Touch-me only like you do.
19 My broken Little Angel
Notas iniciais
Capítulo 19
72 horas- Parte 2- Quinta (noite).
“Little broken Angel”
Logan Heidy
. ♥ .
A noite de ontem parecia um sonho a cada vez que eu me lembrava dela. Mesmo um dia estressantemente lotado como o de hoje não conseguia tirar do meu coração a paz que eu estava sentindo. Não me leve a mal, a notícia de que eu teria que deixa Loren partir em dois dias estava me aterrorizando, mas o final da noite fez toda a dor de um dia valer a pena, e eu estava grato aos céus pela oportunidade de tê-la, mesmo que por essa infame quantidade de tempo.
Essa é a parte da história onde você ouve o mocinho declarar que nem mesmo a distância acabaria com seu amor pela garota. Bom, eu não sou esse mocinho. Não é que o fato de Loren ir embora em dois dias sem previsão de retorno vai de uma hora para outra acabar com o que eu sinto por ela, por que não vai, se tudo, sofrer um caso grave de amor interrompido é o que eu vou fazer; no entanto, eu também não posso ser o otário otimista que diz que vai tudo certo, e, mesmo que eu não deixe de amar a garota, eu certamente não vou tê-la. Simples assim.
Gostaria de dizer que conheço cada aspecto da vida de Loren, o que não é verdade, mas pelo pouco que ela me contou, a vida dela em Chicago não é como aqui. E embora eu saiba que Loren não é o tipo de pessoa elitista e material, eu sei também que lá de onde ela vem há melhores possibilidades de futuro do que aquele que eu posso oferecer a ela, com meus dois empregos dignos, porém medíocres, meus quatro irmãos adoráveis, mas problemáticos e uma casa velha de dois andares numa área não particularmente nobre.
De qualquer forma, eu vinha me mantendo de um com uma promessa de um bom dia amanhã. Trabalhei turnos dobrados hoje com a minha bunda colada a uma cadeira não particularmente agradável, apenas para que eu pudesse desfrutar do luxo de um dia inteiro com Loren amanhã. Nada sobre o dia de hoje foi fácil, não foi fácil sair e deixa-la lindamente adormecida na minha cama; não foi fácil ler a mensagem que ela me mandou perto da hora do almoço — mal posso esperar.. ♥ — e não correr de volta para casa, nem que fosse para um beijo apressado. Ela me mandou a porra de um coraçãozinho, que tipo de homem é capaz de resistir a essa merda? Não eu.
Eu já estava passando do limite de coisas que poderia aguentar para me manter longe dela quando ela mandou uma mensagem na hora do jantar dizendo que ela sentia minha falta. Porra. Ela sabia como atingir o meu limite. Antes da noite passada, eu ia para o trabalho pensando em voltar para ela, depois de ter sua linda boca rendida sob a minha e seu corpo bonito relaxado contra mim por horas enquanto conversávamos antes de finalmente adormecer na noite passada, ela não saiu um segundo da minha cabeça. Eu tinha certeza que eu estava levando a porra de um tempo muito precioso para fazer coisas simples, porque a cada duas linhas de contrato que eu tentava ler, eu me distraia pensando nela e tinha que voltar. Eu estava certo de que ia ficar louco muito em breve se eu não chegasse em casa logo.
O que me levou a pesar também que, se depois de ontem, passar um dia longe dela estava me consumindo em desespero, imagine quando ela fosse embora... e se eu nunca voltasse a vê-la? A vida não podia ser tão cruel, podia?
Merda.
Eu me forcei a manter meus pensamentos longe desse caminho infeliz enquanto eu apertava o volante do meu velho carro um pouco mais forte, me levando para casa. Era perto de onze da noite na hora que eu cheguei, finalmente, em casa. O escritório de advocacia onde eu trabalhava não era fenomenalmente grande, e o pessoal era reduzido a ponto de um quase acumulo de função para cada um de nós, mas mantinha um teto na cabeça dos meus irmãos e algumas amizades com as quais eu podia contar vez ou outra, como a do colega que iria me substituir amanhã. Eu sabia que não seria fácil para ele fazer o que eu fiz hoje, então gastei uma hora a mais do que eu tinha que ficar, apenas para fazer sua vida menos miserável amanhã, então, pela hora em que eu entrei pala porta de casa não havia muito sinal de vida.
Eu estava tão cansado, toda minha vontade focada em tomar um banho e segurar Loren para dormir aquele somo maravilhosamente pacifico que eu apenas conheci com ela apertada no meu abraço. Mas a vida garantiu que eu tivesse que me preocupar um pouco mais com Loren do que apenas acha-la dormindo e me juntar ela. Chris era o único ser vivente no primeiro andar, e ele nem mesmo esperou eu terminar de fechar a porta antes de ir despejando em mim: — Você deveria ir verificar sua menina.
Okay, meu cérebro estava pedindo arrego depois do dia de hoje, e as constatações foram colocadas em uma perspectiva diferente da que Chris pretendia, a julgar pelo aprofundamento em sua carranca quando um sorriso pateta se espalhou pelo meu rosto.
Minha menina. Porra, sim! Ela era.
Chris me encarou um pouco mais que confuso.
— Você me ouviu, cara? Acho que Loren precisa de você, o dia não foi muito agradável para ela.
Todo meu sentido de alerta foi colocado em alta voltagem.
— Espere, porra, o quê? — Eu exigi, sacudindo enfaticamente minha cabeça para clarear a mente.
Chris me olhou com um misto de raiva e preocupação, antes de começar a falar.
