Tortura

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Bom gente mais um cap. pra vocês, desculpem a demora... É porque a universidade tá me sugando as energias... Por isso vou demorar mais para postar... Me perdoem, sei que isso é muito chato. Mas não vou demorar como dá ultima vez que pareceu décadas, vou tentar atualizar toda semana. Agora vamos para parte feliz das notas: Kyyyyyyyaaaaaaaaaaaaahhhhh! OMG!! Mas DUAS, eu disse DUUAS recomendações seguidas no mesmo capítulo!!! Kami-sama! É semais pro coração engordurado que eu tenho.... Lola, muito obrigado minha flor, fico muito feliz que esteja gostando da fic, isso me enche de orgulho. Digo o mesmo a Miku, linda!!! Muito obrigada a vc também, quando eu vi sua recomendação foi muito engraçado, mas não vou contar como foi porque a história é bem constragedora...kkkkkkkkkk. Kami-sama te ilumine sempre(as duas e a todos os outro leitores), muito obrigada mesmo de coração!! P.S: Eu poderia ficar cobrindo as duas com elogios o dia inteiro aqui, mas eu acho que essa nota tem limite de caracteres e tbm o comentário vai ficar maior que a propria fic... Muthcu besos!!! Ah... Olhem a nota final por favor, por favorzinho!! >.

–Por Kami-sama, o que houve?

Antes que o convidasse ele adentrou minha residência depositando-se no sofá. Algo muito ruim deveria ter acontecido, ele descansava a cabeça em suas mãos respirando de forma hostil como tentasse se controlar.

Tive que conter minhas “perguntas irritantes” como o mesmo dizia, para poder fazer algo por ele. Minhas dúvidas iam de roubo até assassinato. Quando o assunto era Sasuke, eu esperava qualquer coisa.

Fechei a porta atrás de mim e andei cautelosamente até si pondo uma de minhas mãos em suas costas massageando-a, pude o sentir tremer pelo toque, por não esperá-lo, agachei-me para poder ver seu rosto.

Notei que usava novamente os mesmo trajes sociais, estava começando achar que Sasuke passava tempo demais trabalhando.

– Sasuke-kun.

Chamou docemente para tentar acalmá-lo, mas este nada disse. Tentou mais algumas vezes e não obteve respostas. Começou a ficar novamente apreensiva, o que teria acontecido? Sasuke era umas das pessoas mais frias que conhecia, era extremamente previdente, sabia controlar muito bem suas emoções, vê-lo desestabilizado era no mínimo estrambótico.

Estava perdida, não sabia exatamente o que fazer, o moreno era escorregadio não tinha idéia do que poderia fazer para confortá-lo, talvez ele nem quisesse isto. Por que diabos então ele viria a sua casa?

Com a mão livre acariciou uma das mãos de Sasuke que permanecia em seu rosto e retirou-a com cuidado para poder observá-lo melhor, fazia aquilo instintivamente, queria protegê-lo do que quer que fosse. Seu olhar que até então estava perdido encontrou os meus esverdeados.

– Eu estou aqui com você.

A rosada ajoelhou-se no assoalho e o abraçou fortemente. Voltou novamente a massagear suas costas e repousar sua cabeça no ombro do mesmo.

– Vai passar.

Apesar do mesmo estar mudo e não corresponder seu abraço sentiu o queixo do moreno descansar em si. Passaram longos minutos assim até sentir que a respiração de Sasuke havia normalizado. Distanciou-se deste.

–Quer beber ou comer algo?

Ele apenas desviou seus olhos dos dela, Sakura entendeu isso como um não. O moreno parecia ser outra pessoa. Ele não lhe dirigira a palavra ao menos uma vez desde que tinha o visto na sola de sua casa, era evidente que não se sentia confortável em demonstrar estava “nova” face para a Haruno. E ela parecia compreender aquilo, do seu jeito, mas entendia...

De repente o celular toca.

Sakura certificasse de que não é o seu. E Sasuke estava alheio ao som do aparelho.

–Sasuke-kun, não irá atender?

Ele apensa continuava imóvel, o som via do bolso de sua calça escura.

Sakura tinha esperanças de que o mesmo atendesse, desconfiava que fosse alguém preocupado com o mesmo, afinal já era tarde e seu estado não era bom.

O som já estava ficando irritante.

