Notas iniciais
No último capitulo de Total Drama Tudo Ou Nada Brasil, o Mato Grosso do Sul foi o palco de uma exaustiva e divertida competição. Começando pelos nomes estranhos das cidades, como Aquidauana e Nhecolândia, as equipes trabalharam duro para desenterrar mandioca e arriscaram a vida em um safári atrás de animais para tirar uma selfie. Mais tarde, participaram de um emocionante desafio no meio do mato com direito a arborismo e um lanche entre os desafios. Infelizmente Pai e Filho não conseguiram derrotar Mãe e Filha e acabaram sendo eliminados da competição. Mas hoje é outro dia, e alguém sairá também. Quem será a próxima vitima? Acompanhe nos em mais um capítulo de Total Drama Tudo Ou Nada Brasil!

Madrugada, em Bonito, Mato Grosso do Sul. Enquanto os participantes dormem, encontramos Olávio ajeitando sua gravata e tirando de última hora a toquinha do cabelo pra não perder o penteado, já que acordou em cima da hora e não teve tempo para os maquiadores entrarem em ação:

Sejam bem vindos pessoal! — saúda em voz baixa recebendo do contrarregra um controle com um único botão – Estamos novamente nos preparando para seguir enfrente com a competição. São quatro e meia da manhã e temos que pegar o voo rumo ao próximo desafio. Então, vamos acordar esses dorminhocos!

Rindo, o apresentador aperta o botão vermelho e de longe pode escutar os gritos dos competidores que foram surpreendidos quando o canto estridente de um galo começou a berrar dentro de seus quartos.

— Olávio, seu desgraçado! – berrou alguém pondo a cabeça para fora da janela do quarto – Qualquer dia desses, tu vai começar o programa com alguém morto de susto!

— Esqueceu que tem gente idosa aqui! – berrou outro.

— Quê isso? – berrou outra — Durmi no Mato Grosso e acordei na favela?

Depois de um café da manhã reforçado, da qual só sobraram as migalhas, as equipes satisfeitas, embora mal humoradas, são levadas de van até o Aeroporto de Bonito, onde novamente o avião do exército os espera para levantar voo.

— Vou nem criar expectativas pra que buraco vão nos mandar hoje – sussurra Luis sentando-se em sua poltrona.

Com o sol nascendo, o avião decola do aeroporto regional e ruma em direção ao norte, onde quatro horas mais tarde, o comandante anuncia o pouso:

— Senhores passageiros. Devido à quantidade de nuvens na região, teremos que fazer um breve desvio.

— Começou... – resmunga André apertando o cinto enquanto observava pela janela grandes nuvens e uma paisagem quase idêntica a do Mato Grosso do Sul, que logo mudou ao sobrevoarem um grande rio barrento, uma cidade do interior seguido de um pouso leve e tranquilo.

Ao saírem do avião, as equipes dão de cara com Olávio sorridente tomando água de coco debaixo de um guarda-sol ao lado de uma charrete com um coco para cada equipe.

— Participantes! Sejam bem vindos à Soure, no Pará!

— Onde? — pergunta Aruanã antes de ser cortado para a exibição do vídeo explicativo de Olávio sobre o local do desafio:

— Pará. A Metrópole da Amazônia. Conhecido pelo Círio de Nazaré, pelas castanhas do Pará, Fafá de Belém, Calypso e muito mais. Hoje iremos nos aventurar na cultura paraense e aproveitar até a noite as belezas da capital mais chuvosa do país! – termina sendo interrompido por um trovão – Competidores! Hoje temos uma novidade no jogo: O Super Time! Nessa modalidade, todas as equipes irão se juntar para formar somente dois times.

— Ai que saco! – se irrita Lilith revirando os olhos.

— Mas não dá pra formar dois times iguais – interrompe Quaraçá ao ver que tinha uma equipe a mais.

— Respira indiozinho matemático, Vou explicar. O próximo desafio está há quinze minutos daqui, na Praia do Pesqueiro. Mas primeiro vamos fazer a separação dos times: Dentro dessa charrete tem treze cocos cheios de água vermelha, azul e somente uma incolor. Quem tirar esse escolherá em qual time entrará. Depois disso, corram para as vans de cor correspondente para seguir em frente. Em suas marcas! Já!!!

Com a permissão de Olávio, um participante de cada equipe retira um fruto e os jogam no chão para descobrir a cor da água. Em meio a pedaços de coco voando para todos os cantos, os times começam a tomar forma: No Time Azul ficam: Os Desempregados, Os Índios Os Funkeiros, Os Youtubers, Os Esquisitos e Os Jogadores de Futebol. No Time Vermelho ficaram: Os Melhores Amigos, Mãe e Filha, Os Sertanejos, Os LGBT, A Velha Guarda e As Testemunhas de Jeová. Por último Os Militares são presenteados com a água incolor e cabe a eles escolher em qual time entrarão:

— Mas que perturbação! – irrita Capitão Guerra – Um time pior que o outro!

— Vamos no azul, capitão – pede Soldado Mello.

— É... Tem menos perdedores lá.

Satisfeitos ou não, as vans saem do aeroporto e os levam pela única estrada em direção a Praia do Pesqueiro, aonde chegam em poucos minutos. Quase quebrando as portas, as equipes correm para a tenda no meio da areia onde Olávio os aguardava.

— Mas como você chegou aqui, nem? – pergunta Isabella.

— Helicóptero – sorri Olávio – Participantes, sejam bem vindos à Praia do Pesqueiro, um dos pontos turísticos da região. Como só tem dois times hoje, aqui estão a dicas – conclui dando a dica, agora de cor laranja, as equipes do primeiro e segundo lugar da disputa no Mato Grosso do Sul:

— “Assistir ou Trabalhar: Super Time Edition” – lê Aruanã.

