Total Drama: Tudo ou Nada Brasil!

14 Cuidado com a cobra! [Parte 2]


Notas iniciais
E a batalha continua! Após serem obrigados a saltar de paraquedas no meio dos Lençóis Maranhenses onde tiveram que escapar de armadilhas e procurar por uma chave em meio a centenas de castelos de areia, as equipes foram divididas à sorte entre voar para o Centro de Lançamento de Alcântara onde devem montar e lançar um foguete ou saborear as delícias da culinária maranhense num píer em São Luís. Mas seja lá qual a escolha, muita confusão, drama e sustos ainda estão por vir. Começa agora a parte final do emocionante “Total Drama Tudo ou Nada Brasil”!

"— Ó – mostrava as mãos Jéssica – Tô toda me tremendo.

— Isso não se faz com crianças! – protesta Mateus irritado com o susto que levou — Todo o dia um susto diferente! Quando não é ET, é bruxa, avião caindo...

Você leu o contrato?— perguntou o produtor por detrás das câmeras – Lá tinha escrito que poderiam haver alguns sustos...

— Eu não. Quem leu foi minha mãe – respondeu o garoto confuso"

Enquanto Os Melhores Amigos se encolhem num canto morrendo de medo enquanto dividem o espaço na carroça junto com a atriz incorporada na Ana Jansen, Os Índios e Os Militares usam os taxis como opção mais viável para chegar até a Fonte do Ribeirão. Minutos depois, com o trânsito tranquilo, a dupla mais jovem do programa salta da carroça desesperados quando Ana Jansen lhes oferece uma vela e correm em direção à fonte que estava cercada de curiosos que se espremiam ao redor do local.

— Dá licença tiou! – berrava Mateus abrindo caminho entre as pessoas até encontrar no meio da fonte uma mesa com cinco pequenas caixas e uma única dica que dizia: “Encontre os seis azulejos e forme a cabeça da serpente. Carregue-as seguras dentro de uma das caixas e não se esqueçam de pegar suas bicicletas!” – Manero!

Seguindo as dicas do povo que apontava para um ponto específico, a dupla se depara com um espaço alagado com pouco mais de vinte centímetros de altura, cheio de azulejos coloridos. Minutos depois é a vez dos Os Índios chegarem para encontrar os azulejos necessários. Enquanto passam o tempo comparando as peças, as equipes não percebem que a água que jorrava das bocas das esculturas de carrancas, peixes e deuses aumentaram consideravelmente, tanto que o nível d’água começava a cobrir seus pés.

— Droga! Aposto que esses pirralhos furaram o encanamento de novo! – reclama Capitão Guerra chegando ao local e quase levando um escorregão no lodo acumulado.

Enquanto Os Jogadores de Futebol são os próximos a entrarem no táxi, Os Esquisitos são os próximos a pousar de helicóptero, e se impressionam ao verem a carroça:

— Meu sonho de princesa! – sorri Lilith cumprimentando Ana Jansen, o cocheiro e os cavalos.

Na Fonte, Os Melhores Amigos e Os Índios conseguem achar as peças que montam a cabeça da serpente, e novamente os mais jovens se envolvem em um caso sobrenatural: Enquanto se preparavam para sair do local que estava se transformando numa piscina, ambos quase tem um ataque cardíaco ao verem algo brilhar por detrás das grades.

— AHH! T-tem um bicho lá dentro! – gritou Mateus com os olhos arregalados – É A COBRA!

Desesperados, a dupla pega a caixa para guardar os azulejos e dentro encontram uma chave e um mapa indicando o próximo local. Debaixo de gargalhadas, eles quase se esquecem de pegarem uma das vinte e duas bicicletas estacionadas e trancadas no outro lado da calçada. Ignorando o alvoroço, Os Índios os seguem de perto buscando a liderança, e dão lugar para Os Esquisitos que chegam à fonte quase ao mesmo tempo em que Os Jogadores de Futebol e se deparam com Os Militares já saindo com água no meio das pernas. Na comilança, Mãe e Filha são as próximas a acabar, e Vera aproveita para levar a latinha de refrigerante pra se refrescar do mormaço. Assim que a dupla consegue um taxi, Os LGBT terminam e saem em disparada, deixando para trás Os Youtubers que levam mais dez minutos para terminarem. Já em Alcântara, finalmente As Testemunhas de Jeová conseguem por o foguete para decolar, e por pouco não tem que refazer a prova. Na capital, Os Índios e Os Melhores Amigos chegam quase ao mesmo tempo na segunda parada em frente à Igreja do Carmo, onde encontram os azulejos estão espalhados aos montes aos pés de um grande e antigo relógio que marcava cinco e meia da tarde. O local que havia sido limpo pelos garis estava repleto de dezenas de azulejos coloridos para formarem o desenho da barriga da serpente.