— Ela foi ao estúdio hoje, ficou por lá um pouco. Estava tudo bem. Ray estava colocando-a a par de cada fofoca possível, você sabe como ela é, quando começa não pode fechar a boca um maldito segundo sequer e..
— Chris — eu rosnei. Ele estava divagando, e precisava que ele chegasse ao ponto.
— Sim, foi mal. Eu estava apenas limpando uma das salas e Thomas verificando o estoque de tintas para Rachel repor, quanto um bando de caras entrou pela porta da frente.. — Ah merda, não! — Eles eram barulhentos e volumosos, suponho que algum daqueles jogadores de futebol metidos a besta. Bem, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas de repente Ray estava xingando por toda parte enquanto empurrava Loren pela porta da minha sala, com um olhar vidrado na cara e algum pânico crescente em sua expressão. Ela fez uns barulhos afogados de pouco sentido enquanto se empurrava contra a parede como se tentando entrar nela para se proteger. Acho que eu não preciso dizer o que ela estava relembrando, não é? — O olhar no rosto de Chris se tornou cauteloso, como se ele esperasse que eu fosse começar a socar a casa inteira como na primeira vez que eu trouxe Loren, e, porra, eu estava me segurando para não fazer exatamente isso, minha parte lógica confrontando que não resolveria nada. Loren teve um ataque de pânico, e eu não estava com ela para segura-la. Essa merda me consumiu. — Thomas e eu lidamos com os caras, e Ray levou um tempo até acalmar Loren. Foi um pouco brutal ver sua respiração descompassada e o suor frio brilhando em sua testa, mas quando ela finalmente se sentiu confortável o suficiente para se desgrudar da parede, ela se desculpou e agiu como uma guerreira. Tentou minimizar essa merda. Ray me lançou olhares preocupados o resto do dia, mas Loren meio que estava decidida a manter sua postura firme. Ela conseguiu se manter assim até a hora do jantar, mas ela parecia um pouco abalada e abatida quando foi deitar.
Tudo que eu consegui proferir foi um longo palavrão raivoso quando passei por Chris e fui para o meu quarto. Meu coração batendo loucamente em um pulso no meu ouvido, gelo correndo no meu sangue e o peso da minha preocupação preenchendo o fundo do meu estomago de forma doentia. Ela precisou de mim, porra!
Quantas vezes isso ia acontecer e eu não poderia estar com ela? A maldita perspectiva me consumia e drenava todos os meus pensamentos positivos.
Eu amaldiçoei a vida de merda enquanto subia as escadas para alcança-la, para sanar minha própria necessidade de garantir que ela estava bem. As palavras do Chris faziam um looping infinito na minha cabeça, me pegando em partes como “ela foi uma guerreira”, porque ela não precisava ser, caramba! Era a porra do seu direito se sentir segura em qualquer lugar, e saber que alguém fodeu isso para ela me deixava mais que um pouco louco.
Eu tinha certeza que minhas mãos estavam tremendo pra caralho no momento em que eu girei a maçaneta do meu quarto e entrei.
Loren estava sentada na minha cama, com o cabelo um pouco úmido e passando uma escova por todo ele enquanto seu olhar vagava na parede. Ela estava de costas para mim, e não fez questão de se virar. Mas eu não precisava ver o seu rosto para saber que Chris estava correto em todas as suposições. Ela precisava de mim, ela estava abalada e, pela postura em seus ombros, o dia de hoje tinha a puxado para baixo. Nem um pouco como eu sonhei encontrar minha garota quando eu voltasse para casa, mesmo que ela, cumprindo minha especificidade, estivesse de fato usando uma das minhas camisetas.
— Baby — eu chamei, odiando o tom quebrado na minha própria voz. O estado de Loren fazia coisas para mim de uma forma que nada mais fazia. Cada uma de suas emoções me afetava pra caralho, boas e ruins, infelizmente.
Eu deixei minha pasta cair no chão sem cerimônia enquanto ela suspirava e se virava para mim, tentando colocar um sorriso em seu rosto que não atingia seus olhos.
Meus olhos amoleceram enquanto eu olhava minha bela menina tentado segurar a merda junta e não quebrar na minha frente. Porra, ela era tão forte com tudo isso. Nenhuma menina deveria passar pelo que ela passou e ter que ser tão forte... principalmente, ela não precisava manter essa postura comigo. Ela poderia quebrar e eu iria segura-la por tudo que vale a pena. E foi isso que eu fiz.
Me aproximei dela, levando a escova de sua mão e deixando em cima da cama, eu passei a mão em seus cabelos levantado sua cabeça e garantindo que ela encontrasse meus olhos. Eu queria que ela soubesse quem a tocava e onde ela estava. Queria que ela visse no meu olhar cada uma das promessas que eu queria fazer a ela. E, principalmente, queria que ela permitisse que eu levasse sua dor embora.
Eu beijei sua testa, a ponta do seu nariz e então a sua boca com extremo cuidado, sentindo ela derreter sua postura forjada contra mim, se entregando para mim e confiando em mim para cuidar dela. Eu a levei em meus braços, segurando-a apertado, e deixei que ela derretesse e chorasse.
Eu não entraria em pânico por suas lágrimas. Eu não ficara perdido sem saber como agir, porque com Loren era diferente, e, desde o momento em que ela entrou na minha vida, cuidar dela era uma segunda natureza. Eu não precisava que alguém me ensinasse.
♥ Outras histórias da Adely (também conhecida como euzinha): ♥
Texas Hot Guys: In Love With You
Fault of Boys: Asher
Próxima história saindo em breve:
Fale com o autor