— “Cuidado com o chifre” – completa Raul

— Já foi chifrado Raul? – ri Olávio dando sinal para um homem que estava atrás dos participantes se aproximasse. Ao se virarem e darem de cara com um búfalo metade dos competidores correm para longe do animal que os ignorou com cara de poucos amigos.

— A Ilha de Marajó é um dos poucos locais onde é possível encontrar esse monstro, o búfalo Carabao originário das Filipinas – explica Olávio – Onde servem de força motriz nos campos do norte. O desafio dessa vez não é muito fácil. Ontem durante um temporal, diversos desses animais fugiram da fazenda e se espalharam pela área.

— Ah tá – suspeita Lucio – “Fugiram”...

— Enfim – continua Olávio com um sorriso malicioso — Um participante de cada equipe irá ter que caçar os búfalos e levá-los pra dentro do cercado do seu Super Time que foi preparado na praia – aponta o apresentador para dois grandes cercados de madeira pintados com as cores vermelha e azul — É PROIBIDO bater nos animais, logo todos receberão uma vara com um maço de plantas aquáticas que eles adoram. Serão cinco turnos: quatro de cinco minutos e o último sem tempo, onde os times se unirão para terminar o desafio. Quando todos os sete búfalos estiverem dentro do cercado do time, vocês poderão subir em uma daquelas lanchas e seguirem para o próximo desafio. Lembrem-se: não existe dupla nesse desafio! Equipe Vermelha e Azul, se não se comportarem como um Super Time, terão MEIA HORA DE PUNIÇÃO! Ao meu sinal! Vão!

Assim que Olávio dá a largada, os primeiros membros de cada dupla correm para pegar as varas de madeira com plantas aquáticas e correm para tentar chamar a atenção dos búfalos. Só não esperavam que eles estivessem espalhados por todos os cantos da praia. Desde a areia até o matagal.

— Isso vai ser impossível! – reclama Jéssica com medo de um búfalo que a observava atentamente.

— Pirralha, aproveita esse cabelo verde e tenta chamar atenção – ri Tony.

— Olha quem fala! – enfurece a garota – E essa camisa vermelha? Esses bichos não gostam dessa cor!

— Tu tá confundindo! Touro é quem não gosta de vermelho.

— Então por que ele tá raspando os cascos no chão como se fosse nos... CORRE!

Desesperados, os dois correm aos berros pelas areias quentes da praia com o búfalo os seguindo. A produção até que tenta desviar a atenção do animal, mas ele parece hipnotizado pelas cores do cabelo de Jéssica e da camiseta de Tony.

— Pro cercado! – grita Vera.

Pensando em “matar um ‘búfalo’ com uma cajadada só”, a dupla corre para dentro do cercado vermelho e ao ver que o animal ainda os seguia, escalam a madeira e pulam para o outro lado caindo de cara na areia.

— Ponto pra equipe vermelha! – anuncia Olávio pelo megafone.

‘rrazo erê! – comemora Tony abraçando Jéssica.

— Quem é erê?

— Segundo turno! – anuncia Olávio chamando os próximos participantes para o desafio.

Ao ver que os animais podem ser um pouco agressivos, a segunda turma retira qualquer peça da roupa de cor verde e vermelha e começam a tentativa de levá-los para o cercado.

— Vamos bicho! – pede Soldado Mello sacudindo o molho de folhas na cara do búfalo que começa a trotar atrás do rapaz – Isso! Não posso decepcionar o capitão!

Ao anunciar a terceira rodada, ambos os times tem um animal dentro do cercado.

— Muito bom. Soldado Mello! – congratula Capitão Guerra com um aperto forte de mão, deixando os outros em dúvida se aquilo eram lágrimas de alegria ou de dor.

Depois do fiasco da quarta rodada onde ninguém consegue nada, a última rodada do desafio começa com uma grande plateia de curiosos locais que gravam tudo com os smartphones.

— EQUIPE AZUL! – grita Capitão Guerra – APROXIMEM-SE!

— Credo! – se espanta Alice pegando a vara que até deixou cair no chão.

— Temos que ter um plano antes de começar o jogo!

— Escutem ele! Ele é um líder nato! – apoia Soldado Mello recebendo olhares desconfiados.

— Quem o elegeu como líder? – pergunta Guilherme cruzando os braços.

— Prestem atenção! Somos quatorze aqui, qual a dificuldade de vocês prestarem atenção no jogo? – pergunta arremessando uma concha na cabeça de Kauê que tirava uma selfie com um fã — Escutem a missão! Em vez de todos ficarem caçando esses bichos iguais baratas tontas e correrem o risco de levarem uma chifrada, vamos trabalhar em equipe desse jeito.

Enquanto Capitão Guerra riscava a areia, a equipe vermelha começava a caçada aos búfalos usando Vera e Raimunda como armas secretas.

— SAAAI! VAAAI! – gritava Vera de um lado espantando os animais.

— CORRE DEMÔNIO! – gritava Raimunda do outro lado espantando um búfalo em direção à praia.

— DISPENSADOS! – ordena Capitão Guerra vendo os parceiros de time se dividir pela região, sendo que quatro deles correm para dentro do mato e começam a se enfeitar de capim.

Já com quatro búfalos, a equipe vermelha mesmo com dificuldades para se manter unidos, ignoram a equipe Azul, mas se preocupam ao ver que em poucos minutos o time adversário consegue capturar três búfalos de uma só vez.