— Já tô torcendo por mais um dia de folga – diz Aruanã irritado com o desafio.

Enquanto Os Esquisitos são os próximos a abandonar a piscina que havia se tornado a Fonte e correm para as bicicletas, Os Sertanejos pousam de helicóptero:

— Crei-em-Deus-pai! – se assustou Rian ao ver a carroça parar na sua frente – Tem que subir nesse trem?

‘Bora parcero— puxa Raul – Não vai ser o primeiro dragão com quem tu sai...

Ouvindo o som de outro helicóptero se aproximando, Raul toma as rédeas do cocheiro e acelera pelas ruas, chegando em poucos minutos a Fonte do Ribeirão, justamente no mesmo momento que os Jogadores de Futebol saíam e Mãe e Filha chegavam de táxi.

— Num sabia que aqui tinha um piscinão, gente! – riu Vera já tirando a camisa e ficando só com a parte de cima do biquíni.

— Mãe! Cobre essa banha! – pede Angélica envergonhada.

— Nesse tempo abafado! Se pudesse estaria nua, linda aqui!

— Tii-ra! Tii-ra! Tii-ra! Tii-ra! – clamava o povo ao redor da fonte.

— Tira é o cavalinho da chuva! – riu a mulher começando a caça aos azulejos.

Próximo dali, Os Desempregados são os próximos a pousar e não se surpreendem com a carona disponível.

"- Medo de carroça preta? – riu Luis – Eu tenho medo é de moto à noite!"

Com a noite chegando, na Igreja do Carmo, Os Melhores Amigos garantem a combinação certa e pedalam em direção ao último ponto, deixando Os Índios na companhia dos Esquisitos e dos Militares. Já no piscinão, As Testemunhas de Jeová cantando seus hinos em alto e bom pra livrar do espirito de Anna Jansen, chegam à Fonte quase junto com Os Youtubers e se deparam com o local bem animado:

— Mas aqui virou festa, é?! – riu Lana vendo que uma roda de música havia sido montada ao lado do local da competição.

— Chega mais que tem até churrasquinho de gato – ria Vera sambando dentro d’água – Tô me sentindo no Parque de Madureira! Ih, Achô Filha! Então simbora sambano na cara dar inimiga!

Descalça mesmo, Mãe e Filha começam a pedalar pelas ruas em direção ao próximo desafio na qual só encontram Os Militares enfrentando dificuldades devido à falta de iluminação. No churrasco da fonte, As Testemunhas de Jeová se apressam e logo conseguem sair para o próximo desafio, sendo seguidas pelos Os Youtubers e Os Sertanejos que pedalam degustando o churrasco de qualidade duvidosa.

— Achei mona! – gritou Brianna para Tony que não sabia se sambava, comia o churrasco ou procura os azulejos.

— Amém 'patão! ‘bora se não vou ficar por aqui mesmo!

— Pode ficar 'migo— debocha Luis saltando da piscina cuja água já vazava rua abaixo – Não tem problema não!

Enquanto os últimos apostam corrida, mais equipes saem rumo ao último desafio. Os Militares são seguidos por Mãe e Filha e Os Jogadores de Futebol que pedem perdão aos fãs por não poder parar para tirar fotos com eles.

— Fiquem de olho nas nossas redes sociais que assim que terminarmos vamos marcar um local – gritava Paulo.

— Vão mesmo gente! – concordava Angélica – Alguém vai precisar consolar eles quando forem eliminados!

