Tortura

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Gente, desculpem a demora... Ando sem tempo, mas consegui escrever algo ontem e sem mais demoras quis postar hoje. :)
Agradecida pelos comentários xDD Muito obrigada a todos! Ah... Alguém comentou sobre o fato de eu não responder os leitores... Bom gente é que eu prefiro assim, se não acabo falando demais e dando spolier, essas coisas sabe... Mas caso queiram que eu responda é só avisar tá? Estou a inteira disposição de vocês. Um beijo a todos e bom dia tbm! :D
E não esqueçam de comentarem o que acharam !!

- 24/03 10h: 34min –

- E ai?

A loira cercava Sakura enquanto se dirigiam a próxima aula.

- E ai o que?

- Não se faça de desentendida. Estou falando de seu encontro com Sasori.

A rosada suspirou, ainda sentia-se mal por ter evitado o beijo do ruivo.

- Não foi um encontro, nós só iríamos estudar juntos.

- Então o estudo foi muito bom, porque um certo ruivo chegou em casa com um sorriso de bobo apaixonado...

- Sério?

A rosada animou-se pela notícia, pelo visto ainda tinha chances com Sasori.

Ino apenas confirmou.

- Pensei que ele estivesse me odiando agora.

- Porque diz isto?

A rosada parou de caminhar pelo corredor movimentado, estava receosa.

- Bom... Quando nos despedimos ontem foi um pouco estranho, eu não sabia o que fazer, então o abracei, mas logo depois disso ele teve o impulso de... Você sabe me beijar.

Gesticulou com as mãos.

- Na boca?

A rosada corou ainda mais.

- Onde mais seria porca?!

A loira olha a paisagem ao lado como se estivesse pensando em algo.

- Não entendi. E porque ele te odiaria?

Passou o indicador na bochecha coçando a região, estava muito desajeitada.

- Porque eu não deixei que ele me beijasse.

Praticamente sussurrou aquilo, não tinha coragem de olhar para Ino.

- Você o quêêê?!

- Ino!

A loira olhou para os lados e sorriu amigavelmente para as pessoas que passavam olhando seu alvoroço.

- Eu não acredito que você fez isso Sakura.

Agora tinha a voz fina e baixa.

- Nem eu.

Sua áurea depressiva estava muito evidente, a loira tentou ajudar.

- Não desanima, não. Até porque ele estava bem contente ontem, isso significa que ele gostou do “estudo”.

Fez aspas com os dedos.

- E o que farei? Nem sei quando vai pintar outra oportunidade valiosa como a de ontem...

- Sakura, Sakura...

A loira balançava a cabeça negativamente.

- Sem falar que tem a Mitsuki.

- Acredite em mim, se ele estiver, e eu creio que estar, afim de você. Ele vai te procurar novamente.

Ino dizia aquilo com tanta confiança.

- Você tem certeza?

- Tenho.

-24/03 17h: 13min –

Acabara de atender a mesa quatro, o movimento estava até tranqüilo naquela tarde, consegui até ficar de conversa com Yuuka, evitou pensar no ruivo, não o vira o dia inteiro, já estava começando a supor péssimas hipóteses, do tipo: Ele não estava mais interessado ou então achava que a rosada não queria nada com ele.

- Estou pensando em sair daqui.

Assustou-se com a frase repentina da amiga, mas a mesma não deu tempo de questionar o motivo.

- Me prendi muito tempo aqui Sakura. Sinto que tenho que dar um basta nisso para poder seguir em frente.

- Entendo.

- Todos nós aqui sabemos que não a futuro em ser uma atendente de cafeteira.

A rosada olhou em volta e apenas confirmou com a cabeça. Sabia que seu trabalho como o de todos os outros que trabalhava consigo era honesto e digno como outro qualquer, mas a verdade que como em Tóquio, Konoha era uma cidade difícil de viver quando se tratava da classe média baixa, a vida era curta e dolorosa. Resumindo-se em muito trabalho e pouco descanso. Por isso muitos do que conhecia ali tinha vontade de subir na vida e ter mais oportunidade de emprego.

- E sua Mãe, Yuuka?

- Ela é o único motivo que ainda me prende aqui... Tenho medo de não conseguir outro emprego e deixar de comprar seus remédios.

Iria confortá-la, mas um cliente havia chegado, teve que atendê-lo.

- Boa tarde.

- Boa.

- O de sempre senhor Uchiha?

- Sim.

Deixou o cliente acomodado em sua mesa e foi até Yuuka.

- Todos os dias ele aparece aqui...

A rosada já repara aquilo, mas nunca havia comentado.

- É verdade.

- Deve gostar muito do estabelecimento ou da atendente.

A reprimiu com uma careta.

- Tudo bem, não estar mais aqui quem falou.

Suspendeu as mãos em defesa enquanto estava falando. Logo a rosada cortou o assunto.

- Vamos voltar ao trabalho.

Um dos seus colegas se aproximou.

- Qual é o pedido Sakura?

- O mesmo. Café amargo.

- 24/03 22h: 01min –

O telefone toca. Já sabia quem era.

- Está atrasado.

- Agora tem hora marcada?

Hoje ele não escaparia. Tinha que saber pelo menos se o mesmo era um velho, por que tarado ela já tinha certa que Sasuke era.

- Sasuke, sem brincadeiras hoje.

Ouviu-o suspirar.