“ – O plano é simples – explica Capitão Guerra como se desse uma comitiva de imprensa – Todos vão agir em três grupos distintos, mas ao mesmo tempo juntos. Nós, Os Militares, em conjunto com Lucio, Aruanã, Paulo e Guilherme somos os caçadores e nosso objetivo e procurar e empurrá-los em direção á Luis e Isabelle que estão usando a cor vermelha para atrair os animais na direção do André, Kauê, Alice e Lana que por sua vez estão cobertos de mato do pé a cabeça e irão correr para dentro do cercado que é protegido por Lilith e Quaraçá, que por algum motivo os búfalos tem medo. É um plano infalível!

— Infalível! – repete Soldado Mello estufando o peito imitando seu herói”

E de fato o resultado é. Enquanto o Time Vermelho enfrentava sérios problemas com desorganização, o Time Azul reúne um rebanho e sem dificuldades completam o desafio tranquilamente.

— Parabéns Super Time Vermelho! – congratula Olávio pelo megafone – Missão dada é missão cumprida!

— Mas como!? – pergunta Brianna impaciente com os búfalos que cismam em ignorá-la.

— Continuem! – pede Raul chamando a atenção de um búfalo com a toalha de mesa vermelha de um quiosque, vendo ao longe, Os Melhores Amigos saltando no lombo de um dos animais e cavalgando-o como um touro guiando-o pelos chifres. Por sorte eles conseguem pôr dentro do cercado sem se machucarem.

— Parabéns Batalhão! – agradece Capitão Guerra aos parceiros de time recebendo das mãos do fazendeiro a dica para o próximo desafio – “Usem a lancha para chegarem ao Mercado Ver O Peso, e procurem pela Caixa do Olávio no local”.

Enquanto o primeiro time começa sua viagem em direção ao próximo desafio, o Time Vermelho exausto de tanto correr atrás dos búfalos, perdem o fôlego e preferem descansar um pouco.

— Vambora pessoal! – irrita Rian — Levanta essas bundas da areia! Só faltam dois búfalos!

— Ai pera aí cowboy! – pede Tony bebendo água – Estamos correndo já faz horas nesse mormaço infernal... Respira ‘migo.

— Respira? – enfurece Raul tirando o chapéu – A primeira equipe já saiu tem dez minutos e os únicos que estão trabalhando são os pirralhos – apontou para Os Melhores Amigos que tentavam subir novamente em outro búfalo.

Quase meia hora após a bronca dos Sertanejos, finalmente O Time Vermelho põe o último búfalo para dentro do cercado e correm para receber a dica das mãos de Olávio.

— Até que enfim! – sorri o apresentador vendo o grupo se reunir – Prontos para o próximo desafio?

— Claro! Já podemos entrar na lancha? – Pergunta Mauro ansioso.

— Ééééééé... Não!

Ao ver a cara de surpresa dos participantes que dividiam a atenção com um helicóptero se aproximando da praia, Olávio continua sua explicação:

— Vocês lembram qual era um dos objetivos do desafio? – após algumas menções as regras do jogo, mas nenhuma que respondia a sua pergunta, Olávio continuou – Trabalho em equipe! Eu vi muito pouco disso hoje. Logo, vocês receberão uma punição básica de meia hora.

— QUÊ!? – aumenta a voz Vera.

— Calma! – pede Olávio – Use essa meia hora pra descansarem. Vejo vocês no próximo desafio.

Que absurdõn! Vai nos abandoná—Tony cruza os braços e continua batendo o pé direito na areia enquanto o helicóptero levanta voo e sume por entre as copas das árvores.

— Culpa de vocês! – irrita Raul jogando seu chapéu no chão.

— Ihh.. num vem com drama não – reclama Vera – Tá com os chifre quente? Se joga no mar.

Adiantados, a primeira lancha acelera pela baia de Marajó, e seus passageiros se aproveitam a viagem para descansar. Já Olávio os ultrapassou de helicóptero e já começa o pouso no centro da cidade aonde irá se realizar o segundo desafio.

— Podemos? – pergunta Zebedeu ao ouvir a sirene soar anunciando o fim da punição.

— Aleluia! – agradece Martha se levantando da cadeira de praia onde pegava sol.

— Hmm, que chique essa lancha! – admira Tony – Mona, vamos lá pra frente tomar um banho de sol igual àqueles gringos rico!

Enquanto que os búfalos começavam a serem levados de caminhão para a fazenda, e a segunda lancha deixava a Praia do Pesqueiro, os competidores da primeira lancha enxergam ao longe um grande edifício azul se aproximar:

— Agora é cada um por si – desafia Soldado Mello.

— Assim que é bom – responde Lucio esperando que a passagem para a terra firme alcançasse a proa da lancha.

Como escrito na dica, as equipes partem em busca da Caixa do Olávio, correndo por entre as barracas de iguarias à beira rio e não demora muito ao encontrá-la no meio da feira em uma grande tenda cercada pela multidão de curiosos. Nela Olávio os espera atrás de uma mesa com dezenas de cascas de coco e ao redor treze mesas com grandes cloches prateadas os esperam para que os competidores se acomodem. Mas antes, Alice é primeira a retirar a dica da Caixa do Olávio:

— “Não importa o dia e o local, todos gostam da ‘fruta que chora’”. Que isso Olávio? Piada de duplo sentido?

— Calma desempregada – ri Olávio – Estamos falando do açaí, sua mente suja! Participantes, sejam bem vindos ao Mercado Ver O Peso aqui na cidade de Belém do Pará! Essa é a maior feira livre da America Latina, e hoje vocês irão participar de um grande evento – explica Olávio – Hoje todos irão se refrescar do calor com uma deliciosa taça de açaí completo!