Longe de lá, Os Índios, Os Esquisitos e Os Melhores Amigos pedalam por ruas diferentes rumo ao último local, a Igreja de São Pantaleão. Na liderança, Os Índios ouvem Os Melhores Amigos se aproximando causando confusão pela calçada, e foi numa dessas que Mateus não enxergou um buraco e capotou com sua bicicleta. As dores dos machucados na testa, nos braços e nas pernas de Mateus só não foram piores do que a dor no peito ao ver que a caixinha que carregava os azulejos escapou da cesta da bicicleta e parou longe. Ignorando os ferimentos, o garoto corre para checar a situação das peças e segurou as lágrimas ao descobrir que três haviam se partido ao meio e mais duas lascaram a borda. Desesperado, um staff o tranquiliza dizendo que as lascadas não teriam problemas, mas as outras três teriam que ser substituídas onde as pegou, o que por sorte faziam parte da barriga da serpente na etapa anterior. Depois de um rápido atendimento médico, que lhes custou duas posições, a dupla volta metade do percurso e se depara com a confusão que havia se formado na frente da Igreja do Carmo, onde todos os demais participantes brigavam em busca das doze peças.

— Cadê a iluminação desse lugar, Jeová? – se irrita Raimunda correndo para conferir os azulejos à luz dos postes.

Ao chegar à última parada, Os Índios e Os Esquisitos encontram uma longa mesa posta na entrada da Igreja de São Pantaleão. Sob ela, dezenas de azulejos estavam lado a lado em quatro fileiras de uma ponta a outra da mesa. Uma única dica posta sob os azulejos explica que após montarem a cauda, deveriam entrar na igreja para que o padre conferisse e desse o mapa final com a rota para a Zona de Relaxamento. Assim que terminarem de ler, Os Jogadores de Futebol e Mãe e Filha chegam para fazer companhia aos primeiros colocados.

— HM! Vontade de virar essa mesa! – reclama Vera já impaciente tentando encontrar qual peça se encaixava junto às demais.

Na Igreja do Carmo, Os Desempregados dão um salto na colocação e são os próximos a seguirem para o próximo desafio, seguido dos Youtubers e dos Militares que também traçam sua rota em direção a Igreja de São Pantaleão.

— Gente, só podem ter feito macumba pra gente — resmunga Tony segurando a vontade de arremessar o azulejo longe.

— Isso é Deus! – glorifica Raimunda – Ainda dá tempo!

— Ainda dá tempo de pegar esses azulejos e terminar a obra da su-a ca-sa! – responde o rapaz batendo palmas.

— EITA GIOVANNA! – gargalhou Jéssica.

Com mais equipes se juntando a mesa na Igreja de São Pantaleão, Vera começa a ficar cada vez mais irritada com os outros competidores, com as peças que não tinham diferença, e com o povo ao redor fazendo barulho.

— Quer saber... Essas merda é tudo a mesma coisa! Já puta com isso! Cadê o padi? Ah, eu hein, com licença Jesus – disse abrindo a porta da igreja e entrando.

— Quero só ver a cara dela quando ela sair – riu Guilherme voltando a dar atenção ao quebra-cabeça.

E não voltaram...

Depois de cinco minutos, e nenhum barulho de coisas sendo quebradas, os demais competidores acham tudo aquilo muito estranho e questionam o que poderia ter acontecido.

— Sinto cheiro de punição... – diz Lana para o parceiro.

— Talvez elas tenham achado os azulejos certos e fizeram esse show todo só pra gente acreditar que é só levar qualquer um e levar uma punição junto... – desconfiou Soldado Mello.

— Mané, tu tomou tanto sol que tá falando coisa com coisa – riu Paulo.

Enquanto, as últimas três equipes chegavam e se atualizavam sobre o que estava acontecendo, Lucio tem um mini ataque cardíaco ao deixar cair um azulejo no chão. Ao se agachar para pegar, o rapaz pode ver através do mar de pernas dos curiosos, que um grupo de staffs corria rua abaixo filmando alguma coisa.

— Filhas da mãe!

Disfarçando, o rapaz pega as peças necessárias e atuando feito um ator de “Malhação”, virou-se para a parceira em alto e bom som e disse:

— Achei! Lilith olha como essas peças se encaixam perfeitamente!

Sorrindo, Lilith percebe que o parceiro havia descoberto algo e entrou na encenação:

— Oh! Esses detalhes são tão pequenos que é até difícil de perceber...