- Você está de TPM?

- O que? Mas é claro que não!

Sasuke continuou em silêncio, decidiu continuar.

- Quero que seja sincero comigo...

- Sakura, nós não temos tempo para isso. Não liguei para ficar exatamente... Conversando. Sei que teve um dia tão duro quanto meu. Nada mais justo que um “descanso” para nós dois.

Ficou tentada em encerrar o assunto, mas novamente viu a imagem de um ancião ninfomaníaco em mente.

- Apenas me responda algo.

Novamente o silêncio permaneceu, avançou.

- Quantos anos você tem?

- Isso realmente é necessário?

Respondeu convicta.

- Absolutamente.

E mais um suspirou saiu da boca de Sasuke.

- Eu tenho vinte e três anos, satisfeita?

Dava para perceber que o mesmo fazia aquilo a contragosto. Sua voz estava pesarosa.

- Não. Como posso ter certeza disso?

- Então porque me perguntou?

Se não estivesse centrada e preocupada no momento, riria de Sasuke. Poucas vezes o ouviu nervoso.

Ficou calada, não sabia o que responder.

A voz de Sasuke voltou ao normal, estava calma novamente.

- Não estou mentindo.

Logo tudo ficou em silêncio. A rosada tomou coragem para se pronunciar.

- Sasuke.

- Oi.

- Você é um velho tarado de sessenta anos que fica me assediando?

Ele demorou a falar algo, ficou preocupada.

- Sou.

- Por Kami! Eu fiz coisas horríveis com você por telefone!

Desesperou-se, mas logo ouviu uma risada do outro lado da linha.

- Não diria que foram horríveis, muito pelo contrário.

- Não estou brincando Sasuke! Fale a verdade...

- Acha mesmo que sou um velho tarado?

Apenas murmurou.

- Talvez.

- Claro que não sou. E minha voz a prova disso.

Parou para pensar. A voz de Sasuke não se parecia em nada com de uma pessoa idosa, na verdade era muito sexy para ser de alguém tão velho. Gelou por dentro. Mais uma vez calou-se, agora envergonhada consigo mesma. Aonde estava com a cabeça para pensar em algo assim... Idiota, idiota, idiota!

Não teve coragem de dizer nada, queria se enfiar em um buraco por tanto constrangimento. Desligou o telefone.

Logo o aparelho soou mais uma vez.

Atendeu vacilante.

- Sakura, você está bem hoje? Porque desligou?

Parece preocupação, não é? Mas não se iluda, ele está falando isso com a voz mais desdenhosa possível...

- Desculpe, foi à ligação que caiu.

Inventou a primeira desculpa que veio em mente.

- Que seja.

Sasuke mudou o assunto.

- Deu certo ontem?

Sabia ao que se referia.

- Sim, mas não quero falar sobre isso.

- Aposto que recuou quando ele avançou o sinal...

Surpreendeu-se.

- Como sabe disso?

- Não sei, só presumi. Você ainda tem receio de expor suas vontades Sakura.

Ele tinha razão, como sempre...

- Não se preocupe isso é comum, com um tempo irá se acostumar a si mesma.

Hora ou outra tinha a impressão de que Sasuke lia sua alma como ninguém.

- Sabe qual é minha vontade agora?

- Qual?

- Saber que presente você disse ter comprado.

Ouviu seu riso encantadoramente sedutor. A parte mais engraçada dessa “relação” que tinha era que se excitavam apenas por ouvir um ao outro.

Assim que Sasuke terminou de dar as instruções, foi até sua caixa de correio e pegou uma encomenda.

- Uma lingerie?

Perguntou ao sentar-se novamente em seu sofá com Sasuke na linha, acabara de abrir o embrulho. O conjunto era rendado e tinha a cor vermelha sangue.

- Sim. Quero que a vista.

Ficou confusa e rubra.

- Isso é desnecessário, nem se quer irá me ver usar isso.

- Apenas a vista.

Obedeceu contrariada, mas a verdade era que estava curiosa. Retirou o fino robe de seda que usava deixando suas peças íntimas aparecerem, despiu-se ali mesmo e pôs o conjunto que receberá de Sasuke. Foi até o telefone.

- Minha Mãe sempre diz para não usar peças íntimas recém compradas antes de lavá-las.

- Não se preocupe, estão em absoluto estado de uso.

Estreitou o cenho, não fazia a mínima idéia do motivo em usar aquilo.

- Afinal, qual a razão para eu usá-la?

- Logo irá saber

Iria repreendê-lo pelo suspense, mas foi interrompida ao sentir que sua intimidade estava começando a esquentar de forma estranha. Respirou fundo, aquilo estava deverás prazeroso.

Ao ouvir a respiração pesada da rosada, Sasuke se pronunciou.

- Coloquei um óleo especial na parte inferior.

- Percebi.

Respondeu com um pouco de dificuldade. Apostava que o mesmo estava rindo.

- Porque é especial?

- Vamos descobrir hoje...

Passaram o resto da noite e a madrugada tendo contatos íntimos indiretos por telefone, horas sussurravam palavras sensuais um ao outro, horas ficavam em silencio desfrutando apenas da imaginação, onde sempre se viam juntos praticando tais contatos.

Já dizia um grande escritor: “O louco, o amoroso e o poeta estão recheados de imaginação”. Em qual dessas classificações os dois se encaixariam?