Em meio a comemorações, os participantes logo caem na real ao lembrar o que os cocos tinham a ver com o açaí.

— Isso tá muito fácil... – suspeita Guilherme.

— Estamos no Total Drama – ri Olávio – Sempre temos surpresas. Vamos à dinâmica: Cada dupla escolherá seis complementos que estão dentro desses cocos e terão que misturar na taça de seu açaí de, adivinhem qual quantidade? Quatro litros!

— Tá de sacanagem!? – se assusta Lana – Eu mal aguento o de 300 ml!

— Para melhorar, devo lembrar que entre as escolhas estão condimentos da região, logo se vocês estão esperando morango, jujuba, aqueles confeitos coloridos... Esqueçam! Outra coisa! Aqui no Pará não é costume tomar o açaí doce, logo também existe a opção sem açúcar que estão espalhadas debaixo dos cloches! Que delícia! Vamos lá pessoal, escolham seis cocos e se deliciem!

Se divertindo com a cara de surpresa dos participantes, Olávio aproveita para comer uma taça (muito menor e doce) de açaí, enquanto os competidores discutiam qual coco escolher. Às cegas, as duplas separam a quantidade e vão para suas mesas abrir as cloches se deparando com uma grande taça de açaí, cada uma já com uma cobertura de sabor diferente. Já insatisfeitos, as duplas abrem os cocos e se assustam com os ingredientes.

— COMÉQUIÉ! – berra Isabella – CAMARÃO?

— O que diabos é isso? – pergunta Alice cheirando uma fruta esbranquiçada.

— É biriba, moça! – responde um senhor da plateia.

— Sacanagem comer isso sem açúcar? – irrita-se Paulo – gosto de terra.

— Competidores – ri Olávio – Misturem os ingredientes em suas taças e bon appétit!

Enquanto isso a caminho do Mercado, os últimos competidores tentam relaxar e não se esganarem após perderem um bom tempo devido à punição:

“- Depois nós que somos os pirralhos que só atrapalham as coisas – indigna Mateus.

— Se não fosse por nós ainda estaríamos caçando aqueles bichos – comenta Jéssica”

“-E ainda teve boatos que eu estava na pior... – brinda Tony tomando sol na frente da lancha.

Né non— responde Brianna passando protetor solar – Discutir pra que?”

Minutos depois, finalmente a lancha chega ao Mercado Ver O Peso e os competidores logo encontram Olávio.

— Gente, isso é açaí? – pergunta Angélica já babando.

— “Não importa o dia e o local, todos gostam da ‘fruta que chora’ – lê Raimunda.

Adoooron! – responde Tony deixando a pastora furiosa e fazendo o povo rir.

Depois da “breve” explicação de Olávio, como era de se esperar as reclamações começam:

— Pra-quê-esse-peixe-frito? – pergunta Vera se controlando pra não tacar em alguém.

— Aqui nós comemos assim dona – responde um dos curiosos na plateia.

— Mas com açaí doce? Eu hein, povo doido – responde Angélica com cara de nojo.

Comer o açaí que vende na pracinha perto de casa é fácil, mas devorar quatro litros é quase impossível. As equipes que começaram ansiosas para se deliciarem com a taça de açaí, agora tentam controlar os ânimos já que a cada colherada os sabores iam se misturando e tornando a delicia um verdadeiro pesadelo.

— Por que tá tampando o nariz? – pergunta Paulo para o parceiro.

— Mano... Come só isso! Isso é Jaca! É muito ruim! A lá, Os Desempregados tão até chorando!

— Ugh – ameaça Alice a vomitar tudo – É a pimenta!

Com meia hora de competição, o desanimo começa a atingir as equipes: Os Melhores Amigos já estavam quase deitados em cima da mesa, Os Youtubers acariciavam a barriga inchada e Os Sertanejos ameaçavam por tudo pra fora toda vez que via Os Desempregados levarem a mão à boca. Por outro lado, A Velha Guarda bebia o açaí como se tomassem água de coco e nem ligavam pelo fato de não ter açúcar. As Testemunhas de Jeová também não ficam atrás e já se aproximam do fundo da taça mesmo tendo que comer com peixe frito, assim como Os Militares que detonavam o açaí misturado com farinha d’água, camarão, jaca e pimenta, sem açúcar e sem fazer cara feia. Com quase uma hora de comilança, os idosos dividem os últimos goles do suco que se formou do açaí agora líquido, e se surpreendem ao encontrar no fundo da taça a dica para o próximo desafio:

— “Entrando em Colapso” – lê Martha, seguido de um arroto – Pior que já to mesmo!

— Cuidado com a ponte de safena – ri Olávio – Continuando na cidade de Belém, dessa vez vamos à Praça do Relógio, onde os fãs de uma das bandas mais famosas do Brasil marcaram um encontrão para comemorar o aniversário do maior fã clube da região.

— CALYPSOOO! –berrou alguém no meio da multidão.

— Ugh, tomara que eu entre em convulsão – sussurra Lilith.

— Embora a banda tenha acabado em 2015, Joelma continuou sua carreira solo e prometeu não se afastar da música. Hoje, os fãs marcaram um encontrão para celebrar mais um ano do maior fã clube do estado, com direito a muita música e uma provável participação da própria cantora. O desafio é simples: para seguir para o último desafio, os participantes terão uma infinidade de peças de roupa dos dançarinos da banda para usar no palco onde terão que dançar na frente de todo o fã clube que decidirá com palmas ou vaias quem segue em frente – ri Olávio imaginando a catástrofe que o evento irá se tornar – Competidores, não transformem o evento em “Apocalypso” entenderam? – termina rindo do próprio trocadilho.