Enquanto as demais equipes se xingavam na procura aflita pelos azulejos certos, Os Esquisitos entram na igreja e tentam controlar a crise de riso. Como imaginaram, todas as peças na mesa eram iguais, e qualquer uma delas monta a cauda da serpente. Com o quebra cabeça final conferido minuciosamente pelo padre, ele faz questão de jogar água benta nos dois que são filmados de perto pela equipe.

— Vocês querem o quê? – pergunta Lilith – Que saia fumaça? Incorpore algo?

Com isso, a dupla se dirige para a saída lateral da igreja, quando do nada ambos caem no chão trazendo pânico para a equipe do programa, e para o padre que pega seu crucifixo e aponta para a dupla que se levanta as gargalhadas.

— Cara, vocês tem que parar de assistir "O Exorcista" – ria Lucio como nunca riu durante o programa.

— Se a nossa banda não der certo, a gente pode fazer teste pra ser ator – riu Lilith.

— Será quanto eles pagam pra fingir ser endemoniado naqueles programas da TV? – continuava o rapaz abrindo a porta para a rua imaginando o quão longe estavam para correr pelas ruas escuras de São Luis.

Do lado de fora, desconfiado, Luís chama sua parceira e conta a ela que estão sendo enganados, e assim como os Esquisitos, a dupla pega os azulejos, entram na igreja e saem pela porta lateral minutos depois:

"— Vai me enganar? – riu Luis – Logo eu que vivo sendo enganado por essas agências de emprego que vivem dizendo que vão dar um retorno? HA! Me poupe!

— São anos de experiência, meu bem! – ria Alice deixando o produtor em dúvida se eram lágrimas de felicidade ou tristeza"

Adiantadas, Mãe e Filha correm como se estivessem atrás de doce em dia de Cosme e Damião, gargalhando e olhando de tempos em tempos se estavam sendo seguidas enquanto corriam pela Rua das Cajazeiras. Já na Zona de Relaxamento, Olávio aparece aos pés de uma estátua no meio da praça rotatória para seus telespectadores, que não diferente das outras cidades, estava lotada de curiosos. Tanto que os motoristas enfrentavam dificuldade na região.

— Boa noite, pessoal! – saudou levando o povo ao delírio – Estamos falando aqui, diretamente da Praça Doutor Miguel Vieira Ferreira onde estamos esperando pelos nossos valentes competidores que estão nessa batalha desde o começo da manhã de hoje. Nessa última etapa, testamos a percepção dos competidores ao dar como desafio um quebra cabeça de 23 peças com a imagem da famosa serpente lendária do maranhão. Eles tiveram que correr por três pontos da cidade para encontrar em meio a dezenas de azulejos com pequenas diferenças, as peças corretas. Por sorte, todos até o momento estão indo bem, até os Melhores Amigos que quebraram algumas e tiveram que correr de volta ao ponto anterior, ainda estão aptos para continuar a competição. Na Igreja de São Pantaleão, todos os azulejos estão certos e basta que peguem os necessários para montar a cauda, entrar na igreja, montar tudo corretamente para o padre e ganhar dele o mapa indicando a Zona de Relaxamento que fica a cerca de dez minutos da lá. E parece que teremos uma equipe no pódio pela primeira vez! – diz o apresentador observando uma dupla de longe com a ajuda de binóculos.

Correndo loucamente, Mãe e Filha dobram uma esquina e tentam aumentar os passos a medida que enxergam a Zona de Relaxamento.

— Bora mãe! – incentivava Angélica pegando garrafas d’agua que os staffs ofereciam.

— Calma cacete! Nunca corri tanto... Nem pra pegar trem ou de tiro eu corro!

— É bom que emagrece! – gritou alguém no publico.

— Vai tomar no olho do teu...

— Mãe! – interrompeu a garota segurando a mulher que ameaçava jogar a garrafa d’água em quem lhe chamou de gorda.

Ignorando o cansaço, a falta de ar e as dores nas pernas, Mãe e Filha pela primeira vez chegam em primeiro lugar, e Vera chega até a cair no chão.

— Parabéns Mãe e Filha! Vocês são as vencedoras da etapa Maranhense. Como se sentem? – perguntou Olávio animado.