– Sasuke-kun, por favor, atenda.

O moreno finalmente mexeu-se e observo o visor do objeto que não parava de tocar. A cena a seguir foi extremamente rápida. Sasuke simplesmente arremessou o aparelho contra a parede fazendo com que este caísse em pedaços.

Sakura soltou um grito abafado de susto. Depois rio por conta do nervosismo.

– É... Acho que já entendi que não quer falar com ninguém.

Apesar de tudo não tinha medo de Sasuke. Era estranho pensar assim, mas era o que sentia, ele só precisava de colo’. Então continuou, agindo como se nada houvesse ocorrido, talvez isso o deixasse mais calmo.

– Então, porque não me acompanha até a cozinha? Ao contrário de você, eu estou morrendo de fome.

Deu as costas ao moreno e foi rumo à cozinha, sendo mais específica a geladeira. Torceu que o mesmo a seguisse e ao olhar sorrateiramente para trás percebeu que obteve sucesso, ele já havia levantado.

O viu aproximasse de sua mesa americana e sentar-se logo em seguida, ele tinha atenção voltada para toda a casa, nem repara que ela vinha com um copo de leite em mãos.

– Pequena não é?

Tomou um pouco do líquido sendo observada pelo moreno. Foi então que ele percebeu que a rosada se referia a casa. Continuou.

– Mas é bem aconchegante, quando cheguei aqui e botei meus olhos nela, tive certeza de que era a casa certa para mim. Lembrava-me muito a de Tóquio. Até o cheiro... Acredita que uso os mesmo produtos de limpeza que a minha Okaasan?

Ela riu de forma divertida enquanto Sasuke prestava atenção em cada palavra sua.

– Só para poder chegar todos os dias em casa e dizer “Tadaima”.

Logo a rosada se lembrou de algo, terminou de tomar seu leite.

– Sasuke-kun importa-se de esperar um pouco?

Este apenas deu de ombros. Tinha que ter muita paciência com os “bons” modos de Sasuke.

Foi até seu quarto pegar lençóis limpos e um par de travesseiros, então se direcionou ao quarto de hóspedes para prepará-lo à Sasuke. Deduziu que o mesmo passaria a noite ali, afinal já estava muito tarde, também não podia negar que não queria deixá-lo sozinho, temia que fizesse alguma bobagem.

Desceu os degraus correndo, já havia o deixado tempo demais sozinho, ele não estava mais na cozinha, assistia algo na TV.

– Que petulância.

Murmurou para se mesma, mal chegara a sua casa e já redizia nela como se fosse dele. Depois se aproximou mais do moreno.

Teve medo de pergunta-lhe algo novamente e este não a respondesse então preferiu continuar imparcial.

– Venha, preparei um quarto para você.

Para sua surpresa Sasuke desligou a televisão e a seguiu, parecia menos transtornado. Abraçou sua cintura com uma das mãos e o acompanhou na escada, tentou ser o mais carinhosa possível, desejava que ele se sentisse aconchegado.

– Caso queria lavar-se tem um banheiro lá em baixo, só precisa virar a direita assim que descer a escada.

Terminaram de subir os degraus e passaram pelo pequeno corredor, Sakura separou-se do moreno para abrir a porta do cômodo.

Sasuke a acompanhou quando Sakura adentrou o local, ele permanecia parado enquanto esta pegava algo em uma pequena cômoda em uma das extremidades do quarto. Era um cobertor, ela o pôs em cima da cama.

– Para o caso de sentir frio.

O silêncio surgiu entre ambos. Sakura entendeu aquilo como uma despedida.

– Boa noite, Sasuke-kun.

– Fique.

Assustou-se pelo rompimento da mudez e por seu pedido, sua voz era rouca e relutante, deveria estar fazendo um grande esforço para dizer aquilo. Não pode evitar corar, afinal, aquele era Sasuke, seu amigo íntimo, já compartilhara inúmeras vezes de momentos picantes, mesmo que indiretamente, era natural que ficasse envergonha e ele percebeu isto.

– Apenas para me fazer companhia.

Enrubesceu mais ainda por ele ter certeza do que pensara, neste momento ela parecia ser o lobo e ele o cordeiro.