— Prefiro o apocalipse – resmunga Lucio empurrando as beribas para Lilith comer.

Sem condições de correr, A Velha Guarda caminha o mais rápido possível em direção a praça que não fica muito longe. As Testemunhas de Jeová, Os Índios e Os Militares são os próximos a terminar suas taças e seguem para o próximo desafio.

“- Já percebeu que toda vez que tem competição com comida eles sempre são os primeiros – comenta Paulo – A Velha Guarda tira a dentadura, As Testemunhas de Jeová parecem um saco sem fundo, Os Índios comem até terra, Os Militares também, não sei como Os Melhores Amigos ainda não terminaram.

— Acho que é muito pra eles. Até eu to enjoado – arrota André”

Com o passar dos minutos depois, Os Jogadores de Futebol terminam o desafio e correm para a próxima etapa, logo atrás dos Desempregados e dos Sertanejos que já se aproximam da Praça do Relógio, onde as primeiras equipes já estão no interior de um longo caminhão baú que serve como camarim para os participantes se trocarem.

— Pega qualquer coisa aí – ordena Quaraçá para o irmão que conferia qual figurino é menos chamativo.

— Não aguento mais! – grita Mateus deixando a colher no chão – É impossível terminar isso!

— Nem eu que vivo comendo açaí to conseguindo – diz Kauê com os dentes cheios de sementes da fruta.

— Pelo menos vai ganhar uns quilos – ri Brianna

— Ih. Ar mina adora um magrin' – ri o funkeiro mostrando a barriga.

— “Magrin'” – destaca Tony – Você já é caveira... Pele e osso.

— E açaí – completa Jéssica às gargalhadas.

Ignorando os risos, Os Esquisitos terminam o desafio e correm para a praça de onde começa a se ouvir um som alto.

— O que a gente não faz pra não ser eliminado – lamenta Lilith imaginando o que viria em seguida.

Na praça, as equipes se surpreendem com o quão cheio o local está. Centenas de fãs cercam o palco iluminado com holofotes e já com o pessoal da banda que ensaiava com instrumentais alegrando a multidão que ansiava pela presença da diva deles. Quando Olávio surge, os gritos de “lindo, tesão, bonito e gostosão” deixam o apresentador envergonhado e ligeiramente com o ego inflado:

— Eu sei, eu sei. Obrigado pelo carinho – sorri Olávio – Hoje nossa equipe está gravando um episódio do “Total Drama: Tudo ou Nada Brasil" e gostaria de fazer um pedido a vocês: Vocês aceitariam serem os jurados do nosso concurso de dança?

Por detrás das cortinas, os participantes ouvem a multidão eufórica batendo palmas e dando gritos para o apresentador enquanto eles se preparam para entrar ao vivo na frente da multidão.

— Isso vai ser um desastre! – ri Antônio incomodado com a calça justa que o apertava nas partes baixas.

— Cada equipe terá dois minutos no palco para mostrar seu requebrado e ginga dançando ao som da melhor banda do Norte! – explica Olávio sendo interrompido com gritarias – Se a dupla for muito ruim vocês vaiam, se for boa vocês batem palmas, entendido? Que comece o show!

Ao som de “Dançando Calypso” a velha guarda é a primeira a entrar no palco e quase ficam cegos com o brilho dos holofotes que refletidos nas lantejoulas da roupa, os ofuscaram por alguns segundos. Dançando sem ritmo algum, a dupla logo é vaiada e substituída pelas Testemunhas de Jeová que nem completam um minuto e são substituídos pelos Índios que fazem sucesso, mas não o suficiente para seguirem em frente.

No desespero do açaí, Vera não aguenta mais e decide parar para tomar um ar:

— Come! – insiste Angélica – Não é assim que você fala? Agora sabe que é ruim ficar forçando os outros...

— Chega! – grita Lana irritada pegando a taça de sua mesa e bebendo o líquido restante de uma vez só, arrancando aplausos e gritos dos expectadores – Pronto ó! Vazio! Posso agora?

Nossan! – se assusta Tony – Mais macho que o boy bombado!

Seguindo Os Youtubers que caminham sem pressa em direção à praça, as últimas três equipes terminam quase que ao mesmo tempo e seguem cambaleando, e de barriga cheia, para o próximo desafio.

No palco, depois do fiasco dos Militares, e dos Desempregados, Os Sertanejos chegam para animar a festa e causar desmaios dos mais fogosos que passaram mal com os rapazes rasgando a camisa iguais a gogoboys, e como resultado acabam muito bem aplaudidos. Em seguida o show continua com Os Jogadores de Futebol e Os Esquisitos que são reprovados e dão espaço para Os Youtubers dançarem:

— Lana não dá! – desespera Guilherme vendo que o botão da calça mal fecha – Olha minha barriga! Tá inchada!

— Põe o dedo na goela, nem— indica Tony – Fica magérrima!

— Mateus? O que houve? –Isabella se preocupa ao ver o amigo com a mão na boca.

— Eu vou GUUOORPP...

Antes que o garoto pudesse correr, uma rajada roxa de vomito se espalhou pelo chão dos bastidores e causa pânico aos competidores.

— Pena que não tá possuído – lamenta Lilith – Que dia excelente para um exorcismo.

— Tá maluca!? –pergunta o garoto limpando a boca e sentindo que vinha mais – Você gostaria de passar por isso!?

— Intensamente – sorri Lilith ajeitando sua fantasia.

— Parem de ficar recitando “O Exorcista” – pede Olávio saindo da frente dos Melhores Amigos com medo de ser atingido por outro jato roxo.

— GUEERRPPP...