— Em primeiro lugar – disse Vera ofegante – Quero mandar quem inventou essa competição praquele lugar... Em segundo, chama o SAMU!

— Que linda declaração! – debochou o apresentador sem graça – Não esperava mais. E lá vem a segunda equipe, parabéns Esquisitos, vocês levam a medalha de prata! Cuidado que prata mata vampiros! – riu.

— Não, idiota. Prata mata lobisomens – respondeu Lilith secando o suor com uma toalha.

— Pra começo de conversa estamos no Brasil. Qualquer bala pode nos matar – completou Lucio.

— Tá, senta lá filhos do Frankenstein.

— Você sabe que o Frankenstein não é o monstro né? – pergunta Lilith.

— Hmmm – Olávio parou pra pensar e fugiu da pergunta ao ver mais uma equipe chegando – E a medalha de bronze é dos Desempregados!

Luis e Alice caíram na gargalhada por um bom tempo.

— Seria cômico, se não fosse trágico – ria Alice secando as lágrimas.

— Já estamos tão acostumados em ficar por último que nem crio expectativas! – completou Luis indo se sentar no interior da tenda e descansar um pouco.

— É a vida – respondeu Olávio voltando a dar atenção para os próximos a passarem no teste na Igreja.

Os Sertanejos convencidos de que encontraram as peças certas, entram na igreja e se surpreendem ao descobrir que podem seguir para o fim da competição Sem desconfiarem de que tudo aquilo era uma brincadeira, Os Jogadores de Futebol e Os Youtubers também recebem o mapa para a Zona de Relaxamento.

— Viu como eu tava certo – disse Guilherme para a parceira – Eu não sou só músculos. Tenho celebro também!

Desconfiado, Aruanã insiste para que o irmão confie nele e somente pegue as peças, e as entregue para o padre.

— Lembra da última vez que você disse pra confiar em você, e a gente se perdeu na floresta? – lembrou Quaraçá

— Ah, de novo essa história?

— Sim! Por sua culpa fomos parar no Peru!

Oin? – se intrometeu Tony.

Estrategistas, Os Militares demoram um pouco para perceber a pegadinha, mas Capitão Guerra logo descobre o truque e correm em direção a final. Diferente dos Sertanejos que pensam que acharam as peças certas por pura sorte.

— Pelo amor de Jeová! – gritou Raimunda irritada – É tudo igual servos de Deus! Isso é uma farsa feita pelo programa!

— Droga! Descobriram – sussurrou Aruanã.

— Vocês vão ver! Vou pegar as peças que a gente precisa ao acaso, e vou entregar ao padre. Se eu não voltar em cinco minutos, saberão a verdade! – discursou na porta da igreja exibindo os azulejos como se fosse as tábuas dos dez mandamentos.

— Amém! – respondeu Mateus com a mão levantada.

Logo depois, a dupla entrou na igreja, e os minutos foram se passando, e nada deles saírem.

— E se foram punidos? – desconfia Brianna.

— Gente, eles tão correndo lá longe! – alerta um dos curiosos que assistiam a competição.

Quando a multidão se afastou e mostrou a dupla correndo como se fugissem do apocalipse, os demais competidores além de xingarem muito, começam a brigar pelas peças de azulejo e quase destroem a entrada da igreja. A primeira coisa que o padre fez foi jogar água benta, e rapidamente checou todos os azulejos que as equipes montaram no chão, e até sob os bancos de madeira. Um por um, o padre os dá os mapas para o local da Zona de Relaxamento e fica aliviado por sua participação no programa ter acabado. Porém do lado de fora da igreja, a confusão só estava começando: Os Índios, Os LGBT e Os Melhores Amigos correm na velocidade máxima pela rua de paralelepípedos, que faz Aruanã perder um dos chinelos cuja borracha se rompe e o leva ao chão. Envergonhado e arranhado, o rapaz volta a correr a tempo de quase ver Os Melhores Amigos serem atropelados num cruzamento.

"— Mona! – disse Tony fazendo um sinal de 'ok' porém com o 'o' muito fechado — Não passava uma agulha!

— QUÊ!!! – gargalhava Brianna – Passei mal!"

Mais brancos que papel ofício, a dupla mirim continua correndo como se nada tivesse acontecido.

