Tortura

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Desculpem a demora, o tempo está corrido...Mais um cap pra vocês! Obrigada pelo comentários, tenho que admitir que fiquei meio envergonhada fazer hentai, não tenho experiencia nesse tipo de texto, quis arriscar pra ver se me sairia bem... Acho que no próximo capítulo vocÊs vão ter um surpresa, não tenho certeza ainda...Bom, era só isso.. Ah, por favor, comentem o que gostaram e o que não gostaram no cap. tive certa dificuldade em escreve-lo.

-19/03 05h: 57 min-

Algo incomodava seu pescoço e isso foi o suficiente para perturbar seu sono. Abriu os olhos vagarosamente, estava na sala de sua casa. A princípio estranhou, mas recordações da noite anterior vieram em sua mente de forma instantânea respondendo seus conflitos mentais.

Pôs a mão na boca. Levantou bruscamente seu tronco do sofá a qual dormira de mau-jeito.

Odiou-se por ter feito aquilo sem pensar direito, estava tão frágil que se deu por vencida facilmente e rendeu-se a tentação de Sasuke.

- Burra, burra, burra!

Castiga a si mesma. Deixou que algumas lágrimas escapassem de seu rosto. De súbito lembrou da faculdade, aquilo agora era mais importante agora.

Procurou por seu celular, pegou-o na mesinha sua frente. Por sorte ainda era seis horas da manhã. Aliviou-se soltando a respiração.

Com pouca vontade arrastou-se até seu quarto.

-19/03 09h: 16 min-

- Por hoje é só pessoal, estão liberados.

Ouviu a voz da professora e despertou de seus pensamentos. Estava pensando em desmarcar com Sasori, queria evitar contato com o ruivo, até porque não era masoquista.

Saiu da sala e como de costume a loira a seguiu. Ino falava algo inaudível para a rosada até o momento. Estava bem distante está manhã.

- Ontem o Gaara me ligou! Você acredita nisso? Fiquei tão feliz.

A loira dava pulinhos de alegria enquanto falava praticamente sozinha, Sakura não prestava atenção alguma. Só havia ouvido a palavra “ligou”. Aquilo se disseminava em toda sua mente e levava seus pensamentos ao desconhecido. Ela jurou a si mesma que aquilo não havia passado de um simples pesadelo, mesmo tendo certeza de que o hoje Sasuke ligaria novamente e comprovaria a realidade dos fatos, mas era mais saudável a sua sanidade pensar daquela forma, pelo menos por enquanto.

Viu uma mão delicada e alva estalar os dedos varias vezes em sua frente, voltou a si, era Ino.

- Aconteceu de novo?

- Sim. E dessa vez por mais de meia hora.

Já era a segunda vez que deixar a loira falando sozinha.

- Desculpe Ino. Hoje não um dos meus melhores dias.

- É por causa do Sasori, não é?

- Também.

- Quer conversar sobre isso?

Respirou fundo, ansiava em conversa com alguém sobre os telefonemas que recebia, mas estava fora de cogitação, não depois de ontem à noite...

- Não consigo...

Sussurrou abaixando a cabeça frustrada e triste.

- Tudo bem. Sinta-se a vontade em desabafar comigo quando quiser.

Sentiu a loira abraça-la de lado com um de seus braços, aquilo havia confortado um pouco a rosada.

- Obrigada porquinha.

Apesar de ser louca e imatura na maioria das vezes, Ino era uma boa amiga.

Apertou meu nariz com os dedos, ela sabia que eu detestava aquilo.

- Estarei sempre aqui Testuda.

-19/03 21h: 07 min-

O resto de seu dia havia sido como em todos os outros. Muito trabalho, estudo e pouco descanso, este eram seus pensamentos agora, estava muito chateada por não ter conseguido conversa com o ruivo a manhã inteira. Parecia até que o mesmo estava fugindo dela. Terminou seu dia e não consegui cancelar o compromisso com ele.

Quando pediu a ajuda de Ino para informar o garoto sobre sua desistência, a mesma foi contra sua decisão.

Suspirou mais uma vez ao lembrar-se disso.

Comeu mais um de seus biscoitos enquanto assistia o Jornal. Pôs a mão novamente no pacote de bolachas que segurava e não encontrou mais nenhum daqueles doces por lá. Foi até a cozinha pegar mais.

“ Mais um vez Sasuke U-“

- O que?!

Arregalou as esmeraldas, chocada.

Saiu correndo do local onde estava o mais rápido possível para sala. Era impressão sua ou havia escutado o nome dele na televisão?

Olhou o noticiário. Estava falando sobre as conseqüências do acidente nuclear em Fukushima.

Balançou a cabeça negativamente.

-Estou ficando louca.

Sentou-se novamente e voltou a comer.

O telefone toca.

Foi até o mesmo ainda distraída com as ilustrações na TV.

Em poucos segundos Sakura o atende.

- Residência Haruno. Quem deseja?


— Sou eu.

Droga! Praguejou em pensamentos.


— Você de novo? Deixe-me em paz!


— Sabe que não será tão fácil se livrar assim de mim.


— Eu tenho nojo de você, e do que você me fez fazer!


— Vai dizer que não gostou? Se não tivesse já teria desligado o telefone.


— Desgraçado!


Desligou o objeto com hostilidade.

Sentia raiva, muita raiva, mas tinha que admitir que a culpa não era do desconhecido, afinal ela que dera inicio aquilo na última ligação.