Quando outro som de vômito é ouvido, causa ainda mais correria nos bastidores já que ninguém sabia quem estava vomitando agora. Por sorte era Guilherme que vomitava dentro de um balde.

— Vambora Raul! – chama Rian encontrando a saída do palco – Temos que ir para o próximo desafio!

Um staff da produção que começava a limpar o local tenta alertar, mas é tarde de mais e o sertanejo acaba escorregando e caindo por cima do vômito de Mateus.

— Quem derramou açaí aqui! – irrita Rian com o líquido escorrendo por suas costas.

— Err... Isso não é açaí – responde o staff enojado – O Mateus passou mal e...

— I-I-Isso é... – gagueja – Não me diga que isso é...

— Coitado, caiu no vômito – lamenta Martha enojada.

—PUT...

Por sorte um trovão encobriu o palavrão que Rian gritou e as câmeras puderam focar novamente no palco. Mais leve, Guilherme aposta na barriguinha tanquinho e danças sensuais para conseguir os aplausos. Lana vendo que o povo tá gostando aproveita para pegar uma garrafa d’água e despeja no rapaz que sensualiza com caras e bocas, dando trabalho para os seguranças que tentavam impedir que algumas pessoas pulassem para cima do palco.

— Parece um pornô... Sai!– Tony empurra Kauê da sua frente para ver o show.

— Parabéns Youtubers! Podem tirar suas dicas no camarim! Próximos! Mãe e Filha! – anuncia Olávio sentindo as primeiras gotas de chuva cair.

Desesperadas para não molhar o cabelo, Mãe e Filha dançam da melhor forma possível, mesmo que algumas pessoas rissem de suas atuações. Numa tentativa frustrada de balançar o cabelo, Vera perde o equilíbrio e cai no palco causando uma explosão de gargalhadas que aumenta quando percebem que sua roupa havia rasgado bem no traseiro. Furiosa, a mulher pensa em armar um barraco, mas ao ver que alguns aplaudiam resolveram continuar com as trapalhadas.

“- Miga, nesse mundo tu tem que se juntar com o povo – comenta Vera recebendo massagens nas costas de um staff— Povo se finge de doido, então vou dar uma de louca também.

— Ah... Sem comentários – responde a filha envergonhada”

— O que importa são as palmas! Parabéns Mãe e Filha! Em seguida Os LGBT!

Enquanto a multidão ia à loucura, Guilherme chega ao camarim e tira sua dica de dentro da Caixa do Olávio escondida em meio às roupas:

— “Tudo em Um” – lê tentando manter o equilíbrio enquanto põe sua camiseta – “Atravessem a rua e comecem A Busca pela Castanha Perdida” Agora tem que comer castanha?

— Calma bombado! Castanha não é bom para a saúde? – pergunta Olávio fugindo do palco para apresentar o próximo desafio – Atravessando a rua, nossos competidores entrarão na Praça D. Pedro II e encontrarão a Bertholletia excelsa, mais conhecida como castanha do Pará, ou castanha do Brasil. Aposto que ninguém sabe que na verdade as castanhas nascem dentro de grandes frutos arredondados parecidos com cocos. E são com eles que vocês vão lhe dar hoje – diz mostrando um exemplar aberto – Para chegarem a Zona de Relaxamento, vocês deverão encontrar dentro dos frutos, uma chave azul, e em seguida pegar a última dica com as últimas informações. Coisa simples!

— Mas que gritaria é essa? – pergunta Vera enquanto tentava arrancar a calça já no camarim – Joelma já chegou?

— É o cover da Joelma – responde Raul voltando ao camarim depois de ter tomado um banho rápido e se livrar do vômito.

No palco, Os LGBT faziam a felicidade dos fãs do Calypso. Tony vestido de Joelma e Brianna de Ximbinha faziam um verdadeiro show de dublagem.

“- Meu sonho era ver meu nome espalhado pelos outdoors da cidade – devaneia Tony na sala de entrevistas ainda fantasiado – Ser famoso, e tals...

— Não crie expectativas – responde Brianna – Quê que tu fazendo?

— Treinando meu autógrafo, miga”

Assim que a dupla sai do palco, muito aplaudida, o “show de talentos” continua com os competidores tentando ao máximo suas danças, com direito a um tombo que Os Melhores Amigos levam ao tentarem darem uma pirueta. Já na praça D. Pedro II, as equipes se deparam com um estranho cenário. Ao redor da Caixa do Olávio centenas de frutos da castanha foram espalhadas em um grande cercado redondo.

— Nunca mais vamos achar a maldita chave! – irrita Lana pegando um fruto e arremessando na direção da Caixa acertando na cabeça da figura de Olávio. Como consequência, o fruto se parte em dois e contra todas as probabilidades uma chave azul aparece no seu interior.

— MENTIRA!!!

Boquiabertos, a dupla corre para ver se aquilo era verdade mesmo e tremem ao ver que tinham sem querer encontrado a chave para a vitória.

— Vamos cair fora daqui! – ri Guilherme apertando o botão da caixa, mas seu sorriso some ao ver que Lana poderia ter acabado de quebrá-lo.

Enquanto a produção tenta concertar a Caixa, Os Desempregados e A Velha Guarda apostam no forró e são aplaudidos, Os Índios conseguem aplausos medianos e também correm atrás do prejuízo. Já Os Esquisitos chocam a plateia com uma apresentação beirando o macabro com direito a chicotes e máscaras com chifres.

— Se eles conseguiram, nós também vamos – aposta Soldado Mello confiante e envergonhado de sua roupa cheia de lantejoulas.

Na quebração de frutos, a pilha de casca só aumentava com o desespero dos concorrentes na busca pela chave. E não adiantava sacudir, pois de alguma forma a produção havia colocado a chave junto com as castanhas dentro do fruto.

