquina e fez um sinal com uma expressão tensa, Mey se aproximou lentamente e ao ver o estado do local arregalou os olhos trincando os dentes. Havia vários retrógrados em estado de decomposição espalhados e amontoados pelas ruas, as casas tinham marcas de lâminas e algumas paredes estavam destruídas demostrando que, claramente havia tido uma intensa luta no local, quando ela se virou para falar com os demais sentiu uma presença maligna, em um gesto rápido Tsurumaru e Ichigo a puxaram se pondo a sua frente, ambos com a mão na bainha da espada, um silencio se apossou do grupo que já estava em guarda porem algo foi arremessado com violência contra uma parede destruindo-a, no chão havia um rastro de shouki, esticando a cabeça a ruiva olhou para o ser que gemia de dor e grunhia de raiva, era um Uchigatana que estava com um dos braços decepado e um profundo corte no abdômen e na linha da cintura.
— Há uma diferença entre ataques e batalhas. — Nagasone saíra de dentro de uma casa logo a frente onde a porta estava no chão destroçada, sua lâmina em punho estava coberta de sangue. — Permita mostrar.
O retrogrado mesmo ferido o atacou apenas para que com um único e letal golpe ele fosse partido ao meio pela espada de homem a sua frente, lentamente após o inimigo ser abatido ele guardou-a na bainha.
— Esse foi o último ... — Nikkari falara guardando a lâmina se aproximando. — Vamos nos apressar os outros devem estar no meio da batalha.
— Eles estão agindo de forma estranha. — Yagen olhava em volta afastando pedaços da porta ainda pendurados, seus olhos lilases encaravam os dois rapazes a frente que o observavam sem entender. — Não notaram que eles nos tacaram com intuito de nos prender por aqui, por isso estavam atacando em pequenos grupos...
Nagasone olhou instintivamente para o lado e viu Mey e seu grupo se aproximando.
—Nii-chan!!!
Urashima saiu do meio do grupo indo na direção de Nagasone que abrira um largo sorrindo abraçando o menor com entusiasmo.
— Vejo que você se saiu bem...
—Sim sim... Essa é minha mestra Mey-chan...
A ruiva se aproximou sorrindo cordialmente notando a felicidade quase transbordante do menor e logo lhe veio na mente o outro irmão, que com toda a certeza não ia ficar muito feliz com o despertar dele, fingindo tentar tirara mãos do maior que lhe afagava a cabeça com força o menor ria, aquele clima mais leve não tirava a preocupação que incomodava a ruiva, sua preensão foi percebida por Nikkari que se aproximou fazendo uma reverencia, mas antes que o rapaz falasse algo ela se pronunciou antes deixando uma inquietude transparecer em seus voz.
— Onde está Souza-san e Iwasaki-san?
— Com Yamatonokami-kun e Hasebe-kun... — Ele sentiu que havia algo estranho. — Mey-sama o que está havendo?
Ela respirou fundo demostrando toda tensão que sentia, pois, suas suspeitas estavam certas e isso não a deixava aliviada.
— O alvo dos retrógrados não é o fato histórico, quero dizer é, mas é a ação de segundo plano... a prioridade são as saniwas. Assim que chegamos fui atacada durante a batalha mesmo me abstendo da batalha.
Nikkari sentiu o ar lhe falar pois tomava consciência que toda aquela sensação ruim durante toda a batalha era isso, sussurrou um xingamento para si mesmo sem que os outros ouvissem, apertou com força o cabo da espada e se virou já correndo para a cidade, atrás dele vinha Nagasone, Aizen e Yagen, todos em silencio rezando para que Cristina estivesse bem, mas suas preces foram interrompidas por um grito carregado de terror... que ele logo reconheceu como sendo a voz dela.
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Um grito carregado de pânico ecoou pelos becos silenciosos, se espalhando pela cidadela até chegar aonde Izuminokami e Horikawa lutavam, ao reconhecerem a voz da sua mestra eles pararam atordoados, Izuminokami sentira seu coração disparar e a mão tremer fechando-se no punha da espada, ele olhou para o rapaz ao lado tentando na imaginar o pior porem o brilho vacilante que viu nos olhos turquesas denunciavam que Horikawa pensava o mesmo, sem pensar duas vezes ele se virou entrando rapidamente em uma viela, corria tão rápido que não notara que seu companheiro ficara para trás.
— Kane-San me espere!!
Horikawa tentava a acompanhar o ritmo do rapaz a sua frente mas ele cortava caminho em becos e ruas tão rápido que quase se perdera, compreendia a angustia de Izuminokami pois os dois perderam de forma brusca seu primeiro mestre e o maior sempre se repreendia por não ter conseguido ser capaz de ter estado lá, um novo grito dela rompeu seus pensamentos fazendo-o acelerar e pular no teto da casa.
—Kane-san!!!
Assim que escutou a voz do rapaz elevou os olhos protegendo-os da chuva coma mão livre e pulou, assim que aterrissou assentiu em silencio correndo pelos telhados ao lado de Horikawa até pararem na borda do última casa enquanto observavam a parte central da cidadela petrificados com a visão aterradora que se estendia diante dos seus olhos, o local estava tomado de retrógrados que cercavam o pequeno grupo perto de um armazém, estreitando os olhos Izuminokami notou que as rotas de fugas que teriam estavam bloqueadas por paredes e postes destruídos impossibilitando qualquer escapatória, na frente dos grupo estava Yamatonokami e Hasebe que lutavam lado a lado bloqueando e atacando a Oodachi, porem seus ferimentos eram muitos sérios e eles não iram aguentar, mais atrás deles estava Ren que aparentava estar inconsciente e a sua entre eles estava Cristina, encolhida ajoelhada no chão com as mãos na cabeça agarrando os próprios cabelos escondida entre as pernas,
—_ Kunihiro!?!
O rapaz ao lado dele empunhou a espada e o acompanhou na corrida em direção aos retrógrados, ambos sabiam que tinham que chegar o mais rápido que podiam, tinham que romper aquela barreira de inimigos pois Yamatonokami e Hasebe não aguentariam por muito tempo, sincronizando perfeitamente seus ataques os conseguiam abrir caminho deixando uma fila de retrógrados e a cada um abatido eles elevavam os olhos para conferir que Yamatonokami e Hasebe ainda estavam resistindo. Izuminokami sentira uma ponta de esperança quando estava próximo, seus olhos caíram na sua mestra que parecia estar petrificada no chão, sua roupa estava suja de sangue e a wakizashi a sua frente no chão, sua mente estava tão absorta em preocupação e questionamento do que acontecera que não percebeu a aproximação do inimigos pelas suas costas, só quando era tarde demais e o aço frio da lâmina atravessou seu corpo, lentamente ele olhou para baixo vendo o aço ser retirado com violência do seu corpo que pendeu imediatamente ao chão.
— Kane-san!!
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