E novamente o telefone tocou.

- Sasuke... Estou falando sério. Por favor, não quero que me ligue mais.

Desta vez moderou mais a voz, a verdade que queria chorar. Continuou com a voz fraca.

- Me arrependo do que fiz. Não era eu ali, entende? Eu...

Não conseguia completar. Sasuke permanecia em silêncio, parecia pensar em que falar.

- Terminou?

Franziu o cenho.

- Terminou o que?

- De mentir para si mesma.

A voz dele era extremamente arrogante. E logo as lágrimas escorreram tímidas.

- Eu não estou mentindo, essa é a verdade!

- Sabe que não.

Tentou discutir, mas não sabia o que argumentar.

- Sakura. Você foi você mesma todo o tempo ontem a noite, aquela é a Sakura que guardava dentro de si.

Suas palavras causaram grande impacto na rosada. E aquilo de certa forma relaxou seu ser.

- E não sinta vergonha. Ninguém irá para o inferno por tão pouco.

Ela não queria dar o braço a torcer.

- Você nem sabe quem eu sou. Como pode me conhecer mais que eu mesma?

Ouviu um longo suspiro do estranho.

- Sakura. Liguei para saber de sua resposta.

Abriu a boca para dizer algo, mas nada saiu.

- Sasori, não é?

- O que disse?

- O garoto que esta perturbando você...

Na verdade é você que fica perturbando minha mente o tempo todo, mas isso só é um detalhe, ninguém precisa saber.

- É.

Respondeu relutante, não sabia ao certo o que sentir por Sasori, ultimamente Sasuke vinha confundindo sua mente.

- Então nosso acordo cairá como uma luva. Posso te ajudar a desperta a verdadeira Sakura dentro de você lhe proporcionará mais experiência, creio que irá agradar o garoto. Afinal qualquer homem iria gostar.

Sakura parou para pensar, se aceitasse a proposto teria muitos lucros. Primeiro porque se existisse mesmo essa real Sakura dentro de si conseguiria lhe dar melhor com o acontecido com Sasuke, além de outras situações que poderia ter, afinal ele era um tentação. Segundo, seu lado “certinho” sempre pesou muito em suas decisões, não que isso fosse algo ruim, ao contrário era ótimo, mas ela fechava muitas portas por ter só uma visão das coisas, talvez isso lhe proporcionasse mais abertura. E terceiro, Sasori, quem sabe o ruivo não a veria de outra forma?

- Irei repeti-la. Agora sua decisão será definitiva Sakura.

A rosada engolia em seco.

- “Está disposta a ter contatos íntimos comigo por telefone?”

- Devo estar louca.

- E então?

- Sim. Estou.

Enxuguei, com a barra da blusa branca que usava o rosto que ainda estava molhado pelas lágrimas. Ah... Eu estava triste, não é? Por isso que havia chorado. Mas agora não havia resquícios de tristeza em mim, apenas motivação. Por isso que Sasuke me confundia... Nem meus próprios sentimentos se alinhavam.

-23/03 09h: 32min-

Era sábado, o dia no qual Sasori viria aqui. Tratei de acordar bem cedo e deixar a casa impecável. A residência estava sempre limpa, mas como hoje era uma ocasião especial se dedicou mais na limpeza.

Foi até o banheiro do andar de baixo e tomou um banho para relaxar, estava com os músculos doloridos.

Enquanto se enxugava ouviu o celular tocar. Foi até a pia e o pegou. Era Sasuke. Já fazia quatro dias que se comunicavam sempre por telefone ou celular, havia dado seu número a ele, mas o mesmo nunca mandou o dele.

Deixou que um sorriso atravessasse seus lábios quando atendeu.

- Sou eu.

- Aconteceu alguma coisa?

- E precisa acontecer algo para te ligar?

- Na verdade sim...

Deu um breve riso ao dizer isso.

- Você está certa. Aconteceu sim.

Ficou curiosa.

- O que houve?

- Comprei algo para você, ou melhor, para nós dois.

Corou, ainda estava cedo demais para acostumar-se a essas “coisas”. Já estavam tendo muitos contatos íntimos por telefone, mas ainda ficava desconcertada quando o mesmo falava tão naturalmente sobre isso.

- O que?

- Saberá hoje à noite.

Entristeceu-se.

- Tem que ser à noite? É que Sasori vem hoje...

Sasuke ficou alguns segundos em silêncio.

- Não tem problema, mandarei o presente outro dia.

- Está certo.

Lembrou-se do que iria falar com ele. Tomou coragem.

- Sasuke...

- Oi.

- Precisodesuaajudaparaescolherumaroupaadequada.

A rosada falara muito rápido e Sasuke não conseguiu acompanhá-la.

- O que?

- Preciso de sua ajuda para escolher uma roupa adequada!

Tinha certeza que o mesmo estava rindo.

- É simples. Homens gostam de curvas então as mostre, não coloque algo decotado demais nem muito curto isso soara como se estivesse desesperada pela atenção dele.

Ouviu atentamente.

- Arigatou, Sasuke-kun.

Agradeceu sinceramente.

- Só mais um coisa...

Esperou que ele continuasse. Logo ouviu sua voz maliciosa.

- Faça aquilo que eu te disse ontem.

- Seu tarado!

Desligou rapidamente o celular e foi se vestir.