— Trabalho escravo de novo! – indigna Alice chegando com seu parceiro no local do desafio – Eu juro que se no final do programa eu não ganhar um emprego ou uma assinatura na minha carteira de trabalho eu acabo com a raça do Olávio!

Com a noite chegando e o chuvisco contínuo, mais três equipes agradam o público e deixam Os Militares e Os Melhores Amigos disputando quem será o próximo a ser aplaudido. No outro desafio, devido ao vandalismo de Lana, a Caixa tem que ser desmontada pela produção que entrega em mãos as dicas para a etapa final da competição:

— “Tudo em Um” – lê Guilherme – “Pedalada Fiscal 3: Pedalando Novamente”

— Que isso? Filme? – pergunta Lana – Nem sabia que tinha a parte um...

— Tá com amnésia vândala? – pergunta Olávio vendo-os por uma transmissão ao vivo do seu celular – Pois é! As bicicletas duplas estão de volta! A corrida final será patrocinada pelo sistema da Bike Belém, um serviço de aluguel de bicicletas onde as pessoas podem, através de uma aplicativo, pagar um certo valor para poder se deslocar pela cidade. Atualmente as bicicletas são feitas para uma pessoa, mas hoje estamos inaugurando os novos modelos para casais que queiram pedalar juntos pela cidade. O desafio final é simples: Assim como no Piauí e em Brasília, para chegar a Zona de Relaxamento, as equipes terão que pedalar juntas até aqui no Mangal das Garças, mas primeiro terão que tomar uma importante decisão: existem dois pontos de retirada de bicicletas nas proximidades da Praça D. Pedro II: De um lado, fica a Estação 7 na Prefeitura da cidade. Já a Estação 10 fica na entrada do Forte do Presépio. Vocês devem estar se perguntando: “Tá mais e daí?”. É aí que a coisa complica! As duas estações tem a mesma quantidade de bicicletas disponíveis, sete em cada, mas como as estações estão em manutenção, as bicicletas estão presas por correntes com cadeado. Se por alguma “desgraça” a chave não abrir nenhum dos cadeados na estação em que estão, significa que estão no local errado e terão que ir para a outra estação pegar sua bicicleta – sorri Olávio adorando a ideia e imaginando a confusão que será – Para terminar, bastam seguir o caminho no GPS da bicicleta, trazê-la até a Estação 2 na entrada do Mangal das Garças e me encontrar no píer, para um merecido descanso! Ufa! Cansei de falar – diz pegando um copo de suco oferecido por um garçom – Estou esperando vocês!

— Quem inventa essas regras! – irrita Lana chutando a Caixa agora vazia – Que Perturbação!

Depois de uma breve discussão, Os Youtubers escolhem seguir para a estação 10 e correm pelas ruas seguindo o mapa no verso da dica. De volta ao palco, Os Militares continuam sendo vaiados e se irritam ainda mais quando Os Melhores Amigos se jogam na multidão como se fossem cantores de rock. Aplaudidos, a dupla corre para pegar suas dicas para o próximo desafio. Sozinhos no palco, Os Militares são surpreendidos quando de repente as luzes se apagam e a voz de ninguém menos que a própria Joelma começa a soar pelos alto-falantes. A multidão louca começa a gritar e pular e enlouquecem quando a cantora aparece no palco cantando e dançando. Os Militares confusos tentam acompanhar os passos dos dançarinos, e quando estavam pegando o ritmo, a música para e a multidão aplaude.

— “O que importa são os aplausos não é? – ri Capitão Guerra enquanto atravessa a rua ainda vestido com as roupas do Calypso”

Ao chegar à praça, Os Militares se jogam entre os cocos para ver se conseguem ganhar tempo, já que cinco equipes estavam correndo para pegarem suas bicicletas.

— Aleluia gloria a Deus Jeová é mais senhor da glória! – testemunha Raimunda dando saltos de felicidade ao encontrar a chave.

— Cuidado! – alerta Isabella caindo na gargalhada quando a pastora escorrega em um fruto e cai por cima deles.

— Ih a lá – aponta Paulo vendo uma chave pular de dentro de um dos cocos que Raimunda quebrou quando caiu. Contente, André pega a chave e corre com o parceiro para a Estação 7.

Na Estação 10, Os Youtubers seguram as lágrimas quando veem que só tem mais uma chance para abrir o cadeado.

— Abre pelo amor de Deus! – clama Guilherme sentindo o coração bater forte até que de repente ouve um “click” – A-a-abriu!!!

Felizes, a dupla sobe na bicicleta e pedalam seguindo o GPS, que aponta para uma ruela de mão única, deixando Mãe e Filha e A Velha Guarda para tentar a sorte para abrir algum cadeado. Na Estação 7, Os Desempregados e Os Índios se desesperam ao ver que uma das equipes terá que correr até a outra estação.

— Não quero nem ver! – Alice fecha os olhos ao ver Aruanã forçar o cadeado que não abre – Tenta Luis! Ai meu Deus... Abre! Abriu? ABRIU? Vambora!

Furiosos, Os Índios respiram fundo e correm rumo a outra estação, passando pelos LGBT durante o caminho. Na praça, Os Militares caem na gargalhada ao encontrarem a chave antes dos outros competidores e correm em direção à estação 10. Muito adiantados, Os Youtubers dobram a esquina no distrito naval e já enxergam a Estação 2. Na estação 10, A Velha Guarda e Mãe e Filha se equilibram em suas bicicletas, dando espaço para Os Esquisitos e Os Militares tentarem a sorte.

— Sai da frente! – Soldado Mello empurra Lucio que quase cai por cima das bicicletas – Vai! Abre!