" – Naquela hora ‘tava só o corpo – riu Mateus ainda tremendo – Minha alma já tinha subido.

— Quase me borrei! – riu Jéssica cuja a mão tremia enquanto bebia água."

Seguindo reto pelas escadarias iluminadas e virando a esquerda para os últimos metros antes da linha de chegada, a dupla começa a desacelerar devido as pernas bambas, mas vendo que os demais competidores estavam se aproximando, tomam um último fôlego e ignorando as dores aceleraram, mas não o suficiente, pois logo Quaraçá e Tony ficam lado a lado da dupla.

— E lá vêm eles! – anuncia Olávio assim que o trio dobra a esquina e se depararam com dezenas de curiosos ao redor da praça e um grande telão com foco neles correndo. Entre socos e empurrões, Quaraçá se adianta, mas tem o saiote puxado por Tony e na tentativa de se esconder para que ninguém o visse só de cueca, tropeça e agarra Tony para que não chegasse em primeiro lugar. Rindo, Mateus salta sobre a dupla, mas o índio o pega pelo tornozelo e o impede de chegar ao Tapete da Complexão.

— Me larga! – gritava o garoto chutando o índio.

— Corre logo viada! – gritava Tony para Brianna rolando no gramado com Quaraçá e Mateus.

Em meio a gritos e gargalhadas da multidão, dos outros participantes e os gritos de Olávio para que parassem, Aruanã separa o irmão de Tony, que é segurado por Brianna, e Os Melhores Amigos aproveitam os segundos de distração para correrem para o Tapete da Complexão, e quase são pisoteados quando as outras duas duplas chegam ao mesmo tempo e se estatelam novamente no chão. Quando os seis iam começar a brigar, Olávio os interrompe gritando pelo megafone:

— Competidores! Que chegada emocionante confusa! Mas infelizmente hoje, como determinado pelo roteiro, infelizmente o eliminado será...

Em meio à gritaria do povo que faziam até apostas sobre quem deveria sair e dos outros competidores que esperavam o fim do mistério e menos um na competição, Olávio revela sua decisão:

— NINGUÉM!!! – disse em meio a mais confusão ainda — Foi somente uma rodada não eliminatória!

— Tu me fez correr meio mundo pra nada vinhado? – perguntou Tony irritado pondo as mãos na cintura.

— Se quiser a vaga para sair tá disponível – retruca Olávio.

— Afrontosa ela, gente!

Fugindo dos outros competidores enfurecidos, Olávio decide encerrar logo o dia:

— E assim, mais um dia de competição chega ao fim! – diz Olávio acenando para a multidão que não parecia muito satisfeita – Eu sei que o povo adora um barraco, mas terão que esperar mais um episódio, pois eu garanto que no próximo muita coisa irá mudar! – gargalhou em meio a um jogo de luzes psicodélico, onde ele aproveitou para sumir, deixando todos se perguntando se ele estava com medo de ser linchado, literalmente, em praça pública.

— Devolve minha roupa! – pede Quaraçá vestindo só uma de cueca verde escuro, morrendo de vergonha dos olhares dos curiosos.

— Esse pedaço de folha de bananeira? Toma!

— Cuequinha da Cavalera? – observou Vera – Tá muito moderno esse índio.

— Tá pensando o quê? Que andamos pelados na selva? – pergunta Aruanã.

— Sim, ué – respondeu metade dos competidores que se importava com a cena.

— Ah, vão caçar uma cobra! – irritou-se Quaraçá saindo para se vestir.

— Ah é né, por que de minhoca já basta a sua – retrucou Tony.

— BERRO! – gargalhou Vera.

Mapa da Competição no Maranhão [Partes 1 e 2]

...continua...

(^_^)/

By Hikari Ouji

Notas finais
Curiosos para saber por ondes nossos corajosos participantes andaram passando? Acesse o link no "Mapa da Competição no Maranhão" no final desse capítulo para ver tudo o que rolou na competição no capítulo de hoje. Fotos dos locais onde estiveram, dos desafios e até imagens da comilança e dos azulejos estão lá. Acessem também meu perfil, e confira o "Diário de Bordo Total Drama" para mais informações sobre a fanfic, por trás da escrita e outras curiosidades. Aproveitem!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.