Tentou afastar aqueles pensamentos importunos. Naquele momento não se tratava do Sasuke sedutor e sim do Sasuke-kun, seu amigo, não deveria temê-lo. Foi com esta linha de raciocínio que fixou seus olhos nos orbes negros dele e segurou seu braço para que o mesmo sentasse sobre a cama fazendo o mesmo. Podia notar em seu rosto o cansaço e falta de vida, percebeu que algo nele havia morrido e sentiu-se devastada por isto.

Ajeitou-se para poder retirar o calçado perfeitamente lustrado de Sasuke o deixando apenas de meia, folgou sua gravata azul marinho e tirou com certa dificuldade o cinto para que lhe folgasse o ventre. Deitou-se a cama e ao ver que o moreno a observava silenciosamente mostrou um sorriso sincero e convidativo para que ele a acompanhasse, assim o fez.

Sakura aproximou um pouco mais de Sasuke e acariciou seu rosto sorrindo mais uma vez, logo levou a mão até seu cabelo levemente arrepiado e muito macio por sinal, traçava rotas sem destino algum, apenas para proporcioná-lo um afago. Sasuke vedou os olhos.

Decidiu que velaria seu sono.

Aquilo a lembrava uma velha cantiga, quanto tempo não escutava? Era uma das suas preferidas, sempre que podia seu Otousan vinha niná-la com ela, toda vez que sentia medo. Fechou os olhos para lembrar-se e então já a tinha em seus lábios.

–“Se esta rua, se rua fosse minha.”

Apesar de não ser nenhuma cantora profissional, tentei ser suave, talvez o ajudasse.

– “Eu mandava, eu mandava ladrilhar.”

Retirou um mecha fujona da franja de Sasuke que insistia em o perturbar a pálpebra.

– “Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante.”

– “Para o meu, para o meu amor passar.”

– “Nessa rua, nessa...”

Continuou a cantar até perder-se no sono profundo.

– 12/03 05h: 58min –

Acordei cedo por conta da viagem, pelo menos era isto que tinha em mente, mas na verdade estava mesmo é preocupada com Sasuke. Algo havia acontecido com ele e eu não fazia idéia do que poderia ser.

Mordiscou uma de suas torradas enquanto levava um pouco de chá à boca. Olhou para escada como se perguntasse se o moreno já havia acordado.

Logo teria que sair para encontrar-se com Sasori, suas malas estavam devidamente prontas e arrumadas ao lado da porta de saída e entrada, mas estava apreensiva em deixar Sasuke sozinho. Observou um objeto em questão na outra extremidade da mesa, era o celular de Sasuke, por sorte o aparelho não tinha quebrado com a fúria do moreno, só foi preciso encaixar novamente a bateria e ligá-lo. A curiosidade era imensa, sua vontade era de bisbilhotar o que tinha ali.

Foi então que o mesmo começou a alarmar. Largou a xícara de qualquer jeito derramando um pouco do conteúdo sobre a mesa. Praguejou algo, mas não interrompeu seu percurso até o objeto. O segurou com certa ansiedade, sua consciência impedia de prosseguir.

Atender aquele telefonema significava muito... Desconfiança, deslealdade, desconsideração, qualquer coisa que começasse com este prefixo exprimindo toda sua negação nas palavras, mas também simbolizava a preocupação, o carinho e o cuidado que tinha pelo amigo, foi com esses pensamentos que olhou para visor do aparelho e atendeu.

– Sasuke?!

Aquela voz... Conhecia aquela voz!

– Eu sei que me está escutando! Sasuke?! Onde você está? Não seja estulto!

Desligou o celular antes que o “desconhecido” prosseguisse com os insultos, apesar de rouca e apreensiva conhecia muito bem aquela voz. Era ele... Era o senhor do café amargo, aquele que sempre atendia nas tardes de terça e quinta. Reconheceria seu brado em qualquer lugar... O que não entedia era o que aquele senhor tinha haver com Sasuke.

Rapidamente vasculhou a últimas ligações, seus pensamentos entraram em conflito quando conseguiu ler nitidamente: Uchiha.

Notas finais
E ai moçada?! Gostaram ou não gostaram? Seja o que for trabalhe os dedos no teclado e me conte! Lerei com bastante atenção e carinho o seu comentário! Bom... Era só isso mesmo! Tchau e resto bom de final de semana a todos, sei que é terrível ver o domingo acabando e a segunda chegando... i.i xoxoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.