— Boa sorte, darling— responde Lilith abrindo o cadeado na primeira tentativa.

Fugindo do capitão, Os Militares correm em direção a Estação 7 e se deparam com Os Melhores Amigos pegando carona na parte detrás de um caminhão de lixo rumo a estação que a dupla acabara de sair.

Com Os LGBT, Os Sertanejos e As Testemunhas de Jeová disputando um lugar na competição, Os Youtubers estacionam suas bicicletas e correm ao ver que Os Desempregados já se aproximavam a toda velocidade. Correndo pelo estacionamento, a dupla encontra o píer e quase saltam nos braços do apresentador:

— Parabéns Youtubers! Vocês são os vencedores no Pará! – congratula Olávio vendo a dupla saltando feliz – Como se sentem ao chegarem em primeiro lugar em um desafio.

— É como se nós ganhássemos uma placa de diamante por ter dez milhão de seguidores no Youtube! – comemora Lana.

— E vocês tem uma placa?

— Ih... – lamenta Guilherme parando de pular na hora.

— Parabéns Desempregados! – anuncia Olávio mudando de assunto – Vocês recebem medalha de prata!

— Medalha é fácil, quero ver me dá um emprego! – reclama Alice.

Com o cair da noite, Os Sertanejos perdem o fôlego e o terceiro lugar no último minuto para A Velha Guarda que acaba os ultrapassando. Na disputa pelo quinto lugar, Mãe e Filha vencem Os LGBT e deixam o sétimo lugar para Os Esquisitos. Enquanto em oitavo chegam As Testemunhas de Jeová, Os Militares ultrapassam Os Índios durante o caminho e aceleram com toda a garra ao ver quatro duplas na sua frente; Os próximos a serem ultrapassados são Os Funkeiros, seguido dos Jogadores de Futebol e Os Melhores Amigos que perdem o fôlego ao tentar competir pelo décimo lugar.

— Mano, vamo trocar de chuteira amanhã – reclama Paulo da dor enquanto corre para a Zona de Relaxamento – Meu mindinho tá destruído.

— Acelera! Tamo chegando menó! – encoraja correndo para o píer.

A disputa pelo último lugar fica para OsFunkeiros e Os Melhores Amigos cujas caras enquanto pedalam, ninguém sabe se é de dor nos membros ou de choro pela possível derrota, agora que só restam eles pedalando.

— Acelera Kauê!

Péra ae Belly! Num tô enxergano direito – pede Kauê tirando os óculos escuros.

— Pobre é fogo né! Usa óculos até de noite.

— Sabe que tenho estilo né.

— O-Olha pra frente!

Num momento de distração, Kauê acaba não vendo o bicicletário, bate com tudo nas bicicletas paradas e com o impacto a dupla vai parar em meio às plantas. Mesmo assim não desistem e continuam a correr em direção ao píer, mas as dores nas pernas e nos braços causadas pelo impacto e cansaço acabam reduzindo suas velocidades e são ultrapassados no último segundo pela dupla mais perturbada que continua lutando pela vitória:

— Como vocês conseguem? – pergunta Olávio – Parabéns Melhores Amigos! Vocês ainda continuam na competição!

— POR ENQUANTO! – berra alguém do lounge de onde os competidores descansam.

— Paramédicos, por favor, ajudem Os Funkeiros – pede Olávio ao ver a dupla chegar mancando.

— Precisa não, nem— ri Isabella se sentando num banco – Tenho tanto reloginho nas perna que nem ligo mais.

— Nem fala! – Concorda Kauê enquanto o médico aplica spray contra torção no tornozelo do rapaz – Nós já caiu tanto de moto que isso não é nada. Olha as marca de queimadura nos meus cambitos... – apontou sorrindo.

“- Participar do pograma foi bom – ri Isabella – Nós cantô, se divertiu, conheceu o mundo, riu, e é isso que vale.

— Pois é. Nós tava precisando mesmo de umas férias. Mas lá no morro, o pessoal deve tá morrendo de saudade.

Falano nisso, num é essa semana que a gente ia pra festa lá no barracão da Mangueira?

— Ih é! A Alcione nos chamô e tudo!”

— Parece que há males que vem para o bem – sorri Olávio vendo que Os Funkeiros mesmo eliminados da competição, sorriam e estavam prontos para a vida pós-Total Drama – Hoje, Os Funkeiros foram vítimas de um pequeno acidente, mas parece que está tudo bem... Mas não para os sobreviventes que a cada dia se assustam com a força de vontade dos Melhores Amigos. Será que dois pirralhos de 15 anos ganharão dois milhões de reais na primeira temporada de Total Drama Tudo ou Nada Brasil? Ou será que eles terão que continuar batalhando por uma vaga na competição? Continuem assistindo, o meu, o seu, o nosso Total-Drama-Tudo-Ou-Nada-BRASIL!!!! – despede-se o apresentador entrando no lounge para descansar.

— E eu pensando que Os Esquisitos tinham pacto com diabo – ri Vera – Essas crianças é que são possuídas!

Mapa da Competição no Pará

...Continua...

(^_^)/

By Hikari-Ouji

Notas finais
Curioso para saber por ondes nossos corajosos participantes andaram passando? Acesse o link no final da fanfic para ver tudo o que rolou na competição no Pará. Fotos dos locais onde estiveram, dos desafios e até imagens da taça de açaí, do Olávio mostrando a nova dica e do show do Calypso estão lá! Acessem também meu perfil, e confira o "Diário de Bordo Total Drama: Especial" para mais informações e maiores explicações inclusive sobre a demora dos capítulos. Aproveitem!!!